Operação Cobra

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Operação Cobra
Segunda Guerra Mundial - Operação Overlord
Cobra Coutances.jpg
Soldados americanos avançando por Coutances, França, 1944.
Data 25 de julho de 1944
31 de julho de 1944
Local  França
Desfecho Importante vitória dos Aliados[1]
Combatentes
 Estados Unidos Alemanha Nazi Alemanha Nazista
Comandantes
Reino Unido Bernard Montgomery
Estados Unidos Omar Bradley
Estados Unidos Lawton Collins
Estados Unidos Troy Middleton
Estados Unidos Charles Corlett
Estados Unidos Leonard Gerow
Alemanha Nazi Günther von Kluge
Alemanha Nazi Paul Hasser
Alemanha Nazi Eugen Meindl
Forças
8 divisões de infantaria,[2]
3 divisões armadas[2]
2,451 tanques e destróiers[3] [4]
2 divisões de infantaria,[2]
1 divisão de para-quedistas,[2]
4 divisões Panzer,[2]
1 divisão Panzergrenadier[2]
190 tanques e armas de assalto[4]
Baixas
1,800 desconhecido

A Operação Cobra é o codinome de uma operação planejada durante a Segunda Guerra Mundial pelo general dos Estados Unidos Omar Bradley a fim de liberar a área da Normandia depois da invasão do Dia-D. Foi um grande sucesso que transformou a infantaria de combate da Normandia em uma disputa altamente mecanizada através da França. Isso levou diretamente para a derrota germânica no nordeste da França.

História[editar | editar código-fonte]

Enquanto o General Bernard Montgomery fracassava em seu intento de quebrar a frente alemã em Caen, as forças americanas se aprontavam para levar avante o seu propósito de romper no leste. Essa manobra seria decisiva para colocar um ponto final na resistência às operações na França. Depois do resultado adverso da primeira investida das tropas do General Omar Bradley, este procurou reestudar a situação, para, como ele mesmo salientou, "encontrar um trampolim por onde pudéssemos saltar para o ataque de rompimento". Durante dois dias, Bradley permaneceu estudando os mapas, tratando de encontrar o ponto mais favorável para levar avante o ataque. Nasceu assim o plano Cobra, cujos resultados seriam conhecidos militarmente como "o rompimento do Normandia". Essa operação foi decisiva, pois colocou um fim à resistência alemã organizada, na França.

Conquista de Saint Lô[editar | editar código-fonte]

O plano do General Bradley considerava o rompimento sobre uma estrada que corria paralela à frente, da cidade de Saint-Lô até Le Périer. Portanto, a captura da cidade de Saint Lô, no extremo da linha, era vital para assegurar o desenrolar do avanço posterior.

Os alemães haviam localizado suas posições nos colinas situadas ao norte e ao noroeste de Saint Lô, num terreno extremamente vantajoso para a defesa. No mês de julho, antes que os americanos levassem a cabo o ataque contra a cidade, numa escaramuça, os alemães conseguiram capturar uma ordem de campanha no qual Saint Lô era citada como um dos principais objetivos dos americanos e para manterem esta posição, a proteção na zona de Saint Lô se resumiam no 2o Corpo de Paraquedistas, pela 3a Divisão de Paraquedistas e uma brigada de assalto de três grupos de combate. Embora as tropas não pudessem cobrir suficientemente à frente, era de esperar uma resistência tenaz, pois se tratava de unidades veteranas, extremamente aguerridas.

O General Eugen Meindl, embora achasse o número de tropas insuficiente para cobrir a ampla frente, confiava que as excelentes posições defensivas que elas ocupavam, lhes permitiria rechaçar o ataque americano em Saint Lo. Ao se iniciar a ofensiva, empreendida pelo 19o Corpo de Exército americano, do General Corlett, o centro das operações foi a colina 192, que dominava um dos acessos. Cooperou também, nesse ataque, o 5o Corpo americano, do General Leonard Gerow. Uma de suas divisões de infantaria se lançou ao assalto da colina. Num assalto anterior, tentado no mês de junho, a divisão sofrera umas 1.200 baixas, sem alcançar seu objetivo. A artilharia começou a varrer a elevação com um violento fogo, enquanto as tropas abriam buracos nas sebes para que, por eles, avançassem os tanques, sem demora.

