Klaus Barbie
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| Klaus Barbie | |
| Nascimento | 25 de outubro de 1913 Bad Godesberg |
|---|---|
| Morte | 25 de setembro de 1991 Lyon |
| Nacionalidade | alemão |
| Patente | SS Hauptsturmführer |
| Cargo | Comandante da Gestapo em Lyon , França. |
Klaus Barbie (Bad Godesberg, 25 de outubro de 1913 — Lyon, 25 de setembro de 1991) foi um oficial da SS nazista, conhecido pela brutalidade com que torturava os seus prisioneiros, o que lhe rendeu o epíteto de carniceiro de Lyon. Foi um dos responsáveis operacionais pelo Holocausto.
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[editar] Vida
Klaus Barbie nasceu numa pequena localidade situada no vale do Reno, no estado da Renânia do Norte. Foi recrutado para a SS no dia 26 de setembro de 1935. Em 1940 é enviado para Haia onde é responsável por capturar os refugiados políticos alemães nos Países Baixos e o povo judeu. É precisamente para fugir de Klaus Barbie que Anne Frank se vê obrigada a viver escondida durante meses em Amsterdã. Em 1942, Klaus Barbie é enviado para Dijon e, no mês de novembro do mesmo ano, para Lyon, onde assume a direção da Gestapo.
Durante este período, Barbie é responsável por dois dos atos mais infames cometidos pelos Nazistas na França. O primeiro foi o assassinato de Jean Moulin, o braço-direito de Charles de Gaulle e responsável por unir a Resistência Francesa. Imediatamente após ter unido a Resistência Francesa, Moulin deslocou-se a Lyon para se encontrar com os chefes da Resistance Lyonnaise. Graças à denúncia de um campanheiro de Moulin, Klaus Barbie consegue encontrar Moulin. Depois de preso em Montluc, Moulin é torturado praticamente até à morte por um dos homens de Barbie e, provavelmente, pelo próprio Barbie e deixado à sua sorte no pátio da prisão. Moulin sucumbiu às suas feridas passada uma semana. A sua morte torna-se ainda mais trágica por se saber que ele nunca teria sido capturado se não tivesse sido traído por um dos seus companheiros da Resistência. O próprio Klaus Barbie admitiu mais tarde que nunca o teria capturado não tivesse tido a ajuda de René Hardy, um dos companheiros de Moulin.
O outro crime pelo qual Klaus Barbie nunca será esquecido é a destruição de um campo onde se escondiam crianças judias. Todas com idades inferiores a 14 anos, as 44 crianças tinham-se refugiado em Izieu, uma pequena aldeia perto de Lyon. Barbie, decidido a cumprir o programa nazista chamado Solução Final da questão judia, que consistia na exterminação do povo judeu e na elevação do povo ariano, encontrou as crianças, que foram depois deportadas para Auschwitz, o mais cruel campo de extermínio da história da Segunda Guerra Mundial. Nenhuma destas crianças sobreviveu.
[editar] Crueldade
Os atos de Barbie que mais chocaram a sociedade foram os de tortura durante os interrogatórios. Depois de oficiais da Gestapo espancarem os prisioneiros para assegurar que estes não reagissem durante o interrogatório, eram deixados sozinhos por umas horas. Os prisioneiros mais destemidos e que se recusassem a falar eram sujeitos a chicoteadas, amputações, fome e aos temidos "banhos" — estes "banhos" consistiam em manter o prisioneiro debaixo d'água até desmaiar para que fosse então reanimado, interrogado e novamente submergido, caso insistisse no silêncio. Os testemunhos deixados por algumas das suas vítimas não deixam quaisquer dúvidas sobre a crueldade e o prazer com que executava os atos de tortura.
No fim da ocupação alemã em Lyon em setembro de 1944, Barbie, que havia contraído uma doença venérea, viu-se obrigado a partir para um hospital na Alemanha. Já na viagem em direção ao hospital, Barbie deu ordens à Gestapo para assassinar todos os 70 prisioneiros deixados na prisão de Montluc. Depois de se recuperar da sua doença, Barbie saiu do hospital e o seu paradeiro permaneceu desconhecido durante 40 anos.
[editar] Pós-guerra
Na verdade, Barbie tornou-se agente do serviço secreto norte-americano em 1947, no mesmo ano em que é julgado à revelia na França pelos seus atos criminosos e condenado à pena de morte. Em seguida instala-se na Bolívia e coloca as suas competências ao serviço da ditadura do General Luis García Meza. Dispõe de um passaporte diplomático e desloca-se à Europa, sob o nome de Klaus Altmann para negociar a compra de veículos militares destinados a reprimir as manifestações da oposição.
Klaus Barbie é identificado em 1971 graças a Serge e Beate Klarsfeld, um filho de um deportado assassinado em Auschwitz e uma alemã, que se incumbiram de procurar todos os acusados de crimes de guerra que haviam saído impunes da 2ª Guerra Mundial.
No entanto, só em 1983, após a reposição da democracia sob o governo de Hernán Siles Zuazo, é extraditado para França. Em 1987 é dado início ao seu julgamento na cidade de Lyon, e Klaus Barbie é acusado de 177 crimes contra a humanidade e condenado à prisão perpétua. No total, é responsabilizado pela deportação de pelo menos 843 pessoas.
Durante o julgamento, Klaus Barbie não deu sinais de arrependimento dos seus atos, chegando mesmo a afirmar o seu contentamento por ter salvo a França de um regime socialista. Barbie morreu de leucemia na prisão de Lyon em 25 de setembro de 1991, 4 anos depois do pronunciamento de sua sentença.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Literatura de e sobre Klaus Barbie no catálogo da Biblioteca Nacional da Alemanha (em alemão)

