Djibouti

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جمهورية جيبوتي
(Jumhuriyya Djibuti)
République de Djibouti

República do Djibouti
Bandeira do Djibouti
Brasão de armas do Djibouti
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Unité, Égalité, Paix " ("Unidade, Igualdade, Paz")
Hino nacional: "Djibouti"
Gentílico: djibutiense, jibutiense, djibutiano(a), jibutiano(a)[1]

Localização  República do Djibouti

Capital Djibouti
11° 36' N 43° 10' E
Cidade mais populosa Djibouti
Língua oficial Árabe e francês
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Ismaïl Omar Guelleh
 - Primeiro-ministro Abdoulkader Kamil Mohamed
Independência da França 
 - Data 27 de junho de 1977 
Área  
 - Total 23.200 km² (146.º)
 - Água (%) 0,09
 Fronteira Eritreia (N), Somália (E), e Etiópia (S e W)
População  
 - Estimativa de 2008 506.221 hab. (164.º)
 - Densidade 20 hab./km² (163.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 1,878 bilhões (167.º)
 - Per capita US$ : 2.271 (133.º)
IDH (2013) 0,467 (170.º) – baixo[2]
Moeda Franco djiboutiano (DJS)
Fuso horário (UTC+3)
 - Verão (DST) não observado (UTC+3)
Clima Árido
Org. internacionais ONU, UA, OCI, Liga Árabe, Francofonia
Cód. ISO DJI
Cód. Internet .dj
Cód. telef. +253
Website governamental http://www.spp.dj/

Mapa  República do Djibouti

O Djibuti ou Jibuti[3] [4] , também conhecido pela forma francesa Djibouti, oficialmente República do Jibuti, é um pequeno país do nordeste de África, limitado a norte pela Eritreia, a leste pelo estreito de Bab el Mandeb, pelo Golfo de Áden e pela Somália e a sul e oeste pela Etiópia. A capital é Djibouti.

O país está localizado na África Oriental, mais precisamente a leste do golfo de Áden. O golfo, o mar Vermelho e o canal de Suez são acidentes geográficos que servem de acesso ao oceano Índico e ao mar Mediterrâneo. A contribuição dada pela localização de Djibouti foi a transformação da capital do mesmo nome, em um porto principal. De modo potencial, a importância dessa localização é estratégica. Apesar da livre passagem dos navios pela litoral de Djibuti, para uma nação poderosa tomar posse da área, a possibilidade seria o controle da navegação de navios entre o oceano Índico e o mar Mediterrâneo.

O Djibuti é o 133º país mais rico do mundo por PIB per capita e a 167ª maior economia por PIB, quase com ausência de recursos naturais. A independência do Djibuti foi proclamada em 1977, em relação à França, cuja área foi dominada a partir do final do século XIX. O primeiro nome dado pelos franceses ao país foi Somália Francesa; em 1967, recebeu o nome de Território Francês dos Afares e Issas.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros habitantes, colonização e independência[editar | editar código-fonte]

O Djibuti foi habitado por povos vindos da Arábia no século III antes de Cristo, aproximadamente. Eles se estabeleceram ao norte e deles se originaram os afars. Vindos da Somália, os issas expulsaram esses primeiros habitantes e se estabeleceram na região litorânea. Na nossa era, mais precisamente em 852, chegaram novos agrupamentos árabes, que dominavam o comércio da região até o advento dos portugueses, no século XVI. Mas, os portugueses também perderam o interesse pela região, abandonando-a aos árabes quando seus interesses passaram a se concentrar no Oriente.

Em 1888, foi estabelecida pela França a colônia denominada Costa Francesa dos Somalis, cuja capital foi Djibouti desde 1892. Na época teve início a construção da ferrovia como elo de ligação entre Djibuti e a Etiópia. A entrada ao interior se tornou possível devido às estradas construídas de 1924 até 1934. Na época da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1940, foi estabelecido no Djibuti um governo neutro, fazendo parte do regime francês de Vichy. Posteriormente, o porto de Assab, na Eritreia, ganhou mais importância do que o de Djibuti.

No ano de 1946, a região foi convertida em território francês de ultramar. No ano de 1958, a decisão dos moradores da Costa dos Somalis era a permanência na Comunidade Francesa, com a maioria absoluta dos votos válidos a favor feita pelos afars e pelos europeus. Mas, o eleitorado issa era contrário à essa decisão. Em 1967, nova eleição aprovou que o Djibuti se vinculasse com a França, mas em 1977 um último plebiscito proclamou a independência do Djibuti.

