Filipe, Duque de Edimburgo

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Filipe
Duque de Edimburgo
Consorte do Reino Unido
Reinado 6 de fevereiro de 1952
Presente
Predecessora Isabel Bowes-Lyon
Esposa Isabel II do Reino Unido
Descendência
Carlos, Príncipe de Gales
Ana, Princesa Real
André, Duque de Iorque
Eduardo, Conde de Wessex
Nome completo
Filipe Mountbatten
Casa Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Pai André da Grécia e Dinamarca
Mãe Alice de Battenberg
Nascimento 10 de junho de 1921 (93 anos)
Mon Repos, Corfu, Grécia
Religião Anglicanismo
(anteriormente Ortodoxa Grega)

Filipe da Grécia e Dinamarca, Duque de Edimburgo (Corfu, 10 de junho de 1921) é o marido da rainha Isabel II e consorte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte desde 1952. Ele é o consorte mais velho e de maior reinado na história da monarquia britânica, além de o homem mais velho da história da família real britânica.

Filipe nasceu nas famílias reais grega e dinamarquesa, porém sua família foi exilada da Grécia quando ele ainda era criança. Depois de estudar na França, Inglaterra, Alemanha e Escócia, ele entrou na Marinha Real Britânica em 1939 aos dezoito anos. Ele começou a se corresponder em julho com a princesa Isabel, de treze anos, quem havia conhecido em 1934. Ele serviu no Mediterrâneo e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois da guerra, Filipe recebeu permissão do rei Jorge VI do Reino Unido para se casar com Isabel. Antes do anúncio oficial, ele abandonou seus títulos gregos e dinamarqueses, se converteu para o anglicanismo e se naturalizou britânico, adotando o sobrenome Mountbatten a partir de seus avôs britânicos. Após cinco meses de noivado, ele se casou com Isabel no dia 20 de novembro de 1947. Ao se casar, ele recebeu o estilo do "Sua Alteza Real" e o título de Duque de Edimburgo. Filipe deixou o serviço da marinha com a patente de comandante quando Isabel se tornou rainha em 1952. Ela lhe fez príncipe do Reino Unido em 1957.

Filipe e Isabel têm quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. Ele também tem oito netos e três bisnetos. Através de uma Ordem do Conselho de 1960, todos os descendentes de Filipe e Isabel sem um título real podem usar o sobrenome Mountbatten-Windsor, que também já foi usado por alguns membros que possuem títulos, como Carlos e Ana.

Filipe gosta de esportes e ajudou a desenvolver modalidades de equitação. Ele também é patrono de mais de oitocentas organizações

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascimento e infância[editar | editar código-fonte]

O príncipe Filipe nasceu na Villa Mon Repos, localizada na ilha grega de Corfu, em 10 de junho de 1921, sendo o único filho varão e quinto e último filho do príncipe André da Grécia e Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg,[1] sendo, portanto, neto paterno de Jorge I da Grécia e, por conseguinte, bisneto de Cristiano IX da Dinamarca, sobrinho-neto de Frederico VIII da Dinamarca, sobrinho de Constantino I da Grécia e primo-irmão dos reis Jorge II da Grécia e Paulo I da Grécia. Ademais, cumpre saber que além de os reis Frederico VIII da Dinamarca e Jorge I da Grécia serem irmãos, eles também foram cunhados de Alexandre III da Rússia e Eduardo VII da Inglaterra, cuja irmã foi, por sua vez, esposa de Frederico III da Alemanha. Portanto, Constantino I da Grécia, Cristiano X da Dinamarca, Haakon VII da Noruega, Jorge V da Inglaterra, o kaiser Guilherme II da Alemanha e o czar Nicolau II da Rússia eram todos primos-irmãos entre si. O príncipe foi batizado na St. George Church, poucos dias após seu nascimento. Seus padrinhos foram: a sua avó paterna Olga da Grécia, Alexandre Kokotos, representando a comunidade de Corfu, o prefeito de Corfu, e Maniarizis Stylianos, presidente do Conselho da Cidade de Corfu.

