Jorge III do Reino Unido

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jorge III
Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Rei de Hanôver e Duque de Brunsvique
Retrato por Allan Ramsay, 1762
Rei do Reino Unido e Hanôver
Reinado 25 de outubro de 1760
a 29 de janeiro de 1820
Coroação 22 de setembro de 1761
Predecessor Jorge II
Sucessor Jorge IV
Esposa Carlota de Mecklemburgo-Strelitz
Descendência
Jorge IV do Reino Unido
Frederico, Duque de Iorque e Albany
Guilherme IV do Reino Unido
Carlota, Princesa Real
Eduardo, Duque de Kent e Strathearn
Augusta Sofia do Reino Unido
Isabel do Reino Unido
Ernesto Augusto I de Hanôver
Augusto Frederico, Duque de Sussex
Adolfo, Duque de Cambridge
Maria do Reino Unido
Sofia do Reino Unido
Otávio da Grã-Bretanha
Alfredo da Grã-Bretanha
Amélia do Reino Unido
Nome completo
Jorge Guilherme Frederico
Casa Hanôver
Pai Frederico, Príncipe de Gales
Mãe Augusta de Saxe-Gota
Nascimento 4 de junho de 1738
Casa Norfolk, Londres,
Grã-Bretanha
Morte 29 de janeiro de 1820 (81 anos)
Castelo de Windsor, Windsor, Berkshire, Reino Unido
Enterro 16 de fevereiro de 1820
Capela de São Jorge, Windsor, Berkshire, Inglaterra
Assinatura

Jorge III (Londres, 4 de junho de 1738Windsor, 29 de janeiro de 1820) foi o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda de 25 de outubro de 1760 até a união dos dois países em 1 de janeiro de 1801, tornando-se Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda até sua morte. Ele também foi duque e príncipe-eleitor do Eleitorado de Brunsvique-Luneburgo no Sacro Império Romano Germânico até sua promoção a Rei de Hanôver em 12 de outubro de 1814. Jorge foi o terceiro monarca britânico da Casa de Hanôver.

Sua vida e reinado foram marcados por disputas políticas no parlamento e uma série de conflitos militares principalmente contra a França, que a Grã-Bretanha acabou derrotando na Guerra dos Sete Anos. Porém, logo muitas das suas colônias na América do Norte foram perdidas na Guerra de Independência dos Estados Unidos. Outras guerras começando em 1793 contra a França revolucionária e napoleônica concluiram-se com a derrota de Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo em 1815.

No restante de sua vida, Jorge sofreu de um transtorno mental recorrente e enfim permanente. Os médicos ficaram perplexos com sua condição, apesar de desde então se acreditar que o rei sofria de porfiria. Depois de uma última recaída em 1810, uma regência foi estabelecida e Jorge, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro de Jorge III, reinou como príncipe regente. Quando Jorge III morreu em 1820, o príncipe regente sucedeu o pai como Jorge IV.

Análises históricas da vida de Jorge III foram um "caleidoscópio da mudança de opinião" que dependiam muito dos preconceitos de seus biógrafos e das fontes disponíveis.[1] Sua reputação nos Estados Unidos era de um tirano e no Reino Unido ele se tornou "o bode expiatório para o fracasso do imperialismo",[2] isso até uma grande reavaliação durante a segunda metade do século XX.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Jorge (direita) com seu irmão Eduardo e seu professor Francis Ayscough, c. 1749, por Richard Wilson, na National Portrait Gallery.

Jorge Guilherme Frederico nasceu na Casa Norfolk, Londres, em 4 de junho de 1738, sendo o filho mais velho de Frederico, Príncipe de Gales, e Augusta de Saxe-Gota e também neto do rei Jorge II da Grã-Bretanha. Como nasceu dois meses prematuro e não acreditava-se que iria sobreviver, ele foi batizado no mesmo dia por Thomas Secker, o Bispo de Oxford.[3]

Secker o batizou novamente um mês depois em uma cerimônia pública. Seus padrinhos foram o rei Frederico I da Suécia (representado por lorde Charles Calvert, 5.º Barão Baltimore), seu tio o duque Frederico III de Saxe-Gota-Altemburgo (representado por lorde Henry Brydges, Marquês de Carnarvon) e sua tia-avó a rainha consorte Sofia Doroteia de Hanôver (representada por Charlotte Edwin).[4]

Jorge cresceu como uma criança saudável, porém reservada e tímida. A família se mudou para a Praça Leicester, onde ele e o irmão Eduardo foram educados por professores particulares. Cartas mostram que ele podia ler e escrever em inglês e alemão, além de comentar eventos políticos já aos oito anos de idade.[5] Foi o primeiro monarca inglês a estudar ciências sistematicamente. Além de química e física, seus estudos incluiam astronomia, matemática, francês, latim, história, música, geografia, comércio, agricultura e direito constitucional, também incluindo dança, esgrima e equitação. Sua educação religiosa foi totalmente anglicana.[6] Aos dez anos, Jorge participou de uma encenação familiar da peça Cato, de Joseph Addison, e disse no prólogo "O que, tu menino! Pode-se dizer com verdade, um menino nascido na Inglaterra, na Inglaterra criado".[7] O historiador Romney Sedgwick diz que essa fala parece "ser a fonte da única frase histórica com a qual ele está associado".[8]

Seu avô, o rei Jorge II, não gostava do Príncipe de Gales e pouco se interessou em seus netos. Porém, Frederico morreu em 1751 de um ferimento no pulmão e Jorge se tornou herdeiro aparente do trono. Ele herdou um dos títulos do pai e se transformou no Duque de Edimburgo. Agora mais interessado no neto, o rei três semanas depois o transformou no novo Príncipe de Gales.[9]

Na primavera de 1756, Jorge II lhe ofereceu grandes aposentos no Palácio de St. James, porém ele recusou, guiado pela mãe e seu confidente, lorde John Stuart, 3.° Conde de Bute, seu futuro primeiro-ministro.[10] Augusta, agora a Viúva Princesa de Gales, preferia mantê-lo em casa onde poderia imbuir-lo com seus firmes valores morais.[11] [12]

Reinado[editar | editar código-fonte]

Carlota em 1762, por Allan Ramsay, na National Portrait Gallery.

Ascensão e casamento[editar | editar código-fonte]

Em 1759, Jorge se apaixonou por Sarah Lennox, irmã de lorde Charles Lennox, 3.º Duque de Richmond, porém lorde Bute aconselhou contra a união e Jorge acabou abandonando seus pensamentos de casamento. "Eu nasci pela felicidade ou miséria de uma grande nação", escreveu, "e consequentemente devo frequentemente agir de encontro às minhas paixões".[13] Mesmo assim, existiram tentativas do rei para casá-lo com a duquesa Sofia Carolina de Brunsvique-Volfembutel, que acabaram encontrando resistência em Augusta.[14]

