Potências do Eixo

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O Führer alemão Adolf Hitler (direita) e o Duce italiano Benito Mussolini (esquerda).
Mapa do mundo com os participantes da Segunda Guerra Mundial. Os Aliados a verde (os mais recentes, que entraram no confronto após o ataque a Pearl Harbor, a verde mais claro), e as forças do Eixo a azul, com os países neutros a cinzento.

As Potências do Eixo (em alemão: Achsenmächte, em italiano: Potenze dell'Asse, em japonês: 枢軸国 Sūjikukoku), também conhecidas como Aliança do Eixo, Nações do Eixo ou apenas Eixo, foram um dos contendores da Segunda Guerra Mundial. Seus inimigos eram as forças Aliadas. O Eixo dizia-se como parte de um processo revolucionário que visava quebrar a hegemonia plutocrática-capitalista do ocidente e defender a civilização do comunismo.1

O Eixo surgiu no Pacto Anticomintern, um tratado anti-comunista assinado pela Alemanha e Japão em 1936. A Itália aderiu ao pacto em 1937. O "Eixo Roma–Berlim" tornou-se uma aliança militar em 1939 com o Pacto de Aço e integrou seus objetivos militares em 1940, com o Pacto Tripartite.

O Eixo atingiu o seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, ocupando grande parte da Europa, África, Ásia e ilhas do Oceano Pacífico. A Guerra terminou em 1945, com a derrota do Eixo e dissolução da aliança. Assim como no caso dos Aliados, a constituição do Eixo foi fluída durante a Guerra, com nações lutando ou não lutando ao longo das batalhas.

Índice

Origens e criação [editar]

Acredita-se que o termo "eixo" tenho sido cunhado pelo primeiro-ministro húngaro Gyula Gömbös, que desejava formar uma aliança entre a Hungria, Alemanha e Itália. Ele foi um importante mediador para que Itália e Alemanha superassem as diferenças e fizessem uma aliança. Porém, a morte inesperada de Gömbös em 1936 durante negociações com a Alemanha em Munique acabou com a possibilidade de uma participação inicial da Hungria em um eixo trilateral com italianos e alemães, pois o seu sucessor, Kálmán Darányi, não tinha ideais fascistas. As negociações continuaram e formou-se um eixo bilateral entre Alemanha e Itália.2

Propostas iniciais para uma aliança germano-italiana [editar]

O Duce italiano Benito Mussolini já sugeria desde a década de 1920 uma aliança estratégica entre Itália e Alemanha para opor-se a França.3 Antes de se tornar chefe do governo da Itália, Mussolini como membro do movimento fascista italiano sugeriu uma aliança com a recém-derrotada Alemanha durante a Conferência de Paz de Paris em 1919. Ele acreditava que alinhando com a Alemanha, a Itália poderia expandir sua influência na Europa.3 No começo de 1923, como um gesto de boa vontade, a Itália entregou secretamente armas para uso do exército alemão que tinha passado por um longo processo de desarmamento com o Tratado de Versalhes.3

Em setembro de 1923, Mussolini propôs ao chanceler alemão Gustav Stresemann uma "política em comum", buscando apoio militar alemão contra uma potencial intervenção militar francesa na disputa diplomática que a Itália possuía com a Iugoslávia por Fiume. Mussolini via na Alemanha nacionalista um aliado essencial para uma guerra contra a França, sustentando-se no iminente desejo de vingança dos alemães perante os franceses.3

Desde a década de 1920 a Itália considerava o ano de 1935 uma data crucial para uma guerra contra os franceses, pois era nesse ano que as obrigações da Alemanha com o Tratado de Versalhes estavam programadas para expirar.4

No começo da década de 1930, o Ministro das Relações Exteriores italiano, Dino Grandi, frisou a importância e "peso decisivo" que a Itália poderia dar nas relações entre Alemanha e França. Ele reconheceu que a Itália não era uma grande potência, mas afirmou que tinha influência suficiente para alterar a situação política na Europa se decidisse ficar ao lado de qualquer um dos dois países.5 No entanto, Grandi ressaltou que evitaria tornar-se "escravo da regra de três" de modo a defender seus interesses, argumentando que embora existissem tensões substanciais com a França, isso não significava que a Itália precisasse incondicionalmente comprometer-se em uma aliança com a Alemanha, assim como não precisaria necessariamente unir-se com a França se um dia viesse a ter alguma tensão com a Alemanha.6 Essa tentativa de Grandi em manter um equilíbrio diplomático entre França e Alemanha foi desafiada pela pressão dos franceses em 1932, quando a França iniciou uma aliança com a Inglaterra e Estados Unidos para se precaver de um possível ataque revanchista da Alemanha.7 Grandi respondeu que a Itália estaria disposta a oferecer apoio à França contra a Alemanha, mas para isso os franceses teriam que ceder seu mandato sobre Camarões e permitir que a Itália tivesse mão livre na Etiópia. A França recusou as propostas da Itália por considera-las inaceitáveis e por não acreditar que o risco alemão fosse imediato.7

Disputa sobre a Áustria [editar]

Retrato de Gyula Gömbös, primeiro-ministro da Hungria (1932-1936).

