Praia de Omaha

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Praia de Omaha
Segunda Guerra Mundial
(Desembarques da Normandia)
Into the Jaws of Death 23-0455M edit.jpg
Desembarque de tropas aliadas na Praia de Omaha, 6 de junho de 1944
Data 6 de Junho de 1944
Local Sainte-Honorine-des-Pertes, Saint-Laurent-sur-Mer, Vierville-sur-Mer, França
Resultado Vitória Aliada
Combatentes
 Estados Unidos  Alemanha
Comandantes
Omar Bradley
Norman Cota
Clarence R. Huebner
Dietrich Kraiss
Baixas
3000 1200

Praia de Omaha foi o nome de código para um dos cinco setores destinados à invasão dos Aliados ao território da França controlado pelas forças alemãs, em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. A praia está localizada na costa da Normandia, em território francês e de fronte ao Canal da Mancha, e possui uma extensão de 8 km, indo de Sainte-Honorine-des-Pertes a oeste de Vierville-sur-Mer na porção direita do estuário do Rio Douve. Os desembarques alí eram necessários para unirem as duas frentes ofensivas, ligando o Exército Britânico, que havia desembarcado à leste da Praia Gold, com as forças americanas, que haviam chegado pelo oeste da Praia de Utah, desta maneira provendo contínua pressão contra a ocupação alemã à costa da Normandia, na Baía do Sena. Tomar a Praia de Omaha seria responsabilidade das tropas do Exército dos Estados Unidos, sendo estas transportadas até o local do ataque pela Marinha dos Estados Unidos com alguma ajuda da Marinha Real Britânica.

No dia, que ficou conhecido como "Dia-D", a 29ª Divisão de Infantaria Americana, que ainda não havia sido posta à teste, uniu-se à nona companhia dos Rangers redirecionada de Pointe du Hoc, onde deveriam empreender ataque à parte ocidental da praia. À veterana 1ª Divisão de Infantaria Americana foi dada a porção oriental como alvo da investida. As primeiras ondas do ataque, compostas por tanques, infantaria e sapadores, foram cuidadosamente planejadas para reduzirem as defesas costeiras do exército alemão, afim de permitirem a aproximação de embarcações maiores que seguiriam-se nas ondas subsequentes.

O principal objetivo em Omaha era o de assegurar a linha da praia entre Port-en-Bessin-Huppain e o Rio Vire (totalizando oito quilômetros de extensão), ligando a frente americana aos britânicos que haviam desembarcado na Praia Gold à leste. Desta maneira, os Aliados alcançaríam a área de Isigny-sur-Mer à oeste, unindo-se finalmente com a VII Corporação, que havia desembarcado na Praia Utah. À oposição dos desembarques estava a 352ª Divisão de Infantaria Alemã, formada por um grande contingente de adolescentes, mesmo estes sendo suplementados por veteranos que haviam combatido na Frente Oriental. A 352ª Divisão nunca passou por qualquer treinamento de batalhão ou regimento. Dos 12020 homens que compunham a divisão destacada para proteger uma frente de 53 km, somente 6800 possuíam experiência em combate. Os alemães estavam amplamente posicionados em pontos fortalecidos ao longo da costa - sue estratégia baseava-se em eliminar qualquer assalto pelo mar ainda na linha da praia. De todo o modo, segundo os cálculos dos Aliados, as defesas postas em Omaha indicavam serem três vezes mais fortes que as encontradas durante a Batalha de Kwajalein, e o número de inimigos era quatro vezes maior.[1]

Porém quase nada saiu como havia sido planejado para os desembarques na Praia de Omaha. Dificuldades na navegação fizeram com que a maioria das lanchas de desembarque errassem seus destinos ao longo do dia. As defesas eram inesperadamente pesadas, e infringiram muitas casualidades às tropas americanas. Sob fogo cerrado, os sapadores tiveram grandes problemas para livrarem a praia dos obstáculos; mais tarde forçando os desembarques a prosseguirem pelos poucos canais já liberados. Enfraquecida gravemente pelas casualidades recebidas ainda no desembarque, as tropas sobreviventes foram incapazes de liberarem as saídas fortemente protegidas da praia. Isto causou ainda mais problemas e consequentes atrasos nos desembarques seguintes. Pequenas penetrações eventualmente puderam ser empreendidas pelos grupos sobreviventes improvisando ofensivas, escalando os morros entre os pontos mais intensamente protegidos.[2] Ao fim do dia, dois pequenos postos haviam sido conquistados, os quais foram posteriormente explorados para a organização de ataques contra as defesas enfraquecidas nos terrenos mais avançados. Somente desta forma foram alcançandos os objetivos originais do "Dia-D", isto dando-se nos dias que seguiram-se após a investida.

