Milícia Francesa

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Flag of the collaborationist French Militia.svg

A Milícia Francesa foi uma organização política e paramilitar da França, criada em 30 de janeiro de 1943 pelo governo de Vichy para lutar contra o « terrorismo », isto é, a resistência.

Perfil da organização[editar | editar código-fonte]

Cartaz de recrutamento

Suplementar da Gestapo e de outras forças alemãs, os milicianos participaram também das perseguições aos judeus, aos refratários do Serviço do Trabalho Obrigatório e a todos os oposicionistas visados pelo regime. A semelhança das demais ditaduras que mantiveram uma polícia política formada por elementos partidários, a Milícia de Vichy representava esse papel, além de ser uma força de manutenção da ordem.

Os seus chefes oficiais foram Pierre Laval e sobretudo Joseph Darnand, o secretário-geral e fundador do Serviço da Ordem Legionária, precursora da Milícia Francesa.

Organização do tipo fascista, ela se dizia um movimento revolucionário, mas não passou de um grupo antirrepublicano, anticomunista, antissemita, anticapitalista, nacionalista (até certo ponto, por seu colaboracionismo) e pró autoritarismo. Na realidade, os seus quadros eram compostos de fanáticos anticomunistas, simpatizantes do fascismo, antissemitas, desocupados, oportunistas e adeptos da violência.

Como os nazistas, os milicianos praticavam habitualmente a delação, a tortura, os sequestros e as execuções sumárias e arbitrárias. A prática sistemática da violência e os numerosos excessos, bem como o colaboracionismo, contribuíram para mantê-los minoritários no seio da população, nunca passando de 15.000 militantes.

A polícia política[editar | editar código-fonte]

Milicianos em 1944

A Milícia acabou por substituir as forças policiais e cooperou com a Gestapo, notadamente durante a perseguição e prisão dos judeus. Possuía uma tropa de choque, a Franc-Garde, que participou da sangrenta repressão aos maquis, grupos de resistentes à ocupação alemã, durante o inverno de 1943-1944.

A Lei de 20 de janeiro de 1944, já na fase final do domínio nazi, autorizou a Milícia a constituir corte marcial para julgamentos sumários, compostas de três juízes, todos milicianos, que de forma anônima pronunciavam condenações a morte, cumpridas imediatamente.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Pierre Giolitto, Histoire de la Milice, Éditions Librairie Académique Perrin, Paris, 2002 ;
  • Jean Delperrié de Bayac, Histoire de la Milice (1918-1945), Éditions Fayard, Paris 1995.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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