Em 1932, Gyula Gömbös e seu partido subiram ao poder da Hungria e imediatamente procuraram aliança com a Itália.7 Gömbös queria acabar com a Hungria pós-Tratado de Trianon, mas sabia que sozinho não poderia enfrentar a Pequena Entente.7 Mussolini ficou entusiasmado com a oferta húngara e até ajudou Gömbös nas tentativas de convencer o primeiro-ministro da Áustria, Engelbert Dollfuss, a assinar um acordo econômico tripartite com Itália e Hungria. Em 10 de novembro de 1932, durante um encontro entre Gömbös e Mussolini em Roma, foi levantada a questão de como ficaria a soberania da Áustria diante da inevitável subida ao poder do Partido Nazi na Alemanha. Mussolini estava preocupado com a ambições nazistas para a Áustria, e garantiu que pelo menos a curto prazo se comprometeria em manter a Áustria como um Estado soberano. Mussolini temia que após dominar a Áustria, a Alemanha tomasse Tirol do Sul, uma província ao norte da Itália que possuía povoados alemães. Gömbös respondeu que uma anexação da Áustria pela Alemanha era inevitável e que era mais vantajoso ter uma Alemanha amigável no Passo do Brennero do que uma Alemanha hostil entrando pelo Adriático.

Em 1933, Adolf Hitler e o Partido Nazi chegaram ao poder na Alemanha. O primeiro contato diplomático de Hitler foi com a Hungria, com Gömbös sugerindo para "os dois países cooperarem na política externa e econômica".8

Hitler como líder nazista já defendia uma aliança entre Alemanha e Itália desde a década de 1920.9 Pouco depois de ser nomeado chanceler, Hitler enviou uma mensagem pessoal para Mussolini declarando "admiração e respeito" e dizendo que esperava uma relação de amizade e até mesmo uma aliança entre Alemanha e Itália.10 Hitler estava ciente de que a Itália estava preocupada com a possibilidade de reivindicações alemãs em Tirol do Sul e fez questão de afirmar para Mussolini que não estava interessado na região.

Porém, o italiano não confiou nas intenções de Hitler em relação ao Anschluss (anexação da Áustria), nem acreditou que ele não fosse reivindicar Tirol do Sul. Mussolini fez questão de informar a Hitler que estava satisfeito com o governo anti-marxista de Dollfuss na Áustria e advertiu que era inflexivelmente contra o Anschluss.11 Hitler respondeu com desprezo a Mussolini e disse que pretendia "lançar Dollfuss no mar". Com essa discordância persistente em relação a Áustria, as relações entre Hitler e Mussolini tornam-se mais distantes.11

Hitler tentou quebrar o impasse com a Itália em relação a Áustria enviando Hermann Göring para negociar com Mussolini em 1933, para tentar convencê-lo a pressionar a Áustria a nomear nazistas ao governo. Göring afirmou que a dominação nazista da Áustria era inevitável e que a Itália deveria aceitar isso, reforçando também a promessa de que em nome dos tratados de paz, Hitler não iria invadir Tirol do Sul.12 Imediatamente após a visita de Göring, Dollfuss foi para a Itália para tentar combater qualquer progresso diplomático alemão. Dollfuss afirmou que seu governo estava sendo bem-sucedido em livrar-se do marxismo e que o apoio nazista não precisava ser aumentado. Pelo contrário, seria diminuído.

Engelbert Dollfuss, chanceler da Áustria (1932-1934).

Em 1934, Hitler e Mussolini encontram-se pessoalmente pela primeira vez em Veneza.13 A reunião não ocorreu de forma amigável, pois enquanto Hitler exigia que a Itália pressionasse Dollfuss a nomear nazistas austríacos em seu gabinete, Mussolini recusava terminantemente a exigência.13 Em resposta, Hitler prometeu aceitar a independência da Áustria pelo menos naquele momento, pois a Alemanha passava por tensões internas (que ainda naquele ano culminaria no episódio da noite das facas longas) e não poderia se dar ao luxo de provocar a Itália.13

Em 25 de junho de 1934, várias semanas após o encontro em Veneza, os nazistas austríacos assassinam Dollfuss.14 Mussolini ficou indignado com o ocorrido e atribuiu a Hitler a culpa, colocando-o como um traidor por não cumprir a sua palavra de que respeitaria a independência da Áustria.15 A resposta de Mussolini ao assassinato foi violenta e imediata: rapidamente ele providenciou que diversas divisões do exército e esquadrões aéreos rumassem para o Passo do Brennero e alertou que qualquer ação alemã contra a Áustria resultaria em uma guerra entre Alemanha e Itália.16 Hitler respondeu negando a responsabilidade pelo assassinato e afirmou que iria dissolver todos os laços entre o Partido Nazista Alemão e seu correspondente austríaco, jogando exclusivamente neles a culpa pela tensão política.17

