Potências do Eixo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bandeiras dos signatários do Pacto Tripartite decorando a fachada da embaixada japonesa em Berlim, setembro de 1940.
O Führer alemão Adolf Hitler (direita) e o Duce italiano Benito Mussolini (esquerda).

As Potências do Eixo (em alemão: Achsenmächte, em italiano: Potenze dell'Asse, em japonês: 枢軸国 Sūjikukoku), também conhecidas como Aliança do Eixo, Nações do Eixo ou apenas Eixo, foram um dos contendores da Segunda Guerra Mundial. Seus inimigos eram as forças Aliadas. O Eixo dizia-se parte de um processo revolucionário que visava quebrar a hegemonia plutocrática-capitalista do ocidente e defender a civilização do comunismo.[1]

O Eixo surgiu no Pacto Anticomintern, um tratado anti-comunista assinado pela Alemanha e Japão em 1936. A Itália aderiu ao pacto em 1937. O "Eixo Roma–Berlim" tornou-se uma aliança militar em 1939 com o Pacto de Aço e integrou seus objetivos militares em 1940, com o Pacto Tripartite.

O Eixo atingiu o seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, ocupando grande parte da Europa, África, Ásia e ilhas do oceano Pacífico. A Guerra terminou em 1945, com a derrota do Eixo e dissolução da aliança. Assim como no caso dos Aliados, a constituição do Eixo foi fluída durante a guerra, com nações lutando ou não lutando ao longo das batalhas.

Origens e criação[editar | editar código-fonte]

Potências do Eixo
1940 – 1945
Localização de Eixo
  Juntaram-se aos Aliados após o ataque a Pearl Harbor
  Potências do Eixo
  Países neutros
Continente Europa
Capital Berlim-Roma-Tóquio
Governo Nacional-socialismo
Fascismo
Monarquia absoluta
Período histórico Segunda Guerra Mundial
 • 27 de setembro de 1940 Pacto Tripartite
 • 25 de novembro de 1936 Pacto Anticomintern
 • 22 de maio de 1939 Pacto de Aço
 • 2 de setembro de 1945 Dissolução oficial

Acredita-se que o termo "eixo" tenha sido criado pelo primeiro-ministro húngaro Gyula Gömbös, que desejava formar uma aliança entre a Hungria, Alemanha e Itália. Ele foi um importante mediador para que Itália e Alemanha superassem as diferenças e fizessem uma aliança. A morte inesperada de Gömbös em 1936, durante negociações com a Alemanha em Munique, acabou com a possibilidade de uma participação inicial da Hungria em um eixo trilateral com italianos e alemães, pois o seu sucessor, Kálmán Darányi, não tinha ideais fascistas. As negociações continuaram e formou-se um eixo bilateral entre Alemanha e Itália.[2]

Propostas iniciais para uma aliança germano-italiana[editar | editar código-fonte]

Benito Mussolini, Chefe de Governo do Reino da Itália e Duce do Fascismo no período de 1922 a 1943 e Duce da República Social Italiana de 1943 a 1945. Na imagem, ele aparece discursando em 1932.

O Duce italiano Benito Mussolini já sugeria desde a década de 1920 uma aliança estratégica entre Itália e Alemanha para opor-se a França.[3] Antes de se tornar chefe do governo da Itália, Mussolini como membro do movimento fascista italiano sugeriu uma aliança com a recém-derrotada Alemanha durante a Conferência de Paz de Paris em 1919. Ele acreditava que alinhando com a Alemanha, a Itália poderia expandir sua influência na Europa.[3] No começo de 1923, como um gesto de boa vontade, a Itália entregou secretamente armas para uso do exército alemão que tinha passado por um longo processo de desarmamento com o Tratado de Versalhes.[3]

Em setembro de 1923, Mussolini propôs ao chanceler alemão Gustav Stresemann uma "política em comum", buscando apoio militar alemão contra uma potencial intervenção militar francesa na disputa diplomática que a Itália possuía com a Iugoslávia por Fiume. Mussolini via na Alemanha nacionalista um aliado essencial para uma guerra contra a França, sustentando-se no iminente desejo de vingança dos alemães perante os franceses.[3]

Desde a década de 1920 a Itália considerava o ano de 1935 uma data crucial para uma guerra contra os franceses, pois era nesse ano que as obrigações da Alemanha com o Tratado de Versalhes estavam programadas para expirar.[4]

No começo da década de 1930, o Ministro das Relações Exteriores italiano, Dino Grandi, frisou a importância e "peso decisivo" que a Itália poderia dar nas relações entre Alemanha e França. Ele reconheceu que a Itália não era uma grande potência, mas afirmou que tinha influência suficiente para alterar a situação política na Europa se decidisse ficar ao lado de qualquer um dos dois países.[5] No entanto, Grandi ressaltou que evitaria tornar-se "escravo da regra de três" de modo a defender seus interesses, argumentando que embora existissem tensões substanciais com a França, isso não significava que a Itália precisasse incondicionalmente comprometer-se em uma aliança com a Alemanha, assim como não precisaria necessariamente unir-se com a França se um dia viesse a ter alguma tensão com a Alemanha.[6] Essa tentativa de Grandi em manter um equilíbrio diplomático entre França e Alemanha foi desafiada pela pressão dos franceses em 1932, quando a França iniciou uma aliança com a Inglaterra e Estados Unidos para se precaver de um possível ataque revanchista da Alemanha.[7] Grandi respondeu que a Itália estaria disposta a oferecer apoio à França contra a Alemanha, mas para isso os franceses teriam que ceder seu mandato sobre Camarões e permitir que a Itália tivesse mão livre na Etiópia. A França recusou as propostas da Itália por considerá-las inaceitáveis e por não acreditar que o risco alemão fosse imediato.[7]

Disputa sobre a Áustria[editar | editar código-fonte]

Retrato de Gyula Gömbös, primeiro-ministro da Hungria (1932-1936).

Em 1932, Gyula Gömbös e seu partido subiram ao poder da Hungria e imediatamente procuraram aliança com a Itália.[7] Gömbös queria acabar com a Hungria pós-Tratado de Trianon, mas sabia que sozinho não poderia enfrentar a Pequena Entente.[7] Mussolini ficou entusiasmado com a oferta húngara e até ajudou Gömbös nas tentativas de convencer o primeiro-ministro da Áustria, Engelbert Dollfuss, a assinar um acordo econômico tripartite com Itália e Hungria. Em 10 de novembro de 1932, durante um encontro entre Gömbös e Mussolini em Roma, foi levantada a questão de como ficaria a soberania da Áustria diante da inevitável subida ao poder do Partido Nazi na Alemanha. Mussolini estava preocupado com as ambições nazistas para a Áustria, e garantiu que pelo menos a curto prazo se comprometeria em manter a Áustria como um Estado soberano. Mussolini temia que após dominar a Áustria, a Alemanha tomasse Tirol Meridional, uma província ao norte da Itália cuja população era majoritariamente falante de alemã. Gömbös respondeu que uma anexação da Áustria pela Alemanha era inevitável e que era mais vantajoso ter uma Alemanha amigável no passo do Brennero do que uma Alemanha hostil entrando pelo Adriático.

Em 1933, Adolf Hitler e o Partido Nazi chegaram ao poder na Alemanha. O primeiro contato diplomático de Hitler foi com a Hungria, com Gömbös sugerindo para "os dois países cooperarem na política externa e econômica".[8]

Hitler como líder nazista já defendia uma aliança entre Alemanha e Itália desde a década de 1920.[9] Pouco depois de ser nomeado chanceler, Hitler enviou uma mensagem pessoal para Mussolini declarando "admiração e respeito" e dizendo que esperava uma relação de amizade e até mesmo uma aliança entre Alemanha e Itália.[10] Hitler estava ciente de que a Itália estava preocupada com a possibilidade de reivindicações alemãs no Tirol Meridional e fez questão de afirmar para Mussolini que não estava interessado na região.

Porém, o italiano não confiou nas intenções de Hitler em relação ao Anschluss (anexação da Áustria), nem acreditou que ele não fosse reivindicar Tirol do Sul. Mussolini fez questão de informar a Hitler que estava satisfeito com o governo anti-marxista de Dollfuss na Áustria e advertiu que era inflexivelmente contra o Anschluss.[11] Hitler respondeu com desprezo a Mussolini e disse que pretendia "lançar Dollfuss no mar". Com essa discordância persistente em relação a Áustria, as relações entre Hitler e Mussolini tornam-se mais distantes.[11]

Hitler tentou quebrar o impasse com a Itália em relação a Áustria enviando Hermann Göring para negociar com Mussolini em 1933, para tentar convencê-lo a pressionar a Áustria a nomear nazistas ao governo. Göring afirmou que a dominação nazista da Áustria era inevitável e que a Itália deveria aceitar isso, reforçando também a promessa de que em nome dos tratados de paz, Hitler não iria invadir Tirol Meridional.[12] Imediatamente após a visita de Göring, Dollfuss foi para a Itália para tentar combater qualquer progresso diplomático alemão. Dollfuss afirmou que seu governo estava sendo bem-sucedido em livrar-se do marxismo e que o apoio nazista não precisava ser aumentado. Pelo contrário, seria diminuído.

Engelbert Dollfuss, chanceler da Áustria (1932-1934).

Em 1934, Hitler e Mussolini encontram-se pessoalmente pela primeira vez em Veneza.[13] A reunião não ocorreu de forma amigável, pois enquanto Hitler exigia que a Itália pressionasse Dollfuss a nomear nazistas austríacos em seu gabinete, Mussolini recusava terminantemente a exigência.[13] Em resposta, Hitler prometeu aceitar a independência da Áustria pelo menos naquele momento, pois a Alemanha passava por tensões internas (que ainda naquele ano culminaria no episódio da noite das facas longas) e não poderia se dar ao luxo de provocar a Itália.[13]

Em 25 de junho de 1934, várias semanas após o encontro em Veneza, os nazistas austríacos assassinaram Dollfuss.[14] Mussolini ficou indignado com o ocorrido e atribuiu a Hitler a culpa, colocando-o como um traidor por não cumprir a sua palavra de que respeitaria a independência da Áustria.[15] A resposta de Mussolini ao assassinato foi violenta e imediata: rapidamente ele providenciou que diversas divisões do exército e esquadrões aéreos rumassem para o passo do Brennero e alertou que qualquer ação alemã contra a Áustria resultaria em uma guerra entre Alemanha e Itália.[16] Hitler respondeu negando a responsabilidade pelo assassinato e afirmou que iria dissolver todos os laços entre o Partido Nazista Alemão e seu correspondente austríaco, jogando exclusivamente neles a culpa pela tensão política.[17]

Mesmo com a declaração de Hitler, a Itália abandonou as relações diplomáticas com a Alemanha e alinhou-se à França em um acordo para proteger a independência da Áustria e barrar a intransigência da Alemanha. Forças militares francesas e italianas chegaram a conversar sobre uma cooperação militar em uma possível guerra com a Alemanha caso a Áustria fosse invadida. Ainda em maio de 1935, Mussolini falou de seu desejo de destruir Hitler.[18]

A recuperação das relações entre Alemanha e Itália deu-se durante a invasão italiana à Etiópia em 1935. Enquanto os outros países condenavam e defendiam a criação de sanções contra a Itália, a Alemanha de Hitler prontificou-se a ajudar e dar todo o apoio necessário para os italianos.

A aliança Alemanha–Itália–Japão[editar | editar código-fonte]

"Bons amigos em três países" (1938): Pôster de propaganda japonês celebrando a participação da Itália no Pacto Anti-Comintern em 6 de novembro de 1937. No topo, Hitler, Konoe e Mussolini.