Um informe da aviação assinalava que a colina 192 fora de tal forma martelada pelo fogo da artilharia, que ficara convertida numa massa de terra triturada. Contudo, continuava a ser uma posição forte. Entrincheirados num intrincado sistema de fortificações subterrâneas, os soldados de um batalhão da 3a Divisão de ParaQuedistas esperavam o assalto.

A missão do ataque foi confiada ao 38° Regimento de Infantaria, apoiado por três companhias de tanques e duas de morteiros pesados. A operação foi iniciada na manhã de 11 de julho.

11 de julho[editar | editar código-fonte]

O 38° Regimento, que marcharia na vanguarda, se retirara na noite anterior, a várias centenas de metros para a retaguarda, a fim de proteger-se de possíveis erros do bombardeio aéreo de apoio. Assim, quando a ordem de ataque foi dada na manhã de 11 de julho, os soldados do regimento tiveram que avançar novamente, recuperando o terreno perdido. Os alemães, haviam observado o retrocesso das tropas americanas e deduziram que o movimento era sinal de um ataque iminente. Por conseguinte, os paraquedistas saíram dos seus refúgios e avançaram sobre as posições ocupadas anteriormente pelos americanos.

Dessa forma, quando os infantes americanos se lançaram novamente ao assalto, foram recebidos por uma descarga cerrada dos combatentes alemães. Em menos de uma hora de combate, estes, com seus Panzerfaust, destruíram todos os tanques que marchavam na vanguarda.

A artilharia americana redobrou seu fogo e descarregou mais de 20.000 projéteis sobre as linhas alemãs. Novos tanques e destacamentos armados de bazucas se somaram ao ataque.

Assim começaram a forçar os paraquedistas a retroceder. A luta, no entanto, continuou sem definição. Aqui e ali os americanos ganhavam algumas centenas de jardas. Finalmente, ao meio-dia, os americanos puseram o pé na colina 192 e formaram ali um perímetro defensivo.

12 de julho[editar | editar código-fonte]

Em 12 de julho, as forças americanas tentaram prosseguir o rompimento, mas foram contidas pela inquebrantável resistência alemã. A unidade, porém, conseguira o seu objetivo: conquistar o melhor ponto de observação sobre o campo de luta de Saint Lo.

Enquanto isso, o 19o Corpo de Exército se lançou ao assalto com duas divisões: a 35a e a 29a de Infantaria. Esta última unidade teve a seu cargo o avanço direto sobre a cidade, apoiada pelo fogo de quatro batalhões de canhões de 155 mm e obuses de 4,5 e 8 polegadas. As sebes da Normandia constituíram, uma vez mais, um formidável obstáculo para o avanço, facilitando a ação defensiva dos alemães. A luta, entretanto, não poderia se prolongar indefinidamente, dada a superioridade das forças dos EUA.

18 de julho[editar | editar código-fonte]

Os batalhões de assalto do 29o Regimento entraram na cidade, convertida numa imensa massa de ruínas. As tropas alemães haviam abandonado no último momento a posição. O General Paul Hausser enviou um desesperado pedido ao Alto-Comando, assinalando a absoluta inutilidade de continuar a luta. O Alto-Comando do Grupo de Exércitos "B", a cujo cargo estava a defesa da frente do Normandia, enviou, como resposta a Hausser, a seguinte mensagem: "Tome as medidas que considere necessários; se tem que retirar-se, proceda como deve...".

Ao ter notícia da retirada, o Marechal Günther von Kluge, chefe supremo na França, tentou impedir que o recuo se efetuasse totalmente, e, mesmo tendo comunicado ao General Hausser que era imprescindível continuar a se manter em Saint Lô, não pôde encontrar reservas para reforçar esse chefe e permitir que ele cumprisse essa missão.

No dia seguinte da conquista de Saint Lô, cessaram as operações ofensivas do 1o Exército, de Omar Bradley. Os esforços realizados pareceram acarretar resultados desprovidos de qualquer valor militar. Com uma massa de doze divisões, o 1o Exército somente havia conseguido, após dezessete dias de luta, avançar perto de sete milhas a oeste do rio Vire e um pouco mais da metade dessa distância, a leste do rio. As baixas do 1o Exército, até aquele momento chegavam a 40.000. Noventa por cento delas pertenciam às unidades de infantaria. O seguinte fato fornece uma ideia aproximada da violência da luta e da difícil situação das unidades americanas, com referência aos quadros superiores: de todos os oficiais de um regimento de infantaria americano, que havia desembarcado na Normandia pouco depois do Dia d, na terceira semana do mês de julho apenas restavam quatro subtenentes; todos eles estavam, forçados pelas circunstâncias, comandando companhias de atiradores. A maioria das baixas consistia em soldados, suboficiais e oficiais feridos por estilhaços de granadas. Outros, em grande número, sofriam fadiga de combate. Normalmente, os homens atacados desse mal retornavam à frente depois de um período de descanso que se prolongava entre vinte e quatro a setenta e duas horas.

