Palestinos

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Palestinos (português brasileiro) ou palestinianos (português europeu) (em árabe: الشعب الفلسطيني, ash-sha`b al-filasTīni), também chamados de árabes palestinos/palestinianos (em árabe: الفلسطينيون, al-filasTīnīyyūn; em árabe: العرب الفلسطينيون, al-`Arab al-filasTīnīyyūn), são os integrantes de um povomediterrâneo falante do árabe, com origens familiares na Palestina. Estudos genéticos mostram que têm ascendência principalmente levantina, semelhante à dos judeus, turcos (anatólios), libaneses, egípcios, armênios e iranianos.[1] Na região que inclui Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em 2004, os árabes palestinos constituíam 49% de todos os habitantes,[2] alguns dos quais são classificados como deslocados internamente, isto é, dentro da Palestina histórica. O restante constituiu a diáspora palestina, sendo mais da metade é formada por refugiados apátridas, isto é, desprovidos de cidadania em qualquer país.[3] Destes palestinos exilados, cerca de 1,9 milhões vivem na vizinha Jordânia,[4] um milhão e meio vivem entre a Síria e o Líbano, duzentos e cinquenta mil na Arábia Saudita, enquanto os quinhentos mil que vivem no Chile formam a maior concentração de palestinos fora do mundo árabe.

A maior parte dos palestinos é formada por muçulmanos sunitas. Existe, entretanto, uma minoria significativa de cristãos palestinos de diversas denominações. A maior parte destes cristãos palestinos, no entanto, reside atualmente fora da Palestina. Como o etnônimo "árabe palestino" implica, o vernáculo tradicional dos palestinos, independentemente de sua religião, é o dialeto palesitno do árabe. Boa parte daqueles que são cidadãos árabes de Israel também são bilíngues, e falam também o hebraico. Evidências genéticas obtidas recentemente mostraram que os palestinos, como grupo étnico, são parentes muito próximos dos judeus, e representam "descendentes modernos de uma população central que viveu na região desde os tempos pré-históricos",[5][6] portanto muito antes da conquista islâmica árabe que resultou na sua aculturação, estabeleceu o árabe como o vernáculo predominante e, com o tempo, islamizou muitos deles que eram adeptos de outras fés.

O primeiro uso mais abrangente do termo "palestino" como um endônimo se deu antes do início da Primeira Guerra Mundial.[7] A primeira manifestação pública exigindo a independência nacional ocorreu no Congresso Sírio-Palestino, em 21 de setembro de 1921.[8] Após a criação de Israel, o êxodo de 1948, e, mais ainda, depois do êxodo de 1967, o termo passou a significar não apenas um local de origem, mas também o sentido de um passado e um futuro compartilhados, na forma de uma Estado nacional palestino.[7]

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) representa os palestinos perante a comunidade internacional.[9] A Autoridade Nacional Palestina, criada oficialmente como resultado dos Acordos de Oslo, é o organismo administrativo interino responsável, nominalmente, pelo governo dos Territórios Palestinos.

Referências

  1. Arnaiz-Villena, A.; Elaiwa, N.; Silvera, C.; Rostom, A.; Moscoso, J.; Gómez-Casado, E.; Allende, L.; Varela, P.; Martínez-Laso, J.. (outubro de 2001). "The origin of Palestinians and their genetic relatedness with other Mediterranean populations.". Human immunology 62 (9): 889–900. ISSN 0198-8859. PMID 11543891. Página visitada em 10-11-2010. "The genetic profile of Palestinians has, for the first time, been studied by using human leukocyte antigen (HLA) gene variability and haplotypes. The comparison with other Mediterranean populations by using neighbor-joining dendrograms and correspondence analyses reveal that Palestinians are genetically very close to Jews and other Middle East populations, including Turks (Anatolians), Lebanese, Egyptians, Armenians, and Iranians. Archaeologic and genetic data support that both Jews and Palestinians came from the ancient Canaanites, who extensively mixed with Egyptians, Mesopotamian, and Anatolian peoples in ancient times. Thus, Palestinian-Jewish rivalry is based in cultural and religious, but not in genetic, differences. The relatively close relatedness of both Jews and Palestinians to western Mediterranean populations reflects the continuous circum-Mediterranean cultural and gene flow that have occurred in prehistoric and historic times. This flow overtly contradicts the demic diffusion model of western Mediterranean populations substitution by agriculturalists coming from the Middle East in the Mesolithic-Neolithic transition."
  2. What is the True Demographic Picture in the West Bank and Gaza? - A Presentation and a Critique (10 de março de 2005). Página visitada em 6-2-2010.
  3. Arzt, Donna E.. Refugees into Citizens - Palestinians and the end of the Arab-Israeli conflict. [S.l.]: Council on Foreign Relations. ISBN 087609194X
  4. Estatísticas da UNRWA
  5. Gibbons, Ann (30 de outubro de 2000). Jews and Arabs Share Recent Ancestry. ScienceNOW. American Academy for the Advancement of Science.
  6. Hammer, et al. Figura 2: Plot of populations based on Y-chromosome haplotype data.
  7. a b Palestine. Encyclopædia Britannica (2007). Página visitada em 29-8-2007.
  8. Porath, 1974, p. 117.
  9. Who Represents the Palestinians Officially Before the World Community?. Institute for Middle East Understanding (2006–2007). Página visitada em 27-7-2007.

[editar] Bibliografia

[editar] Ligações externas

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