A Praia de Omaha[editar | editar código-fonte]

Terreno e defesas[editar | editar código-fonte]

Diagrama da secção correspondente à Praia de Omaha.

Cercada por encostas rochosas, a Praia de Omaha apresenta uma área equivalente à 275 metros de orla com rebentação amena e superfície lisa antes de alcançar-se águas mais profundas e agitadas. Abaixo do nível raso de água desta área há grandes bancos de seixos, com cerca de 2,4 metros de profundidade e chegando a atingir 14 metros de comprimento em alguns pontos. O limite oeste do terreno calcário macio encontrava-se com grandes rochedos (seguindo-se as florestas por terra, mais à leste), os quais podiam variar em tamanho de 1,5 à 4 metros[3] . Para os 2 terços restantes da praia, além dos rochedos e terreno calcário, encontrava-se um banco de areia de nível baixo. Atrás destes obstáculos naturais encontrava-se um plano terreno arenoso, estreito em suas pontas e estendendo-se por até 180 metros em sua região central. Escarpas atenuadamente inclinadas erguiam-se de 30 a 50 metros, dominando a totalidade da praia e cortando vales florestais adentro e desenhando cinco pontos ao longo da praia, denominados do oeste à leste D-1, D-3, E-1, E-3 e F-1.[4]

Torreta de um Panzer IV alemão instalado em uma casamata na Praia de Omaha, junho de 1944.
Uma casamata alemã na Praia de Omaha.
Visão interna de um bunker alemão na Praia de Omaha.

As defesas alemãs instaladas e a falta de qualquer linha de defesa mais à frente no território indicava que seu plano consistia em barrar a invasão ainda nas praias.[5] Quatro linhas de obstáculos foram construídas nas águas. A primeira, não contígua com um pequeno vão localizado no meio do setor "Dog White" e um vão maior atravessando totalmente o setor "Easy Red", tratava-se de uma linha de 250 metros saindo do nível mais profundo do mar em direção à praia e era constituída por 200 estruturas de aço em forma de cercas com aproximadamente 3 metros de largura e 2 metros de altura armadas com minas terrestres.

A mais ou menos 30 metros atrás destas primeiras defesas havia uma segunda linha, sendo esta de toras cravadas no solo por baixo da água, todas apontando em direção ao mar. Em sequência e padronizadamente, a cada 3 toras encontrava-se uma atada à uma mina antitanque. Este método não mostrou-se tão efetivo quanto os alemães esperavam.

Mais 30 metros adiante na direção da praia, ultrapassando-se as toras em lanças, havia sido instalada outra linha contínua composta por 450 rampas atenuadamente inclinadas, todas estas apontadas para a praia e ainda com minas anexadas em cada uma. Esta defesa tinha como objetivo fazer com que embarcações de fundo reto e plano, ao atravessar pelas rampas, virassem ou detonassem as minas.

A linha final de obstáculos era constituída por mais uma linha contínua, desta vez composta por ouriços, estando à 150 metros da linha da praia.[6] A área entre o banco de seixos e as encostas encontravam-se protegidas tanto com arame farpado como com minas terrestres dispostas amplamente, havendo ainda muitas destas espalhadas nas subidas das encostas. Estas barricada alemã, preparada para deter o avanço dos tanques aliados através da praia, acabou tornando-se útil aos próprio aliados, que a utilizaram como cobertura contra o pesado e intenso fogo alemão.

Destacamentos costeiros, compostos por cinco companhias de infantaria, concentravam-se em 15 pontos fortalecidos chamados de Widerstandsnester ("ninhos de resistência"), e foram numerados WN-60 no leste, a WN-74 próximo à Vierville à oeste. Estavam situados primariamente próximos às entradas dos aclíves e protegidos por campos minados e arame farpado.[7] As posições dentro dos pontos fortalecidos estavam todas ligadas por trincheiras e túneis, possibilitando o rápido deslocamento das tropas alemãs. Da mesma forma que os armamentos primários de rifles e metralhadoras, um total de mais de 60 artilharias leves foram distribuídas por estes pontos fortalecidos. Os armamentos mais pesados encontravam-se nas casamatas com oito posições de tiro e em mais quatro posições descobertas enquanto as armas leves ficavam estocadas em 35 casamatas de formato pillboxes. Mais 18 armas antitanque completavam a disposição da artilharia que visava a praia. As áreas entre os pontos fortificados tinham ainda dispostas trincheiras esparçadas, fossos para atiradores e, finalmente, algumas posições armadas com metralhadoras 85 mm.[8] [9] Nenhuma área no território da praia foi deixada descoberta, e o posicionamento das armas sugeria que, estando o inimigo em qualquer lugar da praia, seria possível flanquea-lo.

