Cristóvão da Grécia e Dinamarca

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Cristóvão da Grécia
Príncipe da Grécia e Dinamarca
Prince Christopher of Greece.jpg
Príncipe Cristóvão da Grécia e Dinamarca
Governo
Consorte Nancy Stewart Worthington Leeds

Princesa Françoise de Orléans

Casa Real Casa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Vida
Nascimento 10 de Agosto de 1888
Pavlovsk, Flag of Russia.svg Império Russo
Morte 21 de Janeiro de 1940 (51 anos)
Atenas, Flag of Greece.svgGrécia
Filhos Príncipe Miguel da Grécia e Dinamarca (1939-)
Pai Jorge I da Grécia (1845-1913)
Mãe Grã-duquesa Olga Constantinova da Rússia (1851-1926)

O Príncipe Cristóvão da Grécia e Dinamarca (10 de Agosto de 1888 - 21 de Janeiro de 1940) foi um membro da Casa real de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg

Índice

Família e Infância [editar]

Cristóvão com a sa mãe, a Grã-duquesa Olga Constantinovna da Rússia

Cristóvão nasceu no Palácio de Pavlovsk, a antiga residência da sua mãe, a Grã-duquesa Olga Constantinovna da Rússia, na Rússia Imperial. O seu pai era o rei Jorge I da Grécia. Cristóvão era o mais novo dos oito filhos dos reis da Grécia, 20 anos mais novo que o seu irmão mais velho, o futuro rei Constantino I, e tinha a alcunha de “Christo” dentro da família. Os seus irmãos mais velhos incluíam os Príncipes Jorge, Nicolau e André.

Sobre o seu nascimento, a sua irmã Maria escreveu:

Cquote1.svg Em 1888, os meus pais foram fazer uma visita à Rússia e nós ficamos em Tatoi com as nossas governantas e tutores. Nesse mês de Julho (11 de Agosto de acordo com o novo calendário) quando eu estava de regresso a casa, um criado entregou-me um telegrama que eu tinha de levar até à minha irmã (Alexandra). Quando entrei no quarto encontrei-a sentada com o meu irmão Nicolau. Mostrei-lhes o telegrama que eles tentaram agarrar e, como vi que estavam tão entusiasmados com ele, provoquei-os e recusei-me a entregá-lo. Não demorou muito até que eles o arrancaram das minhas mãos. A minha surpresa foi grande quando eles anunciaram que o telegrama tinha sido enviado pelo nosso pai para nos informar que tínhamos um novo irmão e que se deveria chamar Cristóvão. Cquote2.svg

O membro mais novo da Família Real Grega não era diferente de qualquer outra criança, com uma adversão a banhos e aos estudos. Era também um grande pregador de partidas causando grandes problemas aos seus sobrinhos, a Grã-duquesa Maria Pavlovna e o Grão-duque Dmitri Pavlovich, filhos da sua irmã Alexandra da Grécia que eram apenas, respectivamente, dois e três anos mais novos que ele. No entanto conseguia sempre sair imune a castigos por ser o mais novo dos filhos e ter um lugar especial no coração da sua mãe. O seu pai Jorge era um pouco mais rígido, mas també partilhava o seu sentido de humor, herdado da sua família dinamarquesa e era frequente juntar-se aos seus filhos em corridas de bicicleta e patins pelos corredores do palácio da família em Atenas.

Cristóvão, tal como os seus irmãos, era um poliglota, falando Grego, Inglês, Dinamarquês, Russo, Francês e Italiano. Os irmãos falavam Grego entre si e usavam o Inglês com os pais. Eles, por sua vez, falavam Alemão um com o outro.

Juventude [editar]

Quando Cristóvão chegou à juventude, juntou-se ao Exercito Helénico apesar de preferir ter estudado piano. Enquanto jovem, foi-lhe oferecido o trono de Portugal. A monarquia tinha caído em 1910 e o rei Manuel II encontrava-se no exílio em Inglaterra. Alguns monárquicos que não acreditavam na longa duração da nova república que estava a mergulhar o país no caos e não simpatizavam particularmente com as visões de Manuel II, viram em Cristóvão, pertencente a uma linha de sucessão real, mas virtualmente excluído do trono da Grécia por ser o irmão mais novo do rei Constantino que já tinha, ele próprio, os seus herdeiros, chamou a atenção deste grupo devido às suas excelentes relações com outras famílias reais incluindo a Dinamarquesa, a Russa e a Inglesa, que poderiam ser muito úteis ao país. O pedido foi feito, mas o Príncipe Cristóvão recusou-o, tanto por respeito à família real portuguesa como por falta de interesse em assumir o papel de rei quando estava satisfeito com a sua vida despreocupada. Mais tarde viria também a recusar os tronos da Lituânia e da Albânia.

