Cairo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto.
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Cairo
القاهرة, al-Qāhira
—  Cidade  —
Cidade Moderna
Cidade Moderna
Bandeira de Cairo
Bandeira
apelido/alcunha(s) Cidade dos Mil Minaretes
Cairo está localizado em: Egito
Cairo
Localização de Cairo no Egito
30° 3' 29" N 31° 13' 44" E
País  Egito
Província Cairo
Fundação 969
Fundador Califado Fatímida
Administração
 - Governador Dr. Abdul Azim Wazir
Área
 - Total 210 km²
 - Metrópole 1 492
Altitude 23 m (75 pés)
População (2008)
 - Total 8 452 409
    • Densidade 40 249,6/km2 
' - Metrópole' 16 542 314
Gentílico: cairota
Sítio www.cairo.gov.eg

Cairo (em árabe: القاهرة; transl.: Al-Qāhira, "a Forte", "a Vitoriosa") é a capital do Egito e da província (muhafazah) homônima (Cairo). É a maior cidade do mundo árabe e da África, e os egípcios a denominam muitas vezes simplesmente com o nome do país no idioma local, مصر, pronunciado Misr no árabe clássico e Masr no árabe egípcio.

A cidade conta com cerca de 7 947 121 habitantes e sua região metropolitana incluiu uma população de aproximadamente 24 285 000 habitantes,[1] fazendo do Cairo a 13ª metrópole mais povoada do mundo. É, também, a área metropolitana mais povoada de todo o continente africano.[2] É conhecida pelos egípcios como a "mãe de todas as cidades" e a "cidade dos mil minaretes".[3]

A cidade foi fundada no ano 116 a. C., no que hoje em dia se conhece como Velho Cairo, quando os romanos reconstruiram uma antiga fortaleza persa junto ao Rio Nilo. Antes de sua fundação, Mênfis era a capital do império faraônico. O nome atual se deve aos fatímidas, que batizaram a cidade com o nome de Al-Qahira. Depois de diversas invasões como a dos mamelucos, otomanos, Napoleão e os britânicos, Cairo se converteu em capital soberana em 1952.[3]

Foi refundada em 969 para servir de capital do Egito árabe. Foi conquistada em 1517 pelos turcos. Entre 1798 e 1801 foi ocupada pelos franceses. É a sede da Liga Árabe. Uma cidade que é um museu aberto composto por uma mistura de antigo e moderno, que convivem nos bairros, ruas, ruelas e becos. O Cairo religioso, cheio de vida e de contrastes, cidade cosmopolita em culturas e gentes, que revela diferentes civilizações.

Cairo está localizado nas margens e ilhas do Rio Nilo, ao sul do delta. Ao sudoeste se encontra a cidade de Giza e a antiga necrópole de Mênfis, com a meseta de Giza e suas monumentais pirâmides, como a Grande Pirâmide de Quéops. Ao sul se encontra o lugar onde se edificou a antiga cidade de Mênfis.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade foi fundada em 969 como residência real dos califas fatímidas, porém a capital administrativa e econômica estava em al-Fustat. Depois da destruição de Fustat em 1168/1169 para evitar sua captura pelos cruzados, a capital administrativa do Egito foi transferido para Cairo, onde tem permanecido desde então. Sua construção levou quatro anos, comandada pelo general Jawhar as-Siqilli ("o siciliano") por ordem do califa Al-Muizz, que deixou sua antiga al-Mansuriya, na Tunísia e se estabeleceu na nova capital.