Jorge II morreu em 25 de outubro de 1760 e Jorge ascendeu ao trono aos 22 anos de idade. A procura por uma esposa adequada se intensificou. O novo rei acabou se casando com a princesa Carlota de Mecklemburgo-Strelitz em 8 de setembro de 1761 no Palácio de St. James; os dois se encontraram pela primeira vez no dia do casamento. Duas semanas depois, ambos foram coroados na Abadia de Westminster. Extraordinariamente, Jorge nunca teve uma amante (ao contrário de seu avô e seus próprios filhos), e o casal teve um casamento genuinamente feliz.[7] [15] Eles tiveram 15 filhos, nove meninos e seis meninas. Jorge comprou a Casa Buckingham em 1762 para ser usada como retiro familiar.[16] Suas outras residências eram o Palácio de Kew e o Castelo de Windsor. St. James foi mantido para uso oficial. Ele não viajou muito, passando toda sua vida no sul da Inglaterra. Na década de 1790, o rei e a família real passavam férias em Weymouth, Dorset,[17] assim popularizando uma das primeiras estâncias marítimas na Inglaterra.[18]

Início[editar | editar código-fonte]

Em seu discurso de ascensão ao parlamento, Jorge proclamou: "Nascido e educado neste país, glorifico-me em nome da Bretanha".[19] Ele inseriu a frase no discurso, escrito por lorde Philip Yorke, 1.º Conde de Hardwicke, para demonstrar seu desejo de distanciar-se de seus antecessores germânicos, que eram vistos como se importando mais com Hanôver do que com a Grã-Bretanha.[20] [21]

Jorge em 1762, por William Pether, após Thomas Frye, na National Portrait Gallery.

Apesar de sua ascensão ter sido inicialmente bem recebida por políticos de todos os partidos,[22] os primeiros anos de seu reinado foram marcados por instalidade política, em grande parte gerada pelo resultado de desacordos sobre a Guerra dos Sete Anos.[23] Jorge era visto como favorecendo ministros tories, que o levou a ser denunciado por whigs como um autocrata.[15] Na época de sua ascensão, as terras da coroa produziam relativamente poucas rendas; a maior parte das rendas eram geradas através de impostos e impostos especiais de consumo. Jorge entregou o controle das propriedades da coroa ao parlamento em troca de uma lista civil de anuidade para sustentar sua criadagem e os gastos do governo civil.[24] Afirmações que ele usou esse dinheiro para recompensar apoiadores com subornos e presentes[25] são contestadas por historiadores que dizem que tais alegações "residem em nada além de falsidades postas para fora pela oposição descontente".[26] Dívidas acumuladas em até três milhões de libras esterlinas durante o reinado de Jorge foram pagas pelo parlamento, e a lista civil de anuidade foi sendo aumentada de tempos em tempos.[27] Ela ajudou a Academia Real Inglesa com grandes doações vindas de suas reservas particulares,[28] e pode ter doado mais da metade de sua renda pessoal para a caridade.[29] De sua coleção de artes, as duas compras mais notáveis são A Aula de Música, de Johannes Vermeer, e um conjunto de Canalettos, porém ele é mais lembrado como um colecionador de livros.[30] A Biblioteca do Rei foi aberta e disponibilizada a acadêmicos, sendo a fundação de uma nova biblioteca nacional.[31]

Em maio de 1762, o incumbente governo whig comandado por lorde Thomas Pelham-Holles, 1.º Duque de Newcastle-upon-Tyne, foi substituído por um escocês liderado pelo tory lorde Bute. Os oponentes de Bute espalharam calúnias que ele estava tendo um caso com a mãe do rei, também explorando preconceitos anti-escoceses entre os ingleses.[32] O parlamentar John Wilkes publicou The North Briton, que era tanto inflamatório quanto difamatório em sua condenação do governo de Bute. Wilkes foi eventualmente preso por difamação sediciosa, porém fugiu para a França a fim de escapar punição; ele foi expulso da Câmara dos Comuns e julgado culpado in absentia por blasfêmia e difamação.[33] Em 1763, após concluir o Tratado de Paris que encerrou a guerra, lorde Bute renunciou, sendo sucedido pelo whig George Grenville.[34]

Jorge em 1762, por Allan Ramsey.

Mais tarde no mesmo ano, a Proclamação Real de 1763 colocou um limite da expansão ocidental das colônias na América. A proclamação tinha a intenção de desviar a expansão colonial para o norte e para o sul. A Linha da Proclamação não incomodou a maioria dos colonos, mas foi impopular com uma minoria vocal e acabou contribuindo para o conflito entre os colonos e o governo britânico.[35] Com os americanos de modo geral livres do fardo dos impostos britânicos, o governo achou apropriado que eles pagassem pela defesa das colônias contra levantes nativos e possíveis incursões francesas.[36] A questão principal para os colonos não era a quantidade de impostos, mas sim se o parlamento poderia cobrar um imposto sem a aprovação americana, já que eles não tinham representantes parlamentares.[37] Os americanos protestaram que como todos os ingleses, também tinham o direito de "nada de impostos sem representação". Em 1765, Grenville introduziu a Lei do Selo, que colocava um imposto do selo em todos os documentos nas colônias britânicas da América do Norte. Já que os jornais eram impressos em papel de selo, os mais afetados pela introdução do imposto eram os mais efetivos em produzir material contra ele.[38] Enquanto isso, Jorge ficou irritado com as tentativas de Grenville de reduzir suas prerrogativas e tentou, sem sucesso, persuadir William Pitt a aceitar o cargo de primeiro-ministro.[39] Depois de uma breve doença, que talvez possa ter sido um presságio de seus futuros problemas mentais, o rei concordou que lorde Charles Watson-Wentworth, 2.º Marquês de Rockingham, formasse um ministério, dispensando o de Grenville.[40]

Lorde Rockingham revogou a impopular Lei do Selo com o apoio de Pitt e do rei, porém seu governo era fraco e ele foi substiuído em 1766 por Pitt, a quem Jorge conferiu o título de Conde de Chatham. As ações de Jorge e lorde Chatham ao revogarem a Lei do Selo os deixaram tão populares na América que estátuas de ambos foram erguidas na Cidade de Nova Iorque.[41] Chatham adoeceu em 1767 e lorde Augustus FitzRoy, 3.º Duque de Grafton, assumiu o governo, apesar de não ter se tornado oficialmente o primeiro-ministro até o ano seguinte. Naquele ano, John Wilkes voltou para a Inglaterra, se candidatou na eleição geral e ficou em primeiro lugar no distrito eleitoral de Middlesex. Ele foi novamente expulso do parlamento. Wilkes foi reeleito e expulso mais duas vezes antes da Câmara dos Comuns resolver que suas candidaturas eram inválidas, declarando o segundo colocado como o eleito.[42] O governo de lorde Grafton se desintegrou em 1770, permitindo que os Tories liderados por lorde Frederick North voltassem ao poder.[43]

Jorge em 1771, por Johann Zoffany, na Royal Collection.

