Batalha de Okinawa

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Batalha de Okinawa
Segunda Guerra Mundial
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Soldado norte-americano fornece fogo de apoio contra um atirador japonês
Data 1 de Abril de 194522 de Junho de 1945
Local Okinawa, Japão
Desfecho Vitória estado-unidense
Combatentes
US flag 48 stars.svg Estados Unidos Japão Japão
Comandantes
Simon Bolivar Buckner, Jr. Mitsuru Ushijima
Forças
183 000[1] 117 000+
Baixas
12 513 soldados mortos
38 916 feridos,
33 096 perdas fora do combate, 763 aviões abatidos
110 000 soldados mortos
7 400–10 755 capturados
Estimado entre
42 000–150 000 civis mortos

A Batalha de Okinawa teve lugar na ilha de Okinawa, no arquipélago de Ryukyu (sul das quatro maiores ilhas do Japão), tendo sido o maior ataque anfíbio durante a campanha do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Foi a maior batalha marítimo-terrestre-aérea da história, ocorrendo de Abril a Junho de 1945.

Nenhum dos lados imaginou que fosse a última maior batalha da guerra. Os norte-americanos planejaram a Operação Downfall, a invasão das principais ilhas do Japão, que nunca aconteceu devido à rendição Japonesa em Agosto de 1945 devido ao uso das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagazaki.

A batalha foi referida como "Tufão de aço" ("Typhoon of Steel" em inglês) e "tetsu no ame," "tetsu no bōfū" pelos habitantes de Okinawa, que significa "chuva de ferro" e "vento violento de aço", respectivamente, referindo-se à intensidade de fogo da batalha.

Em algumas batalhas como a de Iwo Jima, não existiam civis, mas em Okinawa existia uma grande população, e as baixas civis na batalha foram no mínimo 130 000.[2] Baixas norte-americanas foram mais de 72 000, do qual 15 900 foram mortos ou estavam desaparecidos, o dobro de Iwo Jima e Guadalcanal juntas. Cerca de um quarto da população civil, e soldados japoneses e norte-americanos foram mortos na ilha na Primavera de 1945. Havia 107 000 Japoneses mortos ou capturados; muitos preferiram cometer suicídio a serem capturados.

Generais[editar | editar código-fonte]

A campanha terrestre norte-americana era controlada pelo 10º Exército, comandado pelo tenente-general Simon Bolivar Buckner, Jr.. O exército tinha duas corporações sob este comando, III Corporação Anfíbia, que consistia da e divisões de fuzileiros e a 2ª divisão de fuzileiros como uma reserva, e a XXIV Corporação, constituída da , 27ª e 96ª divisão de infantaria. No final da campanha, Buckner foi morto por ricochete de artilharia, sendo a baixa de mais alta patente dos EUA na guerra inteira.

A campanha Japonesa terrestre (principalmente defensiva) era comandada no sul pelo general Mitsuru Ushijima, que acabou cometendo suicídio no fim. Na parte norte de Okinawa - menos falada - , o general Takehido Udo.

Mas muito se passou antes da campanha terrestre.

Antes de 1 de Abril de 1945[editar | editar código-fonte]

Um caça aliado gasta todos os seus foguetes contra uma fortaleza japonesa em Okinawa.

Domingo de Páscoa, dia 1º de Abril de 1945, um dia claro no Mar da China, a maior força naval da história penetrava profundamente em águas japonesas. Com uma força composta de 40 navios-aérodromos, 18 couraçados, 200 contratorpedeiros, centenas de návios de transporte, cruzadores, cargueiros, submarinos, caças-minas, navios de desembarques e mais uma infinidade de outras embarcações dava-se início a "Operação Iceberg", cujo objetivo conquistar Okinawa[3] .

Quando foi montado o assalto a Okinawa, a guerra na Europa, estava chegando ao fim. A maioria dos estrategistas achava que o Japão lutaria até o último alento, mesmo vendo-se cercado e em situação insustentável após a Batalha do Golfo de Leyte. Muitos temiam a tarefa custosa de invadir o Japão e realizar uma limpeza das forças japonesas espalhadas pelo continente asiático. Acreditam que tais operações prolongariam a guerra por mais um ano, e sem dúvida Okinawa e Ryukyu representavam o último baluarte do próprio Japão.

