Ilha do Príncipe Eduardo

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Ilha do Príncipe Eduardo
Prince Edward Island
Île-du-Prince-Édouard
Bandeira Brasão de armas
Lema: Parva Sub Ingenti
(Do latim: O Menor Dentro da Proteção do Grande)
Mapa do Canadá com Ilha do Príncipe EduardoPrince Edward IslandÎle-du-Prince-Édouard destacado
Outras províncias e territórios do Canadá
Capital Charlottetown
Maior cidade Charlottetown
Tenente Governador J. Léonce Bernard
Governador Pat Binns (PC)
Línguas oficiais Inglês
Área 5 660 km² (13º)
 - Terra 5 660 km²
 - Água 0 km² (0%)
População (2006)
 - População 138 519 (10º)
 - Densidade 24,36 hab/km² (1º)
Admissão na Confederação
 - Data 1 de julho de 1873
 - Ordem 1
Fuso horário UTC-4
Representação parlamentar
 - Membros do Parlamento 4
 - Senadores 4
Abreviações
 - Abreviação postal PE
 - ISO 3166-2 CA-PE
Prefixo Postal C
Website oficial www.gov.pe.ca

A Ilha do Príncipe Eduardo (em inglês Prince Edward Island, em francês Île-du-Prince-Édouard) é uma das dez províncias do Canadá, parte das Províncias Marítimas. A província está localizada na ilha homônima, ao norte de Nova Brunswick e da Nova Escócia. É a menor província do país, tanto em extensão territorial e em população. Porém, a Ilha do Príncipe Eduardo possui a maior densidade demográfica de qualquer província canadense. A província, a única do Canadá totalmente localizada à parte do corpo principal do continente americano, é comumente chamada de The Island (A Ilha) por seus habitantes.

As principais fontes de renda da Ilha do Príncipe Eduardo são o turismo, a agricultura e a pesca. Anualmente, centenas de milhares de turistas, vindos primariamente de outras províncias canadenses e dos Estados Unidos, visitam a Ilha do Príncipe Eduardo. Apesar de seu pequeno tamanho, a província é uma das maiores produtoras nacionais de batatas do país, bem como uma grande produtora de leite e carne bovina.

A Ilha do Príncipe Eduardo possui pouquíssimas reservas de minérios essenciais. Além disto, até recentemente, a província não possuía nenhum meio de acesso direto com o restante do país - todo o transporte de produtos e pessoas era realizado via navios ou aviões. Foi somente em 1997 que uma ponte foi construída entre a Ilha do Príncipe Eduardo e a província vizinha de Nova Brunswick. Sua falta de recursos naturais e sua localização isolada impediram historicamente o desenvolvimento da indústria de manufatura na província. Porém, os corpos d' água que cercam a província possuem grandes quantidades de peixes, crustáceos e ostras, que fazem da pesca uma importante fonte de renda da província.

Inicialmente, a Ilha do Príncipe Eduardo fora colonizada pelos franceses. A ilha, que fora chamada pelos franceses de Île Saint-Jean (Ilha São João), fazia parte da província colonial de Acádia, parte da Nova França. Em 1763, os britânicos assumiram o controle da ilha, renomeando-na com seu presente nome, em homenagem ao Príncipe Eduardo Augusto, o pai da Rainha Vitória.

História[editar | editar código-fonte]

A Ilha do Príncipe Eduardo era originalmente habitada pelos nativos americanos mi'kmaq. Eles chamavam a ilha de Abegweit.

A província fazia parte originalmente da Acádia, uma colônia francesa. Como tal, a ilha era chamada de Île Saint-Jean (Ilha São João). Aproximadamente mil acadianos foram deportados em 1758, quando os britânicos conquistaram a Île Saint-Jean, durante a Guerra Franco-Indígena.

A nova colônia de St. John's Islands ficou virtualmente deserta após o fim das hostilidades, salvo a presença de um forte inglês. Para atrair pessoas à região, com o menor gasto possível, o Capitão Samuel Holland, do tesouro real da Inglaterra, propôs ao Departamento de Comércio e Agricultura que uma pesquisa de caráter científico fosse feito na região, como método de encorajar o assentamento e a pesca tanto na ilha como no resto das colônias britânicas na América do Norte - particularmente, em áreas recém conquistadas da França (Acádia e Nova França).