Jorge era muito devoto e passava horas rezando,[44] porém sua religiosidade não era compartilhada pelos irmãos. Ele ficava horrorizado pela falta de moral deles. Em 1770, seu irmão príncipe Henrique, Duque de Cumberland e Strathearn, foi exposto como adúltero, casando-se no ano seguinte com uma jovem viúva, Ana Horton. O rei a considerou inapropriada para uma esposa real: ela era de uma baixa classe social e a lei germânica barrava quaisquer filhos do casal na sucessão hanoveriana. Jorge insistiu em uma lei que proíbia membros da família real se casarem sem o consentimento do soberano. O projeto de lei subsequente foi pouco popular no parlamento, incluindo entre os próprios ministros do rei, porém acabou sendo aprovado como a Lei de Casamentos Reais de 1772. Pouco depois, outro irmão seu, príncipe Guilherme Henrique, Duque de Gloucester e Edimburgo, revelou que havia se casado secretamente com Maria, Condessa de Waldegrave, a filha ilegítima de sir Edward Walpole. As notícias confirmaram a opinião de Jorge que ele tinha o direito de criar a lei: Maria era relacionada com seus oponentes políticos. Nenhuma das duas mulheres foi recebida na corte.[45]

O governo de lorde North estava muito preocupado com o descontentamento na América. Para amenizar a opinião americana, a maioria dos direitos aduaneiros foram retirados, exceto o imposto do chá, que nas palavras de Jorge era "um imposto para manter o direito [de cobrar impostos]".[46] Em 1773, os navios de chá ancorados no Porto de Boston foram invadidos por colonos e o chá jogado no mar, um evento que ficou conhecido como a Festa do Chá de Boston. Na Grã-Bretanha, a opinião contra os colonos endureceu, com Chatham passando a concordar com North que a destruição do chá foi "certamente criminosa".[47] Com o apoio do parlamento, lorde North apresentou medidas, que foram chamadas pelos colonos de Atos Intoleráveis: o Porto de Boston foi fechado e a escritura de Massachusetts alterada para que a câmara superior da legislatura passasse a ser nomeada pela coroa em vez de eleita pela câmara inferior.[48] Nesse momento, de acordo com o professor Peter Thomas, as "esperanças [de Jorge] estavam centradas em uma solução política, e ele sempre se curvou às opiniões de seu gabinete, mesmo quando cético de seu sucesso. As evidências dos anos de 1763 a 1775 tendem a exonerar Jorge III de qualquer responsabilidade real na Revolução Americana".[49] Apesar dos americanos caracterizarem Jorge como um tirano, nesses anos ele agiu como monarca constitucional apoiando as iniciativas dos seus ministros.[50]

Independência dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

A Guerra da Independência dos Estados Unidos foi a culminação da Revolução Americana civil e política, resultado do iluminismo americano. Foi causada pela falta de representação americana no parlamento, que era vista como uma negação de seus direitos como ingleses e frequentemente focadas nos impostos diretos cobrados pelo parlamento nas colônias sem sua aprovação, com os colonos passando a resistir ao governo direto após a Festa do Chá de Boston. Criando províncias autônomas, eles contornaram o aparelho de governo britânico em cada colônia por volta de 1774. Conflitos armados entre soldados britânicos e a milícia colonial estouraram em abril de 1775 nas Batalhas de Lexington e Concord. Depois de petições para que a coroa interviesse no parlamento terem sido ignoradas, os líderes rebeldes foram declarados traidores e iniciou-se um ano de lutas. As colônias declararam sua independência em 4 de julho de 1776, listando queixas contra o rei e parlamento ao mesmo tempo que pediam o apoio da população. Entre as queixas a Jorge, a declaração dizia, "Ele abdicou o governo aqui ... saqueou nossos mares, devastou as nossas costas, queimou nossas cidades e destruiu a vida de nosso povo". A estátua equestre de Jorge em Nova Iorque foi derrubada.[51] Os britânicos capturaram a cidade ainda em 1776, porém perderam Boston e o grande plano estratégico de invadir do Canadá e tomar a Nova Inglaterra falhou com a rendição do tenente-general britânico John Burgoyne na Batalha de Saratoga.[52]

Jorge em 1779, por Benjamin West, na Royal Collection.

Jorge é frequentemente acusado de obstinadamente tentar manter a Grã-Bretanha em guerra com os revolucionários americanos, apesar das opiniões de seus ministros. Nas palavras do historiador vitoriano sir George Trevelyan, o rei estava determinado a "nunca reconhecer a independência dos americanos e queria punir sua transgressão pela indefinda prolongação de uma guerra que prometia ser eterna". Jorge queria "manter os rebeldes perseguidos, ansiosos e pobres, até o dia que, por um processo natural e inevitável, o descontento e desapontamento fossem convertidos para penitência e remorso".[53] Entretanto, historiadores mais recentes defenderam o rei ao afirmarem que no contexto da época, nenhum monarca estaria disposto a entregar um território tão grande,[7] e que sua conduta era muito menos cruel do que reis contemporâneos na Europa.[54] Depois de Saratoga, tanto o parlamento quanto o povo britânico estavam a favor da guerra; o recrutamento operou em altos níveis e apesar dos oponentes serem bem vocais, eles permaneceram uma minoria.[7] [55] Com os revéses na América, lorde North pediu para transferir o poder a lorde Chatham, quem ele via como mais capaz, porém Jorge recusou; ele acabou sugerindo que Chatham servisse como ministro subordinado na administração de North, porém Chatham recusou-se a cooperar. Ele morreu no mesmo ano.[56] No começo de 1778, a França, principal inimiga da Grã-Bretanha, assinou um tratado de aliança com os colonos e o conflito escalonou. Eles logo também receberam a ajuda da Espanha e da República dos Países Baixos, enquanto os ingleses não tinham nenhum grande aliado. Lorde Gower e lorde Weymouth renunciaram ao governo. Lorde North pediu novamente permissão para renunciar, porém permaneceu no cargo por insistência de Jorge.[57] Crescia a oposição contra o custoso conflito, e isso contribuiu para distúrbios em Londres conhecidos como Tumultos de Gordon em junho de 1780.[58]

Até o Cerco de Charleston em 1780, os lealistas ainda podiam acreditar em sua eventual vitória, já que as tropas britânicas tinham causado grandes perdas às forças continentais na Batalha de Camden e na Batalha de Guilford Court House.[59] No final de 1781, chagaram em Londres as notícias da rendição de Charles Cornwallis na Batalha de Yorktown; o apoio parlamentar de lorde North esvaiu e ele renunciou no ano seguinte. Jorge rascunhou uma nota de abdicação, que nunca foi entregue,[60] finalmente aceitando a derrota na América e autorizando negociações de paz. Os Tratados de Paris, em que a Grã-Bretanha reconheceu a independência dos Estados Unidos e o retorno da Flórida para a Espanha, foram assinados em 1782 e 1783.[61] Quando John Adams foi nomeado embaixador em Londres em 1785, Jorge já estava conformado com a nova relação entre seu país e as antigas colônias. Ele disse a Adams: "Fui o último a consentir com a separação; mas com a separação tendo sido feita e tendo se tornado inevitável, eu sempre disse, como digo agora, que eu seria o primeiro a receber a amizade dos Estados Unidos como uma potência independente".[62]

Luta constitucional[editar | editar código-fonte]

Jorge em 1781, por Thomas Gainsborough, na Royal Collection.

