Bretões

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Os bretões (Breizhiz, Bretoned) são os integrantes de um grupo étnico que habita a região da Bretanha, na França. Sua origem vem dos grupos de falantes do britônico que colonizaram a área, vindos do sudoeste da Grã-Bretanha em duas ondas migratórias ocorridas do século IV ao VI. O idioma tradicionalmente falado por eles é o bretão (Breizh), falado por aproximadamente 365.000 pessoas, dos quais 240.000 o falam com fluência,[1] numa população total de 4.365.600 habitantes (janeiro de 2007) na região.[2] O bretão é parente próximo dos dois outros idiomas britônicos existentes, o córnico (mais próximo) e o galês (mais distante). A região da Bretanha recebeu o nome em sua homenagem,[3] e seu povo é considerado uma das seis nações célticas (outra minoria linguística também existe na Bretanha, os falantes do galó).

Origens étnicas dos bretões[editar | editar código-fonte]

Durante o século IV, um grande número de auxiliares bretões do exército romano pode ter ficado na Armórica. No século IX, a obra História Brittonum conta que o imperador Magno Máximo, que liderou suas tropas da Bretanha, criou assentamentos na província. Nênio e Gildas mencionam uma segunda leva de bretões indo para a Armórica, fugindo dos anglo-saxões e dos escotos. Dados arqueológicos corroboram com as duas levas migratórias.[4]

Geralmente, é aceito que os falantes britônicos deram origem ao nome da região, bem como a língua bretã, Brezhoneg, uma língua irmã da língua galesa e língua córnica.

Há vários registros de missionários cristãos celtas migrando da Bretanha durante a segunda leva colonizadora, especialmente na lenda dos Sete Santos Fundadores da Bretanha, bem como o Santo Gildas. Assim como na Cornualha, muitas cidades bretãs foram nomeadas a partir desses santos. O santo irlandês Columbano ainda possui forte crença na Bretanha e é comemorado em Carnac.

No início da idade média, a Bretanha foi dividida em três reinos: Dumnônia, Cornouaille (Kernev) e Bro Waroc'h (Broërec), cujo os quais foram incorporados no Ducado da Bretanha. Os nomes dos dois primeiros reinos derivam da terra natal das tribos imigrantes: Cornwall (Kernow) e Dumnônia. Bro Waroc'h (Terra de Waroch) deriva do nome de um dos primeiros governantes bretão, que dominou a região de Vannes (Gwened). Os governantes de Dumnônia, como Conomor, expandiram seu território e se declaram soberano de todos os bretões, criando uma grande tensão entre os lordes locais.

Os bretões foram as mais proeminentes forças atuantes, não normandas, na conquista normanda da Inglaterra. Um grande número de famílas bretãs estavam na alta classe da sociedade antiga e ligadas por casamento com normandos.[5] A realeza escocesa da Casa de Stuart e o Clã Stuart possuem origens bretãs.

Referências

  1. Breton. Omniglot. Omniglot.com.
  2. Breton - An Endangered Language of Europe. (International Committee for the Defense of the Breton Language). Em 1914 afirmava-se que um milhão de pessoas falavam o bretão a oeste da fronteira entre as regiões onde se falava o bretão e o galó - aproximadamente 90% da população da metade ocidental da Bretanha. Em 1945 esta porcentagem passou a ser de 75%, e hoje em dia a estimativa mais otimista afirma que 20% dos bretões fala o idioma com fluência. A Bretanha tem uma população de aproximadamente 4 milhões - se o departamento de Loire-Atlantique foi incluído, que o governo de Vichy separou da Bretanha "oficial" em 1941. Três quartos de um total estimado de 200 a 250.000 falantes do bretão que o usam como um idioma cotidiano têm mais de 65 anos de idade.. Breizh.net.
  3. Título não preenchido, favor adicionar. Mb-soft.com.
  4. Léon Fleuriot, Les origines de la Bretagne: l’émigration, Paris, Payot, 1980.
  5. Keats-Rohan 1991. The Bretons and Normans of England 1066-1154 (PDF) (em inglês). Coelweb.co.uk.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dillon, Myles; Chadwick, Nora Kershaw; Guyonvarc'h, Christian-J e Le Roux, Françoise. Les Royaumes celtiques, Éditions Armeline, Crozon, 2001, (ISBN 2-910878-13-9).
  • Fleuriot, Léon. Les origines de la Bretagne, Bibliothèque historique Payot, 1980, Paris, (ISBN 2-228-12711-6)
  • Kerboul, Christian Y. M. Les royaumes brittoniques au Très Haut Moyen Âge, Éditions du Pontig/Coop Breizh, Sautron - Spézet, 1997, (ISBN 2-84346-030-1)
  • Lebesque, Morvan. Comment peut-on être Breton ? Essai sur la démocratie française, Éditions du Seuil, coll. « Points », Paris, 1983, (ISBN 2-02-006697-1)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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