Mesmo com a declaração de Hitler, a Itália abandonou as relações diplomáticas com a Alemanha e alinhou-se à França em um acordo para proteger a independência da Áustria e barrar a intransigência da Alemanha. Forças militares francesas e italianas chegaram a conversar sobre uma cooperação militar em uma possível guerra com a Alemanha caso a Áustria fosse invadida. Ainda em maio de 1935, Mussolini falou de seu desejo de destruir Hitler.18

A recuperação das relações entre Alemanha e Itália deu-se durante a invasão da Itália na Etiópia em 1935. Enquanto os outros países condenavam e defendiam a criação de sanções contra a Itália, a Alemanha de Hitler prontificou-se a ajudar e dar todo o apoio necessário para os italianos.

A aliança Alemanha–Itália–Japão [editar]

"Bons amigos em três países" (1938): Pôster de propaganda japonês celebrando a participação da Itália no Pacto Anti-Comintern em 6 de novembro de 1937. No topo, Hitler, Konoe e Mussolini.

O interesse para a formação de uma aliança entre a Alemanha e o Japão começou quando o diplomata japonês Hiroshi Oshima visitou o ministro das Relações Exteriores alemão Joachim von Ribbentrop em Berlim, 1935.19 Oshima informou von Ribbentrop sobre o interesse do Japão em formar uma aliança germano-japonesa contra a União Soviética.19 Von Ribbentrop acatou a proposta de Oshima e defendeu que a aliança deveria basear-se em um contexto político para opor-se à Comintern.19 O pacto proposto foi recebido com reações divididas no Japão. Uma facção de ultra-nacionalistas dentro do governo apoiou, enquanto a marinha japonesa e o Ministério das Relações Exteriores fizeram firme oposição ao pacto.20 Havia uma grande preocupação no governo japonês de que um pacto com a Alemanha poderia acabar com as relações do Japão com a Inglaterra, pondo em risco anos de acordos benéficos com os ingleses.21 Na Alemanha, a proposta de pacto causou uma divisão de opiniões semelhante, pois enquanto os altos escalões do partido nazista achavam uma boa ideia, muitos membros do Ministério das Relações Exteriores, do exército e da comunidade empresarial não gostaram, pois tinham negócios e interesses financeiros na China, país que o Japão era hostil.

Após tomar conhecimento das negociações entre alemães e japoneses, a Itália manifestou interesse em também formar uma aliança com o Japão.19 A Itália acreditava que devido ao longo histórico de relações entre o Japão e a Inglaterra, uma aliança ítalo-japonesa poderia pressionar os ingleses a adotar uma postura mais flexível com a Itália no Mediterrâneo.19 No verão de 1936, Galeazzo Ciano comentou com o embaixador japonês da Itália, Sugimura Yotaro, que estava interessado em um acordo com o Japão nos mesmos moldes do que estava sendo feito com os alemães.19 Inicialmente a proposta foi desconsiderada, pois uma aliança com a Itália contra a União Soviética não parecia ter a mesma importância do que uma com a Alemanha. Além disso, uma aliança com a Itália poderia abalar as relações com a Inglaterra, que não concordava com a invasão italiana na Etiópia.19 O Império Japonês manteve-se longe da Itália até 1937, quando a Liga das Nações condenou o Japão ao isolamento internacional pelas suas ações na China, enquanto somente a Itália colocou-se favorável aos japoneses.22

As "Potências do Eixo" aderiram ao nome formalmente após a assinatura do Pacto Tripartite, assinado pela Alemanha, Itália e Japão em 27 de setembro de 1940 na cidade de Berlim. Posteriormente juntaram-se também a Hungria (20 de novembro de 1940), Romênia (23 de novembro de 1940), Eslováquia (24 de novembro de 1940) e Bulgária (1 de março de 1941).23

Recursos econômicos [editar]

A população total das nações da Aliança do Eixo era de 258,9 milhões em 1938, enquanto a dos Aliados (sem contar a União Soviética e os Estados Unidos que entraram depois) era de 689,7 milhões.24 Sendo assim, os Aliados tinham uma vantagem em termos populacionais de 2,7 para 1.25 Os líderes do Eixo tinham os seguintes números populacionais: Alemanha 75,5 milhões (incluindo os 6,8 milhões da Áustria que foi anexada), Japão 71,9 milhões (sem contar as colônias) e Itália 43,4 milhões (sem contar as colônias). Enquanto isso, a Grã-Bretanha possuía 47,5 milhões de habitantes e a França 42 milhões, sem contar suas respectivas colônias.24

