Liga Árabe
| Liga Árabe جامعة الدول العربية (árabe) |
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| Gentílico: árabe | |
Localização da Liga Árabe |
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| Capital | Cairo, Egito |
| Cidade mais populosa | Cairo |
| Língua oficial | Árabe |
| Governo | Organização internacional |
| - Secretário Geral | Nabil Al Arabi |
| - Conselho da Liga Árabe | Síria |
| Formação | |
| - Protocolo da Alexandria | 22 de março de 1945 |
| Área | |
| - Total | 13,953,041 km² (2.º) |
| População | |
| - Estimativa de 2007 | 339,510,535 hab. (3.º) |
| - Densidade | 24.33 hab./km² |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2007 |
| - Total | US$ 2,364,871 (6.º) |
| - Per capita | US$ 11,013 (70.º) |
| Moeda | várias (-) |
| Fuso horário | +0 a +4 |
| Cód. telef. | +vários |
| Website governamental | http://arableagueonline.org/ |
A Liga Árabe, nome corrente para a Liga de Estados Árabes (em árabe: جامعة الدول العربية) é uma organização de estados árabes fundada em 1945 no Cairo por sete países, com o objectivo de reforçar e coordenar os laços económicos, sociais, políticos e culturais entre os seus membros, assim como mediar disputas entre estes. Actualmente a Liga Árabe compreende vinte e dois estados, que possuem no total uma população superior a 200 milhões de habitantes. A participação da Siria está suspensa desde novembro de 2011 por causa da Guerra Civil1 , numa votação em que a Siria, Líbano e Yemen foram contras, enquanto o Iraque se absteve.2
Embora seja considerada pelas Nações Unidas uma organização regional, tal classificação não corresponde à realidade, visto que seus Membros estão espalhados pelos continentes africano e asiático. O principal fator de união, que era a vinculação com o mundo árabe, passou a ser a religião islâmica. Sob alguns aspectos, a Liga Árabe se assemelha à Comunidade Britânica.
Índice |
Estados-membros[editar]
| País | Data de adesão |
|---|---|
| 22 de Março de 1945 | |
| 22 de Março de 1945 | |
| 22 de Março de 1945 | |
| 22 de Março de 1945 | |
| 22 de Março de 1945 | |
| 22 de Março de 1945 | |
| 5 de Maio de 1945 | |
| 28 de Março de 1953 | |
| 19 de Junho de 1956 | |
| 1 de Outubro de 1958 | |
| 1 de Outubro de 1958 | |
| 20 de Julho de 1961 | |
| 16 de Agosto de 1968 | |
| 12 de Junho de 1971 | |
| 11 de Setembro de 1971 | |
| 11 de Setembro de 1971 | |
| 29 de Setembro de 1971 | |
| 26 de Novembro de 1973 | |
| 14 de Fevereiro de 1974 | |
| 9 de Setembro de 1976 | |
| 9 de Abril de 1977 | |
| 20 de Novembro de 1993 | |
| observador desde 2003 |
Os países-membros originais eram Líbano, Egito, Iraque, Síria, Emirado da Transjordânia (atual Jordânia), Arábia Saudita, Iêmen e representantes dos árabes palestinos. Posteriormente juntaram-se Sudão, Líbia, Tunísia, Marrocos, Kuait, Argélia, Iêmem do Sul, Bahrein, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Mauritânia, Somália, e Djibuti. Em Janeiro de 2003 a Eritreia aderiu à Liga Árabe na qualidade de observador.
História[editar]
A Liga Árabe foi oficialmente instituída a 22 de Março de 1945, na cidade egípcia do Cairo, com a adopção da "Carta da Liga dos Estados Árabes". Contudo, a ideia de uma Liga Árabe foi em primeiro lugar estimulada pelo Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, numa tentativa de conquistar aliados na guerra contra a Alemanha Nazi e os países do Eixo. Outros factores que contribuíram para a formação da Liga Árabe foram o aumento das relações económicas entre países árabes, o desenvolvimento dos movimentos nacionalistas e pan-árabes, bem como as ligações históricas e religiosas entre estes países.
A 25 de Setembro de 1944 o governo egípcio organizou no Cairo um conferência na qual estiveram presentes representantes do Egipto, Iraque, Síria, Líbano e Transjordânia (Jordânia a partir de 1950). As conclusões do encontro traduziram-se na elaboração de um protocolo que visava aumentar a cooperação entre os países árabes. Esse protocolo ficou conhecido como Protocolo de Alexandria e foi assinado a 7 de Outubro do mesmo ano, que propunha a formação de uma Liga de Estados Árabes.
