Monarquia hereditária

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Hereditarismo é o estilo mais comum de monarquia e é a forma de governo que é usada por quase todos os países onde existem monarquias.

Sob uma monarquia hereditária, todos os monarcas vêm da mesma família e a coroa é passada de um membro para outro da família. O sistema hereditário tem livro

da estabilidade, da continuidade e da previsibilidade, como também os fatores estabilizadores internos do afeto familiar e lealdade.

Por exemplo, quando o rei ou a rainha de uma monarquia hereditária morre ou abdica, a coroa geralmente é passada à próxima geração, ou seja, para seu filho ou filha, observando alguma ordem de antiguidade. Quando aquele filho ou filha morre, a coroa volta a ser passada para seu filho ou filha, ou, caso não exista, uma irmã, irmão, sobrinha, sobrinho, primos, ou um outro parente. Nas monarquias hereditárias é comum se estabelecer a ordem de sucessão definitiva através de uma legislação de maneira que fica-se sabendo com bastante antecedência quem será o próximo monarca. Hoje em dia, a típica ordem de sucessão nas monarquias hereditárias é baseada em alguma forma de primogenitura, mas também existem outros métodos como a "sucessão agnatícia" ou "patrilinear" (estabelece a sucessão localizando o descendente exclusivamente do sexo masculino), "tanistria" (o vice assume o lugar deixado pelo titular) e a "rotatividade", que foram muito mais comuns no passado.

Historicamente, houve diferenças no sistema de sucessões, principalmente no que diz respeito se a sucessão estaria limitada apenas aos homens, ou se as mulheres também teriam este direito. A sucessão agnatícia refere-se a sistemas onde não era permitido às mulheres suceder ou transmitir direitos aos seus descendentes do sexo masculino (veja Lei sálica). Um agnado é um parente com quem a pessoa tem um antepassado comum através da descendência na linha masculina direta. A sucessão cognata previamente atribuída a qualquer sucessão ao trono ou outra herança que permitem aos dois sexos serem os herdeiros, embora em uso moderno se refere especificamente para igualar a sucessão por antiguidade.

A monarquia eletiva pode funcionar praticamente como uma monarquia hereditária, por exemplo, no caso de elegibilidade ser limitada a membros de uma mesma família (ou até mesmo mais adiante, se permitido pelas regras de precedência na eleição). Isto aconteceu historicamente, de maneira gradual, em muitas monarquias eletivas do passado. Um método era para o monarca encarregado ter o seu herdeiro escolhido (filho, filha, irmão, irmã, ou outro parente) eleito durante a vida do titular, enquanto ele ainda fosse capaz de através de sua influência direcionar a eleição para o resultado desejado.

Ver também[editar | editar código-fonte]