Durante a guerra, o produto interno bruto (PIB) de todas as nações do Eixo combinadas era de $911 bilhões em 1941 (medida em dólar internacional com preços do ano 1990). O PIB total das potências aliadas em 1941 era $1,8 bilhões – com os Estados Unidos sozinho proporcionando $1,1 bilhões, mais do que o PIB de todos os países do Eixo juntos.26

O impacto da guerra sobre a economia dos países participantes pode ser medida através da porcentagem do produto nacional bruto (PNB) dedicado a gastos militares. Em 1939, quase um quarto do PIB da Alemanha estava sendo usado em esforços de guerra. Esse número subiu mais três quartos em 1944, antes do colapso da economia. Em 1939, o Japão comprometia 22% de seu PIB em esforços na guerra na China, o que aumentou para três quartos em 1944.27 Já a Itália não mobilizou sua economia, seu PIB comprometido com esforços de guerra continuou exatamente o mesmo que antes dos conflitos.27

A Itália e o Japão não tinham uma boa capacidade industrial; suas economias eram pequenas, dependentes de trocas internacionais, de fontes externas de combustível e outros recursos industriais.27 Por isso a mobilização industrial dos dois países continuou baixa mesmo durante a guerra total.27

Entre as três principais potências do Eixo – Alemanha, Itália e Japão – o Japão tinha a menor renda per capita, enquanto Alemanha e Itália tinham um nível de renda comparável ao do Reino Unido.28

Nações constituintes da aliança do Eixo [editar]

Alemanha [editar]

Desfile da cavalaria alemã em Łódź durante a invasão da Polônia, setembro de 1939.

Justificativas para a guerra [editar]

O Führer Adolf Hitler declarou em 1941 que a eclosão da Segunda Guerra Mundial foi resultado da intervenção indevida das potências ocidentais durante a guerra entre Alemanha e Polônia. Hitler negava as acusações dos Aliados de que queria uma guerra em nível mundial e alegou que a guerra era desejada e foi provocada por políticos judeus ou associados aos interesses judeus.29 No entanto, Hitler claramente tinha projetos para transformar a Alemanha em um Estado dominante de liderança no mundo, tal como sua intenção de transformar Berlim em Welthauptstadt (Capital do Mundo), reconstruí-la e renomeá-la para Germania.30 A expansão era justificada como uma necessidade inevitável para proporcionar o lebensraum (espaço vital) que pretendia solucionar o problema de superpopulação alemã fornecendo os recursos necessários para o bem-estar do povo dentro de seus territórios.31 Hitler sempre queixou-se da falta de recursos do país comparado aos seus elevados índices populacionais e usava esse fator como justificava para corrobar seu plano de aumentar o tamanho da Alemanha.31 Desde 1920, o Partido Nazista promoveu publicamente a ideia de expansão da Alemanha para territórios mantidos pela União Soviética.32

Polônia e Inglaterra [editar]

Sobre a guerra contra a Polônia que provocou a intervenção dos Aliados contra a Alemanha, os alemães alegaram que tinham procurado resolver sua disputa com os poloneses a respeito das minorias alemãs presentes no chamado "Corredor Polonês" por meio de um acordo feito em 1934 no qual a Polônia supostamente se comprometeria em acabar com sua politica assimilacionista em relação aos povos alemães naquele país. No entanto, a Alemanha queixou-se mais tarde que a Polônia não cumpriu esse acordo.33 Em 1937, a Alemanha condenou a Polônia por violar o direito das minorias, mas propôs um acordo para aceitar os pedidos de parar a assimilação de povos poloneses em território alemão se a Polônia fizesse o mesmo com os povos alemães no seu país.33 A proposta da Alemanha foi recebida com relutância pela Polônia, principalmente pela União Ocidental Polonesa (PZZ) e pelo Partido Nacional Democrático, levando o país a aceitar, em 5 de novembro de 1937, somente uma versão diluída da Declaração Conjunta sobre Minorias.33 No mesmo dia, Hitler declarou sua intenção de se preparar para uma guerra contra a Polônia.33 A Alemanha usou precedentes jurídicos para justificar sua intervenção contra a Polônia e anexação da Cidade Livre de Danzig, que tinha maioria alemã e era liderada por um governo nazista que procurava incorporação com a Alemanha. Em 1939, a justificativa encontrada foi a constante violação da soberania de Danzig pela Polônia.34 A Alemanha condenou a Polônia por enviar tropar adicionais para a cidade em 1933, violando o limite de tropas polonesas admissíveis em Danzig.34

Depois da Polônia ter aceitado apenas em termos o tratado que garantiria que as minorias alemãs não seriam assimiladas, Hitler decidiu que era chegada a hora de começar os preparativos para entrar em guerra contra o país. Destruindo-a, implantaria o lebensraum e iniciaria a colonização alemã em seus territórios.33

Bombardeiros Heinkel He 111 da Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra.