Últimas décadas do século XX[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1980 agravaram-se as tensões entre as duas grandes comunidades étnicas do país, enquanto a chegada de refugiados das zonas de guerra próximas contribuía para piorar a situação socioeconômica já instável. Em 1987 realizaram-se pela segunda vez eleições presidenciais e legislativas, nas quais saiu vitorioso o único partido concorrente, a União Popular pelo Progresso (RPP). Em 1994, a Frud se dividiu. Uma facção negociou com o governo, enquanto outro setor mantém a guerra civil. Em 1996, a maior parte da Frud virou partido político e, em 1997, concorreu às eleições parlamentares em aliança com a governista União Popular pelo Progresso (RPP). A aliança obteve as 65 cadeiras do parlamento.

Na eleição presidencial de 1999, foi eleito Ismaïl Omar Guelleh (RPP), sobrinho de Gouled. A facção guerrilheira da Frud depôs as armas em 2000, ano em que o general Yacin Yabeh Galeb, chefe da polícia, tenta um golpe de Estado ao ser demitido. Ele foi preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 2001, Dileita Mohamed Dileita passou a ser o primeiro-ministro. No ano seguinte, o país tornou-se base de ações internacionais contra o terrorismo. Nas eleições de 2003, a coalização governista elege os 65 parlamentares.

Em 2005, o presidente Guelleh foi reeleito sem concorrentes. A oposição boicotou a reeleição, alegando falta de democracia na disputa. Observadores internacionais, porém, consideram boas as condições do pleito.

Em maio de 2006, o governo de Djibouti registrou o primeiro caso humano de infecção pelo vírus da gripe aviária na região. Um relatório da Organização das Nações Unidas acusou o governo do Djibouti, em novembro, de violar o embargo de armas contra a Somália e fornecer armamento às milícias islâmicas que dominaram a capital, Mogadíscio.

Em 2007, a Organização das Nações Unidas pediu ajuda internacional ao Djibouti por causa da seca, que pode deixar 53 mil pessoas sem comida. Em fevereiro de 2008, o partido do governo conseguiu todos os assentos no Parlamento, em eleições boicotadas pela oposição. O novo gabinete tomou posse no mês seguinte e Dileita foi reeleito primeiro-ministro.

Em junho ocorreram mais confrontos com forças da Eritreia na fronteira, deixando pelo menos nove mortos. Em janeiro de 2009, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deu um ultimato à Eritreia para retirar suas tropas da área disputada com o Djibouti em até cinco semanas. O governo do país se negou a cumprir a ordem, alegando que a região ocupada faz parte de seu território. Em outubro, o Djibouti acusou a Eritreia de treinar e armar milícias para promover ataques à nação vizinha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O território do Djibouti divide-se em três regiões principais. O litoral, banhado pelas águas do Bab-el-Mandeb e do golfo de Tadjura, não atinge mais de 200m de altitude sobre o nível do mar. No sul e centro do país, erguem-se mesetas vulcânicas que oscilam entre 500 e 2.500m de altitude, às vezes margeadas por depressões e lagos. No norte erguem-se as montanhas que caracterizam a terceira região, cujo ponto culminante é o monte Mussa Ali, com 3 500m. Em geral, toda a superfície do Djibouti é árida, recortada por depressões profundas e coberta de areais. Na zona montanhosa correm três riachos de leito arenoso, o Sadai, o Adaleyi e o Iboli. Um rio subterrâneo, o Ambouli, constitui importante fonte de fornecimento de água.[5]

O clima do Djibouti é tórrido, com temperaturas máximas diurnas que oscilam entre 29° C em janeiro e 43° C em julho. De novembro a abril há uma estação relativamente fresca, com temperaturas médias diurnas entre 22° C e 30° C. As chuvas, procedentes do oceano Índico, ocorrem desde o término do verão até o final de março, mas as precipitações só atingem 125mm por ano no litoral e pouco mais de vinte milímetros no interior do país.[6]

A maior parte do território é desértica, com vegetação de arbustos espinhosos e alguns pastos. Nas montanhas há também áreas florestais e no litoral crescem tamareiras e tamarineiras. A fauna do Djibouti inclui linces, chacais, antílopes e gazelas. Apenas um por cento da superfície do país é cultivável e cerca de nove por cento servem de pasto.[7]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Típica rua na cidade de Djibouti, capital nacional.

Os habitantes do Djibuti pertencem a dois grandes grupos étnicos: os issas, que compreendem quase metade da população, e os afars ou danakils, que representam dois quintos do total. Com eles convivem minorias de árabes e europeus. Os afars e os issas são tribos aparentadas que falam línguas de origem comum, compartilham hábitos nômades e praticam a religião islâmica. Os afars concentram-se no norte e no oeste do país e os issas, no sul. As línguas oficiais são o francês e o árabe.[8]

Religião[editar | editar código-fonte]

O islamismo foi declarado religião oficial do estado, mas as outras religiões gozam de uma liberdade considerável.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Djibouti
Coat of arms of Djibouti.svg

Este artigo é parte da série:
Política e governo do
Djibouti



Outros países · Atlas

O Djibouti é governado pela atual constituição promulgada em 1992. O sistema de governo adotado no país é a república semipresidencialista. O chefe de estado é o atual presidente, Ismaïl Omar Guelleh. O atual primeiro-ministro, Dileita Mohamed Dileita é o chefe de governo.

