Operação Market Garden
| Operação Market Garden | |||
|---|---|---|---|
| Segunda Guerra Mundial | |||
Ondas de pára-quedistas aterrissam nos Países Baixos durante a Operação Market Garden, em setembro de 1944. |
|||
| Data | 17 - 25 de setembro de 1944 | ||
| Local | Países Baixos e Alemanha | ||
| Resultado | Vitória alemã | ||
| Combatentes | |||
|
|
|||
| Comandantes | |||
| Forças | |||
|
|||
| Baixas | |||
|
|||
A operação Market Garden foi uma operação militar aliada realizada durante a Segunda Guerra Mundial, entre os dias 17 e 25 de setembro de 1944. Seu objetivo tático era capturar uma série de pontes sobre os rios principais dos Países Baixos ocupados pelos alemães. Para isso, foram utilizadas tropas pára-quedistas em larga escala, em conjunto com um rápido avanço de unidades blindadas pelas estradas, a fim de atingir o propósito estratégico de permitir que os Aliados pudessem atravessar o Reno, a última grande barreira natural a um avanço sobre a Alemanha.
Pouco depois das 10:00 da manhã de um domingo, 17 de Setembro de 1944, decolou de aeroportos dispersos por todo sul da Inglaterra a maior força de aviões de transporte de tropa, até então reunida para uma única operação. Naquela semana - a 263ª da Segunda Guerra Mundial - o Comandante Supremo das Forças Alidas, General Dwight David Eisenhower, desencadeou a Operação Market-Garden, uma das mais ousadas e engenhosas da guerra. Market-Garden, uma ofensiva combinada aeroterrestre e de superfície, idealizada pelo Marechal de Campo Bernard Law Montegomery. A sua fase aerotransportada( Market) da operação foi monumental: envolveu quase 5000 aviões, de caça, bombardeiros e de transporte de pessoal e mais de 2500 planadores, o qual seria um assalto diurno sem precedentes para as tropas para-quedistas.
No solo, dispostos ao longo da fronteira belgo-holandesa, estavam as forças da fase Garden, colunas compactas de carros de combate do Segundo Exército Inglês. O plano ambicioso visava lançar velozmente a tropa e os blindados através da Holanda, transpor o Reno e invadir a própria Alemanha.
Inicialmente, a operação teve sucesso, com a conquista da ponte sobre o rio Waal em Nimegue no dia 20 de setembro. Entretanto, acabou por ser uma falha geral devido à ponte de Arnhem, a última do Reno, não ter sido conquistada, e ao fato da Primeira Divisão Aerotransportada Britânica ter sido destruída na batalha, apesar de terem suportado muito mais do que era estimado antes da implementação. O Reno permaneceria uma barreira ao avanço aliado até as Ofensivas Aliadas realizadas em março de 1945.
O general Montgomery contou com 3 divisões aerotransportadas: as 101ª e 82ª divisões americanas, a 1ª divisão pára-quedista inglesa e uma brigada pára-quedista polaca.
Índice |
Antecedentes [editar]
Após grandes derrotas na Normandia em julho e agosto de 1944, as forças alemãs remanescentes retiraram-se, através dos Países Baixos e da França ocidental, em direção às fronteiras da Alemanha, no final do mês de agosto.
No norte, o 21º Grupo de Exército britânico, sob o comando do marechal de campo Bernard Montgomery, estava avançando em uma linha que se estendia de Antuérpia às fronteiras setentrionais da Bélgica. O 1º Exército canadense estava recém terminando a sua própria ofensiva em direção ao norte pela costa, e estava muito cansado para tomar parte em grandes ações. Ao sul deles, o 12º Grupo de Exército americano, sob o comando do general Omar Bradley estava se aproximando da fronteira alemã e havia sido ordenado a encaminhar a brecha de Aachen juntamente com o 1º Exército americano. No sul, o 6º Grupo de Exército, sob o comando do general Jacob Devers, estava avançando em direção à Alemanha antes dos desembarques deles no sul da França.