A pesquisa foi feita na ilha entre 1764 e 1766, na qual três condados, cada um com aproximadamente dois mil km², foram criados. Cada condado era subdividido em cinco paróquias, cada uma com 400 km². Cada condado tinha sua capital (chamada de "royalties"), sendo que o resto do campo era dividido em 67 lotes diferentes, cada uma com aproximadamente 80 km². Assim sendo, elas foram imediatamente leiloadas à nobreza britânica.

Esperava-se dos novos donos dos lotes o recrutamento de novos assentadores, bem como o financiamento do transporte de tais assentadores da Inglaterra (ou de qualquer colônia desta) para a ilha; enquanto que era o dever dos novos assentadores que eles trabalhassem no desmatamento da região, bem como pagassem uma taxa anual (quitrents) para seus senhores.

Em 1798, a Grã-Bretanha mudou o nome da colônia de Ilha de São João para Ilha do Príncipe Eduardo, para distingui-lo de outras regiões na área do atlântico, como a cidade de Saint John e a cidade de St. John's. O novo nome da colônia homenageava o quarto filho do Rei Jorge III do Reino Unido, Duque de Kent, que então comandava tropas britânicas em Halifax.

Durante a década de 1840, os habitantes da Ilha do Príncipe Eduardo passaram a pedir por maior autonomia política. O Reino Unido cedeu à pressão em 1851, dando à Ilha do Príncipe Eduardo total controle sobre o governo, em assuntos domésticos.

Em setembro de 1864, a Ilha do Príncipe Eduardo sediou a Conferência de Charlottetown, que foi o primeiro de uma série de encontros que levaram à criação dos Artigos da Confederação do Canadá, em 1864 - assinada por Ontário, Quebec, Nova Brunswick e Nova Escócia. Porém, a Ilha do Príncipe Eduardo, junto com Terra Nova e Labrador, não concordaram com os termos da Confederação, e recusaram entrada na Confederação. No final da década de 1860, ainda como colônia britânica, políticos da Ilha do Príncipe Eduardo tinham várias possibilidades como tornarem-se independentes, juntar-se ao Canadá, aos Estados Unidos, ou continuar como colônia da Inglaterra.

No começo da década de 1870, a colônia de Ilha do Príncipe Eduardo começou a construção de uma ferrovia, mas rapidamente a colônia começou a acumular dívidas. Não querendo responsabilizar-se pelo pagamento da dívida contraída, a Inglaterra pressionou sua colônia a reinstalar novas negociações com a Confederação do Canadá. Em 1873, o então primeiro-ministro do Canadá, John Alexander Macdonald, querendo a todo custo parar o perigo dp expansionismo norte-americano, propôs os seguintes termos: o Canadá pagaria as dívidas contraídas pela Ilha do Príncipe Eduardo, compraria quaisquer lotes remanescentes na colônia, e também forneceria transporte adequado entre a ilha e o continente, mas a colônia teria que juntar-se à Confederação. Assim sendo, a colônia aceitou os termos, e entrou à Confederação do Canadá em 1 de julho de 1873.

A população da província crescera gradualmente durante as duas primeiras décadas como província canadense. Porém, tornou-se claro que estabelecimentos industriais e comerciais da província não tinham condições de competir com produtos mais baratos, produzidos em outras províncias do Canadá (primariamente Ontário e Quebec). A agricultura e a pesca eram as principais fontes de renda da província, mas mesmo estes dois setores não podiam competir com a indústria pesqueira de Nova Brunswick ou da Nova Escócia, ou da indústria agropecuária do interior canadense.

A província tornou-se cada vez mais dependente de ajuda financeira do governo canadense, e sua população passou a cair gradualmente a partir da década de 1890. Durante as décadas de 1920 e 1930, a província passou a gastar mais em educação, saúde pública e assistência social e financeira, o que, apesar de ter freado o decrescimento da população da Ilha do Príncipe Eduardo, aumentou os problemas financeiros da província. A Grande Depressão dos anos 1930 somente agravou a situação financeira da província como um todo, que fora até então precária, durante as primeiras décadas do século XX - com exceção de um breve período, durante os anos da Primeira Guerra Mundial.