Embora a Alemanha tenha se preparado para a guerra com a Polônia já em 1939, Hitler ainda usou de meios diplomáticos combinados com ameaças de intervenção militar para pressionar a Polônia e conseguir concessões para a Alemanha, pressionando para tentar a anexação de Danzig sem oposição polaca. Hitler acreditava que poderia obter vantagens sobre a Polônia sem precisar provocar uma guerra com a Grã-Bretanha ou França.35 Mesmo existindo uma garantia de apoio militar dos britânicos para a proteção da Polônia, ele acreditava que isso seria apenas um blefe britânico para tentar manter a Alemanha longe. Hitler apoiava-se principalmente num acordo germano-soviético em que ambos os países reconheciam os seus interesses mútuos envolvendo a Polônia.35 A União Soviética se desentendia diplomaticamente com a Polônia desde a Guerra Polaco-Soviética de 1919–1921, em que os soviéticos foram pressionados a ceder a Bielorrússia Ocidental e a Ucrânia Ocidental à Polônia após intensos e demorados combates sobre esses territórios, que a União Soviética sempre quis reaver.36 Hitler acreditava que uma guerra com a Polônia seria apenas um conflito isolado, pois a Grã-Bretanha com certeza não gostaria de envolver-se em uma guerra com a Alemanha e União Soviética.35

A Polônia rejeitou todas as exigências alemãs e não aceitou negociar sobre a questão da anexação de Danzig. Em resposta, a Alemanha preparou uma mobilização geral na manhã de 30 de agosto de 1939.37 Hitler esperava que os britânicos reconhecessem as exigências da Alemanha e pressionassem a Polônia para concordar com elas.37 Na noite de 30 de agosto, o ministro das Relação Exteriores Joachim von Ribbentrop esperava a visita do embaixador britânico Nevile Henderson e do plenipotenciário polonês para negociar os termos de um acordo com a Alemanha. Apenas Henderson compareceu, o que deixou Ribbentrop extremamente irritado, já que a Alemanha considerava aquele encontro de extrema importância.37 Ribbentrop então leu para o embaixador as demandas alemãs sobre a Polônia, que eram: anexação de Danzig, concessão do direito de construir estradas de ferro e rodovias extraterritoriais passando pelo Corredor Polonês para interligar o território principal da Alemanha com a Prússia Oriental, bem como a realização de um plebiscito para determinar se o Corredor Polonês deveria permanecer como território polonês ou ser transferido para a Alemanha.37

Países Baixos e região [editar]

Em maio de 1940, a Alemanha invadiu os Países Baixos da Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos sob a justificativa de que os britânicos e franceses poderiam usar a região dos Países Baixos como ponto estratégico para invadir a região industrial de Ruhr.38 Em meados de 1939, quando a guerra entre Alemanha, Inglaterra e França parecia cada vez mais próxima, Hitler declarou: "As bases áreas holandesas e belgas devem ser ocupadas! Todas as declarações de neutralidade devem ser ignoradas."38 Em uma conferência com líderes militares da Alemanha em 23 de novembro de 1939, Hitler declarou que Ruhr era o "calcanhar de Aquiles" alemão e "se a Inglaterra e França chegarem a partir da Bélgica e Países Baixos para Ruhr, estaremos em grande perigo". Sendo assim, afirmou que independente da neutralidade declarada por esses países, toda aquela região precisaria ser ocupada para evitar uma ofensiva anglo-francesa.38

União Soviética [editar]

A Alemanha invadiu a União Soviética em 1941 por questões relacionadas ao lebensraum e anticomunismo. Em seus primeiros anos como líder nazista, Hitler disse que aceitaria manter relações amistosas com os soviéticos sob a condição de que a Rússia recuasse suas fronteiras de acordo com o Tratado de Brest-Litovski, assinado em 1918 por Vladimir Lenin a respeito da República Socialista Federativa Soviética Russa, que dava grandes territórios até então detidos pela Rússia ao alemães em troca de paz durante a Primeira Guerra.32 Em 1921, Hitler elogiou esse Tratado e declarou que confiava nas relações de paz entre as duas nações.32 No entanto, Hitler queria uma Rússia territorialmente reduzida e apoiava a ideia de que o povo russo deveria se revoltar contra o governo bolchevique e estabelecer um novo governo.32 Em 1922, contrariando seu pensamento anterior de manter a paz com a Rússia, ele apoiou a possibilidade da Alemanha fazer uma aliança com a Inglaterra para combate-los.32 Mais tarde, Hitler declarou o quanto além do território russo ele planejava expandir a Alemanha:

A segurança da Europa não estará assegurada até levarmos a Ásia para trás dos Urais. Nenhum estado russo organizado poderá existir a oeste dessa fronteira.
Adolf Hitler39