O interesse para a formação de uma aliança entre a Alemanha e o Japão começou quando o diplomata japonês Hiroshi Oshima visitou o ministro das Relações Exteriores alemão Joachim von Ribbentrop em Berlim, 1935.[19] Oshima informou von Ribbentrop sobre o interesse do Japão em formar uma aliança germano-japonesa contra a União Soviética.[19] Von Ribbentrop acatou a proposta de Oshima e defendeu que a aliança deveria basear-se em um contexto político para opor-se à Comintern.[19] O pacto proposto foi recebido com reações divididas no Japão. Uma facção de ultra-nacionalistas dentro do governo apoiou, enquanto a marinha japonesa e o Ministério das Relações Exteriores fizeram firme oposição ao pacto.[20] Havia uma grande preocupação no governo japonês de que um pacto com a Alemanha poderia acabar com as relações do Japão com a Inglaterra, pondo em risco anos de acordos benéficos com os ingleses.[21] Na Alemanha, a proposta de pacto causou uma divisão de opiniões semelhante, pois enquanto os altos escalões do partido nazista achavam uma boa ideia, muitos membros do Ministério das Relações Exteriores, do exército e da comunidade empresarial não gostaram, pois tinham negócios e interesses financeiros na China, país ao qual o Japão era hostil.

Após tomar conhecimento das negociações entre alemães e japoneses, a Itália manifestou interesse em também formar uma aliança com o Japão.[19] A Itália acreditava que devido ao longo histórico de relações entre o Japão e a Inglaterra, uma aliança ítalo-japonesa poderia pressionar os ingleses a adotar uma postura mais flexível com a Itália no Mediterrâneo.[19] No verão de 1936, Galeazzo Ciano comentou com o embaixador japonês da Itália, Sugimura Yotaro, que estava interessado em um acordo com o Japão nos mesmos moldes do que estava sendo feito com os alemães.[19] Inicialmente a proposta foi desconsiderada, pois uma aliança com a Itália contra a União Soviética não parecia ter a mesma importância do que uma com a Alemanha. Além disso, uma aliança com a Itália poderia abalar as relações com a Inglaterra, que não concordava com a invasão italiana na Etiópia.[19] O Império Japonês manteve-se longe da Itália até 1937, quando a Liga das Nações condenou o Japão ao isolamento internacional pelas suas ações na China, enquanto somente a Itália colocou-se favorável aos japoneses.[22]

As "Potências do Eixo" aderiram ao nome formalmente após a assinatura do Pacto Tripartite, assinado pela Alemanha, Itália e Japão em 27 de setembro de 1940 na cidade de Berlim. Posteriormente juntaram-se também a Hungria (20 de novembro de 1940), Romênia (23 de novembro de 1940), Eslováquia (24 de novembro de 1940) e Bulgária (1 de março de 1941).[23]

Recursos econômicos[editar | editar código-fonte]

A população total das nações da Aliança do Eixo era de 258,9 milhões em 1938, enquanto a dos Aliados (sem contar a União Soviética e os Estados Unidos que entraram depois) era de 689,7 milhões.[24] Sendo assim, os Aliados tinham uma vantagem em termos populacionais de 2,7 para 1.[25] Os líderes do Eixo tinham os seguintes números populacionais: Alemanha 75,5 milhões (incluindo os 6,8 milhões da Áustria que foi anexada), Japão 71,9 milhões (sem contar as colônias) e Itália 43,4 milhões (sem contar as colônias). Enquanto isso, a Grã-Bretanha possuía 47,5 milhões de habitantes e a França 42 milhões, sem contar suas respectivas colônias.[24]

Durante a guerra, o produto interno bruto (PIB) de todas as nações do Eixo combinadas era de $911 bilhões em 1941 (medida em dólar internacional com preços do ano 1990). O PIB total das potências aliadas em 1941 era $1.798 trilhões – com os Estados Unidos sozinho proporcionando $1.094 trilhões, mais do que o PIB de todos os países do Eixo juntos.[26]

O impacto da guerra sobre a economia dos países participantes pode ser medida através da porcentagem do produto nacional bruto (PNB) dedicado a gastos militares. Em 1939, quase um quarto do PIB da Alemanha estava sendo usado em esforços de guerra. Esse número subiu mais três quartos em 1944, antes do colapso da economia. Em 1939, o Japão comprometia 22% de seu PIB em esforços na guerra na China, o que aumentou para três quartos em 1944.[27] Já a Itália não mobilizou sua economia, seu PIB comprometido com esforços de guerra continuou exatamente o mesmo que antes dos conflitos.[27]

A Itália e o Japão não tinham uma boa capacidade industrial; suas economias eram pequenas, dependentes de trocas internacionais, de fontes externas de combustível e outros recursos industriais.[27] Por isso a mobilização industrial dos dois países continuou baixa mesmo durante a guerra total.[27]

Entre as três principais potências do Eixo – Alemanha, Itália e Japão – o Japão tinha a menor renda per capita, enquanto Alemanha e Itália tinham um nível de renda comparável ao do Reino Unido.[28]

Nações constituintes da aliança do Eixo[editar | editar código-fonte]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Desfile da cavalaria alemã em Łódź durante a invasão da Polônia, setembro de 1939.

Justificativas para a guerra[editar | editar código-fonte]

O Führer Adolf Hitler declarou em 1941 que a eclosão da Segunda Guerra Mundial foi resultado da intervenção indevida das potências ocidentais durante a guerra entre Alemanha e Polônia. Hitler negava as acusações dos Aliados de que queria uma guerra em nível mundial e alegou que a guerra era desejada e foi provocada por políticos judeus ou associados aos interesses judeus.[29] No entanto, Hitler claramente tinha projetos para transformar a Alemanha em um Estado com liderança no mundo, tal como sua intenção de transformar Berlim em Welthauptstadt (Capital do Mundo), reconstruí-la e renomeá-la para Germania.[30] A expansão era justificada como uma necessidade inevitável para proporcionar o lebensraum (espaço vital) que pretendia solucionar o problema de superpopulação alemã fornecendo os recursos necessários para o bem-estar do povo dentro de seus territórios.[31] Hitler sempre queixou-se da falta de recursos do país comparado aos seus elevados índices populacionais e usava esse fator como justificava para corrobar seu plano de aumentar o tamanho da Alemanha.[31] Desde 1920, o Partido Nazista promoveu publicamente a ideia de expansão da Alemanha para territórios mantidos pela União Soviética.[32]

Polônia e Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Sobre a guerra contra a Polônia, que provocou a intervenção dos Aliados contra a Alemanha, os alemães alegaram que tinham procurado resolver sua disputa com os poloneses a respeito das minorias alemãs presentes no chamado "Corredor Polonês" por meio de um acordo feito em 1934 no qual a Polônia supostamente se comprometeria em acabar com sua politica assimilacionista em relação à população alemã naquele país. No entanto, a Alemanha queixou-se mais tarde que a Polônia não cumpriu esse acordo.[33] Em 1937, a Alemanha condenou a Polônia por violar o direito das minorias, mas propôs um acordo para aceitar os pedidos de parar a assimilação da população polonesa em território alemão se a Polônia fizesse o mesmo com a população alemã no seu território.[33] A proposta da Alemanha foi recebida com relutância pela Polônia, principalmente pela União Ocidental Polonesa (PZZ) e pelo Partido Nacional Democrático, levando o país a aceitar, em 5 de novembro de 1937, somente uma versão diluída da Declaração Conjunta sobre Minorias.[33] No mesmo dia, Hitler declarou sua intenção de se preparar para uma guerra contra a Polônia.[33] A Alemanha usou precedentes jurídicos para justificar sua intervenção contra a Polônia e anexação da Cidade Livre de Danzig, que tinha maioria alemã e era liderada por um governo nazista que procurava incorporação com a Alemanha. Em 1939, a justificativa encontrada foi a constante violação da soberania de Danzig pela Polônia.[34] A Alemanha condenou a Polônia por enviar tropas adicionais para a cidade em 1933, violando o limite de tropas polonesas admissíveis em Danzig.[34]

Depois da Polônia ter aceitado apenas em termos o tratado que garantiria que as minorias alemãs não seriam assimiladas, Hitler decidiu que era chegada a hora de começar os preparativos para entrar em guerra contra o país. Destruindo-a, implantaria o lebensraum e iniciaria a colonização alemã em seus territórios.[33]

Bombardeiros Heinkel He 111 da Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra.

Embora a Alemanha tenha se preparado para a guerra com a Polônia já em 1939, Hitler ainda usou de meios diplomáticos combinados com ameaças de intervenção militar para pressionar a Polônia e conseguir concessões para a Alemanha, pressionando para tentar a anexação de Danzig sem oposição polaca. Hitler acreditava que poderia obter vantagens sobre a Polônia sem precisar provocar uma guerra com a Grã-Bretanha ou França.[35] Mesmo existindo uma garantia de apoio militar dos britânicos para a proteção da Polônia, ele acreditava que isso seria apenas um blefe britânico para tentar manter a Alemanha longe. Hitler apoiava-se principalmente num acordo germano-soviético em que ambos os países reconheciam os seus interesses mútuos envolvendo a Polônia.[35] A União Soviética se desentendia diplomaticamente com a Polônia desde a Guerra Polaco-Soviética de 1919–1921, em que os soviéticos foram pressionados a ceder a Bielorrússia ocidental e a Ucrânia ocidental à Polônia após intensos e demorados combates sobre esses territórios, que a União Soviética sempre quis reaver.[36] Hitler acreditava que uma guerra com a Polônia seria apenas um conflito isolado, pois a Grã-Bretanha com certeza não gostaria de envolver-se em uma guerra com a Alemanha e União Soviética.[35]

A Polônia rejeitou todas as exigências alemãs e não aceitou negociar sobre a questão da anexação de Danzig. Em resposta, a Alemanha preparou uma mobilização geral na manhã de 30 de agosto de 1939.[37] Hitler esperava que os britânicos reconhecessem as exigências da Alemanha e pressionassem a Polônia para concordar com elas.[37] Na noite de 30 de agosto, o ministro das Relações Exteriores Joachim von Ribbentrop esperava a visita do embaixador britânico Nevile Henderson e do plenipotenciário polonês para negociar os termos de um acordo com a Alemanha. Apenas Henderson compareceu, o que deixou Ribbentrop extremamente irritado, já que a Alemanha considerava aquele encontro de extrema importância.[37] Ribbentrop então leu para o embaixador as demandas alemãs sobre a Polônia, que eram: anexação de Danzig, concessão do direito de construir estradas de ferro e rodovias extraterritoriais passando pelo Corredor Polonês para interligar o território principal da Alemanha com a Prússia Oriental, bem como a realização de um plebiscito para determinar se o Corredor Polonês deveria permanecer como território polonês ou ser transferido para a Alemanha.[37]

Países Baixos e região[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1940, a Alemanha invadiu os Países Baixos da Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos sob a justificativa de que os britânicos e franceses poderiam usar a região dos Países Baixos como ponto estratégico para invadir a região industrial de Ruhr.[38] Em meados de 1939, quando a guerra entre Alemanha, Inglaterra e França parecia cada vez mais próxima, Hitler declarou: "As bases aéreas holandesas e belgas devem ser ocupadas! Todas as declarações de neutralidade devem ser ignoradas."[38] Em uma conferência com líderes militares da Alemanha em 23 de novembro de 1939, Hitler declarou que Ruhr era o "calcanhar de Aquiles" alemão e "se a Inglaterra e França chegarem a partir da Bélgica e Países Baixos para Ruhr, estaremos em grande perigo". Sendo assim, afirmou que independente da neutralidade declarada por esses países, toda aquela região precisaria ser ocupada para evitar uma ofensiva anglo-francesa.[38]