A Ilha do Príncipe Eduardo passou a receber maior ajuda financeira do governo canadense a partir do início da década de 1940. Isto, aliado com a Segunda Guerra Mundial, fizeram com que diversos serviços públicos, tais como transportes e educação, fossem drasticamente melhorados; bem como houve-se uma recuperação da indústria agrária. Com isto, a Ilha do Príncipe Eduardo registrou seu primeiro período de crescimento populacional, desde o censo nacional de 1891. Desde o início da década de 1940, a população da província tem somente crescido, embora muito lentamente, sendo que foi somente durante o início da década de 1970 que a população da Ilha do Príncipe Eduardo superou a população da província em 1891.

O governo da Ilha do Príncipe Eduardo, em parceria com o governo canadense, passou a investir ainda mais em educação e em transportes. Então, o turismo já havia tornado-se uma das principais fontes de renda da província. Além disto, em 1969, a província tentou revitalizar sua economia, através de diversos atos. Estes atos foram mal-sucedidos em seu objetivo, e o governo da Ilha do Príncipe Eduardo voltou a dar maior atenção aos seus principais setores econômicos, a agricultura e a pesca, bem como um forte turismo em crescimento, durante a década de 1980. Em 1997, a Ponte da Confederação foi inaugurada, conectando a província com o continente, e oferecendo uma conexão direta entre a ilha e o restante do continente, assim, incentivando o turismo. Isto ajudou a elevar o turismo para a posição de segunda principal fonte de renda da província, atrás somente da agricultura.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa da Ilha do Príncipe Eduardo.

A província de Ilha do Príncipe Eduardo está localizada sob a ilha de mesmo nome, no Golfo de São Lourenço, a leste de Nova Brunswick e ao norte da Nova Escócia. Estas e a Ilha do Príncipe Eduardo estão separadas pelo Estreito de Northumberland.

A capital e a maior cidade da província é Charlottetown, situada no centro da Ilha do Príncipe Eduardo, na margem sul da ilha. Summerside é a segunda maior cidade da província, e está localizada no Condado de Prince, na parte ocidental da província. Stratford e Cornwall, a terceira e quarta maiores comunidades da província, estão localizadas, respectivamente, imediatamente a leste e a oeste de Charlottetown, fazendo parte da região metropolitana da última. Mais de um terço da população da Ilha do Príncipe Eduardo vive dentro da região metropolitana de Charlottetown. Como muitas outras comunidades na província, tanto Charlottetown quanto Summerside estão localizadas em torno de grandes portos naturais.

O aspecto geográfico da província foi altamente modificado pelos humanos, desde a chegada dos primeiros exploradores europeus no século XVI. Atualmente, não há mais florestas nativas na Ilha do Príncipe Eduardo, em grande contraste com o restante Canadá, que possui metade de sua área coberta por florestas nativas. Virtualmente, toda a província está dominada pela agricultura, resultando em um solo vermelho e sedimentar, em contraste com a ilha há três séculos atrás, onde florestas ocupavam cerca de 50% da atual província.

Este aspecto geográfico da província, igual a de grandes campos rurais, teve grande impacto social, econômico e cultural na região - servindo, por exemplo, como uma das fontes de inspiração para a escritora canadense Lucy Maud Montgomery, na criação do clássico da literatura infanto-juvenil Anne of the Green Gables. Atualmente, estes aspectos geográficos são aproveitados pelos milhões de turistas que vêm do resto do país e dos Estados Unidos, que visitam a província em todas as estações - por causa de suas praias, internacionalmente conhecidas, numerosas pistas de golfe, e atrações naturais (eco-turismo), e do interior da província.

A Ilha do Príncipe Eduardo possui as maiores diferenças de maré e os ventos mais fortes e regulares do Canadá. Isto cria um terreno propício para a geração de energia elétrica usando meios renováveis de energia na província. Cerca de 35% da eletricidade usada na Ilha do Príncipe Eduardo é gerada através da energia eólica. O governo da província quer aumentar esta proporção para 90% ou mais em dez anos.

Clima[editar | editar código-fonte]

A Ilha do Príncipe Eduardo, devido à sua localização, cercada por grandes corpos d' água, possui um clima mais ameno do que o restante do país, com temperaturas mais altas do que o restante do Canadá durante o inverno, e mais baixas do que o restante do país, durante o verão. O pequeno tamanho da Ilha do Príncipe Eduardo faz com que o clima seja em grande homogêneo em toda a província. A região oeste da província possui temperaturas levemente mais baixas durante o inverno e mais altas no verão, em relação à região leste, devido à sua maior proximidade com o corpo principal do continente. A província possui um tempo muito estável, com condições climáticas que pouco variam durante um dado dia.

