Correspondência Hussein-McMahon

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Correspondência Hussein-McMahon é a designação dada à troca de cartas entre o alto comissário britânico no Egipto Sir Henry McMahon e o xerife de Meca Hussein bin Ali no período compreendido entre 14 de Julho de 1915 e 30 de Março de 1916. Em troca do apoio britânico ao estabelecimento de um estado árabe no Médio Oriente, o xerife comprometia-se a organizar uma revolta árabe contra o Império Otomano, que tinha entrado na guerra ao lado das Potências Centrais.

O estado que Hussein pedia incluía um território formado pela Arábia (com excepção de Aden), o Iraque, a Palestina, a Transjordânia e a Síria. McMahon aceitou a proposta, mas exigiu que as regiões costeiras da Península Arábica ficassem sob supervisão britânica e excluiu os distritos de Mersina e Alexandreta, assim como partes da Síria situadas a oeste dos distritos de Damasco, Homs, Hama e Alepo. Em 1916 os árabes lançaram a revolta contra os Otomanos.

Contudo, a promessa não foi mantida, dado que após a guerra a Síria foi dada à França (que a administrou através de um mandato da Sociedade das Nações). Para além disso, em Novembro de 1917, através da Declaração de Balfour, a Grã-Bretanha tinha prometido ao movimento sionista o estabelecimento de um lar judaico na Palestina. Os britânicos alegaram que a Palestina não foi prometida a Hussein e que ocorreu um mal-entendido por parte do xerife.

A Correspondência Hussein-McMahon foi publicada integralmente pela primeira vez em 1939.