Por volta de 1910 ele ficou noivo da Princesa Alexandra, 2ª Duquesa de Fife, uma neta da Rainha Alexandra do Reino Unido, tia de Cristóvão. No entanto o noivado não durou muito, terminando assim que os pais de ambos souberam da ligação.

Revolução Russa [editar]

A mãe do Príncipe Cristóvão, a Rainha Olga, era uma antiga Grã-duquesa da Rússa antes do seu casamento com o rei Jorge I da Grécia. Com o rebentar da Revolução Russa de 1917, 17 membros próximos da família Romanov, incluindo o seu primo directo Nicolau II, a esposa e os cinco filhos, foram assassinados pelos bolcheviques.

Primeiro Casamento [editar]

Cristóvão com a sua primeira esposa

No dia 1 de Janeiro de 1920, Cristóvão casou-se com uma rica viúva americana chamada Nancy Stewart Worthington Leeds em Vevey, Suíça. A sua esposa que era, antes de se casar com ele, viúva e divorciada, recebeu o título de Sua Alteza Real, a Princesa Anastásia da Grécia e Dinamarca, e a sua fortuna que tinha herdado do segundo marido, ajudou bastante a família real grega durante o exílio nos anos 20. O casamento aconteceu após seis anos de noivado durante os quais foram trabalhados os detalhes legais de um príncipe se casar com uma plebeia viúva e divorciada. Pouco depois do casamento, Nancy descobriu que sofria de cancro e morreu em Londres no dia 29 de Agosto de 1923, deixando Cristóvão sem filhos. O Príncipe tinha, no entanto, um enteado chamado William Bateman Leeds Jr. (1902-1971) que, em 1921, se casou com a Princesa Xenia Georgievna Romanova da Rússia, sobrinha de Cristóvão pela sua irmã, a Princesa Maria da Grécia e Dinamarca.

Segundo Casamento [editar]

O Príncipe Cristóvão voltou a casar-se mais tarde com a Princea Françoise de Orléans (1902-1953). Françoise era filha de Jean d’Orléans, Duque de Guise e de Isabelle d’Orléans, uma filha de Filipe, Conde de Paris. Os dois casaram-se em 1929 em Palermo, na Itália. A cerimónia civil realizou-se no dia 10 de Fevereiro e a religiosa no dia 11. O casal teve um filho, o Príncipe Miguel da Grécia e Dinamarca, que nasceu em 1939, pouco depois da morte do pai em Atenas.

Cristóvão e Anna Anderson [editar]

A primeira esposa de Cristóvão era mãe de William B. Leeds que era casado com a sua sobrinha, a Princesa Xenia Georgievna da Rússia e ambos viviam em Long Island, nos Estados Unidos. Em 1927, ele visitou-os. Na altura, Xenia estava interessada no estranho caso de uma mulher que dizia ser a Grã-duquesa Anastásia, filha mais nova do falecido czar Nicolau II da Rússia. Ela tinha sido encontrada num hospital de Berlim para onde tinha sido levada após uma tentativa de suicídio. A sua história era de que, quando o resto da sua família tinha sido assassinada, ela tinha conseguido escapar para Bucareste com um soldado que a tinha resgatado da cave na Casa Ipatiev. O mesmo soldado teria-a também levado para Berlim, mas abandonou-a à sua sorte. Tal como o Príncipe Cristóvão explicou, “Esta foi a história que ela contou e, por mais incrível que parece, muitos acreditaram nela na altura (e ainda acreditam), incluindo dois membros da família imperial.” Cristóvão também acrescentou: “Dezenas de pessoas que tinham conhecido a Grã-duquesa Anastásia foram levadas a ver a rapariga, esperando que a pudessem identificar, mas nenhuma delas conseguiu chegar a uma conclusão definitiva.” Além de algumas memórias incoerentes, não havia nada que pudesse confirmar as suas informações. Cristóvão descreveu-a: “Em primeiro lugar ela não sabia falar russo, o que a Grã-duquesa Anastásia tal como todos os filhos do czar, tinha falado fluentemente desde sempre e apenas sabia conversar em Alemão. A pobre rapariga tinha uma figura patética com a sua solidão e fraca saúde, e era bastante compreensível que muitos dos que a viam deixassem a sua pena vencer a sua lógica. Ela foi incapaz de reconhecer pessoas que a Grã-duquesa Anastásia tinha conhecido intimamente e as suas descrições de salas nos diferentes palácios e outros locais familiares de qualquer membro da família eram muitas vezes pouco precisas.”

O Príncipe Cristóvão morreu em Atenas aos 51 anos de idade.

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