Durante o inverno, a Ilha do Príncipe Eduardo possui uma temperatura média de -7°C. A média das mínimas é de -12 °C, e a média das máximas, de -3 °C. A temperatura mais baixa já registrada na província foi de -37 °C, registrado em Alberton, em 26 de janeiro de 1884. Durante o verão, a província possui uma temperatura média de 19 °C. A média das mínimas é de 13 °C, e a média das máximas, de 22 °C. A temperatura mais alta já registrada na província foi de 37 °C, registrada em 19 de agosto de 1935, em Charlottetown. A taxa de precipitação média anual de chuva da Ilha do Príncipe Eduardo é de 111 centímetros, a taxa de precipitação anual de neve da província é de 276 centímetros.

Política[editar | editar código-fonte]

O tenente-governador representa a Rainha Isabel II como chefe da Ilha do Príncipe Eduardo. O chefe do governo, em prática, e também maior oficial do Poder Executivo da província, é o Premier, governador ou primeiro-ministro em português, a pessoa que lidera o partido político com mais cadeiras na Assembleia Legislativa. O governador da Ilha do Príncipe Eduardo preside sobre um Conselho Executivo, que é o gabinete da província. O gabinete é formado por 25 diferentes ministros, como o Ministro da Educação, da Economia, do Trabalho, etc. O gabinete renuncia se perde o suporte da maioria dos membros do poder Legislativo da Ilha do Príncipe Eduardo.

O Poder Legislativo da Ilha do Príncipe Eduardo é a Assembleia Legislativa, que é composta por 27 membros. Cada um dos membros da Assembleia é eleito pela população de um dos 27 diferentes distritos eleitorais da província, para mandatos de até quatro anos de duração. Se o Tenente-Governador dissolver a Assembleia antes destes cinco anos, a pedido do governador, todos precisam concorrer às eleições novamente. Não há limite de termos que uma pessoa pode exercer.

A maior corte do Poder Judiciário da Ilha do Príncipe Eduardo é a Suprema Corte da Ilha do Príncipe Eduardo, compostas por nove juízes diferentes. Estes juízes são indicados pelo governador da Ilha do Príncipe Eduardo e aprovados simbolicamente pelo Tenente-Governador. Os juízes, uma vez escolhidos, podem exercer seus ofícios até os 75 anos de idade.

A Ilha do Príncipe Eduardo possui apenas duas cidades primárias (cities), Charlottetown e Summerside. Outras cidades são cidades secundárias (towns). A grande maioria das cidades da província são administradas por um prefeito e por um conselho municipal. Impostos são responsáveis por cerca de 60% da receita do orçamento do governo da província. O restante vem de verbas recebidas do governo federal e de empréstimos.

Historicamente, o Partido Liberal do Canadá tem dominado politicamente a Ilha do Príncipe Eduardo. Mais da metade dos governadores da província foram liberais, e, consequentemente, mais da metade dos governos provinciais da província tem sido dominado por uma Assembleia composta por uma maioria liberal. Os liberais dominam atualmente as quatro posições que a província possui direito na Casa dos Comuns.

Quando entrou na Confederação, a representação parlamentar da província consistia em seis posições na Casa dos Comuns e quatro posições no Senado. Porém, à medida que o tempo foi passando, a população da província não cresceu proporcionalmente em relação ao crescimento da população do resto do país - especialmente do oeste do Canadá - diminuiu o número de posições na Casa dos Comuns para quatro.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional da Ilha do Príncipe Eduardo
Ano Habitantes
1871 94 021
1881 108 891
1891 109 078
1901 103 259
1911 93 728
1921 88 615
1931 88 038
1941 95 047
1951 98 429
1961 104 629
Ano Habitantes
1966 108 535
1971 111 641
1976 118 229
1981 122 506
1986 126 646
1991 129 765
1996 134 557
2001 135 294
2006 138 519
2007 139 253

Segundo o censo nacional canadense de 2006, a população da Ilha do Príncipe Eduardo era de 138 519 habitantes, um crescimento de 2,4% sobre a população da província em 2001, que era estimada em 135 294 habitantes.

