Infantaria de marinha

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Assalto anfíbio, a partir de uma lancha de desembarque, de tropas de infantaria naval dos EUA.

A infantaria de marinha ou infantaria naval compreende as tropas especializadas no embarque a bordo dos navios de guerra com as funções de assegurar a sua segurança ou de desembarcar para efetuar operações anfíbias.

Os membros dos corpos de infantaria de marinha de alguns países têm designações especiais como "fuzileiros navais" (Brasil e Portugal), "marines" (EUA e Reino Unido) ou "mariniers" (Países Baixos).

Na maioria dos países, os corpos de infantaria naval estão integrados na marinha de guerra. No entanto, em outros podem fazer parte do exército ou mesmo constituir um ramo independente das forças armadas. Em alguns países, existem inclusive dois tipos distintos tropas de infantaria naval, um integrado na marinha e o outro no exército. Apesar da designação, muitos corpos de infantaria de marinha, incluem para além de tropas de infantaria, também tropas de artilharia e de outras especialidades. O tipo de missões que têm que desempenhar faz com que os membros da infantaria de marinha tenham que ser rigorosamente selecionados e treinados, sendo por isso consideradas tropas de elite na maioria das forças armadas.

História[editar | editar código-fonte]

Infantaria de marinha na Batalha de Lepanto, em 1571.

A infantaria de marinha existe desde a antiguidade. Já em Cartago, na Grécia e na Roma antigas existiam tropas que combatiam nos conveses das galeras, efetuando abordagens e defendendo os seus navios contra ataques inimigos.

A Marinha Romana (Classis Misenensis) incluía pessoal treinado para a realização de assaltos anfíbios. Com este pessoal naval foram inclusive constituídas, pelo menos duas legiões (a Legio I Adiutrix e a Legio II Adiutrix) para serviço em terra. As várias esquadras regionais romanas, normalmente, eram reforçadas com infantaria naval fornecida pelas legiões locais.

A Marinha do Império Bizantino também utilizou infantaria naval. Durante vários séculos, os Bizantinos utilizaram os descendentes dos Mardaítas - estabelecidos no sul da Anatólia e na Grécia - como remadores e soldados de infantaria de marinha. O Imperador Basílio I também estabeleceu uma unidade de infantaria naval de 4 000 homens para a Frota Imperial baseada em Constantinopla. Esta unidade era constituída apenas por soldados profissionais e incluía-se nas tropas tagmata de elite imperiais. Na década de 1260, quando o Imperador Miguel VIII Paleólogo reconstruiu a Marinha Bizantina, recrutou Tzacónios (Tzakones; colonos da Lacónia) e gasmules (gasmouloi; de origem mista greco-romana) como tropas especialistas de infantaria de marinha. Apesar do declínio progressivo e do virtual desaparecimento da Marinha, estas tropas mantiveram-se ativas até ao período tardio dos paleólogos.

Nas várias marinhas da Europa medieval e renascentista continuaram a existir tropas embarcadas. Por exemplo, na Marinha Portuguesa existiam os besteiros do Mar, um corpo especial de atiradores de besta que embarcava a bordo dos navios de guerra. Em outras marinhas existiam tropas semelhantes. Com o desenvolvimento das armas de fogo e da artilharia naval, os besteiros deram lugar aos arcabuzeiros, bem como foram criados corpos de artilheiros embarcados.

Em 1537, o Imperador Carlos V criou as Companhias Velhas do Mar de Nápoles, um corpo especializado de infantaria naval destinado a servir a bordo dos navios das Esquadras de Galeras do Mediterrâneo. A atual Infantaria de Marinha de Espanha assume-se como descendente daquelas companhias, sendo por isso considerado o corpo de infantaria naval mais antigo do mundo ainda em serviço

Depois disso, já no século XVII, Portugal, França, Inglaterra e Países Baixos criaram também unidades de infantaria de marinha. Nos séculos seguintes, foram criados corpos de infantaria naval em diversos outros países.

As tarefas desempenhadas pela infantaria de marinha têm incluído assegurar a segurança dos navios de guerra no mar, garantir a ordem e a disciplina entre a tripulações, realizar a abordagem de embarcações inimigas durante o combate e efetuar operações de desembarque em apoio de objetivos navais. No passado, em muitas marinhas, eram estas tropas que asseguravam a operação da artilharia a bordo dos navios de guerra. Alguns corpos de infantaria de marinha dispõem também da capacidade de efetuar campanhas em terra, para lá do interior das zonas costeiras, passando a atuar como tropas terrestres convencionais. Podem inclusivamente dispor da sua própria aviação, o que lhes permite agir com um elevado grau de autonomia.

