Batalha da Normandia

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Batalha da Normandia
Segunda Guerra Mundial
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Desembarque na costa da Normandia
Data 6 de Junho de 194422 de Agosto de 1944
(2 meses e 2 dias)
Local Normandia, na França
Desfecho Vitória Aliada
Combatentes
 Estados Unidos
 Grã-Bretanha
 Canadá
França França Livre
 Polônia
 Austrália
 Bélgica
 Nova Zelândia
 Países Baixos
 Noruega
 Checoslováquia Grécia

Alemanha Nazi Alemanha nazista
Comandantes
Dwight D. Eisenhower (comandante supremo),
Bernard Montgomery (forças terrestres),
Bertram Ramsay (forças navais),
Trafford Leigh-Mallory (força aérea)
Gerd von Rundstedt (OB WEST),
Erwin Rommel (Heeresgruppe B)
Forças
1 000 000 (em 4 de Julho) 380 000 (em 23 de julho)
Baixas
37 000 mortos
172 000 feridos ou desaparecidos
cerca de 270 000 mortos, feridos, desaparecidos ou capturados

A Batalha da Normandia, cujo nome de código era Operação Overlord, foi a invasão das forças dos Estados Unidos, Reino Unido, França Livre e aliados na França ocupada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial em 1944. Foi uma decisão política para manter a liberdade na Europa, ocorrida depois da derrota alemã para o Exército Vermelho, na famosa Batalha de Stalingrado. Setenta anos mais tarde, a invasão da Normandia continua sendo a maior invasão marítima da história, com quase três milhões de soldados a terem cruzado o Canal da Mancha, partindo de vários portos e campos de aviação na Inglaterra, com destino à Normandia, na França ocupada.

Os primeiros planos da invasão aliada a França começaram a ser discutidos num encontro de Winston Churchill com o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em Casablanca, em Janeiro de 1943. Neste encontro, chegaram à conclusão que ainda não havia condições para um desembarque na França, mas ficou decidido que o tenente-general inglês Frederick Morgan seria encarregado da elaboração de um plano de assalto detalhado. Em Agosto de 1943, numa nova conferência de líderes aliados no Quebec, Morgan apresentou o plano de invasão da Normandia: um documento com o nome de código de Operação Overlord, que previa um desembarque em Maio de 1944.

Em Dezembro de 1943, o general norte-americano Dwight Eisenhower é nomeado comandante supremo da Força Expedicionária Aliada. Fica também definido que a frente de desembarque teria mais de 80 quilómetros e que o ataque seria feito entre Cherbourg e a foz do rio Sena. Os múltiplos contratempos da operação ditaram que fosse adiada para junho, uma vez que os aliados precisavam de mais tempo para construir mais lanchas de desembarque.

A Operação[editar | editar código-fonte]

A invasão da Normandia começa com a chegada de paraquedistas na noite anterior, com maciços bombardeios aéreos e navais, bem como com um assalto anfíbio bem cedo, de manhã. Os exércitos, divididos com suas tarefas, tinham, como objetivo, as praias de codinome Omaha e Utah para os americanos; e Juno, Gold e Sword para os anglo-canadenses. Do mar, 1 240 navios de guerra abriram as baterias contra as linhas de defesa. Do céu, caíam toneladas de bombas dos dez mil aviões que participavam da operação.

Naquela data, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá lançaram-se nas praias da Normandia, região francesa situada nas costas do Canal da Mancha, dando início à liberação da Europa.

As forças Aliadas que desembarcaram na Normandia eram compostas por restos de divisões dos Estados Unidos da América, da Grã-Bretanha e do Canadá. Transportados por uma frota de 14 200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-ponte no litoral francês e, dali, partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. De fato, o desembarque na Normandia foi crucial para o mundo livre, uma vez que os Aliados, diante dos insistentes pedidos de Josef Stalin, já esboçavam um desembarque maciço de tropas na Europa a fim de acabar definitivamente com as forças de Adolf Hitler.

A Normandia segue sendo uma das batalhas mais conhecidas da Segunda Guerra Mundial. Na língua comum, a expressão Dia D continua a ser usada para a data de começo da invasão, em 6 de Junho de 1944.

A Alemanha, por iniciativa de Rommel, esperando o desembarque aliado, procurou defender-se através da chamada muralha do Atlântico. Rommel, com sua grande experiência militar, previra que o desembarque aliado ocorreria nas praias a noroeste da França, tornando assim essa batalha um verdadeiro inferno para os Aliados, que sofreram pesadas baixas.

Reforço de homens e equipamentos na praia de Omaha

O ataque das praias foi, com certeza, mais sangrento na praia de Omaha, entre as praias de Utah e Gold, onde os soldados tiveram que enfrentar minas, arames farpados, canhões franceses de 155 milímetros capturados pelos alemães, os famosos obstáculos chamados "porcos-espinhos" e tiros de metralhadoras MG42 alemãs. Para eles, já era um milagre não serem mortos quando a rampa dos barcos LCVP se abriam. Sem contar o peso da carga dos soldados, carregados de equipamentos, havia o vento e as ondas a enfrentar antes mesmo de chegarem em terra.

Os alemães ficarem em desvantagem, entre outros motivos, pela incapacidade de prever a data da operação, e pela divergência quanto ao local do desembarque aliado. Rommel opinava que os Aliados escolheriam provavelmente a Normandia, mas Hitler estava convicto de que ela teria lugar mais ao norte, em Calais. Consumado o desembarque e a ruptura das defesas, os aliados ficaram com o caminho aberto para o coração da Europa ocupada e criaram a Segunda Frente.

A operação no entanto continuou por mais de dois meses na Normandia, com as campanhas para conquistar e manter as posições dos aliados. A batalha da Normandia teve fim com a rendição de Paris e a queda de Chambois.

Resumindo, na frente ocidental, a vitória definitiva começou no famoso episódio da invasão no dia 6 de junho de 1944, data que ficou conhecida como a Batalha de Normandia (ou Dia D). Lembre-se que a França estava ocupada pelos nazistas desde 1940 e a invasão da Normandia visava à liberação do território francês do domínio alemão, feito que somente foi alcançado definitivamente no dia 25 de agosto daquele ano.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Carrel, Paul. Invasão 44- Editora Flamboyant, 1965

Jornais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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