Submarinos norte-americanos já haviam em 1944 destruído todas as embarcações Japonesas. O barco de tropas Toyama Maru tinha sido afundado a caminho de Okinawa pelo USS Sturgeon, causando uma perda de cerca de 5600 homens, nove meses antes da campanha terrestre, estas mortes Japonesas (Sturgeon escapou, mesmo sendo atacado por cargas de profundidade) não são apresentadas nas baixas da batalha.

Antes desta batalha, o navio de evacuação Tsushima Maru tinha sido afundado pelo USS Bowfin e 1484 mulheres e crianças morreram.

A 30 de Outubro de 1944, Okinawa ganhou uma mão de ajuda para desastre — números 10-10. Vagas de bombardeiros destruíram a ilha quase não defendida, causando vários danos em terra; cerca de 80% de Naha foi destruída e mais de 65 barcos foram afundados. A tecnologia Japonesa antiaérea não estavam à altura dos aviões aliados.

Pouco antes da batalha, o navio de guerra Japonês Yamato, foi afundado por suporte aéreo aliado, na sua viagem até Okinawa, na desastrosa operação Ten-Go. O japoneses tinham como plano levar Yamato contra a praia de Okinawa e usá-lo como uma bateria terrestre.

Batalha terrestre[editar | editar código-fonte]

A batalha terrestre teve lugar cerca de 82 dias após 1 de Abril de 1945.

O Norte[editar | editar código-fonte]

Bombardeamentos no norte de Okinawa ajudaram no avanço das tropas. Um caça da Marinha (F4U) faz um voo a baixa altitude e lança as suas bombas incendiárias contra uma posição inimiga.

Os soldados norte-americanos, através da parte sul-central com muita facilidade, muito em breve conseguiram o norte pouco ocupado, mas houve um combate intenso na Montanha Yae-dake e ao ocuparem as bases aéreas de Kadena e de Yomitan; na actualidade Kadena continua a ser a maior base aérea dos Estados Unidos na Ásia, e as suas pistas de aterrissagem podem receber grandes aviões.

Os japoneses lamentaram a perda das bases aéreas de Kadena e de Yomitan. O norte inteiro caiu a 20 de Abril.

Poucos norte-americanos encontraram a temida cobra Habu, logo rejeitando o seu incómodo nas pernas. Muito pior, estas esperavam-nos no sul. Sendo o norte quente demais para estas cobras.

O Sul[editar | editar código-fonte]

Combater no sul era mais difícil, os soldados japoneses escondiam-se em cavernas, mas o avanço aliado era impossível de parar. A ilha caiu em 22 de Junho, mas alguns japoneses continuaram a combater, incluindo o prefeito de Okinawa, Masahide Ota.

A baixa estado-unidense mais famosa foi o correspondente de guerra Ernie Pyle, que foi morto por um atirador Japonês em Ie-shima.

Bombardeamento contra uma caverna japonesa.

Lições[editar | editar código-fonte]

Foram colhidos vários ensinamentos. Os tombadilhos de vôo, revestidos de couraça, existentes nos navios-aeródromos ingleses revelaram-se de valor inestimável; a couraça restringia os danos causados pelos Kamikases. Os navios-aeródromos americanos, como foi o caso do Franklin, sofriam terrivelmente quando as bombas perfuravam o tombadilho e explodia nos hangares. Os canhões de pequeno calibre dos navios não suficientes o bastante para evitar um ataque Kamikase.

Descobriu-se que o radares tinham suas limitações, pois como os aviões japoneses voavam a baixa altitude, muitos ataques não foram detectados, ou casos em que eram muito as telas ficavam saturadas, confundindo os analistas.

Referências

  1. Appleman, Roy E.; James M. Burns; Russell A. Gugeler; John Stevens. Okinawa: the last battle. Washington, D.C.: Center of Military History, United States Army, 2000. p. 36.
  2. Este valor é correcto, mas muitos poucos civis foram mortos durante a batalha. Muitas das baixas civis foram suicídios causados pelo medo de tortura — foi-lhes dito que «para se tornar um Fuzileiro [americano], tinha de matar a sua própria mãe.»
  3. Batalhas Ganhas e Perdidas, Bibliex 1978 - Pag. 437

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Feifer, George (1992), Tennozan ISBN 0395700663
  • Batalhas Ganhas e Perdidas, Biblioteca do Exército Editora(Bibliex)- 1978

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • Level 5 (1997), direção de Chris Marker

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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