Butão

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འབྲུག་རྒྱལ་ཁབ་
(Dru Gäkhap)
(Brug rGyal-Khab)

Reino do Butão
Bandeira Brasão
Hino nacional: Druk tsendhen
("Reino do Dragão do Trovão")
Gentílico: Butanês

Localização vvvvvvv Reino do Butão

Capital Thimphu
Língua oficial Butanês (Dzonga)
Governo Democracia, Monarquia constitucional
 - Rei Jigme Khesar Namgyal Wangchuck
 - Primeiro ministro Lyonpo Jigme Thinley
Independência da Índia 
 - Declarada 8 de Agosto de 1949 
Área  
 - Total 47000 km² (131º)
População  
 - Estimativa de 1991 1.598.216[1] hab. (139º)
 - Densidade 45 hab./km² (º)
PIB (base PPC) Estimativa de
 - Total $ (º)
 - Per capita $ (º)
IDH () 0,579 (133º) – médio
Moeda Ngultrum (BTN)
Fuso horário (UTC+6)
Cód. ISO .bt
Cód. Internet
Cód. telef. +975

O Butão (em butanês འབྲུག་ཡུལ, transl. Druk Yul) é um pequeno e fechado reino nos Himalaias, encravado entre a China, a norte, e a Índia, a leste, sul e oeste. Sua capital é Thimphu.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Butão

A tradição situa o início da sua história no século VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construíu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoche, "O Mestre Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa.

Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibete e muitos aristocratas vieram instalar-se nos vales do Butão onde estabeleceram o seu poder feudal.

Nos séculos seguintes, a actividade religiosa começa a adquirir grande vulto e são fundadas várias seitas religiosas, dotadas de poder temporal por serem protegidas por facções da aristocracia. No Butão estabeleceram-se dois ramos, embora antagônicos, da seita Kagyupa. A sua coexistência será interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel que, fugido do Tibete, no século XVII unifica o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se no primeiro Shabdrung do Butão, "aquele a cujos pés todos se prostram". Ele mandaria construir as mais importantes fortalezas do país que tinham como função suster as múltiplas invasões mongóis e tibetanas. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigoraria até 1907, em que o poder é administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.

Desde sempre que o Butão só mantinha relações com os seus vizinhos na esfera cultural do Tibete (Tibete, Ladakh e Sikkim) e com o reino de Cooch Behar na sua fronteira sul. Com a presença dos ingleses na Índia, no século XIX, e após alguns conflitos relacionados com direitos de comércio, dá-se a guerra de Duar em que o Butão perdeu uma faixa de terra fértil ao longo da sua fronteira sul. Ao mesmo tempo, o sistema político vigente enfraquecia por a influência dos governadores regionais se tornar cada vez mais poderosa. O país corria o risco de se dividir novamente em feudos.

Um desses governadores, o "Penlop" de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiria dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país. Em 1907 seria coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.

[editar] Política

Mosteiro Taktshang (Ninho do tigre)
Mosteiro Taktshang (Ninho do tigre)
Ver artigo principal: Política do Butão

O Butão é uma monarquia constitucional. O chefe religioso do Reino, o Je Khenpo, goza de uma importância quase idêntica à do rei.

Depois de um histórico discurso do rei Jigme Singye Wangchuck, no dia nacional, em Dezembro de 2006, abdicando a favor do seu filho e anunciando a realização de eleições democráticas, os butaneses foram às urnas a 24 de Março de 2008, terminando assim mais de um século de monarquia absoluta [2].

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões do Butão

O Butão, para finalidades administrativas, está dividido em quatro dzongdey (zonas administrativas). As zonas administrativas estão divididas em dzongkhang (distritos). Os distritos (20 no total) estão divididos em dungkhang (subdistritos). No nível básico os grupos de vilas formam um círculo eleitoral chamado gewog e são administrados pelo gup que é eleito pelo povo.

[editar] Distritos do Butão

Distritos do Butão
Distritos do Butão
  1. Bumthang
  2. Chukha
  3. Dagana
  4. Gasa
  5. Haa
  6. Lhuntse
  7. Mongar
  8. Paro
  9. Pemagatshel
  10. Punakha
  1. Samdrup Jongkhar
  2. Samtse
  3. Sarpang
  4. Thimpu
  5. Trashigang
  6. Trashiyangste
  7. Trongsa
  8. Tsirang
  9. Wangdue Phodrang
  10. Zhemgang

[editar] Geografia

Mapa do Butão
Mapa do Butão
Ver artigo principal: Geografia do Butão

O Butão é uma nação muito montanhosa, de interior, situada na Ásia. Os picos do norte atingem mais de 7.000 m de altitude, e o ponto mais elevado é o Gangkhar Puensum, com 7.570 m, que nunca foi escalado. A parte sul do país tem menor altitude e contém vários vales férteis densamente florestados, que escoam para o rio Bramaputra, na Índia.

A maioria da população vive nas terras altas centrais. A maior cidade do país, a capital Thimphu (população de 50.000 habitantes), situa-se na parte ocidental destas terras altas. O clima varia de tropical no sul a um clima de invernos frescos e verões quentes nos vales centrais, com invernos severos e verões frescos nos Himalaias.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Butão

O Butão tem sua economia essencialmente baseada na agricultura, extração florestal e na venda de energia hidroelétrica para a Índia. A agricultura, essencialmente de subsistência, e a criação animal, são os meios de vida para 90% da população. É uma das menores e menos desenvolvidas economias do mundo.

Em 2004, o Butão foi o primeiro país do mundo a banir o fumo e a venda de tabaco.

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Butão

A cultura do Butão já foi definida como sendo, simultaneamente, patriarcal e matriarcal e o membro que detém a maior estima é considerado o chefe da família. O Butão também já foi descrito como tendo um regime feudal caracterizado pela ausência de uma forte estratificação social.

Nos tempos pré-modernos existiram três grandes classes:

  • A comunidade monástica, a liderança da qual veio da nobreza;
  • Os empregados civis leigos, que dirigiam o aparato governamental e
  • Os agricultores, a maior classe, que vivia em aldeias auto-suficientes.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Butão

[editar] Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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