União Soviética[editar | editar código-fonte]

A Alemanha invadiu a União Soviética em 1941 por questões relacionadas ao lebensraum e anticomunismo. Em seus primeiros anos como líder nazista, Hitler disse que aceitaria manter relações amistosas com os soviéticos sob a condição de que a Rússia recuasse suas fronteiras de acordo com o Tratado de Brest-Litovski, assinado em 1918 por Vladimir Lenin a respeito da República Socialista Federativa Soviética Russa, que dava grandes territórios até então detidos pela Rússia aos alemães em troca de paz durante a Primeira Guerra.[32] Em 1921, Hitler elogiou esse Tratado e declarou que confiava nas relações de paz entre as duas nações.[32] No entanto, Hitler queria uma Rússia territorialmente reduzida e apoiava a ideia de que o povo russo deveria se revoltar contra o governo bolchevique e estabelecer um novo governo.[32] Em 1922, contrariando seu pensamento anterior, ele apoiou a possibilidade de a Alemanha fazer uma aliança com a Inglaterra contra os soviéticos.[32] Mais tarde, Hitler declarou o quanto além do território russo ele planejava expandir a Alemanha:

A segurança da Europa não estará assegurada até levarmos a Ásia para trás dos Urais. Nenhum estado russo organizado poderá existir a oeste dessa fronteira.
Adolf Hitler[39]

A política de lebensraum incluía uma grande expansão da Alemanha para o leste dos Montes Urais.[39] [40] Hitler desejava que o "excedente" da população russa que vivia ao oeste dos Urais fosse deportado para o leste.[41] Depois que a Alemanha invadiu a União Soviética, o desejo dos nazistas por uma Rússia independente e territorialmente reduzida foi influenciado por uma pressão do Deutsches Heer em 1942 para Hitler endossar a criação do Exército de Libertação Nacional da Rússia, que seria comandado por Andrey Vlasov, militar russo capturado em combate que solicitara apoio para tentar derrubar Joseph Stalin e estabelecer um novo Estado russo.[42] Inicialmente a proposta de apoiar um exército russo anti-comunista foi recebida com rejeição por Hitler. No entanto, em 1944, a Alemanha enfrentou perdas significativas na Frente Ocidental, o que aumentou o apoio a Vlasov em seu plano, após ganhar a confiança do Reichsführer-SS Heinrich Himmler.[43]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Depois do ataque japonês a Pearl Harbor e a eclosão subsequente da guerra entre Japão e Estados Unidos, a Alemanha apoiou os seus aliados e também declarou guerra contra os americanos. Durante os conflitos, a Alemanha denunciou a Carta do Atlântico e o Lend-Lease — políticas que teriam beneficiado Inglaterra e França antes mesmo da entrada dos EUA na aliança contra a Alemanha — como manobras imperialistas dirigidas para dominar e explorar países fora das Américas.[44] Hitler criticou ainda o termo "liberdade" usado pelo presidente Roosevelt para descrever os objetivos dos EUA na guerra. Segundo Hitler, o significado americano de "liberdade" era usar a democracia para explorar o mundo e dar liberdade aos plutocratas para manipular as massas por meio de tal democracia.[44]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Os cidadãos alemães sentiam que seu país havia sido humilhado pelo Tratado de Versalhes que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e forçava a Alemanha a pagar enormes custos de guerra, perder territórios de população alemã e todas as suas colônias. Por causa dessas indenizações de grande porte as reparações econômicas levaram a República de Weimar à hiperinflação durante o início da década de 1920. Em 1923, a Alemanha não se mostrava capaz de pagar as exigências de reparação aos Aliados, o que resultou na ocupação da região do Ruhr pelos franceses. No fim da década de 1920, a Alemanha começou a melhorar economicamente, porém a Grande Depressão criou mais dificuldades e um consequente aumento de forças políticas que advogavam soluções radicais para os infortúnios do país. Os nazistas, já como um grupo nacionalista organizado, difundiam a lenda da punhalada pelas costas afirmando que a Alemanha havia sido traída por judeus e comunistas. O partido prometia reconstruir a Alemanha como uma grande potência e criar a Grande Alemanha, que incluiria a Alsácia-Lorena, a Áustria, os Sudetos e outros territórios de população alemã na Europa (cf. großdeutschland e pangermanismo). Os nazistas também almejavam ocupar e colonizar territórios não-alemães na Polônia, Países Bálticos e União Soviética, como parte de seu plano de conseguir o lebensraum ("espaço vital") na Europa Oriental.

Em 1935, a Alemanha retomou o alistamento militar e anunciou ao mundo que já detinha uma força aérea. Em março de 1936, renunciou ao Tratado de Versalhes e remilitarizou a Renânia. Em 1938, anexou a Áustria e ocupou a região tcheca dos Sudetose em 1939, o Território de Memel da Lituânia. Em seguida,invadiu o restante da Tchecoslováquia, criando o Protectorado de Boêmia e Morávia e a República Eslovaca.

Soldados alemães na Rússia durante a Batalha de Stalingrado na Frente Oriental.

Em 23 de agosto de 1939, a Alemanha e a União Soviética assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop, que continha uma cláusula secreta dividindo a Europa Oriental em esferas de influência (cf. negociações sobre a adesão da União Soviética ao Eixo).[45] Oito dias depois, a Alemanha invadiu a sua parte da Polônia conforme decidido no pacto, fato que deu início à Segunda Guerra Mundial.[46] No final de 1941, a Alemanha já detinha grande parte da Europa e rompeu seu pacto com os soviéticos invadindo o território russo e quase capturando Moscou. No entanto, as esmagadoras derrotas nas Batalha de Stalingrado e de Kursk devastaram as forças armadas alemãs. Tudo isso combinado com o desembarque dos Aliados ocidentais na França e na região da Sicília na Itália, levou a uma desgastante e suícida guerra em três frentes que resultou no esgotamento de forças por parte da Alemanha e finalmente a sua derrota em 1945.

Movimentos alemães contrários ao regime[editar | editar código-fonte]

Havia uma substancial oposição interna dentro dos setores militares alemães em relação à estratégia excessivamente agressiva de rearmamento e política externa que o regime nazista adotou na década de 1930.[47] Entre 1936 e 1938, quatro principais líderes militares da Alemanha, Ludwig Beck, Werner von Blomberg, Werner von Fritsch e Walther von Reichenau, opunham-se à estratégia agressiva nazista.[48] Eles criticavam a natureza apressada do rearmamento, a falta de planejamento, a insuficiência de recursos da Alemanha para entrar numa guerra, as implicações perigosas da política externa de Hitler e os grandes níveis de subordinação do exército em relação as regras do Partido Nazista.[48] Essa oposição dos quatro até então era exposta publicamente sem repressão.[48] No entanto, o Partido Nazista rebatia tudo com desprezo e para pressioná-los a renunciar de seus cargos e desqualifica-los, membros nazistas fabricaram um falso escândalo alegando que os dois principais líderes do exército, von Blomberg e von Fritsch, mantinham um caso homossexual.[48] Embora a notícia tenha sido plantada por membros de escalões inferiores do partido sem o consentimento de Hitler, o mesmo acabou aproveitando-se do burburinho causado pela notícia e pressionou os dois oficiais a demitirem-se, substituindo-os por oficiais leais a ele.[48] Pouco depois, em 4 de fevereiro de 1938, Hitler anunciou que ele mesmo assumiria o cargo de líder do Comando das Forças Armadas da Alemanha.[48]

A oposição ao modo de ação dos nazistas tornou-se tão forte entre 1936 e 1938 que a possibilidade de tentar derrubar o regime foi discutida até mesmo dentro dos escalões superiores do exército e membros não-nazistas presentes no governo.[49] O ministro da Economia, Hjalmar Schacht, reuniu-se com Beck e declarou que apoiava uma investida para derrubar Hitler e sugeriu a participação do exército.[49] Beck disse que se um golpe contra o regime nazista começasse pela população civil, o exército não iria se opor mas também não se envolveria.[49] Schacht considerou a resposta de Beck inadequada, pois sabia que sem o apoio do exército qualquer tentativa de golpe seria completamente esmagada pela Gestapo.[50] No entanto, em 1938, Beck tornou-se um firme opositor do regime nazista após Hitler declarar seus planos de anexação da Áustria e Tchecoslováquia e admitir que isso poderia ocasionar uma guerra em nível mundial.[50]

Aos poucos a oposição foi sendo substancialmente sufocada com a ocupação de todos os cargos de importância do governo por parte dos nazistas. Pequenos grupos secretos do chamado movimento de resistência alemã conspiravam contra Hitler e articulavam planos para matá-lo, já que seria impossível tirá-lo do poder por outros meios. No entanto, os nazistas mostraram-se eficientes em deter os planos da resistência e sufocaram qualquer tipo de oposição e grupos conspiratórios, impedindo o crescimento de ideias de golpe e questionamentos aos interesses do regime.

Japão[editar | editar código-fonte]

7 de dezembro de 1941: caças japoneses a bordo do porta-aviões Shokaku preparando-se para decolagem rumo à missão de ataque a Pearl Harbor.

Justificativas para a guerra[editar | editar código-fonte]

O governo japonês justificou suas ações sob o argumento de que estaria tentando unir a Ásia por meio de uma Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental, liderada pelo Japão. Ainda segundo o governo, isso ajudaria o país a livrar-se do imperialismo ocidental, em especial o imperialismo americano.[51] Os japoneses resgatavam temas do pan-asianismo e difundiam a ideia de que o povo asiático precisava se livrar completamente de qualquer influência anglo-americana.[52]

Os Estados Unidos se opuseram à guerra que o Japão começou contra a China e declararam que reconheciam apenas o governo nacionalista de Chiang Kai-shek como o único e autêntico governo chinês. Sendo assim, os americanos procuraram deter as atitudes do Japão impondo um embargo comercial entre os dois países — que por sua vez acabou causando uma grande crise econômica e militar em território japonês, já que oitenta por cento do petróleo utilizando no Japão vinha dos Estados Unidos — impedindo-os assim de continuar a investida contra o chineses.[53]

Para não parar sua guerra, o Japão voltou-se para o Sudeste Asiático, que tinha grandes fontes naturais de petróleo.[54] Essa reação ao embargo total dos Estados Unidos era esperada pelo governo americano, que convocou o Secretário de Estado Cordell Hull para negociar com os japoneses a fim de tentar evitar uma guerra, já que existia a possibilidade desse impasse antecipar um ataque japonês contra as Índias Orientais Holandesas.[55]

Os japoneses identificaram que o principal risco aos seus planos de invadir e capturar o Sudeste Asiático estava na frota naval americana do Pacífico, cuja base era Pearl Harbor.[54] Após um trabalho de espionagem e planejamento, o Japão atacou a base em 7 de dezembro de 1941, como forma de tentar inibir a inevitável resposta americana em relação ao desejo japonês de dominar o Sudeste e a Ásia Oriental. Com o ataque, esperavam ganhar tempo para consolidar os recursos da região e encontrariam-se em condições de entrar em uma guerra total contra os Estados Unidos. Batendo de frente com os americanos, o Japão esperava que aceitassem suas exigências a respeito do território asiático que pretendia dominar e manteria sua guerra contra a China.[54]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Encouraçado Yamato sendo atacado por aviões americanos durante a Batalha do Golfo de Leyte.