Outros, que não reagiam favoravelmente depois desse repouso, eram evacuados para um dos dois centros de assistência que o 1o Exército possuía. Neles, as 250 camas disponíveis no começo da campanha foram aumentadas, primeiro para 750, e mais tarde, para 1.000.

Uma frase de uma carta de um combatente define claramente a luta e as baixas: "Ganhamos a batalha da Normandia, porém, considerando o elevado preço pago em vidas, perdemos essa batalha..."

O general Eisenhower, por sua vez, declarou, referindo-se à dureza da luta no norte da França e às grandes baixas sofridas pelas tropas sob seu comando: “Três foram os fatores principais: primeiro, e sempre, as condições de combatividade do soldado alemão; segundo, a natureza do terreno; terceiro, o tempo”. Mesmo as tropas de origem russa e polonesa, integradas por ex-prisioneiros de guerra, incorporados às colunas da Wehrmacht, lutaram tenazmente. Em todos os casos, combateram até o último projétil, defendendo as posições que lhes tinham sido confiada, e somente, então, se renderam.

O plano inicialmente estava programado para 21 de julho. Um dia antes, porém, o tempo piorou consideravelmente, dando aos chefes aliados a clara sensação de que o operação deveria ser suspensa. Por volta da meia-noite, recebeu-se na França uma mensagem da Força Aérea Expedicionária Aliada, com base na Inglaterra, informando da necessidade de adiar a operação até que as condições do tempo melhorassem sensivelmente.

Paralelamente, os serviços de informações aliados notificaram aos comandos sobre o alarmante aumento de tropas alemãs que se estava verificando nas cercanias do ponto escolhido para o rompimento. Informara-se, de fato, que duas divisões blindadas haviam abandonado as posições que mantinham na zona de Caen, diante das tropas de Bernard Montgomery, e haviam tomado posições novas na frente das tropas dos EUA. Portanto, o número de divisões alemãs que se deslocavam agora subia a nove. Contudo, tal número tinha um significado bastante relativo, visto que as divisões alemãs estavam sendo integradas com restos de unidades dispersas, e reforçadas com tropas pertencentes aos diferentes serviços e recrutas, quase sem treinamento, além de contar em suas fileiras com ex-prisioneiros de guerra russos e poloneses.

No setor correspondente à frente inglesa, os alemães mantinham distribuídas cinco divisões. Nas mãos de Montgomery ficava a missão de obrigar essas tropas a não abandonar suas posições, conservando-as bem alertas, de armas prontas. Evitaria assim que fossem transferidas para o setor onde se ia produzir o rompimento.

Soldados britânicos lutando nos arredores de Cagny, em 19 de julho de 1944.

Era necessário aos Aliados, também, manter um ataque constante sobre as unidades de infantaria alemãs. A razão residia no fato de que os alemães colocavam seus tanques retaguarda à medida que novas unidades de infantaria substituíam os grupos Panzer. Era preciso, portanto, destruir os tanques quando ainda estavam dispersos em destacamentos débeis, e antes que fossem organizados em fortes divisões blindadas.

Apesar disso, a situação dos alemães piorava dia a dia, E as perspectivas não eram nada alentadoras. Os alemães enfrentavam a crescente maré de tropas aliadas com os escassos e esgotados efetivos do 7o Exército, lenta e precariamente abastecidos e reforçados. Entretanto, muito perto dali, a 160 km, 19 divisões alemãs, pertencentes ao 15o Exército, esperavam uma invasão que não chegaria a produzir-se. Como disse posteriormente o General Bradley: "Fizeram completamente o nosso jogo na ação mais importante da guerra". O Comando alemão e, principalmente, o Führer continuavam esperando a invasão na zona do Passo de Calais, por meio de uma força que seria comandada pelo General George S. Patton.