Com o colapso do ministério de lorde North em 1782, o whig lorde Rockingham se tornou primeiro-ministro pela segunda vez, porém morreu poucos meses depois. O rei então nomeou lorde William Petty, 2.º Conde de Shelburne para substituí-lo. Entretanto, Charles James Fox se recusou a servir sob Shelburne, exigindo a nomeação de William Cavendish-Bentinck, 3.° Duque de Portland. Em 1783, a Câmara dos Comuns forçou a saída de lorde Shelburne e seu governo foi substituído pela Coligação Fox–North. Lorde Portland se tornou primeiro-ministro, com Fox e lorde North assumindo os cargos de secretário estrangeiro e secretário interno, respectivamente.[7]

Jorge odiava Fox, tanto por seus alinhamentos políticos quanto por sua personalidade; ele o considerava inescrupuloso e uma má influência para o Príncipe de Gales.[63] Jorge estava angustiado por ter de nomear ministros que não gostava, porém o ministério de Portland rapidamente construiu uma maioria na Câmara dos Comuns e não poderia ser dispensado com facilidade. O rei ficou ainda mais consternado quando o governo apresentou um projeto de lei da Índia, que propunha uma reforma no governo indiano ao transferir o poder da Companhia Britânica das Índias Orientais para comissários parlamentares.[64] Apesar de Jorge ser a favor de um maior controle da companhia, os comissários propostos eram todos aliados de Fox.[65] Imediatamente depois de aprovado pelos comuns, o rei autorizou lorde George Nugent-Temple-Grenville, 1.º Conde Temple, a informar a Câmara dos Lordes que ele consideraria inimigo qualquer pariato que votasse a favor do projeto. Foi rejeitado pelos lordes e o ministério de Portland foi dispensado três dias depois, com William Pitt, o Novo, sendo nomeado primeiro-ministro e Temple secretário de estado. Em 17 de dezembro de 1783, o parlamento votou a favor de uma moção condenando a influência do monarca nas votações, com lorde Temple sendo forçado a renunciar. A saída de Temple desestablizou o governo e três meses depois o governo perdeu sua maioria no parlamento, que acabou sendo dissolvido por Jorge. Na eleição subsequente, Pitt conseguiu um mandato firme.[7]

Crise da regência[editar | editar código-fonte]

Jorge em 1783, por Benjamin West, no Museu de Arte de Cleveland.

Para Jorge, a nomeação de Pitt foi uma grande vitória. Mostrou que ele podia nomear primeiros-ministros baseando-se em sua própria interpretação do humor do povo sem precisar seguir as escolhas a maioria na Câmara dos Comuns. Através do ministério de Pitt, o rei apoiou muitos dos objetivos políticos do primeiro-ministro e criou novos pariatos em uma velocidade sem precedentes para aumentar seu número de apoiadores na Câmara dos Lordes.[66] Durante e após o ministério de Pitt, Jorge foi extremamente popular na Grã-Bretanha.[67] O povo britânico o admirava por sua religiosidade e por ser fiel à esposa.[68] Ele gostava de seus filhos e ficou devastado pela morte de dois deles ainda na infância em 1782 e 1783.[69] Mesmo assim, ele colocava os filhos em um rígido regime. Esperava-se que comparecessem nas aulas às sete da manhã, vivendo vidas de observação religiosa e virtuosidade.[70] Quando não cumpriam seus príncipios de justiça, como seus filhos fizeram como jovens adultos, Jorge ficava consternado e desapontado.[71]

Nesse momento, a saúde de Jorge estava se deteriorando. Ele sofria de um transtorno mental, que possivelmente era um sintoma de porfiria, uma doença genética,[72] apesar disso ser questionado.[73] Estudos publicados em 2005 de amostras do cabelo do rei revelam altos níveis de arsênio, possível causador da doença. A fonte do arsênio é desconhecida, porém pode ter sido um componente dos remédios ou cosméticos.[74] Jorge pode ter sofrido de um breve episódio do transtorno em 1765, porém um episódio maior começou no verão de 1788. Ao final de uma sessão parlamentar, ele foi à estância termal de Cheltenham para se recuperar. Foi o mais longe que ele jamais esteve de Londres – por volta de 150 km –, porém seu estado piorou. Em novembro, ficou seriamente demente, às vezes falando por horas sem parar, o que o fazia espumar pela boca e ficar rouco.[75] Como seus médicos eram incapazes de explicar sua doença, histórias falsas sobre sua condição se propagaram. Uma dessas histórias dizia que Jorge cumprimentara uma árvore, que acreditou ser o rei da Prússia.[76] O tratamento de transtornos mentais era primitivo e os médicos do rei, que incluiam Francis Willis, o tratavam amarrando-o até ele estar calmo ou aplicando cataplasmas cáusticas para extrair "maus humores".[77]

Quando o parlamento voltou a se reunir, Pitt e Fox lutaram sobre os termos da regência durante a invalidez do rei. Apesar de ambos concordarem que o mais razoável seria que o filho mais velho e herdeiro aparente de Jorge, o Príncipe de Gales, agisse como regente, para o desespero de Pitt, Fox sugeria que era o absoluto direito do Príncipe de Gales agir em nome de seu pai com poderes totais. Pitt, temendo que fosse retirado do cargo caso o príncipe recebesse tais poderes, argumentou que era o parlamento quem deveria nomear o regente e restringir sua autoridade.[78] Em fevereiro de 1789, o Projeto de Lei da Regência, autorizando o Príncipe de Gales a agir como regente, foi apresentado e aprovado na Câmara dos Comuns, porém Jorge se recuperou antes que pudesse ser aprovado pela Câmara dos Lordes.[79]

Guerras contra a França[editar | editar código-fonte]

Jorge c. 1799–1800, por William Beechey, na National Portrait Gallery.

Depois da recuperação de Jorge, sua popularidade e a de Pitt continuaram a crescer às custas da do Príncipe de Gales e Fox.[80] Seu tratamento digno e compreensivo para dois agressores insanos, Margaret Nicholson em 1786 e John Frith em 1790, contribuíram para sua popularidade.[81] A tentativa mal sucedida de James Hadfield de matar o rei no Teatro Drury Lane em 15 de maio de 1800 não foi motivada por política, mas sim por alucinações apocalípticas de Hadfield e Bannister Truelock. Aparentemente Jorge não ficou abalado pelo incidente, tanto que adormeceu durante o intervalo.[82]

A Revolução Francesa de 1789, que havia derrubado a monarquia francesa, preocupava muitos donos de terras britânicos. A França declarou guerra contra a Grã-Bretanha em 1793. No esforço de guerra, Jorge permitiu que Pitt aumentasse os impostos, convocasse exércitos e suspendesse o direito a habeas corpus. A Primeira Coligação contra a França revolucionária, que incluía a Áustria, Prússia e Espanha, se rompeu em 1795 quando a Prússia e a Espanha fizeram tratados de paz individuais com a França.[83] A Segunda Coligação, que incluía a Áustria, Rússia e o Império Otomano, foi derrotada em 1800. Apenas a Grã-Bretanha continuou a lutar contra Napoleão Bonaparte, o Primeiro Cônsul da Primeira República Francesa.[84]

Uma breve calmaria nas hostilidades permitiu que Pitt concentrasse seus esforços na Irlanda, onde um levante já tinha ocorrido além de uma tentativa de desembarque francês em 1798.[85] Em 1800, os parlamentos britânico e irlandês aprovaram o Ato de União, que entrou em efeito em 1 de janeiro de 1801, que unia a Grã-Bretanha e a Irlanda em um único estado soberano, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Jorge aproveitou a oportunidade para retirar o título de "Rei da França" mantido por todos os seus predecessores desde o reinado de Eduardo III no século XIV.[86] Foi sugerido que ele adotasse o título de Imperador das Ilhas Britânicas, porém recusou.[7] Como parte de sua política irlandesa, Pitt planejou remover certas deficiências legais que se aplicavam aos católicos. Jorge afirmou que amancipá-los seria uma violação de seu juramento de coroação, em que os soberanos prometiam manter o protestantismo.[87] Pitt ameaçou renunciar por causa da oposição tanto do rei quanto do povo britânico contra suas políticas religiosas.[88] Ao mesmo tempo, Jorge sofreu uma recaída de sua doença, que ele culpou na preocupação da questão católica.[89] Em 14 de março de 1801, Pitt foi formalmente substituído por Henry Addington, Presidente da Câmara dos Comuns. Addington era contra a emancipação, instituiu contas anuais, aboliu o imposto de renda e começou a programar um desarmamento. Ele fez a paz com a França em outubro de 1801, assinando o Tratado de Amiens no ano seguinte.[90]