Em 1941, com o fim da cooperação Sino-Germânica, o Japão tornou-se o principal representante das Forças do Eixo na Ásia e no Pacífico. O Império do Japão, comumente chamado de Japão Imperial, era uma monarquia constitucional regida pelo imperador Hirohito. A constituição japonesa prescrevia que:

"O Imperador é o chefe do Império, combinando a si mesmo os direitos de soberania e a exercê-los de acordo com as disposições da presente Constituição" (Artigo 4) e "O Imperador possui o total controle sobre o Exército e a Marinha." (Artigo 11).

Sob o comando do Imperador havia um gabinete político e o quartel-general imperial, com dois chefes de gabinete.

No seu auge, a Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental japonesa incluía a Manchúria, Mongólia Interior, grandes partes da China, Malásia, Indochina Francesa, Índias Orientais Neerlandesas, Filipinas, Birmânia, algumas regiões da Índia, e várias ilhas do Pacífico - especificamente no Pacífico central.

Como resultado de discordâncias internas e da crise econômica da década de 1920, uma tendência militarista levou o Japão para um caminho de expansionismo. O Japão tinha planos para estabelecer uma hegemonia na Ásia e tornar-se auto-suficiente. Como as ilhas japonesas não possuíam recursos necessários para isso, seria necessário dominar áreas com recursos naturais abundantes. As políticas expansionistas japonesas acabaram por afastá-los dos membros da Liga das Nações e, em meados dos anos 1930, aproxima-los da Alemanha e Itália, que tinham politicas de expansionismo similares. Os primeiros passos de um alinhamento militar com a Alemanha se deu com o Pacto Anticomintern, em que ambos concordavam em unir-se caso a União Soviética atacasse um dos dois países.

A primeira grande intervenção japonesa foi contra a China em 1937. A invasão e ocupação subsequente de partes da China pelos japoneses resultou em inúmeras atrocidades contra civis, como o Massacre de Nanquim e a Política dos Três Tudos. Os japoneses também lutaram contra forças mongóis-soviéticas em Manchukuo entre 1938 e 1939. Porém, o Japão decidiu evitar uma guerra direta com a União Soviética assinando o Pacto de Neutralidade nipônico-soviético em 1941.

Territórios controlados pelo Japão durante a Guerra.

A opinião dos líderes militares japoneses em relação as ações do Japão foi dividida antes e no início da guerra. Enquanto o Exército Imperial Japonês mostrou-se favorável à guerra contra os Estados Unidos, a Marinha Imperial se opôs. No entanto, quando o Primeiro Ministro Hideki Tojo recusou as exigências americanas para que o Japão retirasse suas tropas da China, um confronto pareceu mais provável e passou a ser mais considerado.[56] A possibilidade de entrar em guerra contra os Estados Unidos foi discutida inicialmente em 1940 dentro do governo japonês.[57] Em 14 de outubro do mesmo ano, o Almirante Comandante-chefe da Esquadra Combinada da Marinha Imperial Japonesa Isoroku Yamamoto, foi sincero sobre sua opinião: "Lutar contra os Estados Unidos é como lutar contra o mundo inteiro. Mas foi decidido, então darei o melhor que posso. Sem dúvida vou morrer a bordo do Nagato [sua capitânia]. Enquanto isso, Tóquio será queimada até o chão três vezes. Muito provavelmente Konoe e outros serão despedaçados por pessoas com desejo de vingança."[57]

Com as potências coloniais europeias focadas na guerra na Europa, o Japão tentou dominar suas colônias. Em 1940, o Japão aproveitou o colapso francês perante a Alemanha e dominou a Indochina Francesa. O estabelecido regime da França de Vichy, aliados de facto da Alemanha, aceitaram a aquisição japonesa de Indochina. A resposta dos Aliados não se deu com confrontos militares, mas com embargos para cortar os esforços de guerra do Japão.

Para isolar as forças americanas nas Filipinas e prejudicar o poderio naval dos Estados Unidos, o Quartel-General Imperial ordenou que a Marinha Imperial Japonesa atacasse a base americana de Pearl Harbor, no Havaí em 7 de dezembro de 1941. Depois disso, as forças japonesas invadiram a Malásia e Hong Kong. Em 1943, após um número significativo de vitórias, o Japão finalmente entrou em declínio e começou a recuar. A Guerra do Pacífico terminou com os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Os soviéticos só declararam guerra oficialmente em agosto do mesmo ano, ocupando a Manchúria e o nordeste da China, no evento que ficou conhecido como Operação Tempestade de Agosto.

Itália[editar | editar código-fonte]

Soldados italianos na Campanha Norte-Africana em 1941.
Tanques italianos Fiat M13/40 na mesma operação.

Justificativas para a guerra[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1940, o Duce Benito Mussolini comentou a declaração de guerra contra os Aliados da seguinte maneira: "Nós estamos indo para a guerra contra as democracias plutocráticas e reacionárias do Ocidente que invariavelmente impediram o progresso e muitas vezes ameaçaram a existência do povo italiano."[58] A Itália condenou as sanções ocidentais de 1935 decretadas em resposta às ações italianas na Segunda Guerra Ítalo-Etíope. Mussolini justificou a guerra contra a Etiópia apoiando-se no episódio conhecido como Incidente de Walwal, situação em que uma guarnição de somalis sob o comando italiano e uma tropa etíope se desentenderam e atacaram-se na Eritreia Italiana.[59]

Em 1938, Mussolini e o ministro das Relações Exteriores Galeazzo Ciano, emitiram exigências de concessões por parte da França, em especial em relação às colonias em Djibouti, Tunísia e gerenciamento do Canal de Suez no Egito.[60] A Itália exigia um representante no conselho de administração do canal, pois era contrária ao monopólio francês que obrigava os italianos a pagarem taxas pelo tráfego mercantil para a África Oriental Italiana.[61] Assim como a Alemanha, a Itália também se utilizou da justificava de expansão territorial para fornecer o spazio vitale ("espaço vital") à nação italiana.[62]

A Itália justificou a invasão da Grécia em outubro de 1940 alegando que o país balcânico estava sendo usado pela Grã-Bretanha contra os italianos. Mussolini considerava o território grego um dos principais pontos estratégicos da Marinha Real no Mediterrâneo.[63]

Sobre a invasão da Iugoslávia, a Itália apelou para reivindicações irredentistas e ao fato de que Albânia, Croácia e Macedônia tinham tendências separatistas e não queriam fazer parte do território iugoslavo.[64] Os separatistas da Croácia ganharam força ainda em 1928, após o assassinato de líderes políticos croatas no parlamentos iugoslavo, episódio que vitimou Stjepan Radić. Em 1941, a Itália apoiou a ascensão ao poder de Ante Pavelić, líder do Ustaše, um movimento separatista inspirado e treinado pelo fascismo italiano.[64]

História[editar | editar código-fonte]

Depois da unificação da Itália no final do século XIX, um movimento nacionalista cresceu em torno do conceito de Italia irredenta, que nada mais era do que o desejo de incorporar terras até então sob o domínio estrangeiro, mas que tinham população nativa e falante italiana. Havia um anseio para anexar os territórios da Dalmácia, que anteriormente haviam sido governados pelos venezianos e, consequentemente, tinham elites de língua italiana. A intenção dos fascistas era criar um "Novo Império Romano", em que a Itália dominaria grande parte Mediterrâneo. Em 1935–36, a Itália invadiu e anexou a Etiópia e o governo fascista proclamou a criação do "Império Italiano" (ou "Grande Itália").[65] Apesar de numerosos protestos na Liga das Nações, vindos principalmente dos britânicos que tinham negócios e interesses naquela área, nenhuma providência séria foi tomada em um primeiro momento, embora mais tarde a Itália viesse a sofrer isolamento diplomático de vários países. Em 1937, a Itália saiu da Liga das Nações e no mesmo ano aderiu ao Pacto Anticomintern, juntando-se a Alemanha e Japão. Entre março e abril de 1939, as tropas italianas invadiram e anexaram a Albânia. Em 22 de maio, Alemanha e Itália assinaram o Pacto de Aço.

A Itália entrou na Segunda Guerra Mundial em 10 de junho de 1940. Em setembro do mesmo ano, Alemanha, Japão e Itália assinaram o Pacto Tripartite.

Apesar de ter participado de conflitos desde 1935, contra a Etiópia e na Guerra Civil Espanhola, a Itália não era devidamente preparada para guerras.[66] O planejamento militar era deficiente, já que o governo italiano não tinha definido uma prioridade e planos de ação concretos. O poder de Mussolini sobre as forças armadas era total; ele mesmo se comprometeu a comandar o Ministério da Guerra, a marinha e força aérea. Como a Marinha Italiana não dispunha de um porta-aviões, os fascistas depositavam sua confiança nas bases aéreas terrestres da península Itálica para fornecer apoio aéreo em eventuais conflitos navais no Mediterrâneo.[67] O exército dispunha de uma artilharia ultrapassada e as unidades blindadas usavam formações desatualizadas, inadequadas para uma guerra moderna.[68] A maioria dos fundos para as forças armadas visavam futuras grandes operações no exterior, por isso acabaram direcionados principalmente para a força aérea e marinha. Isso acabou desamparando o exército, que possuía como principal arma um rifle projetado em 1891.[69] Ainda na Guerra Civil Espanhola, o despreparo militar e o desamparo por parte do governo causou uma vergonhosa derrota italiana durante a Batalha de Guadalajara. Em agosto de 1939, o rei Vitório Emmanuel III mostrou-se incomodado ao assistir um exercício de guerra do exército italiano.[68] Ainda em 1939, Mussolini se irritou com o despreparo militar italiano e tirou o general Alberto Pariani do cargo de Chefe do Estado Maior do exército.[70]

Caças Macchi C.200 no Norte da África.

O único recurso natural estratégico que a Itália possuía em abundância era o alumínio. Petróleo, ferro, cobre, níquel, crômio e borracha tinham que ser importados.[68] A política econômica autárquica do governo fascista que procurava recorrer a materiais sintéticos não foi suficiente para atender a demanda.[66] Antes de entrar na guerra, o governo fascista ainda procurou ganhar o controle sobre os recursos naturais dos Bálcãs, em particular o petróleo da Romênia.[71] O acordo feito entre Alemanha e União Soviética para repartir a Polônia, faria com que a Hungria passasse a fazer fronteira com território soviético, abrindo a possibilidade de uma possível investida da URSS contra os húngaros.[70] A Romênia também considerava o perigo de ser invadida pela União Soviética como iminente, o que fez com que húngaros e romenos procurassem amparo com a Itália.[70] Até então oficialmente neutra, a Itália ouviu os apelos da Romênia e Hungria e propôs a criação de um "bloco dos neutros".[70] A proposta serviria para aumentar a influência italiana nos Bálcãs e encontrou resistências da França, Alemanha e União Soviética, que não queriam perder suas influências na mesma região. A Grã-Bretanha, no entanto, ainda não contava que a Itália entraria na guerra ao lado da Alemanha, por isso não se opôs ao bloco.[70] A ideia da criação do bloco falhou em novembro de 1939, depois que a Turquia fez um acordo com os Aliados para proteger territórios no Mediterrâneo, o que já incluía a Romênia e também a Grécia.[70]

Mussolini se recusou a dar ouvidos às advertências do Ministro da Moeda Felice Guarneri, que alertava que as ações italianas na Etiópia e Espanha estavam levando o país à beira da falência.[69] Os gastos militares excediam em muito o que a Itália podia pagar.[69]