Em 1250 os soldados escravos chamados de mamelucos sitiaram o Egito e governaram Cairo até 1517 quando foram derrotados pelo Império Otomano. O exército francês de Napoleão ocupou brevemente o Egito de 1798 à 1801, depois o qual um oficial Otomano chamado Mehmet Ali fez de Cairo a capital de um império independente que existiu entre 1805 e 1882. A cidade caiu então sobe controle britânico até que o Egito conseguiu sua independência em 1922.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do Cairo é árido (BWhs),[4] com verões muito quentes e invernos amenos.[5] A época mais suave estende-se entre os meses de novembro até março, quando as temperaturas máximas oscilam entre os 23-24 °C durante o dia. É importante especificar a parte do dia, porque no Egipto, as temperaturas diurnas e nocturnas apresentam grandes contrastes. Durante a época mais fresca, as temperaturas nocturnas baixam frequentemente até os 10-11 °C. Desde abril até agosto, o Cairo regista temperaturas muito altas, subindo a valores de temperatura máxima de 36-37 °C, que caem durante a noite até 22-23 °C.

A cidade é, geralmente, muito seca e as chuvas são escassas. Nos meses de inverno podem ocorrer precipitações ocasionais. Mais comuns são as denominadas jamsin,[6] tempestades de areia, que são habituais nos meses mais quentes.


Valores climáticos para Cairo
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Maior valor da temperatura máxima do ar °C (°F) 31
(88)
33
(91)
38
(100)
45
(113)
47
(117)
47
(117)
43
(109)
43
(109)
42
(108)
43
(109)
38
(100)
31
(88)
47
(117)
Média da temperatura máxima °C (°F) 18
(64)
21
(70)
24
(75)
28
(82)
33
(91)
35
(95)
36
(97)
35
(95)
32
(90)
30
(86)
26
(79)
20
(68)
27
(81)
Média da temperatura mínima °C (°F) 8
(46)
9
(48)
11
(52)
14
(57)
17
(63)
20
(68)
21
(70)
22
(72)
20
(68)
18
(64)
14
(57)
10
(50)
15
(59)
Menor valor da temperatura mínima do ar °C (°F) 2
(36)
2
(36)
3
(37)
6
(43)
9
(48)
13
(55)
16
(61)
17
(63)
14
(57)
11
(52)
6
(43)
1
(34)
1
(34)
Precipitação mm (polegadas) 5
(0.2)
5
(0.2)
5
(0.2)
3
(0.12)
3
(0.12)
0
(0)
0
(0)
0
(0)
0
(0)
0
(0)
3
(0.12)
5
(0.2)
29
(1,14)
Horas de luz solar 217 224 279 300 310 360 372 341 300 279 240 186 3 408
Fonte: BBC Weather[7] September 26, 2009

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população é de 6, 758,581 habitantes (2008) e a cidade propriamente dita; com 17.502.478 habitantes na área metropolitana (dados de 1 de janeiro de 2008) é a maior metrópole da África. A numerosa comunidade cristã (cerca de 10%) tem uma forte presença na vida da cidade.

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral de São Marcos

No Cairo, a religião predominante é a fé Islâmica e a Charia é o principal código de leis. Além da maioria Sunita, também vive na cidade uma minoria Cristã (os Coptas). Deliberadamente não se faz um recenseamento oficial dos Cristãos, embora seja obrigatório declarar a religião no passaporte. Estima-se que cerca de 90 por cento da população muçulmana seja de Sunitas. Quase todo o resto da população é de Cristãos Coptas (Ortodoxos e Católicos), cuja sede é a Cateedral de São Marcos (supostamente o evangelizador do Cairo), no Distrito Abbassia e hoje a segunda maior igreja na África. Além disso, a cidade tem ainda uma pequena comunidade de judeus e um pequeno grupo de Cristãos Ortodoxos Gregos. Estas comunidades religiosas vivem lado-a-lado de forma relativamente pacífica.