Jorge não considerava real a paz com a França; na sua opinião era um "experimento".[91] O conflito recomeçou em 1803, porém o povo não confiava em Addington para liderar a nação na guerra, favorecendo Pitt. Uma invasão de Napoleão a Inglaterra parecia iminente e um enorme movimento voluntário para defesa cresceu. Jorge inspecionou 27 mil voluntários no Hyde Park, Londres, nos dias 26 e 28 de outubro no auge do medo da invasão, atraindo por volta de quinhentos mil espectadores por dia.[92] O The Times afirmou, "O entusiasmo da multidão estava além das palavras".[93] Um cortesão escreveu em 13 de novembro que "O Rei está realmente preparado para ir ao campo em caso de ataque, suas camas estão prontas e ele pode partir em meia hora depois do aviso".[94] Jorge escreveu ao seu amigo Richard Hurd, Bispo de Worcester, que "Estamos em expectativa diária que Bonaparte tentará sua ameaça de invasão ... Caso suas tropas realmente desembarque, vou certamente colocar-me à frente de meus súditos armados para repeli-los".[95] A possível ameaça de invasão acabou depois da famosa vitória do lorde almirante Horatio Nelson na Batalha de Trafalgar em 1805.[96]

Moeda de cinco shillings de Jorge, cunhada em 1804.

Jorge voltou a sofrer de sua doença recorrente em 1804; após se recuperar, Addington renunciou e Pitt voltou ao poder. Ele tentou nomear Fox para o ministério, porém o rei foi contra. Lorde William Grenville, 1.º Barão Grenville, achou que era uma injustiça com Fox e se recusou a fazer parte do novo governo.[7] Pitt concentrou-se na formação de uma coligação com a Áustria, Rússia e Suécia. Entretanto, esta Terceira Coligação teve o mesmo fim que a primeira e a segunda, ruindo em 1805. Os revéses na Europa afetaram a saúde de Pitt e ele morreu no ano seguinte, reabrindo a questão sobre quem deveria servir no ministério. Lorde Grenville se tornou primeiro-ministro, com seu "Ministério de Todos os Talentos" incluindo Fox. Jorge foi conciliatório com Fox depois de ser forçado a capitular com sua nomeação. Após a morte dele em setembro de 1806, o rei e seu ministério entraram em conflito. Para aumentar os recrutamentos, o governo propôs em fevereiro de 1807 uma medida onde os católicos receberiam permissão para servirem em todas as patentes das forças armadas. Jorge os instruiu para abandonar a medida e também concordarem em nunca mais criarem algo semelhante. Os ministros concordaram em abandonar a medida ainda pendente, mas se recusaram a prometerem algo para o futuro.[97] Eles foram dispensados e substituídos por lorde Portland como o primeiro-ministro nominal, com o verdadeiro poder sendo exercido por Spencer Perceval, chanceler do tesouro. O parlamento foi dissolvido e a eleição deu ao ministério uma grande maioria na Câmara dos Comuns. Jorge não fez mais nenhuma grande decisão política em seu reinado; a substituição de Portland por Perceval em 1809 foi de pouca significância.[98]

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Jorge em 1820, por Charles Turner, na National Portrait Gallery.

No final de 1810, no auge de sua popularidade,[99] porém sofrendo de dores de reumatismo e praticamente cego com catarata, Jorge adoeceu seriamente novamente. Na sua opinião, a recaída foi causada pelo estresse sofrido na morte de sua filha mais nova e favorita, a princesa Amélia.[100] A enfermeira da princesa relatou que "as cenas de desespero e de choro todos os dias ... eram melancólicas além de qualquer descrição".[101] Ele aceitou a necessidade para o Ato de Regência de 1811,[102] com o Príncipe de Gales atuando como regente pelo restante da vida de Jorge. Apesar de sinais de uma recuperação em maio de 1811, ao final do ano o rei ficou permanentemente insano e viveu em seclusão no Castelo de Windsor até sua morte.[103]

Spencer Percival foi assassinado em 1812 (o único primeiro-ministro britânico a morrer desta maneira), e foi substituído por lorde Robert Jenkinson, 2.º Conde de Liverpool.[104] Ele supervisionou a vitória britânica nas Guerras Napoleônicas. O subsequente Congresso de Viena levou a significantes ganhos territoriais a Hanôver, que foi elevada de eleitorado para reino.[105]

Enquanto isso, a saúde de Jorge deteriorava-se. Ele sofria de demência e ficou completamente cego e cada vez mais surdo. Foi incapaz de reconhecer ou compreender que havia sido declarado Rei de Hanôver em 1814 e que sua esposa havia morrido em 1818.[106] No natal de 1819, ele falou absurdos durante 58 horas, e em suas últimas semanas não conseguia mais andar.[107] Ele morreu em Windsor às 20h38min do dia 29 de janeiro de 1820, seis dias após a morte de seu quarto filho, o príncipe Eduardo, Duque de Kent e Strathearn. Seu filho favorito, príncipe Frederico, Duque de Iorque e Albany, estava ao seu lado.[108] Jorge foi enterrado em 16 de fevereiro na Capela de São Jorge.[109] [110]

Legado[editar | editar código-fonte]

Jorge viveu por 81 anos e 239 dias, reinando por 59 anos e 96 dias;[111] [112] tanto sua vida quanto seu reinado foram mais longos que qualquer um de seus predecessores. Desde então, apenas as rainhas Vitória e Isabel II viveram e reinaram por mais tempo.[113] [114]

Estátua equestre de Jorge no Grande Parque de Windsor.

Jorge recebeu a alcunha de "Jorge Fazendeiro" por humoristas, primeiramente para zombar de seu interesse em questões mundanas ao invés de políticas, mas depois para contrastar sua frugalidade caseira com a grandiosidade de seu filho e sucessor Jorge IV, além representá-lo como um homem do povo.[115] Sob Jorge III, que era muito interessado e adorava agricultura, a Revolução Agrária Britânica alcançou seu pico e foram feitos grandes avanços em campos como ciência e indústria.[116] Sua coleção de instrumentos matemáticos e científicos agora está guardada no Museu da Ciência, em Londres; ele financiou a construção e manutenção do enorme telescópio de William Herschel, o maior já construído até então.[117] Quando Herschel descobriu o planeta Urano em 1781, ele primeiro o chamou de Georgium Sidus (Estrela de Jorge) em homenagem ao rei.[118]

