Monarquia de Julho

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Royaume de France
Reino de França

Monarquia

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1830 – 1848 Flag of France.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Hino nacional
La Parisienne
Localização de França
França em 1848
Continente Europa
País França
Capital Paris
48° 49' N 3° 39' E
Língua oficial Francês
Religião Católica
Governo Não especificado
Rei
 • 1830-1848 Luís Filipe I
História
 • 1830 Revoluções de 1830
 • 1848 Revoluções de 1848
Moeda Franco francês
A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix, comemora a Revolução de 1830

Monarquia de Julho é o nome com que a historiografia costuma designar o período histórico que decorreu em França de 1830 a 1848, entre dois dos principais processos revolucionários considerados como ciclos da revolução liberal ou revolução burguesa (as revoluções de 1830 - a revolução de Julho e as revoluções de 1848 — a primavera dos povos).

Começou com as denominadas Três Gloriosas (Trois Glorieuses) jornadas revolucionárias de Paris (27, 28 e 29 de julho de 1830), contra o governo do rei Carlos X, que levaram ao trono Luís Filipe de Orleães (de um ramo distinto a Casa de Bourbon, a denominada Bourbon-Orleães), e não se limitou a França, mas estendeu-se à Bélgica — que obteve a independência face aos Países Baixos, Alemanha e Itália — onde se identifica com movimentos de tipo nacionalista unificador —, Polónia e Império Austríaco. Em fevereiro de 1848 a Revolução de 1848 provocou a abdicação do rei e a criação de um governo provisório que gerou a Segunda República Francesa.

A Monarquia de Julho é um período caracterizado pela proeminência da alta burguesia, que substituiu o direito divino dos monarcas.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A Restauração Francesa foi um período de governo de carta outorgada pelo que se fizeram uma série de concessões ao povo, não obstante o seu carácter autocrático.

Em 1830, Carlos X enfrentava um parlamento de maioria liberal moderado. Perante este facto decretou as quatro leis de julho, que suspendiam a liberdade de imprensa, dissolveu a recém-eleita câmara de deputados, alargava o cargo dos deputados e reduzia o seu número. O povo de Paris precipitou-se para as ruas e conseguiu derrotar o exército real. Os políticos liberais aproveitaram-se deste acontecimento e o rei Carlos X foi forçado a exilar-se. Foi nomeado um novo rei: Luís Filipe I de França; e a França dotou-se de uma constituição mais liberal, a Carta de 1830, reconhecendo-se aí a liberdade de imprensa, e era eliminado o monopólio real na iniciativa legislativa: o rei era o chefe do executivo e partilhava a iniciativa legislativa com as câmaras. A Câmara dos Pares deixou de ser hereditária, e perdeu importância em favor da Câmara dos deputados.

Ver também[editar | editar código-fonte]