Raças e etnias[editar | editar código-fonte]

Composição racial da população da Ilha do Príncipe Eduardo:

O maior grupo étnico da província são os ingleses, seguidos pelos irlandeses, escoceses e franceses. Outros grupos étnicos incluem os neerlandeses, dinamarqueses, suecos, noruegueses e italianos. A província também possui uma pequena percentagem de mi'kmaqs, bem como uma pequena mas bem-estabelecida comunidade libanesa.

Religião[editar | editar código-fonte]

Percentagem da população da Ilha do Príncipe Eduardo por afiliação religiosa:

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

A Ilha do Príncipe Eduardo possui apenas duas cidades primárias (cities): Charlottetown e Summerside. A província também possui outras sete cidades secundárias (towns): Stratford, Cornwall, Montague, Kensington, Souris, Alberton e Georgetown.

10 maiores municipalidades da província
Municipalidade 2001 1996
Charlottetown 32 245 32 531
Summerside 14 654 15 525
Stratford 6 314 5 869
Cornwall 4 412 4 291
Lot 34 2 344 2 180
Montague 1 945 1 995
Lot 1 1 900 1 936
Lot 65 1 829 1 595
Lot 19 1 775 1 759
Lot 2 1 720 1 766

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista de campos da Ilha do Príncipe Eduardo. Cenários icônicos, tais como seus grandes campos ou a arquitetura e o estilo de vida de suas pequenas cidades, atraem centenas de milhares de turistas anualmente.

A economia da Ilha do Príncipe Eduardo é dominada pela agricultura, turismo e da pesca - todos possuindo grandes variações ao longo do ano, e susceptíveis a impactos externos como desastres naturais e depressões econômicas, por exemplo. A província é extremamente pobre em recursos naturais, como minérios, embora quantidades ainda não-determinadas de gás natural existam no leste da província.

A agricultura é a maior fonte de renda da economia da província desde que esta foi colonizada pelos ingleses - atualmente, a batata é o vegetal mais cultivado na província. A Ilha do Príncipe Eduardo é o maior produtor de batata do Canadá - é o responsável por um terço da produção anual canadense. Cerca de 1,3 bilhão de quilos de batatas são produzidas anualmente na província, que é também grande produtora de sementes de batatas, que são exportadas para mais de 20 países ao redor do mundo.

O turismo é a segunda maior fonte de renda da Ilha do Príncipe Eduardo, tendo ultrapassado em importância a pesca em meados do século XX. As principais atrações turísticas são suas praias, pistas de golfe e atrações e eventos locais. A estação mais movimentada é o verão - meses de julho e agosto - embora um crescimento do número de turistas norte-americanos em setembro e em outubro na província (bem como em Nova Brunswick e Nova Escócia está esticando a estação do turismo até os meses de inverno.

A pesca ainda é a terceira maior fonte de renda da Ilha do Príncipe Eduardo, embora a província dependa menos da indústria da pesca do que outras províncias canadenses localizadas à costa do Oceano Atlântico (Nova Brunswick e Nova Escócia e Terra Nova e Labrador). A pesca na Ilha do Príncipe Eduardo é dominada pela criação de lagostas, que são coletadas em maio e em setembro. Pelo fato de que a província fica coberta por gelo oceânico nos meses de inverno, a pesca é restrita aos meses de verão, no final da primavera e no início do outono.

O produto interno bruto da Colúmbia Britânica é de mais de 2,8 bilhões de dólares canadenses por ano. A economia da província em geral é baseada primariamente na agricultura, turismo e da pesca.

O setor primário responde por 5% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo. A agricultura e a pecuária respondem juntas por 5% do PIB da província, e emprega aproximadamente 4,6 mil pessoas. A Ilha do Príncipe Eduardo possui cerca de 2 mil fazendas, que cobrem aproximadamente metade da província. Apenas o Saskatchewan possui uma maior percentagem de sua extensão territorial coberta por fazendas. A pesca responde por 4% do PIB da província e emprega aproximadamente 2 mil pessoas. A silvicultura responde por 1% do PIB da província, empregando cerca de 700 pessoas.