Jorge esperava que "a língua da malícia nunca pinte minhas intenções nas cores que ela admira, nem que o bajulador me exalte além do que mereço",[119] porém na mente popular ele foi tanto demonizado quanto elogiado. Apesar de muito popular entre os colonos americanos no início de seu reinado, por volta da década de 1770 Jorge havia perdido a lealdade dos americanos revolucionários,[120] apesar de se estimar que pelo menos metade dos colonos terem permanecido leais.[121] As queixas da Declaração de Independência dos Estados Unidos foram apresentadas como "repetidos danos e usurpações" que ele cometeu para estabelecer uma "tirania absoluta" sobre as colônias. As palavras da declaração contribuíram para a percepção pública americana de Jorge como tirano. Relatos contemporâneos da vida de Jorge ficam divididos em dois lados: um demonstrando "atitudes dominantes na parte posterior de seu reinado, quando o rei se tornou um reverenciado símbolo da resistência nacional contras as ideias francesas e o poder francês", enquanto o outro "deriva suas visões do rei da amarga contenda partidária das duas primeiras décadas de seu reinado, e eles expressam em seus trabalhos as visões de oposição". Com base na última destas duas avaliações, os historiadores britânicos do século XIX e início do XX, como sir George Trevelyan e Erskine May, promoveram interpretações hostis da vida de Jorge. Entretanto, o trabalho de Lewis Bernstein Namier, que via Jorge como "muito difamado", iniciou uma reavaliação do homem e seu reinado na metade do século XX.[122] Acadêmicos da segunda metade do século XX, como Herbert Butterfield e Richard Pares, são inclinados a tratar o rei de forma simpática, vendo-o como uma vítima das circunstâncias e de sua doença. Butterfield rejeita os argumentos de seus predecessores vitorianos com um fulminante desdém: "Erskine May deve ser um bom exemplo do modo como um historiador pode cair no erro através de um excesso de brilhantismo. Sua capacidade para síntese e a sua habilidade de interligar as várias partes da evidência ... levaram-no a uma elaboração mais profunda e complicada do erro que alguns de seus predecessores pedonais ... ele inseriu um elemento doutrinal em sua história que, junto a suas aberrações originais, foi calculada para projetar as linhas de seu erro, carregando seu trabalho ainda mais longe da centralidade ou verdade".[123] Ao perseguir a guerra contra os colonos americanos, Jorge acreditava que estava defendendo o direito de um parlamento eleito de cobrar impostos, ao invés de querendo expandir seus próprios poderes e prerrogativas.[124] Na opinião da maioria dos acadêmicos modernos, durante o longo reinado de Jorge, a monarquia continuou a perder poder político e cresceu como a encarnação da moralidade nacional.[7]

Títulos, estilos e brasões[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 4 de junho de 1738 – 31 de março de 1751: "Sua Alteza Real, o Príncipe Jorge"[125]
  • 31 de março de 1751 – 20 de abril de 1751: "Sua Alteza Real, o Duque de Edimbugo"[126]
  • 20 de abril de 1751 – 25 de outubro de 1760: "Sua Alteza Real, o Príncipe de Gales"[126]
  • 25 de outubro de 1760 – 29 de janeiro de 1820: "Sua Majestade, o Rei"[126]

Na Grã-Bretanha, seu estilo oficial era "Jorge Terceiro, pela Graça de Deus, Rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, Defensor da Fé, e assim por diante". Em 1801, quando a Grã-Bretanha se uniu a Irlanda, ele abandonou o título de "Rei da França" que havia sido usado por todos os monarcas britânicos desde a reivindicação ao trono francês de Eduardo III na Idade Média.[86] Seu estilo passou a ser "Jorge Terceiro, pela Graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, Rei, Defensor da Fé".[127]

Na Germânia, ele era o "Duque de Brunsvique-Luneburgo, Arquitesoureiro e Príncipe-Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico" até o fim do império em 1806. Ele então continuou como duque até o Congresso de Viena o declarar em 1814 como "Rei de Hanôver".[127]

Brasões[editar | editar código-fonte]

Antes de chegar ao trono, Jorge recebeu o brasão real em 27 de julho de 1749, diferenciado por um lambel azure de cinco pés, com o pé central tendo uma flor-de-lis or. Após a morte de seu pai e junto com o ducado de Edimburgo e a posição de herdeiro aparente, ele herdou o brasão real diferenciado por um lambel argente de três pés. Em uma diferença adicional, a coroa de Charlemagne não era representada no brasão do herdeiro, apenas no do soberano.[128]

De sua ascensão ao trono até 1800, Jorge usou o real brasão de armas sem diferenciamento: esquatrelado, I goles, três leões passant guardant or em pala (pela Inglaterra) empalando or, um leão rampant dentro de um treassure goles (pela Escócia); II azure, três flores-de-lis or (pela França); III azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda); IV, terciado em pala e em asna (por Hanôver), I goles, dois leões passant guardant or (por Brunsvique), II or, uma semé de corações goles, um leão rampant azure (por Luneburgo), III goles, um cavalo courant argente (por Vestfália); em cima um escudo interior goles com a coroa de Charlemagne em or (pela dignidade do Arquitesoureiro do Sacro Império Romano-Germânico).[129]

