Samhain

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Artigos relacionados

Samhaim (em irlandês Samhain, gaélico escocês Samhuinn, manês Sauin e em gaulês Samonios) era o festival em que se comemora a passagem do ano dos celtas. Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. O Samhain inicia o inverno, uma das duas estações do ano dos celtas. O início da outra estação, o verão, é celebrado no festival de Beltane. Este festival, Samhain, é chamado de Samonios na Gália. Segundo alguns autores, grande parte da tradição do Halloween, do Dia de Todos-os-Santos e do Dia dos fiéis defuntos pode ser associada ao Samhaim. O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira.[1] Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. Segundo o relato das antigas sagas o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo. Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo. O fé-fiada, o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisiveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia.[2] Uma das datas do calendário lunar celta de Coligny pode ser associada ao Samhain. No 17º dia do mês lunar Samon, a referência *trinox Samoni sindiu é interpretada como a data da celebração do Samhain ou do solstício de Verão entre os Gauleses.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra Samhain significa fim de verão e deriva de duas palavras "samh",verão, e "fuin", fim.[4] O mês de Novembro é chamado em Irlandês de "Mí na Samhain".

Galiza e Países lusófonos[editar | editar código-fonte]

Na Galiza e norte de Portugal[editar | editar código-fonte]

O Samhain é uma festa associada ao ciclo anual do sol que faz parte do Património Imaterial Galego-Português. A recuperação da tradição do Samhain envolve várias escolas que promovem actividades que por sua vez são inseridas na promoção da candidatura a Património Imaterial.[5] [6] Diversas aldeias na Galiza começaram a recuperar as celebrações apoiadas pela recolha de testemunhos e documentos sobre as antigas tradições locais [7] [8] Provavelmente o Magusto seja o herdeiro direto no território da velha Gallaecia do antigo Samhain, conservado ainda hoje com o seu ritual culinário específico no que as castanhas fazem uma parte importante do mesmo.

Referências