O bombardeio[editar | editar código-fonte]

A manhã do dia 23 de julho amanheceu cinzenta e brumosa durante todo o dia. os meteorologistas trabalharam com seus instrumentos e enviaram boletim após boletim ao comando aliado. Ao anoitecer de 23, por fim, os informes começaram a ser alentadores: existiam probabilidades de que o céu se apresentasse limpo no dia seguinte. Em consequência, as divisões do General Lawton Collins foram imediatamente alertadas.

24 de julho[editar | editar código-fonte]

A manhã de 24, contudo, amanheceu úmida e nublada. O General Bradley, no comando, acompanhava, minuto a minuto, a evolução das mudanças climáticas. Às 11 h 30m os alvos continuavam cobertos por uma espessa camada de nuvens. Às 11 h 40m, vinte minutos antes da hora fixada para o bombardeio, foi emitida uma comunicação radiofônica, suspendendo a operação e determinando o regresso dos bombardeiros às suas bases na Inglaterra. O ataque, de acordo com o comunicado, seria suspenso por mais 24 horas. Bradley, por sua vez, regressou imediatamente ao comando do 1o Exército, onde tomou conhecimento de uma notícia extremamente desanimadora: os aviões pesados haviam dado cumprimento à primeira ordem de bombardeio e lançado suas bombas, através da camada de nuvens. A consequência fora um desastre. Os impactos atingiram as próprias unidades da 30a Divisão, a mais de um quilômetro da zona de ataque.

25 de julho[editar | editar código-fonte]

Na manhã de 25 de julho, o ar estremeceu com o rugido de 1.500 aviões de bombardeio aliados. Os aparelhos, carregando milhares e milhares de toneladas de bombas, decolaram rumo ao alvo. Minutos mais tarde, quando o som dos motores já se havia apagado na distância, os telefones do comando começaram a soar estrepitosamente. E os primeiros informes chegaram. As mensagens, nervosamente transmitidas e copiadas, revelavam que, uma vez mais, os aviões aliados haviam confundido o alvo. Novamente as unidades aliadas haviam sofrido as consequências do bombardeio. As divisões 9a e 30a haviam recebido um duro golpe e as baixas eram numerosas. Na tarde de 25 de julho, os efetivos do General Lawton Collins avançaram através de um terreno crivado de crateras de bombas. Atrás deles seguia um exército americano integrado por 21 divisões.

Já em princípios do mês de julho, Eisenhower autorizara o General Bradley a dividir suas forças, formando assim dois exércitos com as tropas dos Estados Unidos na França. Contudo, as reduzidas dimensões da cabeça de praia não aconselhavam a divisão das forças americanas. Essa separação, sem dúvida, agravaria a tarefa dos homens dos diversos serviços e complicaria inutilmente os trabalhos de reabastecimentos.

Entrementes, na retaguarda do 8o Corpo de Middleton instalara-se o comando do 3o Exército, sob as ordens do General Patton. Esse deslocamento havia sido efetuado, secretamente, da Inglaterra. Junto a Patton se encontravam três comandantes de Corpo, que aguardavam a designação das tropas que lhes seriam subordinadas, fazendo parte do 3o Exército.

Em linhos gerais, o esboço da operação era o seguinte: enquanto o General Collins perfurava as linhas alemãs com uma coluna que se dirigiria rumo à costa oeste de Cotentin, com a intenção de bloquear o inimigo que ocupava a base da península e cercá-lo ali, Troy Middleton avançaria rapidamente rumo ao Sul, pela estrada de Coutances, unindo-se com as unidades de Collins na interseção de estradas daquela localidade. Após efetuar a manobra mencionada, Middleton deveria avançar rapidamente em direção a Avranches, girando rumo à Bretanha ao chegar ao ângulo dessa península. Porém, no ponto para onde convergiriam o 7o e o 8o Corpos se produziria, inevitavelmente, um grande congestionamento de tropas.

26 de julho[editar | editar código-fonte]

Ao chegar o meio-dia de 26 de julho, a 24 horas do início do ataque, a crise havia passado e os combatentes aliados se preparavam para explorar ao máximo o rompimento nas frentes alemãs.