Em 1940, logo depois da Itália entrar na guerra, os italianos esperavam receber uma série de territórios franceses que Hitler havia acordado com o Ministro Ciano. O acordo incluiria anexação de territórios reivindicados no sudeste da França, ocupação militar acima do rio Ródano e colônias na Tunísia e Djibouti.[72] No entanto, em 22 de junho de 1940, Mussolini anunciou que a Itália abandonaria suas reivindicações do "Ródano, Córsega, Tunísia e Djibouti" e em vez disso solicitava uma zona desmilitarizada na fronteira com a França. Em 24 de junho, a Itália concordou em fazer um armísticio com a França de Vichy para selar esse acordo.[72] Mais tarde, em 7 julho de 1940, o governo italiano mudou sua decisão e Ciano tentou fazer um acordo com a Alemanha para ter Nice, Córsega, Tunísia e Djibouti. Hitler rejeitou veemente qualquer outro acordo envolvendo França e Itália naquele momento, pois preferia esperar a derrota da Inglaterra para voltar a discutir questões de repartição de território.[72] No entanto, a Itália continuou a pressionar a Alemanha para incorporar Nice, Córsega e Tunísia ao território italiano. Em outubro de 1940, Mussolini enviou uma carta a Hitler informando-lhe que 850 mil italianos viviam na região estrangeira da fronteira França-Itália, formando uma grande comunidade de minorias. Segundo o Duce, ceder esse território para a Itália seria benéfico para a Alemanha, pois reduziria a população da França de 35 para 34 milhões (considerando os italianos que passariam para a Itália e franceses que seriam assimilados) e impediria qualquer ambição francesa de retomar sua expansão.[72] A Alemanha considerava a possibilidade de invadir e ocupar territórios ainda não ocupados da França de Vichy e capturar frotas marítimas francesas para uso da Alemanha, em um plano chamado de Operação Attila.[73]

Soldados italianos a bordo de blindados Autoblinda 41 nos Bálcãs, 1942.

Em meados de 1940, tanto Mussolini quanto Stalin se irritaram com a Alemanha após Hitler fechar um acordo com o Conducător Ion Antonescu para que "tropas de treinamento" fossem enviadas à Romênia, sem avisar com antecedência a União Soviética e Itália e ignorando os acordos que ambos mantinham na época.[63] Irritado, Mussolini decidiu que invadiria a Grécia sem consultar Hitler, porém voltou atrás e comunicou a Alemanha.[63] Hitler se mostrou preocupado ao ouvir os planos italianos, pois considerava os gregos bons combatentes e achava que a Itália não conseguiria segurar uma guerra contra a Grécia, além de não querer ter que se envolver em um conflito nos Bálcãs.[63]

Em 1941, a Itália já acumulava derrotas na Grécia, Norte da África e África Oriental e mostrou-se incapaz de manter-se sozinha em uma guerra, passando a depender fortemente da Alemanha. Com os alemães assumindo o controle da situação, Grécia e Iugoslávia foram derrotadas, porém a Itália foi forçada a aceitar o domínio alemão nos dois países.[74] Além disso, em 1941, as forças alemãs comandadas por Erwin Rommel no Norte da África expulsaram os Aliados das colônias italianas na Líbia e forças alemãs foram estacionadas na Sicília.[75] Em resposta às falhas militares dos italianos e a dependência que criaram com a Alemanha, o governo alemão começou a enxerga-la como um aliado pouco confiável e começou a desconsiderar seus interesses.[76] A Alemanha chegou até a pressionar a Itália para enviar 350 mil "trabalhadores convidados" para fazer trabalho escravo em território alemão, tamanha a desconsideração e desprezo com os italianos.[76] No entanto, enquanto Hitler se mostrava profundamente desapontado com o desempenho militar italiano, continuava a manter relações favoráveis com a Itália em consideração a sua amizade e admiração por Mussolini.[77]

Em meados de 1941, Mussolini reconheceu que a Itália tinha fracassado em seus objetivos e estava completamente subordinada e submissa aos alemães. Sem escolha, sua esperança era a vitória alemã.[74] Após a invasão da União Soviética, a Alemanha incentivou a propaganda italiana para fomentar a criação do "bloco latino", que incluiria a união de Itália, França de Vichy, Espanha e Portugal para juntarem-se com a Alemanha contra a ameaça do comunismo.[78] Entre 1940 e 1941, Francisco Franco endossou a criação do bloco, mas as negociações entre os quatro países não avançaram.[79]

Após a invasão e ocupação da Iugoslávia, a Itália anexou várias ilhas do Adriático e uma parte da Dalmácia, onde estabeleceu a Governadoria da Dalmácia, que incluía o território das províncias de Split, Zadar e Kotor.[80] Embora a Itália tenha inicialmente almejado grandes quantidades de terra que se estendiam dos montes Velebit até os Alpes Prokletije, Mussolini decidiu que não anexaria mais territórios. Sua decisão se baseou no fato de que a costa norte do Adriático não possuía grandes estradas e ferrovias, além de considerar que uma anexação maior poderia colocar dentro das fronteiras da Itália eslavos hostis à causa.[80] Em abril de 1941, Alemanha e Itália repartiram a Eslovênia, com os italianos ficando com a parte ocidental e os alemães com a oriental.[81]

A oposição interna ao regime fascista e presença italiana na guerra cresceu em 1942, embora já existisse desde o início de 1940.[82] Em 1942, um grande número de jornais clandestinos de opositores de todos os tipos, como católicos e comunistas, circulavam pelo país.[83] Em janeiro de 1943, Duque de Acquarone, o então Ministro da Casa Real, convenceu o Rei Victor Emmanuel III de que Mussolini deveria ser retirado de seu cargo.[84]

Império Italiano durante sua extensão máxima, 1941.

Em 25 de julho de 1943, o rei destituiu Mussolini e o colocou na prisão. Além disso, começou uma negociação secreta com os Aliados. Um armistício foi assinado em 8 de setembro de 1943 e a Itália juntou-se aos Aliados como co-beligerante. Em setembro de 1943, Mussolini foi resgatado pelos alemães na chamada Operação Carvalho. Hitler o colocou como encarregado do estado fantoche da República Social Italiana, localizado no norte da Itália. Ele foi assassinado por guerrilheiros comunistas em 28 de abril de 1945.[85]

Colônias[editar | editar código-fonte]

Na Europa[editar | editar código-fonte]

Apesar da proteção e acordos de longa data com a Itália, tropas italianas invadiram a Albânia em 7 de abril de 1939, cinco meses antes do início da Segunda Guerra Mundial. A Albânia foi um protetorado e dependência italiana entre 1939 e 1943. Tropas albanesas sob controle italiano foram enviadas para participar da invasão da Grécia e da ocupação da Iugoslávia pelo Eixo. Após a derrota da Iugoslávia, Kosovo foi anexada à Albânia pelos italianos. Quando o regime fascista caiu em setembro de 1943, a Albânia passou para o controle da Alemanha.

Montenegro também foi protetorado e dependência italiana entre 1941 e 1943.

As Ilhas Dodecaneso, dependência italiana desde 1912, foram perdidas para a Grã-Bretanha em 1943.

Na África[editar | editar código-fonte]

A África Oriental Italiana foi um conjunto de colônias existente entre 1936 e 1943.

Antes da invasão e anexação da Etiópia em 1936, a Itália já mantinha duas colônias naquela região desde 1880: Eritreia e Somália. A Líbia Italiana foi uma colônia existente entre 1912 e 1943.

Guarda Nacional Croata desfilando em Zagred, 1942.

Domínios com governo próprio ou protetorados[editar | editar código-fonte]

Estado Independente da Croácia[editar | editar código-fonte]

O Estado Independente da Croácia (NDH, na sigla em croata), criado em 1941, era oficialmente um protetorado soberano regido pelo rei Tomislav II, um monarca italiano da Casa de Saboia da Itália. O NDH também tinha forte influência alemã e quando a Itália capitulou em 1943, NDH já não era mais uma monarquia, tornando-se um estado cliente alemão.

Nações com contribuições menores[editar | editar código-fonte]

Hungria[editar | editar código-fonte]

Tanque húngaro Toldi I durante a invasão da União Soviética, 1941.
Soldados húngaros nos Cárpatos, 1944.

Governada pelo almirante regente Miklós Horthy, a Hungria foi o primeiro país depois de Alemanha, Japão e Itália a aderir ao Pacto Tripartite, assinando-o em 20 de novembro de 1940.

A instabilidade política atormentava o país quando Miklós Horthy, um nobre húngaro e oficial da marinha austro-húngara, tornou-se regente em 1920. Nessa mesma época, nacionalistas húngaros desejavam recuperar territórios perdidos através do Tratado de Trianon. Com isso, o país se aproximava cada vez mais da Alemanha e Itália, principalmente apoiado num desejo comum entre as três nações de rever os acordos de paz fixados durante a Primeira Guerra Mundial.[86] Muitos políticos húngaros também simpatizavam com as ações anti-semitas do regime nazista. Devido à sua postura pró-Alemanha, em 1938 a Hungria recebeu assentamentos territoriais quando os alemães anexaram a Tchecoslováquia e também ganhou a posse do norte da Transilvânia, como resultado das Arbitragens de Viena em 1940. A Hungria permitiu que tropas alemãs transitassem pelo seu território e forneceu tropas próprias para ajudar na invasão da Iugoslávia. Logo após a invasão, a Hungria anexou partes do território iugoslavo. Após isso, em resposta, o Reino Unido imediatamente rompeu todas as relações diplomáticas com a Hungria.

Embora a Hungria não tenha participado de imediato da invasão da União Soviética, o país declarou guerra aos soviéticos em 27 de junho de 1941. Cerca de 500 mil soldados serviram na Frente Oriental, mobilizando todas as cinco unidades de exército da Hungria.

Em 25 de novembro de 1941, a Hungria foi um dos treze signatários que renovaram o Pacto Anticomintern. Assim como todo o Eixo, tropas húngaras estavam envolvidas em diversos processos contra os soviéticos.

No final de 1943, a Alemanha já estava recuando. Unidades húngaras inteiras foram destruídas em combate nas margens do rio Don. Em 1944, quando as tropas soviéticas avançavam em direção a Hungria, Horthy tentou propor um armistício com os Aliados. No entanto, os alemães mobilizaram-se para substituir o governo rendido por um novo, na chamada Operação Panzerfaust. Após violentos combates, Budapeste foi tomada pelos soviéticos. Alguns húngaros pró-Eixo acabaram por recuar para a Itália e Alemanha, onde eles lutaram até o final da guerra.

Romênia[editar | editar código-fonte]

Soldados romenos nos arredores de Stalingrado durante a Batalha de Stalingrado, 1942.
Caças romenos IAR 80.

Em 1939, quando a guerra irrompeu na Europa, o Reino da Romênia era pró-britânico e aliado dos poloneses. Após a invasão da Polônia pela Alemanha e União Soviética e a conquista alemã da França e Países Baixos da Bélgica, a Romênia viu-se cada vez mais isolada e, enquanto isso, movimentos pró-alemães e pró-fascismo começaram a crescer.

O Pacto Molotov–Ribbentrop, firmado entre União Soviética e Alemanha em 1939, continha uma cláusula secreta que cedia a Bessarábia, que pertencia ao Norte da Romênia, para os soviéticos.[45] Em 28 de junho de 1940, a União Soviética invadiu a anexou a Bessarábia, bem como o norte da Bucovina e a região de Herţa. Em 30 de agosto de 1940, a Alemanha obrigou a Romênia a ceder o norte da Transilvânia como parte das Arbitragens de Viena. A Dobruja do Sul foi cedida à Bulgária em setembro de 1940. Em um esforço para apaziguar os elementos fascistas dentro do país e obter proteção alemã, o rei Carol II nomeou o general Ion Antonescu como primeiro-ministro em 6 de setembro de 1940.

