Adolf Eichmann

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Adolf Eichmann
Adolf Eichmann durante seu julgamento
por crimes de guerra, em Israel (1961).
Nascimento 19 de março de 1906
Solingen, Renânia do Norte-Vestfália
Morte 1 de junho de 1962 (56 anos)
Ramla, Israel
Nacionalidade Alemanha Alemão
Cargo Administrador do programa
da Solução Final judaica
Serviço militar
Patente Alemanha Nazi SS Obersturmbannführer

Adolf Otto Eichmann (Solingen, 19 de março de 1906Ramla, 1 de junho de 1962) foi um político da Alemanha Nazi e tenente-coronel da SS. Foi responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial - a chamada de "solução final" (Endlösung) - organizando a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração, sendo por isso conhecido freqüentemente como o executor-chefe do Terceiro Reich.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Adolf Eichmann nasceu e foi educado em Solingen, na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha.

Alemanha nazi[editar | editar código-fonte]

Em 1934 Eichmann serviu como cabo da SS no campo de concentração de Dachau, onde, aos olhos de Reinhard Heydrich, se distinguiu. Em setembro de 1937, ele foi enviado para a Palestina com o seu superior Herbert Hagen para averiguar as possibilidades da emigração massiva de judeus da Alemanha para aquela região do médio oriente. Eles chegaram a Haifa, mas só puderam obter um visto de trânsito para o Cairo. Ao chegarem à capital do Egipto, eles encontraram-se com um membro da Haganá mas o conteúdo do encontro é alvo de dúvidas. Também tinham planejado encontrar-se com líderes árabes na Palestina, incluindo o mufti de Jerusalém Amin al-Husayni, mas a entrada na Palestina foi-lhes recusada pelas autoridades britânicas. Hagen e Eichmann escreveram um relatório contrário à emigração de judeus em larga escala para a Palestina por razões económicas e também porque contradizia a política alemã de impedir o estabelecimento de um estado judaico ali.[carece de fontes?]

Eichmann participou na Conferência de Wannsee, ocorrida em 1942, na qual ele foi o responsável pela determinação de assuntos ligados à 'solução final da questão judaica', por ordens de Reinhard Heydrich. Semanas após a conferência, ele recebeu a patente de SS-Obersturmbannführer, tornando-se o chefe do Departamento da Gestapo IV B 4, órgão responsável por toda a logística relacionada com os estudos e execução do extermínio em curso.[carece de fontes?]

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Eichmann no julgamento

No fim da Segunda Guerra Mundial, Eichmann foi capturado por tropas americanas. No entanto, em 1946 ele conseguiu escapar de um campo de prisioneiros. Depois de muitas viagens (sobretudo pela Itália e pelo Médio Oriente), usando um passaporte falsificado, obtido junto à Cruz Vermelha Internacional, foi para a Argentina em 1950, tendo trazido a sua família para o país logo depois. Lá viveu sob o nome de Ricardo Klement (ver: Ratlines).

Em 11 de maio de 1960, após meses de observação, Eichmann foi sequestrado na Argentina, por uma equipe de agentes da Mossad (serviços secretos de Israel), liderados por Raphael Eitan. Foi levado para Israel num vôo de avião da El Al em 21 de Maio de 1960. O avião viera para a Argentina trazendo uma comitiva israelense para participar de um evento no país.

Adolf Eichmann foi julgado em Israel, num processo que começou a 11 de Abril de 1961. Foi acusado de 15 ofensas criminosas, incluindo a acusação de crimes contra a Humanidade, crimes contra o povo judeu, e de pertencer a uma organização criminosa.

O julgamento causou grande controvérsia internacional e, por autorização do governo de Israel, foi transmitido ao vivo por cadeias radiofônicas de todo o mundo. Eichmann ficou sentado atrás de um vidro à prova de balas e de som, enquanto muitos sobreviventes do Holocausto testemunhavam contra ele. Afinal, foi julgado culpado de todas as quinze acusações e condenado à morte em 15 de dezembro de 1961. Foi enforcado poucos minutos depois da meia-noite de 1° de Junho de 1962, na prisão de Ramla, perto de Tel Aviv. A pena de morte sempre existiu em Israel, como parte da legislação herdada da época do Mandato Britânico, mas só foi aplicada no caso de Adolf Eichman.[1]

Enquanto acompanhava o julgamento de Eichmann, Hannah Arendt escreveu uma série de cinco artigos para a revista The New Yorker, os quais resultaram no livro Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências bibliográficas (em inglês)[editar | editar código-fonte]

  • Arendt, Hannah. Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil. New York: Penguin Books, 1994. ISBN 0-14-018765-0
  • Bascomb, Neil. Hunting Eichmann: How a Band of Survivors and a Young Spy Agency Chased Down the World's Most Notorious Nazi. Boston/New York: Houghton Mifflin Harcourt, 2009. ISBN 0-618-85867-9
  • Arendt, Hannah. Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil. New York: Penguin Books, 1994. ISBN 0-14-018765-0
  • Cesarani, David. Eichmann: His Life and Crimes. London: W. Heinemann, 2004. ISBN 0-434-01056-1
  • Zvi Aharoni, Wilhelm Dietl: Der Jäger – Operation Eichmann, DVA GmbH, 1996, ISBN 3-421-05031-7
  • My Role in Operation Eichmann. Tuviah Friedman Institute of Documentation. Israel
  • Harel, Isser. The House on Garibaldi Street: the First Full Account of the Capture of Adolf Eichmann. New York: Viking Press, 1975. ISBN 0-670-38028-8
  • Jochen von Lang, Eichmann Interrogated (1982) ISBN 0-88619-017-7
  • Mulisch, Harry. Criminal Case 40/61, The Trial of Adolf Eichmann: An Eyewitness Account. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2005. ISBN 0-8122-3861-3
  • Moshe Pearlman, The Capture of Adolf Eichmann, 1961. (cited in Hannah Arendt: Eichmann in Jerusalem, Penguin, 1994, p. 235)
  • Gerald Steinacher. Nazis auf der Flucht. [S.l.]: Studienverlag GmbH, 2008. ISBN 3-7065-4026-6
  • Pierre de Villemarest, Untouchable: Who protected Bormann & Heinrich Müller after 1945..., Aquilion, 2005, ISBN 1-904997-02-3 (Heinrich "Gestapo" Müller was one of Adolf Eichmann's superiors.)
  • Rassinier, Paul. Le Véritable Procès Eichmann ou les Vainqueurs incorrigibles. Paris: Les Sept Couleurs, 1962.
  • Rassinier, Paul. The Real Eichmann Trial or The Incorrigible Victors. Torrance: Institute for Historical Review, 1976. 117 p. ISBN 0-911038-48-5
  • Yablonka, Hanna. The State of Israel vs. Adolf Eichmann. New York: Schocken Books, 2004. ISBN 0-8052-4187-6
  • Wiesenthal, Simon. Ich Jagte Eichmann. Lisboa: Internacional Portugália Editora, 1961. 349 p. ISBN 0-8052-4187-6
  • Boeno, Maico Russiano de Souza. O Bur(r)ocrata, uma análise existencialista do pensamento de Hannah Arendt no caso Eichmann até a formação do Tribunal Penal Internacional. Brasil: Publit, 2010. 108 p. ISBN 978-85-7773-350-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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