Política[editar | editar código-fonte]

A cidade tem estatuto de estado, muhafazah, com um governador à frente que é nomeado pelo Presidente do Egito. Cairo é o centro político, econômico e cultural do Egito e do Oriente Próximo. É a sede do governo egipcio, do Parlamento (Majlis al-Sha'b), de todos os organismos estatais e religiosos centrais e de numerosas representações diplomáticas.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A cidade atual se divide em grandes bairros ou zonas residenciais, entre as que cabe destacar:

  • Midan Tahrir: o centro da cidade moderna
  • Centro Comercial
  • Cidad Jardim
  • Midan Ramses, onde se encontra a estação do metrô, Mahattat Ramses.
  • Midan Ataba: o centro da cidade.
  • Cairo Islâmico: ou centro do Cairo histórico; nele se encontram A Cidadela, Jan el Jalili e a maioria das antigas mesquitas, assim como a cidade dos mortos.
  • Cairo Antigo: inclui o Bairro Copto.
  • Mohandesin: construído sobre as hortas do Nilo entre 1950 e 1960.
  • Gezira: na parte sul da ilha principal do rio.
  • Zamalek: na parte norte da ilha principal, urbanizado a princípios do século XX.
  • Giza: ao oeste da cidade, em seus arredores estam as Pirâmides de Gizé.
  • Heliópolis: zona residencial e comercial, junto a ela está o Aeroporto Internacional de Cairo. Foi construída a princípios do século XX sobre o deserto.
  • Nasr: nova zona residencial junto ao aeroporto, construído na década de 1970 como bairro militar.

Economia[editar | editar código-fonte]

Cairo é em todos os sentidos o centro do Egito desde o ano de sua fundação e, 969, aonde é o principal centro comercial, no entanto, era Fustat, agora absorbida por Cairo. cerca 20 % da população total do Egito reside na área metropolitana desta cidade, pelo que a maioría do comercio nacional se gera no local ou passa pela cidade. Isto tem provocado um rápido crescimento da cidade (um de cada dez edificios tem menos de 15 anos).

Este assombroso crescimento sobrecarregou até os poucos serviços da cidade. As estradas, os serviços de electricidade, de telefonia e de efluentes se converteram em pouco tempo em demasiado pequenos para a cidade. Diversos analistas que estudaram as alterações sofridas pela cidade denominaram este fecho como uma "hiper urbanização".

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Cairo recebeu 9,1 milhões de turistas em 2006. Várias das principais atrações da cidade se aglomeram no denominado centro histórico, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. No entanto, há outros pontos fundamentais do turismo cairota que não está situados em seu centro histórico.

Evidentemente, os reclamos da cidade e do país são as Pirâmides de Gizé, situadas a uns 20 quilômetros ao sudoeste da capital. A Grande Pirâmide de Quéops é considerada como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Sua missão foi acolher o sarcófago do faraó Quéops e se crê que para sua construção se usaram cerca de 2,5 milhões de blocos de pedra calcária. Algumas aleijadas são as vizinhas pirâmides dos reinos se encontram as duas grandes pirâmides de Quéfren e Miquerinos.

Zona moderna da cidade vista da Torre do Cairo.

A porta sul de Bab Zuwayla, situada no Cairo Islâmico, é o último resquício que permanece da cidade fatimí de Al-Qāhira. Em suas origens, os mamelucos faziam públicas suas execuções mortais, mas a partir do século XIX o lugar foi eleito pelo santo Mitwalli para a realização de seus milagres. Hoje em dia, a população e os turistas unham na porta ou um tufo de cabelo ou uma peça de suas prendas com a finalidade de ver cumpridos seus rogos. Também no Cairo Islâmico se encontra Bayn al-Qasryn, a que era principal praça pública da cidade, no Medieval. Nela se ergueram vários palácios mamelucos, destacando o Mausoléu e a Madrassa de Qala'un, cuja origem se remota à 1279.

