França de Vichy

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État Français
Estado Francês

Estado fantoche da Alemanha nazista

Flag of France.svg
1940 – 1944 Flag of France.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Lema nacional
Travail, famille, patrie
(em francês: «Trabalho, Família, Pátria»)
Localização de França de Vichy
Até à ocupação de Novembro de 1942
Continente Europa
Capital Vichy
46° 10' N 3° 24' E
Capital-no-Exilio Sigmaringen (1944 - 1945)]]
Língua oficial Francês
Religião Católica
Governo Autoritarismo, Estado
Chefe de Estado
 • 1940-1944 Philippe Pétain
Legislatura Câmara de Deputados
Período histórico II Guerra Mundial
 • 1940 Fim da Batalha de França
 • 10 de Julho de 1942 de {{{ano_evento1}}} Eleição de Philippe Pétain
 • 27 de Novembro de 1942 de {{{ano_evento2}}} Vichy destrói a sua frota em Toulon
 • 2 de Junho de 1944 de {{{ano_evento3}}} Governo Provisório da República Francesa
 • 6 de Junho de 1944 Desembarque da Normandia
Moeda Franco francês

A França de Vichy (em francês chamada hoje de Régime de Vichy ou Vichy; na altura autotitulava-se de État Français) foi o Estado francês dos anos 1940-1944, o qual era um governo fantoche da influência nazista, opondo-se às Forças Livres Francesas, baseadas inicialmente em Londres e depois em Argel. Foi estabelecido após o país se ter rendido à Alemanha nazista em 1940, na Segunda Guerra Mundial. Recebe o seu nome da capital do governo, a cidade de Vichy, a sudeste de Paris, próximo de Clermont-Ferrand.

A Guerra Franco-Alemã[editar | editar código-fonte]

França durante a Segunda Guerra.

A França declarou a Guerra à Alemanha a 3 de setembro de 1939, no seguimento da invasão alemã da Polónia. Após os oito meses de "guerra de mentira", os alemães lançaram a sua ofensiva no ocidente a 10 de maio de 1940 e foram rapidamente bem sucedidos, ocupando Paris em meados de Junho desse mesmo ano.

Os líderes franceses consideraram retirar-se para os territórios franceses no norte de África, mas o vice-primeiro-ministro Henri Philippe Pétain e o chefe de estado-maior general Maxime Weygand insistiram que o governo deveria manter-se em poder na França e procurar um armistício com a Alemanha.

Acordo de rendição[editar | editar código-fonte]

Adolf Hitler em Paris.

O primeiro-ministro Paul Reynaud demitiu-se após esta decisão e o presidente Albert Lebrun nomeou Philippe Pétain, então com 84 anos de idade, para o substituir a 16 de junho de 1940. Pétain iniciou as negociações e em 22 de junho seguinte assinou o acordo de rendição com a Alemanha.[1]

A principal disposição do acordo foi a divisão da França em duas zonas - ocupada e não ocupada. A Alemanha controlaria a parte norte e ocidental da França e toda a costa atlântica. Os restantes dois quintos do país seriam administrados pelo governo francês, com capital em Vichy, liderado por Pétain. Para além disso, todos os judeus na França seriam entregues à Alemanha. O exército francês seria reduzido a apenas 100 000 homens e os prisioneiros de guerra permaneceriam em cativeiro. Os franceses tinham de pagar os custos de ocupação às tropas alemãs e evitar que os franceses deixassem o país.

Na sequência deste tratado, o Reino Unido e a França de Vichy cortaram as relações diplomáticas em 5 de julho de 1940.

A Terceira República Francesa foi extinta por votação pela Assembleia Nacional Francesa em 10 de julho de 1940. O regime de Vichy foi estabelecido no dia seguinte, tendo Pétain como seu chefe de Estado. A Pétain foi concedido o poder de reescrever a Constituição Francesa, mas ele não o fez. Em vez disso, insistiu em promulgar três decretos constitucionais que suspendiam a Constituição da Terceira República Francesa de 1875, transferindo ao mesmo tempo todos os poderes para si.[2]

Governo de Pétain[editar | editar código-fonte]

Pétain designou Pierre Laval como seu Vice-Presidente e sucessor designado em 12 de julho. Pétain permaneceu na posição de Presidente até 20 de agosto de 1944. Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), o lema nacional, foi substituído por Travail, Famille, Patrie (Trabalho, Família, Pátria). Um de seus primeiros-ministros foi François Darlan.[3]

O ex-primeiro-ministro Paul Reynaud foi preso em setembro de 1940 pelo governo de Vichy e sentenciado à prisão perpétua em 1941.[4]

Joseph Darnand foi nomeado chefe da milícia (Vichy Milice), a polícia em tempo de guerra. Era um oficial da SS e tinha jurado lealdade a Hitler. A milícia era responsável pela supressão da resistência francesa e dos Maquis e ainda por promulgar as leis raciais alemãs.

Referências

  1. Robert A. Doughty, The Breaking Point: Sedan and the Fall of France, 1940 (1990)
  2. Barnett Singer. Maxime Weygand: A Biography of the French General in Two World Wars. [S.l.]: McFarland, 2008. p. 111. ISBN 9780786435715 Visitado em 10 de julho de 2012.
  3. Simon Kitson. The Hunt for Nazi Spies, Fighting Espionage in Vichy France (em Inglês). [S.l.]: University of Chicago Press, 2007, Vichy et la chasse aux espions nazis: complexités de la politique de collaboration, Paris, Autrement, 2005.
  4. Julian Jackson. The Fall of France: The Nazi Invasion of 1940 (em Inglês). [S.l.]: Oxford U.P., 2004. p. 101-42. ISBN 9780192805508 Visitado em 10 de julho de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]