Saara Ocidental

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'الجمهورية العربية الصحراوية الديمقراطية

Al-Jumhūrīyâ al-Arabīyâ as-Sahrāwīyâ ad-Dīmuqrātīyâ'
República Árabe Sarauí Democrática

Bandeira do Saara Ocidental
Brasão de armas do Saara Ocidental
Bandeira Brasão de armas
Lema: (não tem)
Hino nacional: (não tem)
Gentílico: Sahrawi

Localização do Saara Ocidental

Capital não tem
Cidade mais populosa El Aaiún
Língua oficial não tem
línguas regionais: Árabe e espanhol
Governo Território disputado
 - Presidente (no exílio) Mohamed Abdelaziz
 - Primeiro-ministro (no exílio) Abdelkader Taleb Oumar
Independência  
 - Da Espanha 27 de Fevereiro de 1976 
Área  
 - Total 266.000 km² (77º)
 - Água (%) negligenciável - 0
População  
 - Estimativa de 2007 382.617 hab. (177º)
 - Densidade 1.3 hab./km² (238º)
PIB (base PPC) Estimativa de
 - Total $ (º)
 - Per capita $ (º)
Moeda Dirham (MAD)
Fuso horário CET (UTC+0)
 - Verão (DST) CEST (UTC+1)
Cód. Internet .eh (reservado mas não usado)
Cód. telef. +212

Mapa do Saara Ocidental

O Saara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um país de jure que não existe de facto, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias. Capital: El Aaiún. Embora continue a ser considerado pelas Nações Unidas um país ocupado, Marrocos considera-o parte integrante do seu território.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Saara Ocidental

Quando, em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colônia, deixou para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado pela Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que assenhora-se de 1/3 do território) e por Marrocos (que fica com o restante) para, ambos invocando direitos históricos, invadirem o território.

O governo no exílio do Saara Ocidental tem o nome de República Árabe Saaraui Democrática. Foi proclamado pela Frente Polisário em 27 de Fevereiro de 1976. O primeiro governo da RASD formou-se em 4 de Março desse ano.

Os saarauis haviam fundado a Frente Polisário, que iria expulsar do sul o pequeno exército da Mauritânia, forçando o país a abdicar seus direitos sobre o território em 1979. Frente a frente ficariam, nas areias do deserto, os guerrilheiros da Frente Polisário e as forças marroquinas de Hassan II. O exército marroquino retirou-se para uma zona restrita do deserto, mais próxima da sua fronteira e constituindo o chamado "triângulo de segurança", que compreende as duas únicas cidades costeiras e a zona dos fosfatos. Aí a engenharia militar construiu um imenso muro de concreto armado, por trás do qual os soldados marroquinos vivem entrincheirados, protegendo a extração do minério.

Desde então, a guerra, vista do lado da Frente Polisário, resume-se a uma série de ataques esporádicos à zona dos fosfatos tentando interromper o seu escoamento. Em 1987, uma missão da ONU visitou a região para averiguar a possibilidade da realização de um referendo sobre o futuro do território. Uma iniciativa difícil, dado que grande parte da população é nómada. Até 1993 foi impossível realizar o referendo.

Em 2001, a África do Sul torna-se o sexagésimo país a reconhecer a independência do Saara Ocidental. O Marrocos protesta.

Marrocos e a Frente Polisário reiniciaram conversações em Agosto de 2007 na cidade nova-iorquina de Manhasset, com o patrocínio da ONU, para debater o estatuto do território.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política do Saara Ocidental

Colonizada pela Espanha de 1884 a 1975, como Saara Espanhola, o território foi listado nas Nações Unidas como um processo de descolonização incompleto desde a década de 60, tornando-o no último grande território a continuar a ser uma colónia eficazmente. [1] O conflito é em grande parte entre o Reino de Marrocos e da Argélia - organização nacionalista apoiada pela Frente Polisário (Frente Popular para a Libertação de Saguia el-Hamra e Rio de Oro), que em Fevereiro de 1976 foi formalmente proclamada a República Democrática Árabe (Sadr), agora basicamente administrada por um governo no exílio em Tindouf, na Argélia.