Dois dias depois, Antonescu forçou o rei a abdicar e o filho mais novo do monarca, Miguel I, assumiu o trono. Antonescu então deu a si mesmo o cargo de Conducător ("Líder") que o dava poderes ditatoriais. Com Antonescu, a Romênia assinou o Pacto Tripartite em 23 de novembro de 1940. As tropas alemães entraram no país em 1941 e usaram o território como plataforma para as invasões da Iugoslávia e União Soviética. A Romênia foi um dos principais fornecedores de recursos aos alemães, especialmente de petróleo e grãos. Os romenos aderiram à invasão da União Soviética em 22 de junho de 1941 e cerca de 800.000 soldados romenos lutaram na Frente Oriental. Logo depois, as áreas anexadas pelos soviéticos foram reincorporadas à Romênia.

Depois de sofrer perdas devastadoras em Stalingrado, as autoridades romenas iniciaram negociações secretas de paz com os Aliados. Prevendo a queda da Alemanha, a Romênia trocou de lado após o Golpe de Estado de 23 de agosto de 1944. Após isso, as tropas romenas lutaram ao lado dos soviéticos até o final da guerra, chegando até a Tchecoslováquia e Áustria.

Bulgária[editar | editar código-fonte]

Soldados búlgaros no sudeste da Iugoslávia durante a Campanha dos Bálcãs, 1941.

O Reino da Bulgária, governado pelo Czar Bóris III, assinou o Pacto Tripartite em 1 de março de 1941. A Bulgária, que tinha ficado do lado perdedor na Primeira Guerra Mundial, procurava reaver antigos territórios etnicamente históricos, em especial a Macedônia e Trácia. Durante os anos 1930, impulsionados pela semelhança ideológica, a Bulgária aproximou-se da Alemanha Nazi. Em 1940, a Romênia assinou o Tratado de Craiova, que devolveu para a Bulgária a região de Dobruja do Sul, que havia sido perdida em 1913. Caso a Bulgária aderisse ao Eixo, a Alemanha prometeu a ampliação do território búlgaro até as fronteiras definidas no Tratado de Santo Estêvão.

A Bulgária participou da invasão da Iugoslávia e Grécia, deixando os soldados alemães transitarem por seu território e enviando tropas para a Grécia em 20 de abril. Como recompensa, o Eixo permitiu que a Bulgária ocupasse partes dos dois países — sul e sudeste da Iugoslávia (Vardar Banovina) e nordeste da Grécia (partes da Macedônia Grega e Trácia Ocidental). Nos anos seguintes, as tropas búlgaras ocuparam-se lutando contra vários grupos nacionalistas e movimentos de resistência existentes nessas áreas. Apesar da pressão da Alemanha, a Bulgária não tomou parte a respeito da invasão da União Soviética e não declarou guerra aos soviéticos. No entanto, a Marinha da Bulgária envolveu-se numa série de pequenos conflitos com a Frota do Mar Negro, que inicialmente atacou um navio de transporte búlgaro.

Em dezembro de 1941, logo após o episódio em Pearl Harbor, o governo búlgaro declarou guerra aos Aliados ocidentais. Essa ação permaneceu em grande parte simbólica (do ponto de vista búlgaro) até agosto de 1943, quando a Força Aérea da Bulgária atacou bombardeiros dos Aliados, em uma missão sobre refinarias de petróleo na Romênia. O ocorrido teve graves consequências para os civis e autoridades búlgaras, pois desencadeou uma série de ataques e bombardeios em Sófia e outras importantes cidades da Bulgária durante o inverno de 1943-1944.

Em 2 de setembro de 1944, quando o Exército Vermelho estava próximo da fronteira da Bulgária, um novo governo subiu ao poder e demonstrou interesse em negociar a paz com os Aliados. Depois disso, expulsou os poucos soldados alemães remanescentes em seu território e declarou neutralidade. Seguiu-se então o Golpe de Estado de 9 de setembro de 1944, trazendo um governo pró-soviético ao poder. Depois disso, o exército búlgaro (como parte da Terceira Frente Ucraniana do Exército Vermelho) combateu os alemães na Iugoslávia e na Hungria. Apesar disso, a Bulgária foi colocada ao lado do Eixo no Tratado de Paris, sendo autorizada a manter a Dobruja do Sul, porém tendo que devolver e desistir de todas as reivindicações sobre territórios gregos e iugoslavos. 150.000 búlgaros étnicos foram expulsos da Trácia Ocidental.

Nações coligadas[editar | editar código-fonte]

Vários países apoiaram ativamente o Eixo, porém não eram signatários do Pacto Tripartite, portanto, não faziam parte oficialmente da aliança.

Tailândia[editar | editar código-fonte]

Território da Tailândia em sua extensão máxima durante a Segunda Guerra.

A Tailândia tornou-se aliada do Japão em 1942, um ano após o final da Guerra Franco-Tailandesa pelo território da Indochina Francesa.

As forças japonesas invadiram o território tailandês na manhã de 8 de dezembro de 1941, um dia após o ataque a Pearl Harbor. Apenas algumas horas depois da invasão, o primeiro-ministro marechal Plaek Phibunsongkhram ordenou que as forças tailandesas não resistissem à entrada dos japoneses. Em 21 de dezembro de 1941, a Tailândia selou uma aliança militar com os japoneses. Em 25 de janeiro de 1942, o assessor do primeiro-ministro, Sang Phathanothai, leu na rádio em rede nacional a declaração formal de guerra da Tailândia contra os Estados Unidos da América e Grã-Bretanha. No entanto, o embaixador tailandês nos Estados Unidos, Seni Pramoj, não entregou a cópia da declaração de guerra para as autoridades americanas, o que fez com que o país não tomasse conhecimento da declaração e não declarasse guerra de volta. O Reino Unido, no entanto, recebeu a declaração e passou a considerar o país hostil.

Em 21 de março de 1942, Tailândia e Japão entraram em acordo para que Shan e Kayan passassem para o controle tailandês, enquanto o resto da Birmânia ficaria sob o controle japonês. Em 10 de maio de 1942, forças tailandesas entraram pelo leste de Shan, que era reivindicado por reinos siameses. Para repelir a 93ª divisão chinesa, a Tailândia mobilizou três divisões de infantaria e uma de cavalaria, lideradas por grupos de blindados de reconhecimento e apoio aéreo. A cidade de Kengtung, que era o objetivo principal, foi capturada em 27 de maio. As ofensivas continuaram entre junho e novembro até a expulsão dos chineses de Yunnan.[87] Os territórios de Shan e Kayan foram anexados pela Tailândia ainda em 1942 e só seriam cedidos de volta para a Birmânia após a guerra em 1946.

Durante os primeiros meses de 1942, foi criado o Movimento Tailândia Livre ("Seri Thai") contrário ao governo e suas ações. A rainha Ramphaiphanni de Sião, exilada no Reino Unido, era uma das líderes da resistência. O regente Pridi Phanomyong reuniu um grande contingente que atuava dentro da Tailândia. Ajudados por alguns membros das forças armadas, aeroportos e campos de treinamento secretos foram estabelecidos para a resistência, contando ainda com ajuda de mais de 136 agentes da Office of Strategic Services e Special Operations Executive.

Enquanto a guerra acontecia, a população tailandesa começou a mostrar-se insatisfeita com a massiva presença japonesa nos país. Em junho de 1944, Phibun sofreu um golpe de Estado. O novo governo civil de Khuang Aphaiwong tentou ajudar a resistência, mas preservou a cordialidade com os japoneses. Após a guerra, os Estados Unidos defenderam a Tailândia para que o país não fosse julgado como um país do Eixo, mas os britânicos exigiram que o governo tailandês pagasse 3 milhões de toneladas de arroz como forma de reparação e ordenou a devolução das áreas que haviam anexado durante os conflitos. A Tailândia foi obrigada a devolver as áreas que havia tomado da Malásia, Birmânia Britânica e Indochina Francesa. Phibun foi levado a julgamento por crimes de guerra e colaboração com o Eixo, mas acabou inocentado.

Finlândia[editar | editar código-fonte]

Mannerheim (direita) e Hitler (esquerda) em 1942.

Recém saída da Guerra de Inverno contra a União Soviética, a Finlândia não havia assinado o Pacto Tripartite, e portanto não fazia parte do Eixo de jure, mas contribuiu com a aliança em sua luta contra a União Soviética.[88] Em 1941, a Finlândia assinou uma nova versão do Pacto Anticomintern.[89]

O Pacto Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União Soviética e Alemanha Nazi antes dos países tornarem-se inimigos, continha uma cláusula secreta dividindo a Europa Oriental em esferas de influência entre os dois países.[45] [90] No pacto, a Finlândia ficou para a União Soviética. Depois de tentar forçar concessões e insistir sem sucesso para dominar territórios finlandeses, o Estado soviético tentou invadir o país nórdico em pleno decorrer da guerra, em novembro de 1939, com o objetivo de estabelecer um governo fantoche comunista.[91] O conflito que se seguiu, a Guerra de Inverno, ameaçava os suprimentos de minério e ferro da Alemanha e dava margem para uma possível interferência dos Aliados na região.[92] Apesar da excelente resistência da Finlândia, um tratado de paz que incluía a anexação de alguns territórios finlandeses aos soviéticos, como o Istmo da Carélia, Vyborg (a segunda maior cidade da Finlândia na época) e a estrutura defensiva da Linha Mannerheim, foi assinado em março de 1940. Após o término do conflito com os soviéticos, a Finlândia, temendo outros ataques, procurou pedir ajuda aos ingleses[93] [94] e aos suecos,[95] mas manobras diplomáticas alemãs e soviéticas impediram que acordos se concretizassem. Por isso, a Finlândia acabou sendo persuadida para o lado da Alemanha, primeiramente para conseguir um contrapeso em relação as constantes pressões soviéticas e, mais tarde, para tentar recuperar os territórios perdidos.

Nos primeiros dias da Operação Barbarossa, a Finlândia permitiu que os aviões alemães que participavam de bombardeios na região do rio Neva e Kronstadt reabastecessem em seus territórios antes de voltar para as bases na Prússia Oriental. Em retaliação, a União Soviética lançou uma grande ofensiva aérea contra aeroportos e vilas localizados na Finlândia. Em 25 de junho de 1941, a Finlândia declarou guerra aos soviéticos mais uma vez e o conflito que se seguiu ficou conhecido como Guerra da Continuação.

Soldados finlandeses caminhando próximos a um tanque T-34 soviético destruído durante a Batalha de Tali-Ihantala.

O objetivo principal da Finlândia era recuperar os territórios perdidos para a União Soviética, no entanto, o Marechal Carl Gustaf Emil Mannerheim também demonstrou interesse na Carélia russa.

As relações diplomáticas com o Reino Unido foram cortadas em 1 de agosto de 1941, depois que os ingleses bombardearam forças alemãs que estavam instaladas no porto de Pechenga, Finlândia. Os ingleses insistiram diversas vezes sem sucesso para a Finlândia cessar-fogo e desfazer suas relações com os alemães até que finalmente declararam guerra aos finlandeses em 6 de dezembro de 1941. No entanto, o Reino Unido não chegou a participar de nenhuma operação militar nos confrontos da região. Estados Unidos e Finlândia não chegaram a declarar guerra oficialmente, embora a relação diplomática dos dois países tenha sido cortada em 1944 após o Acordo Ryti-Ribbentrop.