O poder executivo é exercido pelo presidente e pelo primeiro-ministro, ambos eleitos por voto indireto para um mandato de cinco anos. O gabinete nomeado pelo presidente é composto de 16 ministérios, na qual os ministros auxiliam o presidente e o primeiro-ministro na administração do país.

O poder legislativo é unicameral, exercido pela Assembleia Nacional, composta de 65 membros, eleitos por voto popular direto para um mandato de cinco anos. O poder judiciário é exercido pelas seguintes instâncias: Suprema Corte e Corte Constitucional.

Os partidos políticos são organizados em duas diferentes coalizões: a primeira, União pela Maioria Presidencial (UMP) que compreende a União Popular pelo Progresso (RPP) e a Frente pela Restauração da Unidade e da Democracia (Frud); a segunda, União pela Alternância Democrática (UAD), da qual integram a Aliança Republicana pela Democracia (ARD) e o Partido da Renovação Democrática (PRD).

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Djibuti está dividido em cinco regiões e uma cidade, e subdividido em 11 distritos.

Regiões[editar | editar código-fonte]

A maior região é a região de Tadjourah e a segunda maior a de região de Dikhil. Todavia a mais importante é a cidade de Djibuti, que representa a capital política e financeira do estado africano.

Regiões do Djibouti.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Os distritos que formam o país são onze e o maior é Yoboki, na região de Dikhil, o menor é o distrito de Djibuti, na região homónima.

  • Alaili Dadda
  • Ali Sabieh
  • As Eyla
  • Balha
  • Dikhil
  • Djibuti
  • Dorra
  • Obock
  • Randa
  • Tadjourah
  • Yoboki
Distritos do Djibuti.

Economia[editar | editar código-fonte]

A agricultura gera cinco por cento do produto interno bruto. Ao terminar a década de 1970, empreendeu-se um programa de perfuração de poços e de construção de sistemas de irrigação. Constitui atividade básica a criação de bovinos, ovinos, caprinos e camelinos. No litoral há modesta atividade pesqueira. A região do lago Assal dispõe de recursos geotérmicos.[9]

A principal atividade econômica do Djibuti é a reexportação de produtos de países africanos sem acesso para o mar. O porto da cidade de Djibuti foi muito prejudicado pelo fechamento do canal de Suez e pela interrupção do comércio ferroviário com a Etiópia, mas começou a se recuperar na década de 1980. Os produtos que transitam pelo Djibuti são café, sal, peles, legumes e cereais. O país importa a maior parte dos bens de consumo e de produção: máquinas, veículos, alimentos, produtos têxteis e derivados de petróleo, procedentes da França, Etiópia, Japão e vários países europeus.[9]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os trajes tradicionais djiboutianos são próprios para o clima quente e árido, típico do país. Os homens vestem uma roupa vagamente embrulhada que vai até os joelhos, junto a um roupão de algodão ao longo dos ombros, similar a uma toga romana. As mulheres vestem saias longas, tipicamente tingidas de marrom. Mulheres casadas vestem um pano sobre a cabeça, às vezes também abrangendo a parte de cima de seus corpos. Mulheres que não são casadas não são obrigadas a cobrir a cabeça. O vestido tradicional árabe é usado estritamente durante festivais religiosos, especialmente na preparação do hajj. Para algumas ocasiões, as mulheres também podem se adornar com jóias.[10]

A tradição cultural é, na maioria das vezes transmitida oralmente, principalmente em músicas. Usando sua linguagem nativa, essas pessoas podem cantar ou dançar falando de uma história. Muitos exemplos da influência árabe e francesa pode ser notada nos edifícios.

Referências

  1. Wikipedia, Anexo:Lista de gentílicos
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Página visitada em 3 de agosto de 2014.
  3. Grafia usada oficialmente em português pela União Europeia
  4. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora (disponível na Infopédia)
  5. Vidiani.com (2012). Large detailed physical map of Djibouti (em inglês) Vidiani.com. Página visitada em 27 de junho de 2012.
  6. Climate-Charts.com (2010). Climate, Global Warming, and Daylight Charts and Data (em português) Climate-Charts.com. Página visitada em 27 de junho de 2012.
  7. Compare Infobase Ltd. (2012). About Djibouti (em português) Mapsoftheworld.com. Página visitada em 27 de junho de 2012.
  8. World Factbook (2012). Djibouti (em português) Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Página visitada em 27 de junho de 2012.
  9. a b Central Intelligence Agency World Factbook (2012). Djibouti Economy (em inglês) Theodora. Página visitada em 27 de junho de 2012.
  10. Image of Djibouti women in headdresses. Página visitada em April 5 de {{{acessoano}}}.

Ver também[editar | editar código-fonte]