A política de lebensraum incluía uma grande expansão da Alemanha para o leste dos Montes Urais.39 40 Hitler desejava que o "excedente" da população russa que vivia ao oeste dos Urais fosse deportado para o leste.41 Depois que a Alemanha invadiu a União Soviética, o desejo dos nazistas por uma Rússia independente e territorialmente reduzida foi influenciado por uma pressão do Deutsches Heer em 1942 para Hitler endossar a criação do Exército de Libertação Nacional da Rússia, que seria comandado por Andrey Vlasov, militar russo capturado em combate que solicitara apoio para tentar derrubar Joseph Stalin e estabelecer um novo Estado Russo.42 Inicialmente a proposta de apoiar um exército russo anti-comunista foi recebida com rejeição por Hitler. No entanto, em 1944, a Alemanha enfrentou perdas significativas na Frente Ocidental, o que aumentou o apoio a Vlasov em seu plano, após ganhar a confiança do Reichsführer-SS Heinrich Himmler.43

Estados Unidos [editar]

Depois do ataque japonês a Pearl Harbor e a eclosão subsequente da guerra entre Japão e Estados Unidos, a Alemanha apoiou os seus aliados e também declarou guerra contra os americanos. Durante os conflitos, a Alemanha denunciou a Carta do Atlântico e o Lend-Lease — políticas que teriam beneficiado Inglaterra e França antes mesmo da entrada dos EUA na aliança contra a Alemanha — como manobras imperialistas dirigidas para dominar e explorar países fora das Américas.44 Hitler criticou ainda o termo "liberdade" usado pelo presidente Roosevelt para descrever os objetivos dos EUA na guerra. Segundo Hitler, o significado americano de "liberdade" era usar a democracia para explorar o mundo e dar liberdade aos plutocratas para manipular as massas por meio de tal democracia.44

Histórico [editar]

Os cidadãos alemães sentiam que seu país havia sido humilhado pelo Tratado de Versalhes que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e forçava a Alemanha a pagar enormes custos de guerra, perder territórios de população alemã e todas as suas colônias. Por causa dessas indenizações de grande porte as reparações econômicas levaram a República de Weimar à hiperinflação durante o início da década de 1920. Em 1923, a Alemanha não se mostrava capaz de pagar as exigências de reparação aos Aliados, o que resultou na ocupação da região do Ruhr pelos franceses. No fim da década de 1920, a Alemanha começou a melhorar economicamente, porém a Grande Depressão criou mais dificuldades e um consequente aumento de forças políticas que advogavam soluções radicais para os infortúnios do país. Os nazistas, já como um grupo nacionalista organizado, difundiam a lenda da punhalada pelas costas afirmando que a Alemanha havia sido traída por judeus e comunistas. O partido prometia reconstruir a Alemanha como uma grande potência e criar a Grande Alemanha, que incluiria a Alsácia-Lorena, a Áustria, os Sudetos e outros territórios de população alemã na Europa (cf. großdeutschland e pangermanismo). Os nazistas também almejavam ocupar e colonizar territórios não-alemães na Polônia, Países Bálticos e União Soviética, como parte de seu plano de conseguir o lebensraum ("espaço vital") na Europa Oriental.

Em 1935, a Alemanha retomou o alistamento militar e anunciou ao mundo que já detinha uma força aérea. Em março de 1936, renunciou ao Tratado de Versalhes e remilitarizou a Renânia. Em 1938, anexou a Áustria e a Tchecoslováquia e em 1939, o Território de Memel da Lituânia. Em seguida invadiu o restante da Tchecoslováquia, criando o Protectorado de Boêmia e Morávia e a República Eslovaca.

Soldados alemães na Rússia durante a Batalha de Stalingrado na Frente Oriental.

Em 23 de agosto de 1939, a Alemanha e a União Soviética assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop, que continha um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência (cf. negociações sobre a adesão da União Soviética ao Eixo).45 Oito dias depois, a invasão da Alemanha de sua parte da Polônia como decidido no pacto deu início a Segunda Guerra Mundial.46 No final de 1941, a Alemanha já detinha grande parte da Europa e rompeu seu pacto com os soviéticos invadindo o território russo e quase capturando Moscou. No entanto, as esmagadoras derrotas nas Batalha de Stalingrado e de Kursk devastaram as forças armadas alemãs. Tudo isso combinado com o desembarque dos Aliados ocidentais na França e na região da Sicília na Itália, levou a uma desgastante e suícida guerra em três frentes que resultou no esgotamento de forças por parte da Alemanha e finalmente a sua derrota em 1945.