Educação[editar | editar código-fonte]

Família real britânica
Casa de Windsor
Badge of the House of Windsor.svg

A Rainha
Filipe, Duque de Edimburgo


Filipe foi educado na França. No entanto, em 1928, e sob a mão orientadora do seu tio, Louis Mountbatten, Conde Mountbatten, o príncipe foi enviado para o Reino Unido para estudar na Cheam School, tendo vivido com sua avó no Palácio de Kensington[2] e seu outro tio, Jorge Mountbatten, Marquês de Milford Haven, em Lynden Manor. Nos três anos seguintes, todas as suas irmãs casaram com nobres alemães e mudaram-se para a Alemanha, a sua mãe foi colocada num asilo depois de lhe ter sido diagnosticado esquizofrenia, e seu pai mudou-se para um pequeno apartamento em Monte Carlo.

Carreira Naval[editar | editar código-fonte]

O príncipe Filipe ingressou, em maio de 1939, na Marinha Real Britânica como um cadete.[3]

Ele completou sua formação inicial no Royal Naval College, em Dartmouth, onde foi premiado com o King's Dirk[4] e um prémio como o melhor cadete da sua entrada. Ele foi promovido a Tenente-Comandante em 1950 e, em seguida, nomeado no comando da Fragata HMS Magpie.

Em 1952 ele foi promovido a comandante, mas a sua carreira naval chegou ao fim após a morte de seu sogro, o rei Jorge VI, sua esposa, a princesa Isabel, foi coroada rainha,[5] e ele renunciou sua carreira militar para apoiá-la, tornando-se Sua Alteza Real Sereníssima o príncipe Filipe, príncipe consorte. Mas ele se mantém, até hoje, estreitamente ligado a todos os ramos de serviço militar, visitando tropas nas suas unidades no exterior e em serviço. Em outubro de 2006, por exemplo, ele viajou para Baçorá, no Iraque, para satisfazer as tropas britânicas em serviço na região.

Em 1952, ele foi nomeado Almirante do Mar Cadet Corps (até 1992).[6] Em 1953 ele tornou-se coronel-em-chefe do exército e comandante-em-chefe da formação Air Corps. Também em 1953, ele foi promovido a almirante da frota e nomeado marechal de campo e marechal da Real Força Aérea.

Ele também é o capitão-geral da Royal Marines e coronel-chefe de regimentos britânicos ultramarinos. Ele também é padroeiro da liga de pilotos do ar e dos Air Navigators do Império Britânico, e é mestre da Casa Trinity desde 1969.

Casamento[editar | editar código-fonte]

O envolvimento de Filipe Mountbatten com a princesa Isabel foi anunciado em julho de 1947 e o casamento aconteceu na Abadia de Westminster, em 20 de novembro do mesmo ano.[7]

A sua introdução formal ocorreu em julho de 1939 durante uma visita do Rei Jorge VI e sua família para o Royal Naval College, em Dartmouth. Filipe tinha tornado-se noivo da princesa Isabel na casa do capitão do colégio, após o tempo em que tinha mantido uma correspondência regular e se reuniu em várias ocasiões.

Pouco antes do casamento, para o noivo foram criados os títulos de Duque de Edimburgo, Conde de Merioneth e Barão Greenwich com o estilo de Sua Alteza Real e nomeado cavaleiro da Ordem da Jarreteira pelo rei Jorge VI.

Após o casamento, o duque de Edimburgo retomou sua carreira naval. Em 1949 ele foi colocado no HMS Chequers, líder de frota, em Malta.[8] A princesa Isabel foi a Malta para participar com ele, quando ela podia, vivendo a vida de uma mulher naval.

O príncipe Filipe também começou a apoiar a sua esposa no seu dever real. Em outubro e novembro de 1951, a princesa Isabel e o Duque de Edimburgo fizeram a sua primeira grande turné em conjunto, para o Canadá e os Estados Unidos. Posteriormente o duque foi feito consultor particular da princesa herdeira.

A rainha e o príncipe tiveram dois filhos antes da sua coroação (o príncipe Carlos e a princesa Ana) e após a sua coroação mais dois (o príncipe André e o príncipe Eduardo). Eles têm atualmente oito netos.

Consorte da rainha[editar | editar código-fonte]

O príncipe Filipe, a primeira-dama Laura Bush, a rainha Isabel e o presidente George W. Bush em um jantar de estado na Casa Branca, 2007.