A inteligência militar aliada identificou as defesas costeiras como sendo formadas por um batalhão reforçado (entre 800 a 1000 homens) pertencente à 716ª Divisão de Infantaria Alemã.[10] Esta era uma divisão estacionária, a qual estimava-se conter algo em torno de 50% das tropas não-alemãs, muitos sendo voluntários russos e Volksdeutsches. A recém-ativada 352ª Divisão de Infantaria Alemã foi identificada como estando estacionada à 30 km atrás da linha da praia, no território de Saint-Lô, e foi considerada como a força mais provável à empreender um contra-ataque. Porém, como parte da estratégia de Rommel para concentrar as defesas na linha da praia, a 352ª Divisão já havia recebido ordens para avançar em março,[11] tomando a responsabilidade de defender a costa normanda - território onde a Praia de Omaha estava localizada. Como parte desta reorganização, a 352ª Divisão ainda tomou sob seu comando os dois batalhões do 726º Regimento de Granadeiros e também o 439º Batalhão, que havia sido anexado ao 726º Regimento anteriormente.[12] A Praia de Omaha encontrava-se em sua maior parte dentro do "Setor de Defesa Costeira 2", estendendo-se à oeste de Colleville e sendo destacado ao 916º Regimento de Granadeiros, o qual tinha o 726º Regimento de Granadeiros anexado à este. Duas companhias pertencentes ao 726º Regimento guardavam os pontos fortificados na área de Vierville, enquanto outras duas companhias do 916º Regimento ocupavam os pontos da área de Saint-Laurent-sur-Mer no centro de Omaha. Estas posições estavam sendo auxiliadas por artilharia advinda do primeiro e quarto batalhões da 352º Regimento de Artilharia (doze obus de 105 mm e quatro 150 mm, respectivamente). As duas companhias restantes da 916ª formavam uma reserva em Formigny, a 4 km da praia. Estando à leste de Colleville, o "Setor de Defesa Costeira 3" era de responsabilidade do restante do 726º Regimento de Granadeiros. Duas companhias foram destacadas para a costa, uma com destino aos pontos fortalecidos a extremo leste, com artilharia de suporte provida pelo terceiro batalhão do 352º Regimento de Artilharia. A área reserva, reunindo os dois batalhões do 915º Regimento de Granadeiros e conhecido como "Kampfgruppe Meyer", estava localizado à sudeste de Bayeux, exterior às imediações de Omaha.[13]

A falha em identificar esta reorganização nas defesas alemãs foi uma rara e grave falta da inteligência aliada. Relatórios redigidos após a ação de incursão aliada ainda documentam a estimativa inicial e assumem que a 352ª Divisão havia sido enviada às defesas costeiras provávelmente apenas alguns dias antes como parte de um exercício anti-invasão dos alemães.[13] [14] A fonte desta informação desatualizada veio de prisioneiros de guerra alemães pertencentes à própria 352ª Divisão de Infantaria capturados no Dia-D, como foi reportado pelo Relatório S-3 de Ação do Dia-D da 16ª Infantaria. De fato, a inteligência aliada havia ficado à par da realocação da 352ª Divisão de Infantaria em 4 de junho. Esta informação foi então passada à Corporação de Infantaria V e para o Quartel General da 1ª Divisão de Infantaria através do 1ª Exército. Porém, com as operações já em estágio final de preparação, nenhuma mudança foi realizada.[15]

Plano de ataque[editar | editar código-fonte]

Mapa histórico oficial ilustrando os objetivos da Corporação V para o "Dia-D"

Omaha foi dividida em dez setores, denominados (do oeste ao leste): "Able", "Baker", "Charlie", "Dog Green", "Dog White", "Dog Red", "Easy Green", "Easy Red", "Fox Green" e finalmente "Fox Red". A primeira ofensiva seria feita por dois Regimentos, auxiliados por dois batalhões de Blindados e com outros dois batalhões de Rangers a lhes acompanharem. Os regimentos de infantaria foram organizados em três batalhões, cada um composto em média por 1 000 soldados. Dentre estes, cada um foi dividido em três companhias de rifles, composta por até 240 homens, e mais uma companhia de suporte possuindo algo em torno de 190 homens.[16] Companhias de infantaria de "A" até a "D" pertenciam ao 1º batalhão de um regimento, da "E" até a "H" ao 2º batalhão e, por fim, da "I" até a "M" respondiam pelo 3º batalhão. A letra "J" não foi utilizada nas operações. (Companhias individuais serão referidas neste artigo por companhia e regimento - Exemplo: Companhia "A" pertencente ao 116º Regimento serão referidas como "A/116"). Em adição, cada batalhão possuia uma companhia de quartel general com até 180 homens. Os Batalhões de Blindados consistiam em três companhias, indo de "A" até "C" e cada uma reunindo 16 tanques. Os batalhões de Rangers, por sua vez, foram organizados em seis companhias, indo de "A" à "F", com em média 65 homens cada.