Movimentos alemães contrários ao regime [editar]

Havia uma substancial oposição interna dentro dos setores militares alemães em relação a estratégia excessivamente agressiva de rearmamento e política externa que o regime nazista adotou na década de 1930.47 Entre 1936 e 1938, quatro principais líderes militares da Alemanha, Ludwig Beck, Werner von Blomberg, Werner von Fritsch e Walther von Reichenau, opunham-se à estratégia agressiva nazista.48 Eles criticavam a natureza apressada do rearmamento, a falta de planejamento, a insuficiência de recursos da Alemanha para entrar numa guerra, as implicações perigosas da política externa de Hitler e os grandes níveis de subordinação do exército em relação as regras do Partido Nazista.48 Essa oposição dos quatro até então era exposta publicamente sem repressão.48 No entanto, o Partido Nazista rebatia tudo com desprezo e para pressiona-los a renunciar de seus cargos e desqualifica-los, membros nazistas fabricaram um falso escândalo alegando que os dois principais líderes do exército, von Blomberg e von Fritsch, mantinham um caso homossexual.48 Embora a notícia tenha sido plantada por membros de escalões inferiores do partido sem o consentimento de Hitler, o mesmo acabou aproveitando-se do burburinho causado pela notícia e pressionou os dois oficiais a demitirem-se, substituindo-os por oficiais leais a ele.48 Pouco depois, em 4 de fevereiro de 1938, Hitler anunciou que ele mesmo assumiria o cargo de líder do Comando das Forças Armadas da Alemanha.48

A oposição ao modo de ação dos nazistas tornou-se tão forte entre 1936 e 1938 que a possibilidade de tentar derrubar o regime foi discutida até mesmo dentro dos escalões superiores do exército e membros não-nazistas presentes no governo.49 O ministro da Economia, Hjalmar Schacht, reuniu-se com Beck e declarou que apoiava uma investida para derrubar Hitler e sugeriu a participação do exército.49 Beck disse que se um golpe contra o regime nazista começasse pela população civil, o exército não iria se opor mas também não se envolveria.49 Schacht considerou a resposta de Beck inadequada, pois sabia que sem o apoio do exército qualquer tentativa de golpe seria completamente esmagada pela Gestapo.50 No entanto, em 1938, Beck tornou-se um firme opositor do regime nazista após Hitler declarar seus planos de anexação da Áustria e Tchecoslováquia e admitir que isso poderia ocasionar uma guerra em nível mundial.50

Aos poucos a oposição foi sendo substancialmente sufocada com a ocupação de todos os cargos de importância do governo por parte dos nazistas. Pequenos grupos secretos do chamado movimento de resistência alemã conspiravam contra Hitler e articulavam planos para matá-lo, já que seria impossível tirá-lo do poder por outros meios. No entanto, os nazistas mostraram-se eficientes em deter os planos da resistência e sufocaram qualquer tipo de oposição e grupos conspiratórios, impedindo o crescimento de ideias de golpe e questionamentos aos interesses do regime.

Japão [editar]

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Em 1941, com o fim da cooperação Sino-Germânica, o Japão tornou-se o principal representante das forças do eixo na Ásia e no Pacífico. O Império do Japão, comumente chamado de Japão Imperial, era uma monarquia constitucional regida pelo imperador Hirohito. A constituição japonesa prescrevia que:

"O Imperador é o chefe do Império, combinando a si mesmo os direitos de soberania e a exercê-los de acordo com as disposições da presente Constituição" (Artigo 4) e "O Imperador possui o total controle sobre o Exército e a Marinha." (Artigo 11).

No seu auge, a Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental japonesa, incluía a Manchúria, Mongólia Interior, grandes partes da China, Malásia, Indochina Francesa, Índias Orientais Neerlandesas, Filipinas, Birmânia, algumas regiões da Índia, e várias ilhas do Pacífico - especificamente no Pacífico central.

Como resultado de discórdias internas e da crise econômica da década de 1920, os elementos militaristas levaram o Japão para um caminho de expansionismo. O Japão tinha planos para estabelecer uma hegemonia na Ásia e assim, tornar-se auto-suficiente. Como as ilhas japonesas não tinham recursos necessários pra isso, seria preciso adquirir áreas com recursos naturais abundantes. As politicas expansionistas japonesas acabaram por afastá-los dos membros da Liga das Nações e, em meados dos anos 1930, aproxima-los da Alemanha e Itália, que tinham politicas de expansionismo similares, mas que eram condenados por diversos de países. Os primeiros passos de um alinhamento militar com a Alemanha se deu com o Pacto Anticomintern, em que os países concordavam em unir-se caso a União Soviética atacasse um dos dois países.

A primeira grande intervenção japonesa foi contra a China em 1937. A invasão e ocupação subsequente de partes da China pelos japoneses, resultou um inúmeras atrocidades contra civis como o Massacre de Nanquim, a Política dos Três Tudos e experiências com seres humanos realizadas pela unidade 731. Os japoneses também lutaram contra forças Mongóis-Soviéticas em Manchukuo entre 1938 e 1939. Porém, o Japão decidiu evitar a guerra que podia começar com a União Soviética a qualquer momento, assinando um pacto de não-agressão (pacto nipônico-soviético) com os soviéticos em 1941.

