Índias Orientais Holandesas

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Nederlands-Indië
Hindia-Belanda

Índias Orientais Neerlandesas
Flag of the Dutch East Indies Company.svg
1800 – 1949 Flag of Indonesia.svg
 
Morning Star flag.svg

Bandeira de Índias Orientais Holandesas

Bandeira

Localização de Índias Orientais Holandesas
No território sob ocupação efetiva mostra-se em vermelho. Em laranja a Nova Guiné Neerlandesa.
Continente Ásia
País Indonésia
Capital Batávia
Língua oficial Neerlandês, Indonésio, Malaio
Religião Islão, Protestante
Governo Colônia
Período histórico Império Colonial Neerlandês
 • 1800 VOC
 • 8 de Março de 1949 Criação do estado da Indonésia

As Índias Orientais Neerlandesas (conhecidas popularmente por Índias Orientais Holandesas) foram a colónia fundada por neerlandeses da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais (ou VOC) e que abrangia todo o território da atual Indonésia.

Durante o século XIX, a hegemonia e as possessões neerlandesas foram expandidas, alcançando sua maior extensão territorial no início do século XX. Esta colônia que mais tarde formou-se a Indonésia moderna foi uma das colônias mais valiosas do Império Colonial Neerlandês,[1] e contribuiu para o destaque mundial dos Países Baixos na história e a colheita de dinheiro para o comércio do século XIX e XX.[2] A ordem social colonial foi baseada em rígidas estruturas raciais e sociais com a vida independente da elite neerlandesa, mas ligado a seus súditos nativos.[3] O termo "Indonésia" entrou em uso para a localização geográfica a partir de 1880. No início do século XX, intelectuais locais começaram a desenvolver o conceito da Indonésia como um Estado-nação, e definir o cenário para um movimento de independência.[4]

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XVI, exploradores (J. H. Van Linschoten em 1582 e as viagens de Cornelis de Houtman em 1592) prepararam o caminho para a viagem de Houtman a Bantam, o principal porto da Ilha de Java, em (1595-97), onde conseguiu uns pequenos lucros. A penetração neerlandesa nas Índias Orientais, que nessa época eram territórios de Portugal foi lenta e discreta.

A Companhia Neerlandesa das Índias Orientais, criada em 1602, concentrou os esforços comerciais neerlandeses sob um só comando e uma só política. Em 1605 barcos mercantes neerlandeses capturaram o forte português de Amboyna nas Molucas, que constituiu a primeira base da VOC, nome que deram os neerlandeses a sua companhia. A Trégua dos Doze Anos firmada em Antuérpia em 1609 deu início a um cessar-fogo entre Espanha (que controlava Portugal e seus territórios nessa época) e as Províncias Unidas. Nas Índias, a fundação de Batávia formou o centro de onde as empresas neerlandesas, mais mercantis que coloniais, pudessem ser coordenadas.

Pouco a pouco, os neerlandeses tomaram o controle dos portos das Índias Orientais: Malaca em 1641; Achem (Aceh) no antigo reino da Sumatra, 1667; Macassar, 1669 e por último Bantam em 1682. Ao mesmo tempo, as conexões nos portos da Índia proporcionou aos neerlandeses o algodão que se trocava por pimenta negra.

A grande fonte de riqueza nas Índias Orientais, foi o comércio dentro do arquipélago onde as especiarias adquiriam-se com prata originária da América, mais desejável no Oriente do que na Europa. Concentrando os monopólios nas especiarias, a política neerlandesa fortaleceu o monocultivo. Amboina dedicou-se ao cravo-da-índia, Timor ao sândalo, as ilhas da Banda à noz moscada e à pimenta. Esta política de monocultivo conectou as economias das ilhas a um sistema em que todas necessitavam das outras para satisfazer suas necessidades.

Índias Orientais Neerlandesas (ou Índias Orientais Holandesas) atual Indonésia.

Em 1700 um modelo colonial estabeleceu-se; a VOC cresceu até tornar-se em um estado dentro de um estado e ter um poder dominante dentro do arquipélago. Com o fim da companhia em 1799, e após o interregno britânico durante as Guerras napoleônicas, o goverrno dos Países Baixos retomou a administração até a independência da Indonésia em 1949 após a Revolução Nacional da Indonésia.

A capital das Índias Orientais Neerlandesas era a Batávia, agora conhecida como Jacarta.

Declarou sua independência dos Países Baixos em 17 de Agosto de 1945 porém só obteve seu reconhecimento em 27 de Dezembro de 1949.

Referências

  1. Jonathan Hart, Empires and Colonies, página 200. Acessado em 11 de janeiro de 2013.
  2. Anne Booth, et al., Indonesian Economic History in the Dutch Colonial Era (1990) ch 8
  3. R.B. Cribb and A. Kahin, Historical dictionary of Indonesia (Scarecrow Press, 2004) p 118
  4. Robert Elson, The idea of Indonesia: A history (2008) pp 1-12

Ver também[editar | editar código-fonte]