Hoje em dia, para lá das tradicionais embarcações, as tropas de infantaria de marinha utilizam helicópteros, paraquedas, veículos de colchão de ar e veículos anfíbios nas suas operações de desembarque e de abordagem.

Infantaria de marinha em vários paises[editar | editar código-fonte]

Argentina[editar | editar código-fonte]

Formatura dos fuzileiros navais brasileiros, em uniforme de gala.

A infantaria de marinha argentina constitui o COIM (Comando de Infantería de Marina), um dos quatro comandos operacionais da Armada Argentina. Os seus membros têm postos com designações e distintivos idênticos aos do resto da Armada.

O COIM é composto pela Força de Infantaria de Marinha da Frota do Mar (FAIF), pela Força de Infantaria de Marinha Austral (FAIA), pela Base Naval de Infantaria de Marinha, pelo Comando de Instrução e Avaliação, pelo Batalhão de Segurança do Estado-Maior-General da Armada e pelo Batalhão de Segurança da Base Naval Puerto Belgrano. A FAIF inclui um batalhão de infantaria de marinha, o Agrupamento de Comandos Anfíbios, uma companhia de engenheiros anfíbios e batalhões de comando e apoio logístico, de artilharia de campanha, de veículos anfíbios, antiaéreo e de comuniações. A FAIA inclui dois batalhões de infantaria de marinha.

Várias unidades da infantaria de marinha argentina participaram na Guerra das Malvinas.

Brasil[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) constitui a infantaria de marinha brasileira. Com cerca 15 000 elementos, o CFN é parte integrante da Marinha do Brasil, tendo como seu elemento principal a Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE). A FFE, por sua vez, integra a Divisão Anfíbia (de escalão brigada) que constitui a principal unidade dos fuzileiros navais, integrando um batalhão de comando e controle, três batalhões de fuzileiros navais, um batalhão de artilharia, um batalhão de blindados e um batalhão de controle aerotático e defesa antiaérea. Para lá da divisão anfíbia, o CFN inclui também a Tropa de Reforço, o Batalhão de Operações Especiais (Batalhão "Tonelero"), o Batalhão de Operações Ribeirinhas, o Comando da Tropa de Desembarque, a Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti e sete grupamentos de fuzileiros navais (subordinados aos vários distritos navais).

O Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil tem origem no contingente da Brigada Real de Marinha de Portugal, que chegou ao Brasil - acompanhando a Família Real Portuguesa - em 1808. Com a Independência, o contingente da Brigada Real de Marinha que ficou no Brasil passou a designar-se "Batalhão de Artilharia de Marinha". Em 1864 passou a chamar-se "Batalhão Naval", em 1895 "Corpo de Infantaria da Marinha", em 1924 "Regimento Naval" e em 1932 "Corpo de Fuzileiros Navais".

EUA[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Marines dos EUA (USMC, United Sates Marine Corps) é, presentemente, o maior corpo de infantaria de marinha do mundo, sendo responsável por grande parte das operações militares expedicionárias dos EUA. Apesar de fazer administrativamente parte do Departamento da Marinha, o USMC não faz parte da Marinha dos EUA, constituindo um ramo independente das Forças Armadas dos EUA. Presentemente, o USMC tem uma capacidade integrada naval, terrestre e aérea, o que lhe permite agir com um elevado grau de autonomia, com pouco ou nenhum apoio dos outros ramos das Forças Armadas. As suas forças terrestres incluem, para além da tradicional infantaria, tropas de todas as armas e serviços. Para além disso, o USMC inclui uma componente aérea completa que inclui desde caças-bombardeiros a helicópteros.

Paralelamente às suas funções como força expedicionária de infantaria de marinha, o USMC é responsável pela segurança das instalações diplomáticas do EUA em todo o mundo. Essa função é desempenhada pelo Grupo de Segurança de Embaixada do Corpo de Marines (antigo Batalhão de Guarda de Segurança Marine).

Espanha[editar | editar código-fonte]

Veículos blindados anfíbios AAV-7A1 da Infantaria de Marinha espanhola.

A Infantería de Marina (Infantaria de Marinha) da Armada Espanhola é considerado o mais antigo corpo deste tipo do mundo, uma vez que descende das Companhias Velhas do Mar de Nápoles, fundadas pelo Imperador Carlos V a 27 de fevereiro de 1537.