A 116ª Brigada de Infantaria Americana integrante da 29ª Divisão de Infantaria deveria entrar com dois batalhões através dos setores à oeste, sendo seguidas 30 minutos mais tarde pelo terceiro batalhão. Seus desembarques deveriam ser cobertos pelos tanques pertencentes ao 743º Batalhão de Blindados, dois batalhões viriam atravessando o mar em tanques anfíbios tipo DD e o restante da companhia desembarcando diretamente na fronte da praia, via embarcações de assalto. À esquerda da 116ª Brigada, o 16º Regimento da 1º Divisão de Infantaria teria de avançar igualmente com dois batalhões à frente e um terceiro 30 minutos depois, nos setores "Easy Red" e "Fox Green" na extremidade oriental de Omaha. Seus tanques de cobertura deveriam ser providos pelo 741º Batalhão de Blindados, e igualmente com dois destes batalhões vindos por água (DDs anfíbios) e o restante via desembarque convencional. Três companhias pertencentes ao 2º Batalhão de Rangers deveriam tomar uma bateria fortificada em Pointe du Hoc, 5 km à oeste de Omaha. Enquanto isso, a companhia "C" (2º Batalhão de Rangers) deveria desembarca à direita do 116º Regimento e tomar as posições em Pointe de la Percée. As companhias restantes do 2º e 5º Batalhão de Rangers deveriam seguir até Pointe du Hoc se aquela ação fosse bem-sucedida, de outra forma deveriam seguir o 116ª Brigada até o setor "Dog Green" e prosseguirem à Pointe du Hoc por terra.[17]

Referências

  1. Tourtellot, Arthur B. et. al. Life's Picture History of World War II, p. 262. Time Incorporated, New York, 1950.
  2. Omaha Beachhead pp. 48–49. Historical Division, War Department (20 de setembro de 1945). Página visitada em 2007-06-10.
  3. Tourtellot, Arthur B. et. al. Life's Picture History of World War II, p. 262. Time Incorporated, New York, 1950.
  4. Omaha Beachhead. [S.l.]: United States Army Center of Military History, 1994. 11–16 p. Página visitada em 10 de junho de 2007.
  5. Omaha Beachhead. United States Army Center of Military History (1994). Página visitada em 10 de junho de 2007.
  6. Badsey, Stephen; Bean, Tim. Omaha Beach. [S.l.]: Sutton Publishing Limited, 2004. p. 40. ISBN 0-7509-3017-9
  7. Badsey, Stephen; Bean, Tim. Omaha Beach. [S.l.]: Sutton Publishing Limited, 2004. p. 42. ISBN 0-7509-3017-9
  8. Omaha Beachhead. United States Army Center of Military History (1994). Página visitada em 10 de junho de 2007.
  9. Bastable, Jonathon. Voices from D-Day. [S.l.]: David & Charles, 2006. p. 132. ISBN 0-7153-2553-1
  10. Omaha Beachhead. [S.l.]: United States Army Center of Military History, 20 de setembro de 1945. p. 26. CMH Pub 100-11 Página visitada em 10 de junho de 2007.
  11. Lt. Col. Fritz Ziegalmann (Chief of Staff of the 352ID). The 352nd Infantry Division at Omaha Beach. Stewart Bryant. Página visitada em 19 de agosto de 2007. Cópia arquivada em 28 de abril de 2007.
  12. Badsey, Stephen; Bean, Tim. Omaha Beach. [S.l.]: Sutton Publishing Limited, 2004. p. 30. ISBN 0-7509-3017-9
  13. a b Badsey, Stephen; Bean, Tim. Omaha Beach. [S.l.]: Sutton Publishing Limited, 2004. p. 33. ISBN 0-7509-3017-9
  14. Major Carl W. Plitt, 16th Infantry S-3. Summary of Regimental Situation on D-Day. National Archives (College Park, Maryland), Rg. 407, 301 INF(16)-0.3.0, Box 5919. Página visitada em 14 de junho de 2007.
  15. Balkoski, Joseph. Omaha Beach. USA: Stackpole Books, 2004. 47–50 p. ISBN 0-8117-0079-8
  16. 16th Infantry Historical Records. National Archives (College Park, Maryland), Rg. 407, 301-INF (16)-0.3, Box 5909, Report of Operations file (9 July 1945). Página visitada em 2007-06-21.
  17. Omaha Beachhead. [S.l.]: United States Army Center of Military History, 1994. p. 30. CMH Pub 100-11 Página visitada em 2007-06-10.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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