27 de julho[editar | editar código-fonte]

Na tarde de 27 de julho, Troy Middleton chegou com a 1a Divisão até aos subúrbios de Coutances, buscando passagem entre os extensos campos de minas que os alemãs haviam semeado nesse setor da frente. Entrementes, no setor alemão, as unidades alemães sofriam um assédio incessante da aviação aliada. Nenhum comboio alemão de tropas, ou abastecimentos, podia se lançar nas estradas antes da chegada protetora das sombras da noite. Em muitos setores, os grupos encarregados da defesa eram formados por homens de diferentes serviços, reunidos às pressas, armados e colocados numa posição, com ordem de defendê-la a todo custo.

Os bombardeios, também, haviam sofrido variações em sua técnica. Os chefes aliados compreenderam, afinal, que nem sempre se obtinham resultados favoráveis destruindo cidades por meio de bombardeio maciço. Isso, indiscutivelmente, não significava a destruição paralela dos exércitos inimigos. Ao contrário, retardava-se o próprio avanço aliado, ao semear a rota de montões de escombros e crateras de bombas.

A nova técnica a ser empregada, consequentemente, seria a do "bombardeio de franjas". O sistema consistiria em arrojar as cargas de bombas de ambos os lados da estrada que os tanques deveriam percorrer na sua marcha para frente. Assim seriam eliminadas as defesas antitanque do inimigo. Posteriormente, bombardeiros leves arrojariam bombas de menor poder explosivo sobre a rota a ser seguida pelos blindados, causando baixas nas formações alemãs, porém sem causar grandes crateras nas estradas. Além disso, o avanço dos tanques seria precedido por uma cortina de fogo de artilharia, que se adiantaria com igual velocidade que os blindados: uns dez quilômetros por hora. Dessa maneira, os tanques avançariam rodeados por uma verdadeira cortina de fogo, aéreo e artilheiro.

Posto em prática, contudo, o plano não deu resultados favoráveis. Os artilheiros alemães que serviam as peças antitanque abandonavam suas posições assim que começava o bombardeio dos aviões, e retornavam de imediato, com o cessar do fogo e à aproximação dos tanques aliados. Então, abriam fogo com todas as suas peças, com resultados desalentadores para os comandos aliados. Foi assim que, em poucas horas, duzentos tanques ingleses foram destruídos. Por outro lado, os alemães acampavam fora dos povoados, tornando totalmente inútil a destruição deles pelos Lancaster aliados. Contudo o fracasso de algumas novas técnicas e da assombrosa quantidade de perdas materiais sofridas pelas unidades aliadas, os exércitos mantiveram sua capacidade de ataque. Entrementes, na frente alemã, os informes e relatórios referentes à campanha eram francamente desalentadores.

Os alemães, de fato, nem cogitavam em retirada. O Marechal Günther von Kluge, sucessor de Erwin Rommel, em Saint Germain, nas proximidades de Paris, se comunicava todas as noites com o QG de Adolf Hitler. Os informes que enviava recebiam sempre a mesma resposta: resistir; não retroceder; contra-atacar. Os relatórios dos comandantes de unidades não eram levados em conta pelo Führer. As impossibilidades argumentadas, não apenas para contra-atacar, mas simplesmente, para resistir, era rebatida com uma só ordem, seca, terminante: resistir e contra-atacar. E assim foi uma, outra, muitas vezes. Enquanto Middleton, à frente do 8o Corpo de Exército, avançava no ângulo de Avranches, em direção aos portos da Bretanha, Patton recebeu de Bradley a ordem de localizar um forte grupamento no centro da base da península da Bretanha. Daquele ponto poderia conter qualquer ameaça que se apresentasse pelo leste, enquanto as colunas de Middleton se deslocavam velozmente rumo a Saint-Malo, primeiro fortaleza da costa norte da Bretanha. Ao mesmo tempo, enquanto a frente aliada efetuava o movimento de conversão em direção ao Rio Sena, os efetivos do 1o Exército deveriam manter aberto o passo de Avranches, enfrentando os blindados alemães que convergiam sobre aquele setor. Entrementes, o 8o Corpo fizera passar pelo ângulo de Avranches duas divisões de infantaria e duas divisões blindadas. Apresentou-se então uma possibilidade de rompimento alemão nesse setor, o que deixaria isolados uns 80.000 homens das forças aliadas.

Os alemães, impossibilitados de enfrentar maciçamente as forças aliadas, recorriam a uma verdadeira guerra de guerrilhas. [carece de fontes?]

Referências

  1. Williams, p. 204
  2. a b c d e f Pugsley, p. 47
  3. Zaloga, p.30
  4. a b Jackson, p. 113

Ligações externas[editar | editar código-fonte]