A Finlândia organizava-se militarmente e perseguia seus objetivos de guerra independentemente da Alemanha, no entanto os dois países trabalharam em conjunto algumas vezes, como na Operação Raposa de Prata. A Finlândia recusou alguns pedidos alemães, como a requisição para participar ativamente de bombardeios no Cerco a Leningrado. Os finlandeses também não aderiram ao antissemitismo, permitindo judeus em suas forças armadas e concedendo asilo a refugiados.

Finlândia e Alemanha ficaram mais próximos nas seis semanas que se seguiram após o Acordo Ryti-Ribbentrop, que continha condições para ajuda militar alemã a fim de impedir uma grande ofensiva soviética que poderia levar a uma ocupação completa do território finlandês. Apesar de ser redigido pelo presidente, o acordo não tinha caráter formal de aliança para evitar que precisasse ser ratificado pelo parlamento.

Algumas semanas depois, o presidente Ryti renunciou ao cargo e foi substituído pelo Marechal Mannerheim, que iniciou negociações secretas com os soviéticos que resultaram num cessar-fogo em 4 de setembro de 1944. Em 18 de setembro, ambos os países assinaram o Armistício de Moscou. Uma vez em paz com os soviéticos, os finlandeses se viram obrigados a expulsar as forças nazistas presentes em seu território, o que causou o início da Guerra da Lapônia. Em 1947, a Finlândia finalmente assinou um tratado de paz com os Aliados.

Crimes[editar | editar código-fonte]

A Segunda Guerra Mundial é também conhecida pelas inúmeras atrocidades contra civis cometidas pelos combatentes em plena era moderna. Um dos pilares da ideologia nazista era o antissemitismo, que culminou com o genocídio de cerca de 6 milhões de judeus[96] que antes disso tiveram seus bens confiscados e foram aprisionados para desempenhar trabalho escravo em campos de concentração. Além disso, eslavos, prisioneiros de guerra, cidadãos poloneses, deficientes, homossexuais e ciganos também foram escravizados e executados. Estima-se que cerca de onze milhões de civis (em sua maioria eslavos) tenham sido intencionalmente assassinados pelos nazistas.[97] [98] O primeiro grande campo de extermínio alemão comandado pela SS foi descoberto em 1944 por tropas soviéticas[99] e desde então foram sendo gradativamente descobertos e tendo seus prisioneiros libertados por tropas americanas,[100] britânicas[101] e soviéticas entre 1944 e 1945. Após a Guerra, abriu-se um tribunal militar onde membros influentes do nazismo foram julgados por diversos crimes, inclusive os contra a humanidade e de guerra, no evento que ficou conhecido como Julgamento de Nuremberg.

Na Ásia, o Japão Imperial também foi responsável por uma série de crimes, principalmente contra chineses, como o Massacre de Nanquim e experiências secretas com seres humanos.


Wiki letter w.svg
Por favor, melhore este artigo ou secção, expandindo-o(a). Mais informações podem ser encontradas na página de discussão. Considere também a possibilidade de traduzir o texto das interwikis.

Nações principais[editar | editar código-fonte]

Outras nações[editar | editar código-fonte]

Países em coligação ativa com o Eixo[editar | editar código-fonte]

Colaboradores activos[editar | editar código-fonte]

Colaboradores passivos[editar | editar código-fonte]

Grupos nacionalistas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Stanley G. Payne. A History of Fascism, 1914–1945. Madison, Wisconsin, USA: University of Wisconsin Press, 1995. P. 379 (em inglês)
  2. Sinor 1959, p. 291.
  3. a b c d MacGregor Knox. Common Destiny: Dictatorship, Foreign Policy, and War in Fascist Italy and Nazi Germany. Cambridge University Press, 2000. Pp. 124.
  4. MacGregor Knox. Common Destiny: Dictatorship, Foreign Policy, and War in Fascist Italy and Nazi Germany. Cambridge University Press, 2000. Pp. 125.
  5. Gerhard Schreiber, Bern Stegemann, Detlef Vogel. Germany and the Second World War. Oxford University Press, 1995. Pp. 113.
  6. Gerhard Schreiber, Bern Stegemann, Detlef Vogel. Germany and the Second World War. Oxford University Press, 1995. P. 113.
  7. a b c d H. James Burgwyn. Italian foreign policy in the interwar period, 1918-1940. Wesport, Connecticut, USA: Greenwood Publishing Group, 1997. P. 68.
  8. Iván T. Berend, Tibor Iván Berend. Decades of Crisis: Central and Eastern Europe Before World War 2. First paperback edition. Berkeley and Los Angeles, California, USA: University of California Press, 2001. P. 310.
  9. Christian Leitz. Nazi Foreign Policy, 1933-1941: The Road to Global War. Pp. 10.
  10. H. James Burgwyn. Italian foreign policy in the interwar period, 1918-1940. Wesport, Connecticut, USA: Greenwood Publishing Group, 1997. P. 75.
  11. a b H. James Burgwyn. Italian foreign policy in the interwar period, 1918-1940. Wesport, Connecticut, USA: Greenwood Publishing Group, 1997. P. 76.
  12. H. James Burgwyn. Italian foreign policy in the interwar period, 1918-1940. Wesport, Connecticut, USA: Greenwood Publishing Group, 1997. P. 78.
  13. a b c Peter Neville. Mussolini. London, England, UK: Routledge, 2004. P. 123.
  14. Peter Neville. Mussolini. London, England, UK: Routledge, 2004. Pp. 123.
  15. Peter Neville. Mussolini. London, England, UK: Routledge, 2004. Pp. 123-125.
  16. Gordon Martel. Origins of Second World War Reconsidered: A. J. P. Taylor and Historians. Digital Printing edition. Routledge, 2003. Pp. 179.
  17. Gordon Martel. Austrian Foreign Policy in Historical Context. New Brunswick, New Jersey, USA: Transaction Publishers, 2006. Pp. 179.
  18. Peter Neville. Mussolini. London, England, UK: Routledge, 2004. Pp. 125.
  19. a b c d e f g Adriana Boscaro, Franco Gatti, Massimo Raveri, (eds). Rethinking Japan. 1. Literature, visual arts & linguistics. P. 32.
  20. Adriana Boscaro, Franco Gatti, Massimo Raveri, (eds). Rethinking Japan. 1. Literature, visual arts & linguistics. P. 33.
  21. Adriana Boscaro, Franco Gatti, Massimo Raveri, (eds). Rethinking Japan. 1. Literature, visual arts & linguistics. P. 38.
  22. Adriana Boscaro, Franco Gatti, Massimo Raveri, (eds). Rethinking Japan. 1. Literature, visual arts & linguistics. Pp. 39-40.
  23. Hill 2003, p. 91.
  24. a b Harrison 2000, p. 3.
  25. Harrison 2000, p. 4.
  26. Harrison 2000, p. 10, 25.
  27. a b c d Harrison 2000, p. 20.
  28. Harrison 2000, p. 19.
  29. Dr Richard L Rubenstein, John King Roth. Approaches to Auschwitz: The Holocaust Amd Its Legacy. Louisville, Kentucky, USA: Westminster John Knox Press, 2003. P. 212.
  30. Hitler's Germany: Origins, Interpretations, Legacies. London, England, UK: Routledge, 1939. P. 134.
  31. a b Stephen J. Lee. Europe, 1890-1945. P. 237.
  32. a b c d e Peter D. Stachura. The Shaping of the Nazi State. P. 31.
  33. a b c d e Richard Blanke. Orphans of Versailles: The Germans in Western Poland, 1918-1939. Lexington, Kentucky, USA: University Press of Kentucky, 1993. P. 215.
  34. a b A. C. Kiss. Hague Yearbook of International Law. Martinus Nijhoff Publishers, 1989.
  35. a b c William Young. German Diplomatic Relations 1871–1945: The Wilhelmstrasse and the Formulation of Foreign Policy. iUniverse, 2006. P. 266.
  36. Eastern Europe, Russia and Central Asia 2004, Volume 4. London, England, UK: Europa Publications, 2003. Pp. 138–139.
  37. a b c d William Young. German Diplomatic Relations 1871–1945: The Wilhelmstrasse and the Formulation of Foreign Policy. iUniverse, 2006. P. 271.
  38. a b c Gabrielle Kirk McDonald. Documents and Cases, Volumes 1-2. The Hague, Netherlands: Kluwer Law International, 2000. P. 649.
  39. a b André Mineau. Operation Barbarossa: Ideology and Ethics Against Human Dignity. Rodopi, 2004. P. 36
  40. Rolf Dieter Müller, Gerd R. Ueberschär. Hitler's War in the East, 1941–1945: A Critical Assessment. Berghahn Books, 2009. P. 89.
  41. Bradl Lightbody. The Second World War: Ambitions to Nemesis. London, England, UK; New York, New York, USA: Routledge, 2004. P. 97.
  42. Geoffrey A. Hosking. Rulers And Victims: The Russians in the Soviet Union. Harvard University Press, 2006 P. 213.
  43. Catherine Andreyev. Vlasov and the Russian Liberation Movement: Soviet Reality and Emigré Theories. First paperback edition. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 1989. Pp. 53, 61.
  44. a b Randall Bennett Woods. A Changing of the Guard: Anglo-American Relations, 1941–1946. University of North Carolina Press, 1990. P. 200.
  45. a b c Molotov-Ribbentrop Pact 1939.
  46. Roberts 2006, p. 82.
  47. Command Magagzine. Hitler's Army: The Evolution and Structure of German Forces 1933–1945. P. 175.
  48. a b c d e f Command Magagzine. Hitler's Army: The Evolution and Structure of German Forces 1933–1945. Da Capo Press, 1996. P. 175.
  49. a b c Michael C. Thomsett. The German Opposition to Hitler: The Resistance, The Underground, And Assassination Plots, 1938–1945. McFarland, 2007. P. 40.
  50. a b Michael C. Thomsett. The German Opposition to Hitler: The Resistance, The Underground, And Assassination Plots, 1938–1945. McFarland, 2007. P. 41.
  51. Barak Kushner. The Thought War: Japanese Imperial Propaganda. University of Hawaii Press, P. 119.
  52. Hilary Conroy, Harry Wray. Pearl Harbor Reexamined: Prologue to the Pacific War. University of Hawaii Press, 1990. P. 21.
  53. Euan Graham. Japan's sea lane security, 1940–2004: a matter of life and death? Oxon, England, UK; New York, New York, USA: Routledge, 2006. Pp. 77.
  54. a b c Daniel Marston. The Pacific War: From Pearl Harbor to Hiroshima. Osprey Publishing, 2011.
  55. Hilary Conroy, Harry Wray. Pearl Harbor Reexamined: Prologue to the Pacific War. University of Hawaii Press, 1990. P. 60.
  56. Dull 2007, p. 5.
  57. a b Asada 2006, pp. 275–276.
  58. John Whittam. Fascist Italy. Manchester, England, UK; New York, New York, USA: Manchester University Press. P. 165.
  59. Michael Brecher, Jonathan Wilkenfeld. Study of Crisis. University of Michigan Press, 1997. P. 109.
  60. Reynolds Mathewson Salerno. Vital Crossroads: Mediterranean Origins of the Second World War, 1935–1940. Cornell University, 2002. p 82–83.
  61. "French Army breaks a one-day strike and stands on guard against a land-hungry Italy", LIFE, 19 Dec 1938. pp. 23.
  62. *Rodogno, Davide. Fascism's European Empire: Italian Occupation During the Second World War. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2006. 46–48 pp. ISBN 978-0-521-84515-1.
  63. a b c d John Lukacs. The Last European War: September 1939-December 1941. P. 116.
  64. a b Jozo Tomasevich. War and Revolution in Yugoslavia, 1941–1945: Occupation and Collaboration. P. 30–31.
  65. Lowe & Marzari 2002, p. 289.
  66. a b McKercher & Legault 2001, p. 40–41.
  67. McKercher & Legault 2001, pp. 38–40.
  68. a b c McKercher & Legault 2001, p. 40.
  69. a b c McKercher & Legault 2001, p. 41.
  70. a b c d e f Neville Wylie. European Neutrals and Non-Belligerents during the Second World War. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 2002. Pp. 143.
  71. Neville Wylie. European Neutrals and Non-Belligerents during the Second World War. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 2002. Pp. 142=143.
  72. a b c d Aristotle A. Kallis. Fascist Ideology: Territory and Expansionism in Italy and Germany, 1922–1945. P. 175.
  73. Deist, Wilhelm; Klaus A. Maier et al. (1990). Germany and the Second World War. Oxford University Press. p. 78.
  74. a b Mussolini Unleashed, 1939–1941: Politics and Strategy in Fascist Italy's Last War. Pp. 284–285.
  75. Patricia Knight. Mussolini and Fascism. Pp. 103.
  76. a b Patricia Knight. Mussolini and Fascism. Routledge, 2003. P. 103.
  77. Davide Rodogno. Fascism's European Empire: Italian Occupation during the Second World War. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 2006. P. 30.
  78. Patrick Allitt. Catholic Converts: British and American Intellectuals Turn to Rome. Ithaca, New York, USA: Cornell University, 1997. P. 228.
  79. John Lukacs. The Last European War: September 1939-December 1941. Yale University Press, 2001. P. 364.
  80. a b Davide Rodogno. Fascism's European empire: Italian occupation during the Second World War. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 2006. Pp. 80–81.
  81. Davide Rodogno. Fascism's European Empire: Italian Occupation during the Second World War. Cambridge, England, UK: Cambridge University Press, 2006. P. 31.
  82. Peter Neville. Mussolini. Pp. 171.
  83. Peter Neville. Mussolini. P. 171.
  84. Peter Neville. Mussolini. P. 172.
  85. Shirer 1960, p. 1131.
  86. Montgomery 2002.
  87. Thailand and the Second World War
  88. Kirby 1979, p. 134.
  89. Kent Forster, "Finland's Foreign Policy 1940-1941: An Ongoing Historiographic Controversy," Scandinavian Studies (1979) 51#2 pp 109-123
  90. Kirby 1979, p. 120.
  91. Kirby 1979, pp. 120–121.
  92. Kirby 1979, p. 123.
  93. Seppinen 1983, p. [falta página].
  94. British Foreign Office Archive, 371/24809/461-556.
  95. Jokipii 1987.
  96. Dawidowicz, Lucy. The War Against the Jews, Bantam, 1986.p. 403
  97. Snyder 2010, p. 384.
  98. Timothy Snyder, "On Savagery: Spanish Holocaust under Francisco Franco", The New Republic
  99. Hitchcock 2009, p. 283.
  100. Hitchcock 2009, p. 297.
  101. Hitchcock 2009, p. 340.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes impressas