Na dependência do comandante-geral (um general de divisão), a Infantaria de Marinha espanhola inclui o Terço de Armada (TEAR) e a Força de Proteção (FUPRO). O TEAR é a principal força expedicionária de infantaria de marinha sendo constituído por uma unidade base e pela Brigada de Infantaria de Marinha (BRIMAR). Com cerca de 2000 efetivos, a BRIMAR é a principal unidade anfíbia, integrando dois batalhões de desembarque, um batalhão mecanizado de desembarque, um grupo de mobilidade anfíbia, um grupo de artilharia de desembarque, um grupo de apoio e serviços de combate, uma unidade de reconhecimento e uma unidade de quartel-general. A FUPRO, também com cerca de 2000 efetivos, é responsável por assegurar segurança das instalações e do pessoal da Armada Espanhola. Integra o Terço do Sul, o Terço do Norte, o Terço do Levante, a Unidade de Segurança do Comando Naval das Canárias e o Agrupamento de Infantaria de Marinha de Madrid, todas estas unidades tendo dimensões de batalhões.

Apesar de pertencerem à Armada, os membros da infantaria de marinha espanhola são soldados e não marinheiros, tendo postos com designações iguais às do Exército de terra.

França[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do que é comum, nas Forças Armadas Francesas existem, não um, mas dois corpos distintos de infantaria naval, um deles integrado no Exército de terra e o outro na Marinha.

Tropas de marinha do Exército de terra Francês.

O primeiro destes corpos são as troupes de marine (tropas de marinha) que constituem - apesar da designação - uma arma do Exército de terra Francês. Esta arma é especializada no serviço ultramarino, particularmente em África e inclui regimentos de infantaria de marinha, de paraquedistas de infantaria de marinha, de infantaria de carros de marinha e de artilharia de marinha. Existe uma grande unidade de tropas de marinha (a 9ª Brigada Ligeira Blindada de Marinha), mas a maioria dos regimentos de tropas de marinha estão integrados em outros tipos de brigadas. Devido à sua anterior designação de "troupes coloniales" (tropas coloniais), as tropas de marinha são frequentemente referidas como "La Coloniale" ou simplesmente "La Colo". Os soldados de infantaria de marinha são conhecidos como "marsouins" (toninhas), alegadamente, porque - tal como toninhas - acompanham os navios sem fazer realmente parte da sua tripulação. Os artilheiros de marinha são conhecidos como "bigors", cujo significado não é claro.

As tropas de marinha foram fundadas em 1622 como compagnies ordinaires de la mer (companhias ordinárias do mar) pelo cardeal Richelieu, destinando-se a embarcar nos navios da Marinha Real francesa para participarem nas abordagens e em outros combates navais e a assegurarem a guarda e defesa dos portos. Estas companhias seriam transformadas, posteriormente, em regimentos de marinha. Passariam a ser também empregues como tropas terrestres coloniais, nomeadamente no Canadá francês. Com Napoleão, os regimentos de marinha são transformados em regimentos de infantaria de linha, perdendo as suas características originais. A partir de 1814, voltam a existir tropas de marinha que, na dependência do Ministério da Marinha e Colónias, acabam por se tornar em tropas essencialmente coloniais, sendo a principal força ultramarina francesa durante o século XIX. Em 1900, aquelas tropas passam para a tutela do Ministério da Guerra e, consequentemente, do Exército, mudando a sua denominação para "troupes coloniales". A designação foi alterada, em 1958, para "troupes d'outre-mer" (tropas de ultramar), revertendo em 1961 para a designação original de "troupes de marine". Apesar da designação, continuam a fazer parte do Exército de terra.

Fuzileiros marinheiros franceses.

A Force Maritime des Fusiliers Marins et Commandos (FORFUSCO, Força Marítima dos Fuzileiros Marinheiros e Comandos) constitui o outro corpo de infantaria naval da França. A FORFUSCO é uma das componentes da Marinha Nacional francesa, incluindo os commandos marine (comandos de marinha) e os fusiliers marins (fuzileiros marinheiros). Os fuzileiros marinheiros são as tropas responsáveis pela proteção das bases navais e pela segurança dos principais navios da Marinha. Os comandos de marinha são as tropas de operações especiais da Marinha francesa, selecionadas de entre os fuzileiros marinheiros. O termo "comando" tem um duplo significado, referindo-se tanto às unidades constituídas por entre 80 e 100 elementos, como aos próprios elementos dessas unidades. Atualmente, a FORFUSCO inclui dois grupamentos de fuzileiros marinheiros, sete companhias de fuzileiros marinheiros e seis comandos de marinha.