Um dos pontos fracos da operação e tampouco conhecidos dos aliados, eram as movimentações de tropas alemãs que estavam em deslocamento de alguma frentes, em direção a Holanda. O serviço secreto britânico não foi capaz de identificar estas movimentações. Por exemplo, a 9ª e 10ª Divisões Panzer que haviam combatido na Normandia desde o dia D, estavam sofrendo enormemente com a falta de suprimentos e material humano, a elas foram dadas ordens de se deslocar para a Holanda para reorganização e re-suprimento. Juntando a isto, a fato de haver sido interrompido o avando dos alemães sobre a Antuérpia, o qual permitiu que o 15º Exército do General Von Zangen retirasse suas tropas e também se dirigisse à Holanda, era uma força considerável de aproximadamente 60.000 homens além de seus equipamentos.
Isto deixou a Holanda com uma força de Três Quartéis-Generais alemão, o QG do Comandante William Model, Comandante do Grupo de Exércitos B, o QG do II Corpo Panzer sob o comando do Obergruppenfüher Wilhelm Bittrich e o Gen. Von Zagen,1 comandante do 15º Exército. Eram tropas extremamente experientes, pois, haviam participado de várias campanhas, incluindo veteranos da Frente Oriental e os camisas negras das forças SS, tropas de Elite que participavam dos combates, porém eram subordinadas hierarquicamente a Heinrich Himmler, chefe supremo da Gestapo/SS.
Duas Divisões Panzer de Bittrich, estavam exatamente estacionadas na região de Arnhem, palco de duros combates pelo controlo da Ponte sobre o Reno com os homens do 2º Batalhão de Paraquedistas do Tenente-Coronel John Frost(John Dutton Frost).(...)2
O inesperado [editar]
De início, a operação transcorreu a favor dos aliados. Após uma série de pequenas conquistas, houve fatores negativos que impediram o sucesso das tropas aliadas. O tempo imprevisto foi um fato que impediu o reabastecimento de provisões para as tropas enviadas. O rápido envio de tropas blindadas alemãs para as zonas de conflito serviu para enfraquecer as divisões, principalmente a inglesa. Esta contou com uma perda aproximada de 7500 pára-quedistas. E a presença de unidades antiaéreas alemãs na região do Arnhem fez com que os aliados saltassem a quilômetros de distância do seu destino.
Nota sobre as Perdas [editar]
As forças aliadas sofreram mais perdas na Market-Garden do que na gigantesca invasão da Normandia. A maioria dos historiadores concordam em que, no período de 24 horas do dia "D", 6 de junho de 1944, as perdas aliadas alcançaram a estimativa de 10.000 a 20.000. Nos nove dias da Operação Market-Garden, as perdas combinadas - forças aeroterrestres - em mortos, feridos e desaparecidos montaram a mais de 17.000.
As perdas inglesas foram as mais altas : 13.226. A Divisão de Urguhart, foi quase totalmente destruída. Na força inicial de ataque a Arnhem, com um efetivo de 10.005, na qual se incluem os poloneses e os pilotos de planadores, as perdas totalizaram 7.578. o XXX Corpo de Horrocks perdeu 1.480 e os 8º, 12º Corpos Ingleses, outros 3.874. As cifras Alemãs permanecem um pouco obscuras, mas em Arnhem e Oosterbeek, as perdas chegaram a 3.300, entretanto as perdas de Model, se consideram as mais elevadas. Considerando-se a frente de batalha que se desenvolveu ao longo da campanha, estima-se que pode ter chegado até a 10.000.
Anos mais tarde em suas memórias o Marechal Montegomery, escreveu : (...) "Em minha(suspeita) opinião, se tivesse sido adequadamente apoiada desde o princípio e recebido os aviões, as forças terrestres e os recursos administrativos necessários à tarefa - a operação teria tido êxito, a despeito dos meus erros ou do tempo adverso ou da presença da 2º Corpo SS Panzer na área de Arnhem. Continuo um ferrenho defensor da Market-Garden." (...)3
Referências
- ↑ http://en.wikipedia.org/wiki/Gustav-Adolf_von_Zangen
- ↑ http://en.wikipedia.org/wiki/John_Dutton_Frost
- ↑ Montgomery, Bernard L : Memórias - Montgomery de Alamein, pag 267
Bibliografia [editar]
- Ryan, Cornelius - A Bridge too Far , Bibliex -1978
Ver também [editar]