A ascensão de Isabel ao trono levantou a questão do nome da casa real. O tio do duque, Louis Mountbatten, defendeu o nome de Casa de Mountbatten, como Elizabeth, normalmente, receberia os apelidos de Felipe devido ao casamento; porém, quando a rainha Maria de Teck, a avó paterna de Elizabeth, ouviu a sugestão, ela informou o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, e ele mesmo depois aconselhou à rainha a emissão de um decreto real que declarasse que a casa real permanecia como Casa de Windsor. O duque reclamou: "Eu não sou nada, mas sou uma ameba sangrenta. Eu sou o único homem no país a quem não se permitiu dar seu nome aos seus filhos."[9]

Só em 1960, após a morte da rainha Maria de Teck e da renúncia de Winston Churchill, o conselho emitiu uma ordem indicado que o sobrenome dos homens descendentes do príncipe consorte e da rainha que não são denominados como Alteza Real, ou com o título de príncipe ou princesa, seria Mountbatten-Windsor, mas na prática, os filhos do príncipe Filipe utilizam o sobrenome Windsor, como eles preferem para si e para os seus filhos do sexo masculino. Depois de sua ascensão ao trono, a rainha também anunciou que o príncipe Filipe teria "lugar, primazia e precedência" ao lado dela "em todas as ocasiões e em todas as reuniões, salvo disposição em contrário da lei do parlamento". Isto fez com que o duque tomasse precedência sobre seu filho, o Príncipe de Gales, a não ser, oficialmente, no parlamento britânico. Na verdade, porém, ele só frequenta o parlamento britânico quando escolta a rainha para a sessão anual de abertura do parlamento, onde ele anda e está sentado ao seu lado.

A 25 de outubro de 1955 recebeu a grã-cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a 31 de maio de 1973 recebeu o grande-colar da Ordem do Infante D. Henrique, a 14 de agosto de 1979 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis e a 27 de abril de 1993 recebeu a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo.[10]

Títulos e estilos e brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Armas do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo

No brasão de armas do príncipe Filipe, Duque de Edimburgo ao contrário das armas utilizadas por outros membros da família real britânica, o brasão do príncipe Felipe não apresenta o escudo do brasão de armas do Reino Unido, como os homens não têm direito a ter as armas de suas esposas. No entanto ele apresenta elementos que representam a Grécia e a Dinamarca, da qual ele é descendente por via masculina, as armas da família Mountbatten, da qual ele é descendente por via feminina, e da cidade de Edimburgo, onde ele é Duque.

Escudo: primeiro as armas da Dinamarca, que consiste em três leões azuis coroados, acompanhados por nove corações vermelhos, todos num escudo dourado, o segundo, as armas da Grécia, uma cruz branca sobre um escudo azul, em terceiro lugar, as armas da família Mountbatten, duas listras verticais pretas sobre um fundo branco, e quarto, as armas da cidade de Edimburgo, um castelo de preto e vermelho.

Suporte: Do lado direito um selvagem do brasão da Casa de Glücksburg, do lado esquerdo um leão sinistro de ouro (um símbolo tradicional britânico) coroado com uma coroa ducal e vestindo um colarinho com uma coroa naval.

Na parte superior do Brasão uma coroa ducal britânica, a cima dela um tradicional elmo britânico dourado e vermelho, um tradicional paquife britânico, o virol é uma coroa naval a cima do elmo e do paquife, fazendo alusão à carreira na Royal Navy, o timbre são plumas a cima da coroa naval.

Divisa: Deus é minha ajuda

Condecoração: A Ordem da Jarreteira - “Honni soit qui mal y pense” (Envergonhe-se quem nisto vê malícia)

Estandarte: Um estandarte de armas do duque é usado como seu padrão pessoal.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Panton 2011, pp. 369.
  2. Heald 1991, pp. 35–39
  3. Heathcote 2002, pp. 209.
  4. Botham & Montague 2012
  5. Lehman 2005, pp. 440.
  6. Judd 1980, pp. 249.
  7. Ashley 2012
  8. Campbell 2012
  9. Bedell Smith 2012, pp. 76.
  10. Ordens Honoríficas Portuguesas (em português) Governo de Portugal Ordens. Visitado em 23 de agosto de 2014.
  11. Philip Mountbatten, Duke of Edinburgh (Prince Philip) > Ancestors RoyaList. Visitado em 14 de outubro de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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