Depois do Ato de União de 1800, o brasão real foi alterado retirando o quartel francês. Eles se tornaram: esquatrelado, I e IV Inglaterra; II Escócia; III Irlanda; em cima um escudo interior de Hanôver encimado por um gorro eleitoral.[130] Quando Hanôver se transformou em reino, o gorro eleitoral foi trocado por uma coroa, porém apenas em 1816.[131]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Imagem Nome Nascimento Morte Notas[132]
George IV of Great Britain.jpg Jorge IV do Reino Unido 12 de agosto de 1762 26 de junho de 1830 Casou-se com Carolina de Brunsvique em 1795, com descendência.
Frederick, Duke of York and Albany by John Jackson.jpg Frederico, Duque de Iorque e Albany 16 de agosto de 1763 5 de janeiro de 1827 Casou-se com Frederica Carlota da Prússia em 1791, sem descendência.
William IV of Great Britain c. 1850.jpg Guilherme IV do Reino Unido 21 de agosto de 1765 20 de junho de 1837 Casou-se com Adelaide de Saxe-Meiningen em 1818, sem descendência.
Charlotte, Princess Royal.jpg Carlota, Princesa Real 29 de setembro de 1766 6 de outubro de 1828 Casou-se com Frederico I de Württemberg em 1797, sem descendência.
Edward, Duke of Kent and Strathearn by Sir William Beechey.jpg Eduardo, Duque de Kent e Strathearn 2 de novembro de 1767 23 de janeiro de 1820 Casou-se com Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld em 1818, com descendência.
Princess Augusta.jpg Augusta Sofia do Reino Unido 8 de novembro de 1768 22 de setembro de 1840 Não se casou.
Princess Elizabeth (1770-1840).jpg Isabel do Reino Unido 22 de maio de 1770 10 de janeiro de 1840 Casou-se com Frederico VI de Hesse-Homburgo em 1818, sem descendência.
Ernest Augustus I of Hanover (cropped).jpg Ernesto Augusto I de Hanôver 5 de junho de 1771 18 de novembro de 1851 Casou-se com Frederica de Mecklemburgo-Strelitz em 1815, com descendência.
Prince Augustus Frederick, Duke of Sussex by Guy Head.jpg Augusto Frederico, Duque de Sussex 27 de janeiro de 1773 22 de abril de 1843 Casou-se com Cecília Underwood em 1831, sem descendência.
Adolphus Frederick Duke of Cambridge.JPG Adolfo, Duque de Cambridge 24 de fevereiro de 1774 8 de junho de 1850 Casou-se com Augusta de Hesse-Cassel em 1818, com descendência.
Princess Mary (1776-1857).jpg Maria do Reino Unido 25 de abril de 1776 30 de abril de 1857 Casou-se com Guilherme Frederico, Duque de Gloucester e Edimburgo em 1816, sem descendência.
Princess Sophia.jpg Sofia do Reino Unido 3 de novembro de 1777 27 de maio de 1848 Não se casou.
Octavius of Great Britain - after Gainsborough 1782-84.jpg Otávio da Grã-Bretanha 23 de fevereiro de 1779 3 de maio de 1783 Morreu aos 4 anos.
Prince Alfred of Great Britain.jpg Alfredo da Grã-Bretanha 22 de setembro de 1780 20 de agosto de 1782 Morreu aos 23 meses.
Princess Amelia (1783-1810).jpg Amélia do Reino Unido 7 de agosto de 1783 2 de novembro de 1810 Não se casou, morreu aos 27 anos.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Butterfield 1957, p. 9
  2. Brooke 1972, p. 269
  3. Hibbert 1999, p. 8
  4. (20–24 de junho de 1738) "Whitehall, June 21.". The London Gazette (7712): p. 2 pp.. Página visitada em 24 de dezembro de 2013.
  5. Brooke 1972, pp. 23–41
  6. Brooke 1972, pp. 42–44, 55
  7. a b c d e f g h i Cannon, John (setembro de 2004). "George III (1738–1820)". Oxford Dictionary of National Biography. Oxford University Press. 
  8. Sedgwick, Romney (ed.). Letters from George III to Lord Bute, 1756–1766. [S.l.]: Macmillan, 1903. pp. ix–x.
  9. Hibbert 1999, pp. 3–15
  10. Brooke 1972, pp. 51–52; Hibbert 1999, pp. 24–25
  11. Bullion, John L. (2004). "Augusta , princess of Wales (1719–1772)". Oxford Dictionary of National Biography. Oxford University Press. DOI:10.1093/ref:odnb/46829. 
  12. Ayling 1972, p. 33
  13. Ayling 1972, p. 54; Brooke 1972, pp. 71–72
  14. Aylink 1972, pp. 36–37; Brooke 1972, p. 49; Hibbert 1999, p. 31
  15. a b George III (r. 1760-1820). The British Monarchy. Página visitada em 13 de setembro de 2013.
  16. Ayling 1972, pp. 85–87
  17. Ayling 1972, p. 378
  18. Watson 1960, p. 549
  19. Brooke 1972, p. 612
  20. Brooke 1972, p. 156
  21. Simms, Brendan; Riotten, Torsten. The Hanoverian Dimension in British History, 1714–1837. [S.l.]: Cambridge University Press, 2007. p. 58.
  22. Butterfield 1957, pp. 22, 115–117, 129–130
  23. Hibbert 1999, p. 86; Watson 1960, pp. 67–79
  24. Our history. The Crown Estate. Página visitada em 26 de abril de 2014.
  25. Kelson, Paul (6 de março de 2000). The royal family and the public purse. The Guardian. Página visitada em 26 de abril de 2014.
  26. Watson 1960, p. 88
  27. Medley, Dudley Julius. A Student's Manual of English Constitutional History. [S.l.]: B. H. Blackwell, 1902. p. 501.
  28. Ayling 1972, p. 194; Brooke 1972, pp. xv, 214, 301
  29. Brooke 1972, p. 215
  30. Ayling 1972, p. 195
  31. Ayling 1972, pp. 196–198
  32. Brooke 1972, p. 145; Carretta 1990, pp. 59, 64; Watson 1960, p. 93
  33. Brooke 1972, pp. 146–147
  34. "Bute, John Stuart, 3rd Earl of". Encyclopædia Britannica (11) 4. (1911). 
  35. Watson 1960, pp. 183–184
  36. Hibbert 1999, p. 122
  37. Black, Jeremy. George III: America's Last King. New Haven: Yale University Press, 2006. p. 82. ISBN 0-300-11732-9
  38. Watson 1960, pp. 184–185
  39. Ayling 1972, pp. 122–133; Hibbert 1999, pp. 107–109; Watson 1960, pp. 106–111
  40. Ayling 1972, pp. 122–133; Hibbert 1999, pp. 111–113
  41. Ayling 1972, p. 137; Hibbert 1999, p. 124
  42. Ayling 1972, pp. 154–160; Brooke 1972, pp. 147–151
  43. Ayling 1972, pp. 167–168; Hibbert 1999, p. 140
  44. Brooke 1972, p. 260; Fraser 1975, p. 277
  45. Brooke 1972, pp. 272–282
  46. Hibbert 1999, p. 141
  47. Hibbert 1999, p. 143
  48. Watson 1960, p. 197
  49. Thomas, Peter. . "George III and the American Revolution". History 70 (228) p. 31.
  50. Ayling 1972, p. 121
  51. Carretta 1990, pp. 97, 98, 367
  52. Ketchum, Richard M.. Saratoga: Turning Point of America's Revolutionary War. Nova Iorque: Henry Holt, 1997. pp. 42, 51, 428–430, 437. ISBN 978-0-8050-6123-9
  53. Trevelyan, George. George the Third and Charles Fox: The Concluding Part of the American Revolution. Nova Iorque: Longman, 1912. pp. 4–5.
  54. Brooke 1972, p. 183
  55. Brooke 1972, pp. 180–182, 192, 223
  56. Hibbert 1999, pp. 156–157
  57. Ayling 1972, pp. 275–276
  58. Ayling 1972, p. 284
  59. Chandler, David; Beckett, I. F. W. (eds.). The Oxford Illustrated History of the British Army. [S.l.]: Oxford University Press, 1994. p. 129. ISBN 0198691785
  60. Brooke 1972, p. 221
  61. Treaty of Paris, 1783. Office of the Historian. Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Página visitada em 28 de abril de 2014.
  62. Ayling 1972, p. 323; Hibbert 1999, p. 165
  63. Ayling 1972, p. 281
  64. Hibbert 1999, p. 243; Pares 1953, p. 120
  65. Brooke 1972, pp. 250–251
  66. Watson 1960, pp. 272–279