A Mesquita de Ahmad Ibn Tulun é a mesquita mais antiga da cidade, construída em 879, e a que se encontra em melhor estado de conservação. Ordenada construir pelo general Ahmed ibn Tulun, a mesquita se converteu em um referente do Oriente e em uma das mais importantes desse momento. Ocupa 2,4 hectares e a única parte que tem sido sensivelmente restaurada é o mihrab, mas mantendo elementos originais como o arco, os suportes e a configuração em geral. Também é notável a Mesquita - Madraza do Sultão Hasán, uma das maiores do mundo graças a seus 7.900 m² de extensão. É um dos edifícios de origem mameluco mais importantes de toda a cidade e foi construído entre 1356 e 1363.

Muito conhecidos são os mercados e zocos cairotas. Como se detalha mais acima, o mercado mais importante é o de Khan al-Khalili, situado no Cairo islâmico, onde as sedas e as especiarias são os produtos mais procurados. Em quanto aos zocos, o de An-Nahassin é um dos mais populares devido a sua grande oferta de objetos de cobre e latão. Também é importante o zoco das -Sagha.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Cairo, assim como a vizinha Giza, é o lugar onde se encontram os centros hospitalares mais importantes e avançados do país. Entre os hospitais mais importantes de Cairo estão o As-Salam Internacional Hospital -Corniche Nilo; o Maadi (o hospital privado egípcio mais importante); o Hospital Universitario Ain Shams; o Dar O Fouad e o Hospital General Qasr O Ainy.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade é a mais importante do país e incluso do mundo árabe em quanto a formação educativa mediante colégios, institutos e universidades internacionais.

Escolas internacionais
  • Alsson School (EA)
  • Deutsche Evangelische Oberschule (DEO Cairo)
  • Deutsche Schule der Borromäerinnen (DSB Cairo)
  • American International School (AIS Cairo)
  • Colegio Británico Internacional de El Cairo (BISC)
  • International School of Choueifat
  • Collège da Sainte Famille (CSF)
  • Novo Colegio Británico Internacional de Cairo (NCBIS)
  • Rajac Language e American Schools (RLS)
  • Cairo American College (CAC)
  • British Book Center International School (BBC)
  • Maadi English School (MES)
Universidades
  • Universidade de Al-Azhar
  • Universidade Ain Shams
  • Universidade Americana do Cairo (AUC)
  • Universidade Russa do Cairo
  • Academia Árabe de Ciência, Tecnología e Transporte Marítimo
  • Universidade Británica do Egito (BUE)
  • Canadian International College (CIC)
  • Universidade do Cairo
  • Universidade Alemanha do Cairo (GUC)
  • Universidade Helwan
  • Universidade Internacional do Egito, Misr International University (MIU)
  • Universidade de Ciência e Tecnologia do Egito/Misr (MUST)
  • Universidade do Nilo
  • Universidade Sekem
  • Universidade de Ciências Modernas e Arte (MSA)

Transporte[editar | editar código-fonte]

Cairo é o centro neurálgico das comunicações no Egito. É a única cidade da África que possui um sistema de transporte subterrâneo metropolitano, o Metro do Cairo. O Aeroporto Internacional de Cairo se encontra ao leste da cidade, perto de Heliópolis, com passageiros anuais em torno de 9.534.069 passageiros, o segundo mais movimentado da África.[8]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Cairo conta com o Aeroporto Internacional de Cairo, localizado no distrito de Heliópolis, a uns 22 quilômetros a nordeste da cidade e conta de dois terminais. O antigo terminal, o 1, por sua vez está dividida em quatro terminais de vôos nacionais e internacionais. Três deles os ocupa, caso exclusivamente, EgyptAir e o quarto está reservado para vôos privados. O terminal 2, de recente criação, serve ao resto das companhias internacionais e está dividido em três edifícios, separados uns de outros por 3 quilômetros, mas com serviço de autobus gratuito que as conecta e está em ampliação.

O aeroporto de Cairo é o segundo em tráfego aéreo do continente africano, atrás de Joanesburgo, África do Sul.

Os resultados aproximados são de 10,8 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto cairota em 2006 e 10 milhões em 2007, quantidades que pretendem duplicar-se com a implantação do Terminal 3 até chegar aos 22 milhões de usuários anuais.