O setor secundário responde por 16% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo. O valor total dos produtos fabricados na província é de 275 milhões de dólares canadenses. Os principais produtos industrializados fabricados na província são primariamente alimentos industrializados, em parte associado à indústria da pesca da província. A indústria de manufatura responde por 10% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo e emprega aproximadamente 6,5 mil pessoas. A indústria de construção responde por 5% do PIB da província e emprega cerca de 3,8 mil pessoas. Os efeitos da indústria de mineração são negligíveis na economia da província. O único recurso natural presente na província de importante uso para o homem são pequenas reservas de gás natural.

O setor terciário responde por 76% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo. Serviços pessoais e comunitários respondem por 25% do PIB da província e emprega cerca de 24,1 mil pessoas. Serviços financeiros e imobiliários empregam aproximadamente 2,2 mil pessoas e responde por mais de 20% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo. Serviços governamentais respondem por 13% do PIB da província, empregando aproximadamente 5,6 mil pessoas. O comércio por atacado e varejo responde por 11% do PIB da província e emprega aproximadamente 9,9 mil pessoas. Transportes e telecomunicações respondem por 7% do PIB da Ilha do Príncipe Eduardo e empregam cerca de 5 mil pessoas, e utilidades públicas respondem por 1% do PIB da província, empregando cerca de 100 pessoas. A província gera apenas 40% da eletricidade que consome, 5% em usinas termoelétricas a carvão, e 35%, em usinas eólicas. Os outros 60% precisam ser comprados da Nova Brunswick.

Educação[editar | editar código-fonte]

As primeiras escolas da Ilha do Príncipe Eduardo foram construídas no início do século XIX. Em 1852, o governo da província colonial da Ilha do Príncipe Eduardo criou um sistema de escolas públicas, e instituiu um imposto para fundear tal sistema. Em 1877, a província instituiu o Conselho Central de Educação, e em 1945, o Departamento de Educação da Ilha do Príncipe Eduardo.

Atualmente, o Departamento de Educação da Ilha do Príncipe Eduardo dita regras e padrões que todas as instituições educacionais na província precisam seguir. Todas as escolas são diretamente administradas pelo Departamento de Educação. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de seis anos de idade, até graduação no segundo grau ou até os vinte anos de idade.

Em 1999, as escolas públicas da província atenderam cerca de 24,2 mil estudantes, empregando aproximadamente 1,4 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 250 estudantes, empregando aproximadamente 10 professores. O sistema de escolas públicas da província consumiu cerca de 143 milhões de dólares canadenses, e o gasto das escolas públicas por estudante é de aproximadamente 5,8 mil dólares canadenses.

A primeira biblioteca pública da Ilha do Príncipe Eduardo foi fundada em 1933. Atualmente, as 20 bibliotecas públicas da província são administradas pelo Departamento de Educação da província. A Ilha do Príncipe Eduardo possui uma universidade, a Universidade da Ilha do Príncipe Eduardo, e uma faculdade, ambas administradas pelo Departamento de Educação da província.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

Até recentemente, o transporte de passageiros e, principalmente, carga, para dentro e fora da província, era relativamente cara e demorada - 45 minutos, via ferry, e isto não contando-se o horário de atendimento (serviço reduzido à noite, por exemplo) ou o tempo de espera entre a saída de um ferry e a chegada de outro. Ferries conectavam a Ilha do Príncipe Eduardo com a Nova Escócia, Nova Brunswick e as Ilhas Souris and the Magdalen.

Em 1997, a Ponte da Confederação foi inaugurada, conectando a Ilha do Príncipe Eduardo com Nova Brunswick, e, assim, substituindo o serviço de ferry entre ambas as províncias. O serviço de ferry entre a Ilha do Príncipe Eduardo e a Nova Brunswick foi descontinuado, enquanto que os serviços de ferries entre a província e a Nova Escócia e as Ilhas Souris and the Magdalen continuam até dias atuais. Atualmente, a província possui 4,9 mil quilômetros de vias públicas. Uma curiosidade é o fato de que, até 1 de maio de 1924, veículos transitavam à esquerda de qualquer via pública, contra o restante do Canadá, onde veículos transitavam à direita.

A Prince Edward Island Railway, quando fora inaugurada em 1873, era uma ferrovia de calibre estreito. Foi convertida para calibre padrão em 1930. Antes, em 1915, esta ferrovia passara ao controle da Canadian Government Railways, um órgão público federal, que tornou-se a Canadian National Railways em 1918. Em 1989, a Canadian National decidiu abrir mão de suas linhas na província. Atualmente, a Ilha do Príncipe Eduardo é a única província canadense sem serviço ferroviário de transporte de carga ou passageiros. A antiga ferrovia que servia a Ilha do Príncipe Eduardo é atualmente uma ferrovia turística.