  67. Brooke 1972, p. 316; Carretta 1990, pp. 262, 297
  68. Brooke 1972, p. 259
  69. Ayling 1972, p. 218
  70. Ayling 1972, p. 220
  71. Ayling 1972, pp. 222–230, 366–376
  72. Röhl, John C. G.; Warren, Martin; Hunt, David. Purple Secret: Genes, "Madness" and the Royal Houses of Europe. Londres: Bantam Press, 1998. ISBN 0593041488
  73. Peters, Timothy J.; Wilkinson, D.. (2010). "King George III and porphyria: a clinical re-examination of the historical evidence". History of Psychiatry 21 (1): 3–19 pp.. DOI:10.1177/0957154X09102616. PMID 21877427.
  74. Cox, Timothy M.; Jack, N.; Lofthouse, S.; Watling, J.; Haines, J.; Warren, M. J.. (2005). "King George III and porphyria: an elemental hypothesis and investigation". The Lancet 366 (9482): 332–335 pp.. DOI:10.1016/S0140-6736(05)66991-7. PMID 16039338.
  75. Farquhar, Michael. A Treasure of Royal Scandals. Nova Iorque: Penguin Books, 2001. p. 188. ISBN 0-7394-2025-9
  76. Ayling 1972, pp. 329–335; Brooke 1972, pp. 322–328; Fraser 1975, pp. 281–282; Hibbert 1999, pp. 262–267
  77. Ayling 1972, pp. 334–343; Brooke 1972, p. 332; Fraser 1975, p. 282
  78. Ayling 1972, pp. 338–342; Hibbert 1999, p. 273
  79. Ayling 1972, p. 345
  80. Ayling 1972, pp. 349–350; Carretta 1990, p. 285; Fraser 1975, p. 282; Hibbert 1999, pp. 301–302; Watson 1960, p. 323
  81. Carretta 1990, p. 275
  82. Ayling 1972, pp. 181–182; Fraser 1975, p. 282
  83. Ayling 1972, pp. 395–396; Waton 1960, pp. 360–377
  84. "French Revolutionary Wars". Encyclopædia Britannica (11) 11. (1911). 
  85. Ayling 1972, pp. 408–409
  86. a b Weir 1996, p. 286
  87. Ayling 1972, p. 411
  88. Hibbert 1999, p. 313
  89. Ayling 1972, p. 414; Brooke 1972, p. 374; Hibbert 1999, p. 315
  90. Watson 1960, pp. 402–409
  91. Ayling 1972, p. 423
  92. Colley, Linda. Britons: Forging the Nation 1707–1837. [S.l.]: Yale University Press, 1994. p. 225. ISBN 978-0-300-15280-7
  93. The Times. 27 de outubro de 1803. p. 2
  94. Brooke 1972, p. 597
  95. Wheeler, H. F. B.; Broadley, A. M.. Napoleon and the Invasion of England. Londres: The Bodley Head, 1908. p. xiii. vol. 1.
  96. Nelson, Trafalgar, and those who served: Aftermath and legend. The National Archives. Página visitada em 1 de maio de 2014.
  97. Pares 1953, p. 139
  98. Ayling 1972, pp. 441–442
  99. Brooke 1972, p. 381; Carretta 1990, p. 340
  100. Hibbert 1999, p. 396
  101. Hibbert 1999, p. 394
  102. Brooke 1972, p. 383; Hibbert 1999, pp. 397–398
  103. Fraser 1975, p. 285; Hibbert 1999, pp. 399–402
  104. "Perceval, Spencer". Dictionary of National Biography 44. (1900). 
  105. ACT, No IX. — Federative Constitution of Germany, of the 8th June 1815. Wikisource. Página visitada em 1 de maio de 2014.
  106. Ayling 1972, pp. 453–455; Brooke 1972, pp. 384–385; Hibbert 1999, p. 405
  107. Hibbert 1999, p. 408
  108. Brooke 1972, p. 386
  109. Royal Burials in the Chapel since 1805. College of St George. Página visitada em 1 de maio de 2014.
  110. Brooke 1972, p. 387
  111. Queen Elizabeth becomes Britain's second-longest reigning monarch. The Guardian (12 de maio de 2011). Página visitada em 1 de maio de 2014.
  112. Diamond Jubilee 2012: Five Longest-Reigning U.K. Monarchs: King George III. ABC (2 de junho de 2012). Página visitada em 1 de maio de 2014.
  113. Diamond Jubilee 2012: Five Longest-Reigning U.K. Monarchs: Queen Victoria. ABC (2 de junho de 2012). Página visitada em 1 de maio de 2014.
  114. Diamond Jubilee 2012: Five Longest-Reigning U.K. Monarchs: Queen Elizabeth II. ABC (2 de junho de 2012). Página visitada em 1 de maio de 2014.
  115. Carretta 1990, pp. 92–93, 267–273, 302–305, 317
  116. Watson 1960, pp. 10–11
  117. Ayling 1972, p. 204
  118. (1986) "Voyager at Uranus". NASA JPL 7 (85): 400–268 pp..
  119. Brooke 1972, p. 90
  120. Carretta 1990, pp. 99–101, 123–126
  121. Ayling 1972, p. 247
  122. Reitan, E. A. (ed.). George III, Tyrant Or Constitutional Monarch?. Boston: Heath and Company, 1964. pp. viii, xii–xiii.
  123. Butterfield 1957, p. 152
  124. Brooke 1972, pp. 175–176
  125. Cópias do The London Gazette, 1748–1751.
  126. a b c George III. Archontology (26 de junho de 2009). Página visitada em 29 de junho de 2014.
  127. a b Brooke 1972, p. 390
  128. Velde, François (19 de abril de 2008). Marks of Cadency in the British Royal Family. Heraldica. Página visitada em 24 de dezembro de 2013.
  129. Pinches, John Harvey; Pinches, Rosemary. The Royal Heraldry of England. Slough: Hollen Street Press, 1973. pp. 215–216. ISBN 0-900455-25-X
  130. (30 de dezembro de 1800 – 3 de janeiro de 1801) "By the KING. A PROCLAMATION". The London Gazette (15324): p. 2 pp.. Página visitada em 24 de dezembro de 2013.
  131. (29 de junho de 1816) "A PROCLAMATION". The London Gazette (17149) p. 1237. Página visitada em 27 de maio de 2014.
  132. Weir 1996, pp. 286–299
  133. King George III > Ancestors. RoyaList. Página visitada em 13 de setembro de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ayling. George the Third. Londres: Collins, 1972. ISBN 0-00-211412-7
  • Brooke, John. King George III. Londres: Constable, 1972. ISBN 0-09-456110-9
  • Butterfield, Herbert. George III and the Historians. Londres: Collins, 1957.
  • Carretta, Vincent. George III and the Satirists from Hogarth to Byron. Athens: The University of Georgia Press, 1990. ISBN 0-8203-1146-4
  • Fraser, Antonia. The Lives of the Kings and Queen of England. Londres: Weidenfeld and Nicolson, 1975. ISBN 0-297-76911-1
  • Hibbert, Christopher. George III: A Personal History. Londres: Penguin Books, 1999. ISBN 0-14-025737-3
  • Pares, Richard. King George III and the Politicians. [S.l.]: Oxford University Press, 1953.
  • Watson. The Reign of George III, 1760–1815. Londres: Oxford University Press, 1960.
  • Weir, Alison. Britain's Royal Families: The Complete Genealogy, Revised Edition. Londres: Random House, 1996. ISBN 0-7126-7448-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Jorge III do Reino Unido
Jorge III do Reino Unido
Casa de Hanôver
Ramo da Casa de Welf
4 de junho de 1738 – 29 de janeiro de 1820
Precedido por
Jorge II
Coat of Arms of Great Britain (1714-1801).svg
Rei da Grã-Bretanha e Irlanda
25 de outubro de 1760 – 31 de dezembro de 1800
Ato de União de 1800
Royal Hanover Inescutcheon.svg
Eleitor de Hanôver
25 de outubro de 1760 – 6 de agosto de 1806
Fim do Sacro Império
Romano-Germânico
Título abandonado em 12 de outubro de 1814
Ato de União de 1800 Coat of Arms of the United Kingdom (1816-1837).svg
Rei do Reino Unido
1 de janeiro de 1801 – 29 de janeiro de 1820
Sucedido por
Jorge IV
Congresso de Viena Royal Hanover Inescutcheon (1816-1837).svg
Rei de Hanôver
12 de outubro de 1814 – 29 de janeiro de 1820
Precedido por
Frederico
Coat of Arms of the Hanoverian Princes of Wales (1714-1760).svg
Príncipe de Gales
20 de abril de 1751 – 25 de outubro de 1760