Trens[editar | editar código-fonte]

O sistema ferroviario cairota conta com um serviço de trens que conectan a capital com os principais pontos do país. Além de mas, a cidade possui seu proprio sistema de metropolitano.

A Egyptian State Railway é a companhia nacional dos ferrocarros. Desde Cairo se pode ir no trem para as principais cidades egípcias como Alexandria, Luxor e Assuão em categorias de primeira e segunda classe. Também existe a possibilidade de realizar o trajeto para cidades como Luxor e Asuán com trens noturnos mediante Abela Egypt. Todos os trajetos fazem parada na principal estação cairota, a Estação de Ramsés, em Midan Ramses.

O Metro do Cairo é o primeiro serviço metropolitano que existe na África e no Egito. Nasceu em 1987 e conta de duas linhas. A linha 1 une o bairro de El-Marg, no centro de Cairo, com a zona industrial de Helwan, ao sul. A linha 2 conecta O Mounib com Shobra. O metro cairota anunciou a ampliação do serviço com quatro linhas a mais projetadas para os próximos 30 anos. No total serão 92 quilômetros a mais de novas vias para os usuários.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

A rede de rodovias que conecta Cairo com as principais metrópoles do país é boa e eficiente. As rodovias mais importantes são a auto-estrada 1 ou rodovia do Delta, cujo destino é Alexandria; a auto-estrada 11 ou do deserto, também até Alexandria e a costa do noroeste; a rodovia 2 a Luxor; a rodovia 3 até Port Said e a rodovia 33 com destino a Suez. No entanto, o resto de tipo de vias é pobre, com asfaltos de má qualidade e baches perigosos.

No entanto, o resto de tipo de vias é pobre, com asfaltos de má qualidade e baches perigosos.

Dentro da propria cidade, a condução é realmente perigosa, chegando a ser incluso imprudente. Os cairotas não hesitaram em avançar em qualquer situação incumprindo as normas de circulação, que por sua vez são estritas, mas em muitas poucas ocasioes castigam aos infratores. A hora pico na cidade simplesmente não existe, já que durante todo o dia pode considerar-se hora de pico devido aos monumentais congestionamentos que se produzem. Pela noite a condução se torna especialmente perigosa, já que os condutores cairotas utilizam somente as luzes para emitir chamas aos veículos que devem afastar-se.

Uma das ruas do Cairo.

Os serviços de autocarro oferecem boa cobertura. As principais empresas de autocarros são East Delta Bus Company, Superjet, Upper Egypt Bus Company e West Delta Bus Company. Os terminais mais importantes do Cairo são Abdel Mouneem Riyad, também conhecido popularmente como o terminal Ramses Milton (por sua proximidade ao hotel homónimo) com rotas para Alexandría, Hurghada, Assuão e Luxor. O Terminal de Autobuses de Sinaí ou Estação Abbassiyya cobre os trajetos para cidades como a mencionada Sinai, Sharm el Sheikh e Nuweiba. O Terminal de Autobuses de Koulali é o encarregado de conectar as regiões do Canal de Suez e do Delta do Nilo. Por último, no Terminal de Al-Azhar os autocarros partem da zona do deserto ocidental.

Também existem serviços de microbuses privados, uma espécie de mescla entre táxi e autobús público, e os habituais autobuses públicos que cobrem as principais estações e pontos da cidade. No entanto, o serviço público de autobús em Cairo não goza de boa fama devido aos lotados no sentido de ir e vir.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Cairo conta com numerosas universidades, teatros, monumentos e museus. O Museu Egípcio é o mais importante deles, situado na praça Tahrir, que abriga a melhor coleção de objetos do Antigo Egito do mundo. Atualmente está planejando sua mudança para um edificio maior, erguido na zona de Giza.