O primeiro jornal publicado na Ilha do Príncipe Eduardo foi o Journal-Pionner, publicado em 1867, em Summerside. Em 1887, a primeira edição do The Guardian foi publicada em Charlottetown. Estas são publicadas até os dias atuais, sendo os dois únicos jornais de circulação diária da província. A primeira estação de rádio da província foi fundada em 1924, em Charlottetown. Atualmente, a província possui 8 estações de rádio. Nenhuma estação de televisão foi fundada até os dias atuais na Ilha do Príncipe Eduardo, dependendo unicamente de estações de rádio localizados nas províncias vizinhas de Nova Brunswick e Nova Escócia.

Cultura[editar | editar código-fonte]

  • A Ilha do Príncipe Eduardo possui diversos cognomes: Epikwetk (ou Abegweit), que é uma palavra de origem mi'kmaq, que significa "Embalado Nas Ondas" ou "Jardim do Golfo". Tal descrição era usada para referir-se ao cenário pastoral e das terras primariamente agrícolas que cobrem praticamente toda a província. O fato de que fazendas cobrem a maior parte da Ilha do Príncipe Eduardo é a origem de outro cognome, "Fazenda de Um Milhão de Acres". Um quarto cognome é "Local de Nascimento da Confederação", em uma referência à Conferência de Charlottetown, realizada na Ilha do Príncipe Eduardo, em 1864.
  • A indústria de criação de animais como primariamente sendo uma fonte de peles originou-se na província, com uma fazenda de criação de raposas.
  • A Ilha do Príncipe Eduardo é a única província canadense que ainda não ratificou o Código Nacional de Construções do Canadá.
  • A ilha tem tornado-se recentemente um abrigo para uma pequena população de uma forma única de coiotes, que estão estreitamente relacionados com lobos, presentes em províncias próximas à ilha.
  • A Ilha do Príncipe Eduardo anulou a Proibição em 1945.
  • 31 cidades do Canadá possuem mais habitantes do que a Ilha do Príncipe Eduardo, 13 somente em Ontário.
  • O governo da Ilha do Príncipe Eduardo possui leis extremamente rígidas quanto à propriedade de terras e estabelecimentos por parte de pessoas não-residentes na província, devido ao legado da não-confiança por parte dos habitantes das ilhas contra não-residentes, ao longo da história colonial da ilha. Residentes e corporações não podem ter mais do que 400 e 1,2 mil hectares de terra como propriedade, respectivamente. A província também possui leis que restringem a posse de praias por parte de não-residentes, bem como cobra impostos mais altos para propriedades que possuem a recreação comercial como fim principal. A maioria destas propriedades são administradas por residentes da província.
  • A Ilha do Príncipe Eduardo possui o maior número de enlistados por mil habitantes do país, tanto no exército, na força aérea quanto na força naval.
Foto da casa da escritora Lucy Maud Montgomery, em Clifton. A casa é uma atração turística popular na província.
  • A autora canadense Lucy Maud Montgomery nasceu em Clifton. A província serviu como cenário e fonte de inspiração para diversas de suas novelas, que incluem as séries Anne of the Green Gables e Emily of the Moon.
  • A Ilha do Príncipe Eduardo foi a primeira província canadense a eleger um Premier de ascendência não-europeia (Joseph Atallah Ghiz), em 1986. Foi também a primeira província a eleger uma mulher como Premier (Catherine Callbeck), em 1993. Quando Callbeck assumiu, outros duas posições-chaves do governo provincial, o de Tenente-Governador e o de Líder da Oposição, também foram ocupados por mulheres. A Colúmbia Britânica já possuíra uma mulher (Rita Johnston) como Premier anteriormente, mas ela assumira o cargo de Premier não vencendo as eleições, e sim assumindo a liderança do partido político enquanto este ainda estava no poder.
  • A Ilha do Príncipe Eduardo, juntamente com a maioria das regiões primariamente rurais do Canadá e dos Estados Unidos, está experienciando altas taxas de migração de jovens para fora da província. O governo da Ilha do Príncipe Eduardo estima que, por volta de 2010, que o número de alunos do sistema escolar da província cairá em torno de 40%.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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