Os fuzileiros marinheiros franceses foram criados em 1856 para suprir a dificuldade que a Marinha estava a ter em obter destacamentos das tropas de marinha para bordo dos seus navios, uma vez que estas se estavam a vocacionar sobretudo para o serviço colonial. Os fuzileiros foram constituídos por marinheiros e oficiais navais treinados para atuar como infantaria. Os comandos de marinha foram criados durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de elementos dos fuzileiros marinheiros exilados no Reino Unido, segundo o modelo dos comandos dos marines britânicos.

Grécia[editar | editar código-fonte]

Ao contrário da maioria dos países, no âmbito das Forças Armadas Gregas a infantaria naval está integrada no Exército e não na Marinha. A principal unidade de infantaria naval do Exército Grego é a 32ª Brigada de Infantaria Naval "Moravas" constituída por três batalhões de infantaria, um batalhão de artilharia e outras unidades de apoio. Para além desta unidade, o Exército Grego também mantém a OYK, uma unidade de demolições subaquáticas.

México[editar | editar código-fonte]

O Cuerpo de Infantería de Marina (Corpo de Infantaria de Marinha) é a força anfíbia da Armada do México. Com cerca de 20 000 efetivos, constitui um dos maiores corpos de infantaria naval do mundo. O Corpo é composto por duas forças de reação anfíbia, 30 batalhões de infantaria, um batalhão de guarda presidencial, um batalhão de paraquedistas e três grupos de forças especiais.

Para lá das funções exclusivamente militares, a infantaria de marinha mexicana é responsável pela segurança da faixa costeira de 10 quilómetros do México e pelo patrulhamento dos seus principais cursos de água. No âmbito destas funções, tem estado particularmente envolvida no combate ao tráfigo de drogas. Nos últimos tempos, a Armada Mexicana tem cedido muitas das suas responsabilidades na segurança ribeirinha - cargo da infantaria de marinha - ao Exército, concentrando-se mais nas operações exclusivamente navais.

Países Baixos[editar | editar código-fonte]

Bote rápido dos Mariniers neerlandeses.

O Korps Mariniers (Corpo de Mariniers) da Marinha Real Neerlandesa constitui a infantaria naval dos Países Baixos. Os Mariniers foram fundados em 1665, como Regimento de Marinha, considerando-se assim o quinto corpo de infantaria de marinha mais antigo do mundo a seguir aos de Espanha, Portugal, França e Reino Unido. Hoje em dia, o Korps Mariniers é uma unidade de infantaria ligeira, operando como força de reação rápida, capaz de se projetar para qualquer ponto do mundo, com 48 horas de aviso prévio, sendo por isso treinada para atuar em todas as condições climatéricas e geográficas possíveis.

A força operacional do Korps Mariniers integra-se no Comando de Treino de Mariniers, uma unidade de escalão brigada com cerca de 3000 efetivos. Esta unidade inclui dois batalhões de mariniers, um batalhão de apoio de combate anfíbio, um batalhão logístico anfíbio e a Unidade de Intervenção dos Mariniers (uma unidade de operações especiais). Para além destas, ainda existe uma companhia de mariniers destacada em Aruba.

Os mariniers têm postos com designações iguais às do Exército, mas com distintivos iguais aos da Marinha.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Abordagem de um navio via helicóptero por fuzileiros da Marinha Portuguesa.

O atual Corpo de Fuzileiros da Marinha Portuguesa é o herdeiro histórico da segunda unidade de infantaria de marinha mais antiga do mundo, o Terço da Armada da Coroa de Portugal, criado em 1621. Ao Terço da Armada sucederam-se os regimentos da Armada a partir de 1707, a Brigada Real de Marinha em 1797, o Batalhão Naval em 1837, os batalhões de marinha a partir de 1851 e a Brigada da Guarda Naval em 1924.