O epicentro da vida cultural cairota encontra-se no Centro Cultural Nacional, um complexo de edifícios culturais dedicados ao teatro, dança, ópera e música, situado na ilha de Gezira. Neste centro destaca A Ópera de Cairo, inaugurada em 10 de outubro de 1988 pelo presidente Hosni Mubarak e que abrigou um concerto da Orquestra Filarmônica Real Britânica em janeiro de 2007, sua primeira atuação no Oriente Médio e na África. A música clássica habitualmente é predominante na Ópera da cidade, aonde também é fácil desfrutar de música clássica árabe, aonde está goza de maior difusão é no Instituto de Música Árabe, localizado na Ramsis Street. Uma cita obrigada para a música na cidade é o Festival de Música Árabe, que se celebra a princípios do mês de novembro na Ópera do Cairo. No dizer em que o complexo cultural se dão outros seis teatros e auditórios. A atual Ópera substituiu a Ópera Khedivial, ou também conhecida como a Ópera Real, edifício que se levantou em 1869 e que se manteve ativo até 1971.

Os espetáculos de dança folclórica habitualmente representam-se na Ópera mediante a Companhia de Ballet de Cairo, e sobre tudo nos hotéis mais importantes da cidade. Também é um acontecimento notável na agenda da dança cairota a citar anual com o Teatro Bolshoi.13 A dança do ventre ou a dança sufi, mais conhecida no mundo ocidental como a dança dos dervishes giratórios, são dois dos bailes mais populares na cidade.

Um dos acontecimentos culturais mais importantes da cidade é o Festival Internacional de Cairo, que reúne vários filmes de vários países durante o mês de dezembro, convertendo-se em um dos festivais cinematográficos mais importantes do mundo. Cairo, anteriormente conhecido como a "Hollywood do Oriente",14 perdeu o status de capital cinematográfica do Oriente em favor da Bollywood hindú. A censura segue sendo, ainda hoje em día, habitual no festival embora tenha recebido, desde sua criação em 1976, as super-estrelas como John Malkovich, Nicolas Cage, Morgan Freeman, Bud Spencer, Gina Lollobrigida, Ornella Muti, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Oliver Stone o Catherine Deneuve.

Os cinemas cairotas abrigam, em sua grande maioria, superproduções de Hollywood com subtítulos em árabe. As produções locais desfrutam também de êxito na população do Cairo. Estes filmes freqüentemente são rodados nos grandes estúdios situados em Misr ou Al-Ahram, ambos muito próximos das Pirâmides de Gizé. O cinema independente nacional é ainda pouco popular entre os cairotas, e é que somente os cinemas Good News Grand Hyatt e Ramsés Hilton projetam este tipo de cinema.

Na parte literária, destaca, sobretudo Naguib Mahfouz, Prêmio Nobel de Literatura em 1988, cuja "Trilogia de Cairo" é a obra que o marcou. O escritor logro um grande êxito entre a crítica local atrás das primeiras edições em 1956 e 1957, mas ainda quando foram traduzidas para o inglês em 1990. No entanto, a pesar do êxito e fama literária que outorgou para a cidade, o célebre escritor que foi apunhalado em 1994 por fundamentalistas.14 E foi objeto de ira e das pressões dos integristas que o acusaram de blasfemar contra o mundo muçulmano. Faleceu em 2006 como conseqüência de uma úlcera hemorrágica.

Outra figura fundamental da literatura cairota é Nawal el-Saadawi, quem fundou a Associação de Solidariedade de Mulheres Árabes e escreveu extensamente sobre a sociedade árabe. Ao igual que sua colega Mahfuz, o-Saadawi foi duramente criticada e perseguida pelos extremistas islâmicos, forçando seu exílio para Estados Unidos, onde tem lesionado em classes em diversas universidades. Chegou a ser encarcerada durante o regime de Sadat.

