Luís Filipe, Conde de Paris

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Príncipe Filipe
Conde de Paris
Pretendente orleanista ao trono francês
Período 24 de fevereiro de 1848
a 3 de agosto de 1873
Predecessor Luís Filipe I de França
Sucessor Renunciou a alegação orleanista
Pretendente ao trono francês
Período 24 de agosto de 1883
a 8 de setembro de 1894
Predecessor Henrique V de França
Sucessor Luís Filipe Roberto d'Orleães
Esposa Maria Isabel de Orléans-Montpensier
Descendência
Amélia de Orleães
Luís Filipe de Orleães
Helena de Orleães
Carlos de Orleães
Isabel de Orleães
Tiago de Orleães
Luísa de Orleães
Fernando de Orleães
Nome completo
Louis-Philippe Albert d'Orléans
Casa Orléans
Pai Fernando Filipe, Duque d'Orleães
Mãe Helena de Mecklemburgo-Schwerin
Nascimento 24 de agosto de 1838
Palácio das Tulherias, Paris, França
Morte 8 de setembro de 1894 (56 anos)
Stowe House, Inglaterra
Enterro Capela de São Carlos Borromeu, Weybridge, Surrey, Inglaterra
Religião Catolicismo
Assinatura

Luís Filipe Alberto de Orleães (em francês Louis-Philippe Albert d'Orléans) (Palácio das Tulherias, 24 de agosto de 1838Stowe House, 8 de setembro de 1894), primeiro conde de Paris após a recriação orleanista, foi um neto de Luís Filipe I, rei dos franceses.

Tornou-se o príncipe real, herdeiro ao trono, quando seu pai, Fernando Filipe, o duque de Orleães, morreu em um acidente de carruagem, em 1842.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter havido algum esforço por parte de seu avô, dias após sua abdicação, de colocá-lo ao trono sob a regência de sua mãe, Helena de Mecklemburgo-Schwerin, Luís Filipe nunca foi sagrado rei dos franceses. A família fugiu do país enquanto a Segunda República Francesa era implementada.

Historiador, jornalista e entusiasta da democracia, o conde de Paris voluntariou-se como oficial do exército unionista, durante a Guerra de Secessão, juntamente a seu irmão mais novo, Roberto, duque de Chartres. Como capitão, Luís Filipe serviu na divisão de Potomac, do major-general George Brinton McClellan, por quase um ano, distinguindo-se durante a fracassada campanha peninsular.

Em 1873, antecipando a restauração da monarquia por uma Assembléia Nacional dominada por monarquistas, eleita logo após a queda de Napoleão III, o conde de Paris retirou sua reclamação ao trono em favor do pretendente legitimista, Henrique, conde de Chambord. Reconheceu-se que o conde de Paris seria herdeiro do conde de Chambord, que não tinha filhos, eventualmente sucedendo-o ao trono e unificando as pretensões das duas facções monarquistas, separadas desde 1830. No entanto, com a recusa do conde de Chambord em reconhecer a bandeira tricolor como o pavilhão nacional da França, a possibilidade da restauração monárquica foi frustrada, tendo Henrique morrido dez anos depois, em 1883.

Com a morte do conde de Chambord, Luís Filipe foi reconhecido pela maioria dos monarquisas como Filipe VII de França. Tal sucessão foi questionada pelos carlistas, descendentes dos reis Bourbon da Espanha, alegando serem descendetes diretos de Luís XIV.

O conde de Paris viveu em Sheen House, em Surrey, Inglaterra, onde seu avô buscou exílio após sua abdicação. Morreu em Stowe House, em 1894.

Casamento e filhos[editar | editar código-fonte]

Em 30 de maio de 1864, casou-se com sua prima, a princesa Maria Isabel de Orleães (18481919), filha da infanta Luísa Fernanda de Espanha e do príncipe Antônio, duque de Montpesier, o filho caçula de Luís Filipe I. O casal teve oito filhos, listados abaixo:

Ver também[editar | editar código-fonte]

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