Em 1961, a infantaria naval portuguesa foi reativada a título permamente, sendo constituídos os Fuzileiros da Marinha. Foram criados destacamentos de fuzileiros especiais (DFE), companhias de fuzileiros e pelotões independentes de fuzileiros, que tomaram parte ativa na Guerra do Ultramar, nos teatros de operações de Angola, Guiné Portuguesa e Moçambique. Os DFE eram unidades de assalto anfíbio, realizando sobretudo operações ofensivas. As companhias e pelotões de fuzileiros eram unidades vocacionadas para a defesa de embarcações e instalações navais, para a escolta a comboios de embarcações e para o patrulhamento fluvial. Na Guiné, também foram constituídos DFE africanos, de recrutamento local.

O Corpo de Fuzileiros inclui, atualmente, o Comando do Corpo de Fuzileiros, a Base de Fuzileiros, a Escola de Fuzileiros, o Batalhão de Fuzileiros nº 1, o Batalhão de Fuzileiros nº 2, a Companhia de Apoio de Fogos, a Companhia de Apoio de Transportes Táticos, o Destacamento de Ações Especiais, a Unidade de Meios de Desembarque e a Unidade de Polícia Naval. A principal força anfíbia dos fuzileiros é o Batalhão Ligeiro de Desembarque, um agrupamento tático que reúne elementos de várias unidades de fuzileiros.

Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Banda dos Royal Marines.

A infantaria naval do Reino Unido tem origem no Duke of York and Albany's Maritime Regiment of Foot (Regimento Marítimo a Pé do Duque de Iorque e Albany), formado em 1664, para combater na Segunda Guerra Anglo-Holandesa. Em 1755, foram criadas as Her Majesty's Marine Forces (Forças Marinhas de Sua Majestade). Cada um dos membros das Marine Forces era referido pelo adjetivo "marine" (literalmente "marinho"), que passou a designar, na língua inglesa, os corpos e soldados de infantaria naval. Em 1808, as forças receberam o título de "real", passando a designar-se "Royal Marines". Durante a Segunda Guerra Mundial, os Royal Marines (RM) foram re-estruturados como comandos, juntando-se aos comandos do Exército Britânico. Com extinção dos comandos do Exército em 1946, os RM assumiram inteiramente as funções de comandos das Forças Armadas do Reino Unido.

Hoje em dia, os Royal Marines são uma força com cerca de 8000 efetivos, dos quais, cerca de 900 a tempo parcial e os restantes a tempo inteiro. Têm como capitão-general (comandante cerimonial) o príncipe Filipe, Duque de Edimburgo e como comandante-geral (comandante efetivo) um major-general dos marines, este diretamente dependente do comandante-em-chefe da frota da Royal Navy.

A capacidade operacional dos RM inclui três comandos, o Regimento Logístico Comando, o Grupo de Exploração de Informação, o Grupo de Proteção da Frota, o Serviço de Bote Especial e o Grupo de Assalto. Os comandos são unidades de infantaria equivalentes a batalhões reforçados. Parte destas unidades integra a Brigada Comando 3 dos RM, a principal unidade anfíbia das Forças Armadas do Reino Unido, que também integra unidades do Exército Britânico - algumas delas também treinadas como comandos - e pode ser reforçada com elementos da Royal Navy e da Royal Air Force. Para além disso, os RM integram ainda outros elementos de apoio como o Centro de Treino Comando e o Serviço de Banda dos Royal Marines.

Rússia[editar | editar código-fonte]

A Morskaya Pekhota (Infantaria da Marinha) constitui a força anfíbia da Marinha da Rússia, tendo sido, originalmente, formada em 1705.

A Infantaria da Marinha russa inclui a 40ª e 165ª brigadas na Frota do Pacífico, a 336ª Brigada na Frota do Báltico, a 61ª Brigada na Frota do Norte, a 810ª Brigada e o 882º Regimento na Frota do Mar Negro e a 77ª Brigada na Flotilha do Mar Cáspio. Para além disso, inclui vários batalhões e outras unidades independentes.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • LEPOTIER, Adolphe Auguste Marie, Les fusiliers marins, Paris: Editions France, 1962
  • FAVAL, José H. R., Historia de la Infanteria de Marina Española, Madrid: Ministério de Defensa, 1985
  • ESTES, Kenneth W., HEINL, Robert Debs, Handbook for Marine NCOs, Anápolis: Naval Institute Press, 1995
  • CÁMARA, Octavio Díez, Marines, L'Hospitalet de Llobregat: Ediciones Lema, 2000
  • BAÊNA, Luís Sanches, Fuzileiros, Factos e Feitos da Guerra de África 1961/1974 - Volume I, Lisboa: Comissão Cultural da Marinha / Edições INAPA, 2006

Ver também[editar | editar código-fonte]