Algumas das festas e acontecimentos mais importantes dentro do panorama cultural cairota são a Feira do Livro, durante o mês de Janeiro, a Feira de Exposições do Cairo; o Festival Internacional da Canção do Cairo em agosto e o Festival de Teatro Experimental em setembro.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Patrimônio da Humanidade[editar | editar código-fonte]

Em 1979, o Centro Histórico do Cairo foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com o nome de Cairo Islâmico. No local também se encontra o barro cristão, ou Bairro Copto.

Jan el-Jalili[editar | editar código-fonte]

É uma área comercial antiga, um imenso mercado de estreitas ruelas com milhares de pequenas tendas com as mercadorias: sapatos, tecidos, pipas de cristal, especiarias, jóias, com suas ruas repletas de gente, mesas nas portas dos cafés, onde alguns comércios contém também seus próprios pequenos Workshops de manufaturas.

Junto com o mercado de Al-Muski, situado ao oeste, forma a área de compras mais importantes da cidade. O mercado era também um centro de reunião para grupos rebeldes, até que o Sultão Ghawri o reconstruiu e modernizou no século XVI.

Monumentos faraônicos[editar | editar código-fonte]

Colosso de Ramsés II em Mênfis.

Monumentos cristãos e coptas[editar | editar código-fonte]

  • A Igreja Suspensa, construída sobre as ruínas de uma fortaleza da Babilónia romana.
  • A Igreja de São Sérgio, a sua origem remonta ao século IV. Com a estrutura de uma basílica, foi erigida sobre a cripta onde se acredita ter se refugiado a Sagrada Família quando da fuga para o Egito.
  • O Museu Copta, contém a mais importante coleção de arte copta do mundo.
  • A Árvore da Virgem em el Matariya, à sombra da qual teria descansado a Sagrada Família.
  • A Igreja da Virgem Maria, em Zeitum.

Monumentos islâmicos[editar | editar código-fonte]

  • A Mesquita de Amr Ibn Aas, a mais antiga no Egipto, e em toda a África (ano de 641).
  • Mesquita de Ibn Tulun, a terceira Mesquita em importância no Egipto; possui um minarete em forma de caracol como a Samara no Iraque.
  • Mesquita de El Azhar, construída pelos "fatimis", ou fatimitas, fundadores do Cairo no ano de 972. A Mesquita com a sua Universidade é considerado como a meca cultural do mundo Islâmico.
  • Mesquita do Sultão Hassan, foi construída no ano de 1356-1362.
  • Mesquita de Moaed construída em 823 sobre Bab Zeuraila.
  • Mesquita de Mohamed Ali (Alabastro), construída sobre a colina norte da cidadela no ano de 1830 sendo do estilo turco.
  • Cidadela de Saladino, construída em 1183.
  • A Casa de Sohemy, construída no ano de 1796 e situada em Darb El Asfar.

Monumentos modernos[editar | editar código-fonte]

  • O Museu do Cairo, situado na praça de Tahrir, foi construído em 1902.
  • Palácio e centro de conferências, situado em Madinet Nasr, foi inaugurado em 1989 e é ideal para congressos e conferências internacionais.
  • A Aldeia Faraônica, onde se pode assistir a uma demonstração da vida quotidiana no Antigo Egipto.
  • O Museu Islâmico, situado em Bab El Khalk, possui a mais importante colecção de arte islâmica do Egipto.
  • Os Museus de Arte Moderna de Mukhtar e de Mohmoud Khalil, possuem colecções de escultura e pintura de elevada importância.
  • Khan el Khalili, é um dos mais originais mercados orientais. A sua história remonta ao século XIV. Possui grande número de tendas com exposições de artigos em ouro, prata, madeira, marfim e cobre, assim como peles, vestidos bordados, especiarias. O elevado nível arquitectónico dos edifícos converteu este local num verdadeiro museu islâmico.

Museu do Cairo[editar | editar código-fonte]

Durante o século passado, os monumentos do Antigo Egito foram saqueados por mercadores de arte sem escrúpulos e com a cumplicidade das autoridades locais desejosas de agradar às potências ocidentais.