  • Asada, Sadao. From Mahan to Pearl Harbor: The Imperial Japanese Navy and the United States (em inglês). Annapolis: Naval Institute Press, 2006. ISBN 978-1-55750-042-7.
  • Bachelier, Christian. In: Azéma & Bédarida. L'armée française entre la victoire et la défaite (em francês). [S.l.]: Le Seuil, 2000. vol. 1.
  • Bowen, Wayne H.. Spaniards and Nazi Germany: Collaboration in the New Order (em inglês). Columbia, Missouri: University of Missouri Press, 2000. ISBN 978-0-8262-1300-6.
  • Hitchcock, William I.. Liberation: The Bitter Road to Freedom, Europe 1944–1945 (em inglês). London: Faber and Faber, 2009.
  • Brackman, Roman. The Secret File of Joseph Stalin: A Hidden Life (em inglês). London; Portland: Frank Cass, 2001. ISBN 978-0-7146-5050-0.
  • Leonard, Thomas M.; Bratzel, John F.. In: Thomas M.. Latin America During World War II (em inglês). Lanham Road, Maryland; Plymouth, England: Rowman & Littlefield, 2007. ISBN 978-0-7425-3740-8.
  • Churchill, Winston. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. ISBN 978-0-395-41056-1.
  • Cohen, Philip J.. Serbia's Secret War: Propaganda and the Deceit of History (em inglês). College Station, Tex: Texas A&M University Press, 1996. ISBN 978-0-89096-760-7.
  • Corvaja, Santi. Hitler & Mussolini: The Secret Meetings (em inglês). New York: Enigma, 2008.
  • Donaldson, Robert H; Nogee, Joseph L. In: Robert H. The Foreign Policy of Russia: Changing Systems, Enduring Interests (em inglês). Armonk, NY: M. E. Sharpe, 2005. ISBN 978-0-7656-1568-8.
  • Dull, Paul S. A Battle History of the Imperial Japanese Navy, 1941–1945 (em inglês). Annapolis: Naval Institute Press, 2007.
  • Hakim, Joy. A History of Us: War, Peace and all that Jazz (em inglês). New York: Oxford University Press, 1995. ISBN 978-0-19-509514-2.
  • Harrison, Mark. The Economics of World War II: Six Great Powers in International Comparison (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press, 2000. ISBN 978-0-521-78503-7.
  • Hill, Richard. Hitler Attacks Pearl Harbor: Why the United States Declared War on Germany (em inglês). Boulder, CO: Lynne Rienner, 2003.
  • Jabārah, Taysīr. Palestinian leader, Hajj Amin al-Husayni, Mufti of Jerusalem (em inglês). [S.l.]: Kingston Press, 1985. p. 183. ISBN 978-0-940670-10-5.
  • Jokipii, Mauno. Jatkosodan synty: tutkimuksia Saksan ja Suomen sotilaallisesta yhteistyöstä 1940-41 (em inglês). Helsinki: Otava, 1987. ISBN 978-951-1-08799-1.
  • Kaplan, Jeffrey. (1998). "Hitler's Priestess: Savitri Devi, the Hindu-Aryan Myth, and Occult Neo-Nazism" (em inglês). Nova Religio 2 (1): 148–149. University of California Press. DOI:10.1525/nr.1998.2.1.148. OCLC 361148795.
  • Kennedy-Pipe, Caroline. Stalin's Cold War: Soviet Strategies in Europe, 1943 to 1956 (em inglês). New York: Manchester University Press, 1995. ISBN 978-0-7190-4201-0.
  • Kershaw, Ian. Dez Decisões que Mudaram o Mundo (1940-1941). São Paulo: Companhia das Letras, 2008. ISBN 978-1-59420-123-3.
  • Kirby, D. G.. Finland in the Twentieth Century: A History and an Interpretation (em inglês). London: C. Hurst & Co, 1979. ISBN 978-0-905838-15-1.
  • Lebra, Joyce C. The Indian National Army and Japan (em inglês). Singapore: Institute of Southeast Asian Studies, 1970. ISBN 978-981-230-806-1.
  • Lewis, Daniel K.. The History of Argentina (em inglês). New York; Hampshire: Palgrave MacMillan, 2001.
  • Lidegaard, Bo. Dansk Udenrigspolitisk Historie, vol. 4 (em dinamarquês). Copenhagen: [s.n.], 2003. ISBN 978-87-7789-093-2.
  • Lowe, Cedric J.; Marzari, Frank. In: Cedric J.. Italian Foreign Policy, 1870–1940 (em inglês). London: Routledge, 2002.
  • McKercher, B. J. C.; Legault, Roch. In: B. J. C.. Military Planning and the Origins of the Second World War in Europe (em inglês). Westport, Connecticut: Greenwood Publishing Group, 2001.
  • Montgomery, John F.. Hungary: The Unwilling Satellite (em inglês). [S.l.]: Simon Publications, 2002.
  • Nekrich, Aleksandr Moiseevich; Ulam, Adam Bruno; Freeze, Gregory L.. In: Aleksandr Moiseevich. Pariahs, Partners, Predators: German-Soviet Relations, 1922–1941 (em inglês). [S.l.]: Columbia University Press, 1997. ISBN 0-231-10676-9.
  • Paxton, Robert O. In: J. P. Azéma & François Bédarida. La Collaboration d'État (em inglês). Paris: Éditions du Seuil, 1993.
  • Payne, Stanley G.. The Franco Regime, 1936–1975 (em inglês). Madison, Wisconsin: University of Wisconsin Press, 1987. ISBN 978-0-299-11074-1.
  • Payne, Stanley G.. Fascism in Spain, 1923–1977 (em inglês). Madison, Wisconsin: University of Wisconsin Press, 1999. ISBN 978-0-299-16564-2.
  • Potash, Robert A.. The Army And Politics in Argentina: 1928–1945; Yrigoyen to Perón (em inglês). Stanford: Stanford University Press, 1969.
  • Roberts, Geoffrey. Stalin's Wars: From World War to Cold War, 1939–1953 (em inglês). [S.l.]: Yale University Press, 2006. ISBN 0-300-11204-1.
  • Preston, Paul. Franco: A Biography (em inglês). New York: Basic Books, 1994. ISBN 978-0-465-02515-2.
  • Rodao, Florentino. Franco y el imperio japonés: imágenes y propaganda en tiempos de guerra (em espanhol). Barcelona: Plaza & Janés, 2002. ISBN 978-84-01-53054-8.
  • Rohr, Isabelle. The Spanish Right and the Jews, 1898–1945: Antisemitism and Opportunism (em inglês). Eastbourne, England; Portland, Oregon: Sussex Academic Press, 2007.
  • Sarner, Harvey. Rescue in Albania: One Hundred Percent of Jews in Albania Rescued from the Holocaust (em inglês). Cathedral City, California: Brunswick Press, 1997.
  • Senn, Alfred Erich. Lithuania 1940: Revolution From Above (em inglês). Amsterdam; New York: Rodopi Publishers, 2007. ISBN 978-90-420-2225-6.
  • Seppinen, Ilkka. Suomen ulkomaankaupan ehdot 1939–1940 (em <Língua não reconhecida>). Helsinki: Suomen historiallinen seura, 1983. ISBN 978-951-9254-48-7.
  • Shirer, William L.. Ascensão e Queda do Terceiro Reich. São Paulo: Agir, 2008. ISBN 978-0-671-62420-0.
  • Sinor, Denis. History of Hungary (em inglês). Woking; London: George Allen and Unwin, 1959.
  • Steinberg, David Joel. The Philippines: A Singular and A Plural Place (em inglês). Boulder Hill, Colorado; Oxford: Westview Press, 2000. ISBN 978-0-8133-3755-5.
  • Walters, Guy. Hunting Evil: The Nazi War Criminals Who Escaped and the Quest to Bring Them to Justice (em inglês). New York: Broadway Books, 2009.
  • Wettig, Gerhard. Stalin and the Cold War in Europe (em inglês). Landham, Md: Rowman & Littlefield, 2008. ISBN 978-0-7425-5542-6.
  • Wylie, Neville. European Neutrals and Non-Belligerents During the Second World War (em inglês). Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2002. ISBN 978-0-521-64358-0.

Fontes online

Ligações externas[editar | editar código-fonte]