Reino do Iraque

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المملكة العراقية
al-Mamlaka al-Iraqia

Reino do Iraque

Estado independente

Flag of Iraq (1921–1959).svg
1932 – 1958 Flag of the Arab Federation.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Hino nacional
Saudação Real
Localização de Iraque
Continente Ásia
Região Oriente Médio
País Iraque
Capital Bagdá
Língua oficial Árabe
Religião Islamismo
Governo Monarquia
Rei
 • 1921-1933 Faiçal I
 • 1933-1939 Ghazi
 • 1939-1958 Faiçal II
Período histórico Período entre-guerras
 • agosto de 1921 de {{{ano_evento_anterior}}} Coroação de Faiçal I
 • Outubro de 1932 Independência do Iraque
 • Maio de 1941 de {{{ano_evento1}}} Golpe de Estado
 • 1955 Pacto de Bagdá
 • 14 de julho de 1958 Revolução de 14 de Julho

O Reino do Iraque (em árabe: المملكة العراقية) foi o Estado soberano surgido no Iraque após o fim do Mandato Britânico da Mesopotâmia. Ele se iniciou com a coroação de Faiçal I, em agosto de 1921, e terminou em 1958, quando a monarquia foi derrubada num golpe de Estado sangrento liderado por Abd al-Karim Qasim.

Monarquia Hashemita[editar | editar código-fonte]

Em 1932, o mandato britânico terminou, e ao Reino do Iraque foi concedida a independência sob o Rei Faiçal I. Isto fez do Iraque o primeiro mandato criado pelo Tratado de Versalhes a garantir a independência. No entanto, os ingleses mantiveram bases militares no país. Após a morte de Faiçal em 1933, o Rei Ghazi reinou como uma figura decorativa de 1933 a 1939, quando ele foi morto em um acidente. A pressão dos nacionalistas árabes e os nacionalistas iraquianos, exigiram que os britânicos deixassem o Iraque, mas suas reivindicações foram ignoradas pelo Reino Unido.

História[editar | editar código-fonte]

Independência[editar | editar código-fonte]

O Iraque recebeu a independência oficial em 3 de outubro de 1932, em conformidade com um acordo assinado em 1930, através do qual o Reino Unido terminaria o seu mandato oficial sob a condição de que o governo iraquiano desse permissão à conselheiros britânicos de participarem nos assuntos do governo, que as bases militares britânicas continuassem no país, e também fizeram uma exigência ao Iraque para auxiliar o Reino Unido em tempos de guerra. Existiam fortes tensões políticas entre o Iraque e o Reino Unido, mesmo após a conquista da independência. Após ganhar a independência em 1932, o governo iraquiano imediatamente declarou que o Kuwait era legitimamente um território do Iraque, como vagamente esteve sob a autoridade do vilaiete otomano de Basra durante séculos, até que os britânicos formalmente separaram o Kuwait da influência otomana após a Primeira Guerra Mundial e assim, declararam que o Kuwait era uma invenção britânica imperialista.

Instabilidade política e golpes de estado (1930-1941)[editar | editar código-fonte]

Após alcançar a independência em 1932, as tensões políticas surgiram sobre a contínua presença britânica no Iraque, com o governo e os políticos divididos entre aqueles considerados pró-britânicos, como Nuri al-Said, que não se opôs a uma presença britânica contínua, e políticos anti-britânicos, como Rashid Ali al-Gaylani, que exigiu que as restantes influências britânicas no país fossem removidas.

Diversas facções étnicas e religiosas tentaram obter realizações políticas durante este período, muitas vezes resultando em revoltas violentas e uma brutal repressão por parte do governo iraquiano. Em 1933, milhares de Assírios foram mortos no Massacre de Simele, e em 1935-1936 uma série de revoltas xiitas foram brutalmente reprimidas no sul do Iraque.

De 1936 a 1941, cinco golpes de estado realizados pelo Exército Iraquiano ocorreram durante cada ano liderado por oficiais-chefe do exército contra o governo do Iraque, para pressioná-los a ceder às exigências dos militares.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]