Com as potências coloniais europeias focadas na guerra na Europa, o Japão tentou dominar suas colônias. Em 1940, o Japão aproveitou o colapso francês perante a Alemanha e dominou a Indochina Francesa. O regime da França de Vichy, aliados de-facto da Alemanha, aceitaram a aquisição japonesa de Indochina. A resposta dos aliados não veio com ataques militares, no entanto, com os confrontos contínuos na China, os Estados Unidos instituíram um embargo econômico contra o Japão em 1941, cortando o fornecimento de metais e combustíveis necessários para a indústria, comércio e esforços de guerra.

Para isolar as forças americanas nas Filipinas e prejudicar a Marinha dos Estados Unidos, o Quartel-General Imperial ordenou que a Marinha Imperial Japonesa atacasse a base americana de Pearl Harbor, no Havaí em 7 de dezembro de 1941. Depois, as forças japonesas invadiram também a Malásia e Hong Kong. Inicialmente, os japoneses conseguiram vencer várias batalhas contra os aliados, porém, quando a grande força industrial dos americanos ficou realmente aparente, as forças japonesas foram cada vez mais obrigadas a recuar. A Guerra do Pacífico durou até os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Os Soviéticos declararam guerra oficialmente em agosto de 1945, ocupando Manchúria e o nordeste da China, no evento que ficou conhecido como Operação Tempestade de Agosto.

Itália [editar]

O Reino da Itália e o Império colonial italiano era liderado pelo ditador fascista e Chefe de Governo Benito Mussolini em nome do Rei Vítor Emanuel III.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Itália lutou contra a Alemanha e Áustria-Hungria. No final da guerra, a Itália obteve ganhos bem menores do que havia sido prometido no Pacto de Londres. O Pacto de Londres foi anulado com o Tratado de Versalhes e os nacionalistas e população italiana viram isso como uma injustiça; a guerra havia feito 600.000 vítimas italianas. Esse ressentimento, somado a um descontentamento interno e uma crise econômica, deu espaço a ascensão ao poder dos fascistas italianos sob Benito Mussolini em 1922.

No final do século XIX, após a reunificação, um movimento nacionalista cresceu em torno do conceito de Italia irredenta, que defendia a incorporação de áreas de língua italiana. Havia um desejo de anexar os territórios da Dalmácia, que anteriormente haviam sido governados pelos Venezianos e, consequentemente, tinham elites de língua italiana. A intenção dos fascistas italianos era criar um "Novo Império Romano", em que a Itália dominaria o Mediterrâneo. Em 1935-36, a Itália invadiu e anexou a Etiópia e o governo Fascista proclamou a criação do "Império Italiano" ("Grande Itália"). A Liga das Nações, liderados pelos britânicos que tinham interesse naquela área, protestaram sobre as ações italianas, no entanto, nenhuma providência séria foi tomada, embora mais tarde a Itália tenha enfrentado isolamento diplomático de vários países. Em 1937, a Itália saiu da Liga das Nações e no mesmo ano juntou-se ao Pacto Anti-Comintern, que havia sido assinado pela Alemanha e Japão no ano anterior. Entre março de abril de 1939, as tropas italianas invadiram e anexaram a Albânia. Em 22 de maio, assinaram o Pacto de Amizade e Aliança entre Alemanha e Itália.

A Itália entrou na Segunda Guerra Mundial em 10 de junho de 1940. Em setembro de 1940, Alemanha, Japão e Itália assinaram o Pacto Tripartite. Em 1941, no entanto, os italianos haviam sofrido várias derrotas militares; na Grécia e contra os ingleses no Egito. Em 1943, o povo italiano tinha perdido a fé em Mussolini e não apoiavam a guerra, a Itália perdeu suas colônias, os Aliados tomaram o Norte da África em maio e a Sicília foi invadida em julho.

Em 25 de julho de 1943, o Rei Vítor Emanuel III, tirou Mussolini do poder e o colocou na prisão. Depois, começou negociações secretas com os Aliados. Em seguida, a Itália assinou um armistício com os Aliados em 8 de setembro de 1943 e mais tarde juntou-se aos Aliados como co-beligerantes. Em 12 de setembro de 1943, Mussolini foi resgatado pelos alemães na chamada Operação Carvalho e um estado fantoche chamado República Social Italiana foi formado no norte da Itália, que não era ocupado pelos Aliados. Com pouco poder real, a Itália então continuou como membro do Eixo apenas no nome.

Nações principais [editar]

Outras nações [editar]

Países em coligação ativa com o Eixo [editar]

Colaboradores activos [editar]

Colaboradores passivos [editar]

Grupos nacionalistas [editar]

Ver também [editar]

Referências

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Bibliografia [editar]

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Fontes online

Ligações externas [editar]

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