Na sequência de acordos de Madrid, o território era dividido entre Marrocos e Mauritânia, em Novembro de 1975, com Marrocos a ficar com dois terços do norte. Mauritânia, sob pressão dos guerrilheiros do Polisário, abandonou todas as reivindicações para a sua porção em Agosto de 1979, com Marrocos a possuir a maioria do território. Uma porção é administrado pela Sadr. A República Democrática Árabe sentou-se como membro da Organização da Unidade Africana em 1984, e foi membro fundador da União Africana. As actividades da Guerrilha continuaram até as Nações Unidas imporarem um cessar-fogo, implementado a 6 de Setembro de 1991, através da missão MINURSO. A missão de patrulhas actuou na linha de separação entre os dois territórios. [2]

Em 2003, o enviado especial da ONU para o território, James Baker, apresentou o Plano Baker, conhecido como Baker II, que teria dado o Saara Ocidental, imediata autonomia à Autoridade Sara Ocidental durante um período transitório de cinco anos para se preparar para um referendo, oferecendo aos habitantes do território a possibilidade de escolher entre a independência, a autonomia no seio do Reino de Marrocos, ou a completa integração com Marrocos. Polisário aceitou o plano, mas Marrocos rejeitou-a. Anteriormente, em 2001, Baker tinha apresentado o seu quadro de pessoal, chamado Baker I, onde a disputa seria finalmente resolvida através de uma autonomia dentro da soberania marroquina, mas a Argélia e a Frente Polisário recusaram. A Argélia tinha proposto a divisão do território de vez.[3]

Sufrágio

A população sob controlo marroquino participa nas eleições do país e nas regionais marroquinas. Um referendo sobre a independência ou integração em Marrocos foi acordado por Marrocos e pela Frente Polisário, em 1991, mas que ainda não teve lugar.

A população sob o controlo Polisário nos acampamentos de refugiados sarauís de Tindouf, na Argélia, participa nas eleições para a República Democrática Árabe.

[editar] Subdivisões

Mapa do Saara Ocidental. Em vermelho, a parte ocupada pelo marrocos. E em verde, a parte administrada pela RASD.
Mapa do Saara Ocidental. Em vermelho, a parte ocupada pelo marrocos. E em verde, a parte administrada pela RASD.
Ver artigo principal: Subdivisões do Saara Ocidental

Três regiões marroquinas estão no Saara Ocidental, elas são:

  1. Guelmim - Es-Semara (Guelmim) – Inclui territórios marroquinos fora do Saara Ocidental;
  2. Laâyoune - Boujdour - Sakia El Hamra (Laâyoune)
  3. Oued Ed-Dahab - Lagouira (Dakhla)

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Saara Ocidental

Também denominada República Árabe Saarauí Democrática (RASD), é uma região árida e quase desértica, situada junto à costa noroeste de África, constituída por desertos pedregosos em certas áreas e arenosos em outras. Integra o Deserto do Saara. Há oásis dispersos e pequenas manchas de pastagem pobre. Possui uma das maiores reservas pesqueiras do mundo.

Possui as maiores jazidas de fosfatos do mundo, além de jazidas de cobre, urânio e ferro. O Saara Ocidental tem área de 286.000 km² e a principal cidade é El Aaiún, sua capital.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Saara Ocidental

A economia do Saara Ocidental é baseada principalmente na extração e exportação de fosfato, cobre, ferro e urânio. O país possui pouca terra fértil, e praticamente toda a sua alimentação provém de produtos importados.

[editar] Demografia

Posto militar na periferia de El Aaiún/Laayoune.
Posto militar na periferia de El Aaiún/Laayoune.
Ver artigo principal: Demografia do Saara Ocidental

Em 2001 tinha 250.559 habitantes. A maioria dos 250.559 sarauís - incluindo os refugiados na Argélia constitui mistura de árabes e berberes, quase todos muçulmanos. Falam árabe, berbere e castelhano. Praticam a geomancia e veneram um grande número de forças sobrenaturais. A sociedade do Saara é essencialmente igualitária, não conhece outra autoridade para além da do chefe de família. As funções deste são principalmente sócio-religiosas. Não existe portanto uma estrutura de Estado.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Saara Ocidental
Feriados
Data Nome em português Nome local Observações

Referências

Ferramentas pessoais