Na época, a Liga Árabe teve pouco peso nas Nações Unidas, devido ao pequeno número de países a ela vinculados, mas, aos poucos, à medida que os países árabes foram adquirindo a sua independência, passou a adquirir muita importância, além de ser o símbolo da unidade árabe.
O objetivo da Liga era proteger a independência e a integridade dos Estados-membros. Deu esperanças à Síria e ao Líbano de receberem ajuda árabe para a consolidação de sua independência do domínio francês e confirmou o sentimento de solidariedade árabe pela Palestina. A Liga desenvolveu-se em um corpo indefinido, que organizou depois de 1948 o boicote econômico contra Israel. O Egito foi expulso depois do acordo de paz com Israel de 26 de Março de 1979, sendo as instalações da Liga transferidas para a cidade de Tunes, na Tunísia. Em 1989 o Egipto foi readmitido na Liga e as instalações regressaram ao Cairo em 1990.
Em Agosto de 1990 um encontro extraordinário condenou a invasão iraquiana ao Kuwait. Contudo, o envolvimento de países ocidentais no movimento de libertação do Kuwait da invasão iraquiana gerou tensões na Liga.
A Invasão do Iraque, iniciada em 2003, gerou novamente uma divisão entre os membros, com o Kuwait, o Qatar e o Bahrain a disponibilizarem instalações para facilitar a invasão, enquanto que outros membros, como a Síria, foram frontalmente contra a intervenção militar dos Estados Unidos. Em Janeiro de 2005 entrou em funcionamento uma zona de mercado livre formada por 17 países da Liga.
Estrutura[editar]
Conselho[editar]
É o órgão supremo da Liga, sendo composto por representantes dos estados-membro. Esses representantes são em geral os ministros dos Negócios Estrangeiros, os seus representantes ou delegados permanentes. Cada estado tem direito a um voto no Conselho, independentemente do seu tamanho ou número de habitantes.
As decisões adoptadas por maioria são vinculantes apenas para os estados que as aceitem.
Pode decidir sobre a adesão de novos membros, bem como sobre a introdução de emendas à Carta. Deve também servir de mediador em caso de conflitos entre estados-membro.
O Conselho realiza duas reuniões anuais, uma em Maio e outra em Setembro. Encontra-se prevista a possibilidade de uma reunião extraordinária a pedido de dois estados-membro.
Conselho de Defesa Conjunta[editar]
Constituído pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa dos estados-membros, pode adoptar as medidas que entenda necessárias à manutenção da defesa dos estados da Liga, incluindo o uso da força contra estados que atacaram um membro da Liga.
Conselho Econômico e Social[editar]
O seu objectivo é garantir a prosperidade económica e social dos membros. É constituído pelos ministros da economia dos estados-membro.
Secretariado Geral[editar]
É o órgão administrativo e executivo da Liga, sendo independente dos estados que a compõem. É composta pelo Secretário-Geral, secretários assistentes e outros funcionários.
Uma das funções do Secretariado é preparar o orçamento da Liga, que envia ao Conselho para aprovação. Tem também como responsabilidade agendar as reuniões do Conselho.
O Secretário-Geral é eleito para um mandato de cinco anos, renovável. Desde Maio de 2011 o Secretário-Geral da Liga Árabe é o egípcio Nabil Al-Arabi.
| Nome | Nacionalidade | Mandato |
|---|---|---|
| Abdul Rahman Hassan Azzam | Egípcia | 1945-1952 |
| Abdul Khlek Hassouna | Egípcia | 1952-1972 |
| Mahmoud Riad | Egípcia | 1972-1979 |
| Chedi Klibi | Tunisina | 1979-1990 |
| Ahmad Esmat Abd al Meguid | Egípcia | 1991-2001 |
| Amr Moussa | Egípcia | 2001-2011 |
| Nabil Al-Arabi | Egípcia | 2011-[até o presente] |
Referências
- ↑ SLY,Liz (12.Nov.2011). Syria suspended from Arab League. Página visitada em 20.Mai.2013. (em inglês)
- ↑ "Arab League Votes to Suspend Syria Over Crackdown", New York Times, 12 November 2011. Página visitada em 12.Nov.2011. (em inglês)