Foi exactamente para travar esta dissipação do património nacional que, em meados do século XIX, o governo egípcio, depois de proibir a exportação dos achados arqueológicos, decidiu construir um museu onde seriam conservados e salvaguardados os tesouros do Antigo Egito.

O museu actual, inaugurado em 1902, é um edifício de dois andares, situado no centro da cidade e embelezado por um pequeno jardim adornado com epígrafes e esculturas antigas.

O rés-do-chão, inteiramente dedicado à escultura e aos sarcófagos, é dominado pelas estátuas colossais de Amenothep III e da rainha Tie, colocadas ao fundo do grande átrio.

O primeiro andar alberga em grande parte o espólio funerário de Tutancâmon: a máscara e os sarcófagos de ouro, as jóias, o trono em ouro, o vasilhame de alabastro e o mobiliário.

O museu do Cairo ergue-se no centro da cidade, precisamente na praça de al Tahrir, onde é possível chegar com o metropolitano e com numerosas linhas de autocarro que aqui têm um terminal. O museu está situado no lado norte da praça, a pouca distância do rio e na sua vizinhança encontram-se numerosos hotéis de luxo. À frente do museu, num pequeno jardim adornado com esculturas e epígrafes antigas, encontra-se o monumento funerário do seu fundador, o francês Auguste Mariette.

As colecções do Antigo Egito estão expostas nos dois andares do edifício por ordem cronológica e divididas por temas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

O futebol é o esporte mais popular entre os cairotas. A cidade abriga dois colossos do futebol egipcio, o Zamalek e o Al-Ahly, e de todo o continente africano em número de títulos internacionais (ambos lideram as honras da Liga dos Campeões da CAF com 5 entorchados). A rivalidade esportiva e extra-esportiva entre os dois grandes clubes é enorme já que, o Al-Ahly é a equipe das Classe média e trabalhadora, enquanto que o Zamalek é a equipe da classe alta cairota.

Ambos disputam suas partidas como locais no Estádio Internacional do Cairo, localizado no suburbio da Cidade Nasr, foi reformado em 2005 e tem a capacidade para 75.000 espectadores. É um dos estádios maiores e modernos da África, sendo sede, também, da Seleção Egípcia de Futebol. A cidade conta com outro estádio de futebol, o Estádio da Academia Militar, com capacidade para 28.500 espectadores. Em 2009, o velho estádio será reconstruído, por causa da celebração do Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2009 que se celebrará no país e contará com 65.000 asientos. Sendo coliseus esportivos foram sedes da Copa das Nações Africanas de 2006, celebrada no Egito e ganhada finalmente pela equipe faraónico.

A Egyptian Football Association (Associação Egípcia de Futebol) é uma das federações mais importantes com sede na capital, depois de março, a Confederação Africana de Futebol, que se mudou recientemente para a Cidade em 6 de Outubro de 2007, numa pequena localidade nos arredores de Cairo.

Panorama do Cairo.

Referências

  1. Microsoft Word - dmgua2007-front.doc. Página visitada em 15 de maio de 2012.
  2. El desafío del crecimiento urbano de El Cairo
  3. a b Visión general de la ciudad WTG (15 de abril de 2008).
  4. World Map of Köppen-Geiger Climate Classification (em inglês). Página visitada em 13-06-2011.
  5. Información sobre Egipto, clima. Ministerio Lufthansa. Página visitada em 15 de abril de 2008.
  6. Clima enrarecido en Egipto (14 de abril de 2008).
  7. Weather Centre - World Weather - Average Conditions - Cairo BBC.
  8. Al-Ahram Weekly | Features | Reaching an impasse Weekly.ahram.org.eg (2006-02-01). Página visitada em 16 de maio de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons
Imagem: Cairo Islâmico Na cidade do Cairo encontra-se o sítio Cairo Islâmico, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg