Mandato Britânico da Palestina

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British Mandate for Palestine
Mandato Britânico da Palestina

Mandato da Liga das Nações
(Reino Unido)

Ottoman flag.svg
1920 – 1948 Flag of Jordan.svg
 
Flag of Israel.svg

Bandeira de Palestina

Bandeira

Localização de Palestina
Mapa do território sob o Mandato Britânico da Palestina antes da criação do reino da Transjordânia
Continente Ásia
Região Médio Oriente
Capital Jerusalém
Governo Mandato
História
 • 25 de Abril de 1920 Atribuição do mandato
 • 29 de Setembro de 1923 Grã-Bretanha obtém o controle
 • 25 de Maio de 1946 Independência da Transjordânia
 • 14 de Maio de 1948 Fundação de Israel

A situação na região da Palestina se alteraria profundamente após a explosão da Primeira Guerra Mundial (1914-18). Aos ingleses interessava destruir de vez o Império Otomano e fariam de tudo para consegui-lo, principalmente obter apoio das regiões próximas. A Grã-Bretanha então ofereceu aos lideres sionistas a criação de um “lar nacional judaico” na Palestina, após a guerra. A contrapartida seria a pressão da influente comunidade judaica norte-americana para que o Tio Sam (EUA) entrasse na guerra. O que terminou acontecendo em 1917 e, de fato, decidiu a vitória a favor da . Os ingleses também pensavam que essa oferta – que ficou conhecida como Declaração Balfour – convenceria a numerosa comunidade judaica da Rússia a apoiar as potências européias em sua luta contra a revolução bolchevique, liderada por Lênin e Trotsky, vitoriosa no final de 1917.

Em 1917, em carta enviada ao Lorde Rotschild, o Ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, Arthur Balfour, declarou que a Inglaterra via com bons olhos a criação de um Estado Judeu no território da Palestina, de acordo com as aspirações sionistas. Na carta, Balfour pedia que Rotschild repassasse as informações para as lideranças da Organização Sionista Mundial e ressaltava que tal declaração, bem como suas conseqüências, não deveria afetar civil ou religiosamente os demais povos presentes na Palestina, nem tampouco os judeus presentes nas demais partes do mundo (note-se que ocorreu exatamente o contrário).

Os Estados Unidos apoiaram a Declaração Balfour, reafirmando as ressalvas feitas pelo Ministro inglês. A partir daí, cresceu o número de judeus imigrantes em Israel, o que, obviamente, desgostou os palestinos. Entre 1922 e 1931, a população judaica na Palestina passaria de 11% para 17,7% do total.

Pode-se confiar em promessas feitas no calor da batalha? O xerife Hussein deve ter-se perguntado isso muitas vezes. Só no final da 1a Guerra eles souberam que, desde abril de 1916, um tratado secreto dividira o Oriente Médio turco entre as potências da Entente. O acordo Sykes-Picot originalmente repartia a região entre França, Grã-Bretanha e Rússia. Com a vitória da Revolução bolchevique de 1917 e a conseqüente saída dos russos da guerra, o acordo terminou concedendo aos franceses o mandato sobre os atuais Síria e Líbano. Palestina, Transjordânia e Iraque ficaram com os ingleses.     Mas onde estava o “grande Estado árabe” prometido ao xerife Hussein (os britânicos haviam assinado o tratado Hussein-McMahon, onde prometiam um estado árabe independente)? Ele se restringia a árida e atrasada península Arábica (não se conheciam ainda as grandes reservas de petróleo adormecidas por lá). Mas o Estado judaico na Palestina continuava valendo. Os líderes nacionalistas árabes ficaram furiosos.

A arrogância colonialista inglesa, que simplesmente desconhecia tribos, etnias e religiões ao definir novas fronteiras do Oriente Médio, enfureceu muitos líderes árabes. O historiador israelense de origem iraquiana Avi Shlaim diria que “a destruição do Império Otomano não foi seguida por uma nova ordem e sim por uma nova desordem”.

A sensação de terem sido traídos fez com que os principais dirigentes árabes da Palestina convocassem uma rebelião antibritânica, em 1921. Antibritânica e antijudaica também, já que os colonos judeus e o Estado de Israel passavam a ser vistos como aliados do colonialismo. À frente do movimento estava o mufti(líder religioso muçulmano) Hadj-Amin el-Husseini(1893-1973). O mufti lideraria novas revoltas em 1929, quando 133 judeus foram massacrados em Jerusalem e dezenas na cidade de Hebron, e em 1936.

Altos comissários britânicos da Palestina[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato
Sir Herbert Louis Samuel 1920–1925
Herbert Onslow Plumer 1925–1928
Sir Harry Charles Luke (em funções) 1928
Sir John Chancellor 1928–1931
Arthur Grenfell Wauchope 1931–1938
Sir Harold MacMichael 1938–1941
John Vereker, 6º Visconde de Gort 1944–1945
Sir Alan G. Cunningham 1945–1948

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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