República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos
| Republiek der Zeven Verenigde Nederlanden República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos |
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República |
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| Províncias e Dependências | |||||
| Continente | Europa | ||||
| País | Países Baixos | ||||
| Capital | Não especificada, de facto Haia (sede do parlamento federal) | ||||
| Língua oficial | Neerlandês (documentos oficiais) e frísio (regional não oficial) | ||||
| Religião | Calvinismo | ||||
| Governo | Confederação República |
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| Período histórico | Idade Moderna | ||||
| • 1579 | Fundação | ||||
| • 1795 | Dissolução | ||||
A república das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos (neerlandês: Republiek der Zeven Verenigde Nederlanden; Latim: Belgica Foederata), ou república Unida dos Países Baixos ou mais simplificadamente as Províncias Unidas, foi um Estado europeu, antecessor dos actuais Países Baixos, também conhecido como Holanda, que existiu entre 1579 e 1795, agrupando as sete províncias do norte dos Países Baixos (Frísia, Groningen, Güeldres, Holanda, Overijssel, Utrecht e Zelândia). A república foi fundada pela união de Utrecht (1579) e sobreviveu até a sua transformação em república Batava na sequência da ocupação francesa de 1795.
Índice |
[editar] Origem
Durante o governo de Maxiliano I, teve início uma revolta em algumas cidades do sul da região dos Países Baixos. A revolta intensivou-se e estendeu-se para o norte da região durante o governo de seu bisneto Filipe II. Este respondeu com a ocupação da parte sul da região dos Países Baixos (Bélgica e Luxemburgo contemporâneos e partes da França e da Alemanha) e de algumas cidades da parte norte da região (Países Baixos do Norte). As províncias dos Países Baixos do Norte formaram uma confederação e os rebeldes Norte-Neerlandeses continuaram a revolta. Após terem tentado dois regentes para a confederação, os representantes das províncias decidiram, em 1588, prosseguir por conta própria com o poder nas mãos dos Estados Gerais e dos Estados Provinciais. A união das províncias, intitulada república das Províncias Unidas ou república Neerlandesa, foi constituída por Johan van Oldenbarnevelt. Após a morte de Van Oldenbarnevelt, o principal dirigente da república foi Johan de Witt.
[editar] Ascensão
Com a queda de Antuérpia, muitos comerciantes Sul-Neerlandeses estabeleceram-se em Amsterdão, que passou a ocupar o posto de principal centro económico europeu. Ademais, a república Unida dos Países Baixos recebeu imigrantes huguenotes franceses, alemães e judeus fugindo da inquisição em Portugal. Com os contactos comerciais dos imigrantes e a fundação de duas multinacionais (companhia Neerlandesa das Índias Orientais e companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais), o comércio da desta expandiu-se para outros países da Europa e para outros continentes (África, Ásia e América). A frota da república, sob o comando de Michiel de Ruyter, passou a dominar os mares. Durante este período, denominado como "século de ouro", a arquitetura, literatura, ciências e as artes neerlandesas floresceram.
[editar] Declínio
A partir da primeira metade do século XVIII, teve início o declínio da república Unida dos Países Baixos. Leis mercantis da Grã-Bretanha e da França e as Guerras Anglo-Holandesas contribuíram para o declínio. Com a mortes de De Witt e de De Ruyter, a república Neerlandesa perdeu sua hegemonia marítima e, com ascensão de Inglaterra, Amsterdão perdeu a sua posição de principal centro económico europeu. Em 1795, a república teve seu território ocupado pela França, sendo substituída pela república Batava.
[editar] Bibliografia
- Jonathan Israel. The Dutch Republic: Its Rise, Greatness, and Fall 1477-1806, Oxford University Press, New York 1995, ISBN 0-19-873072-1.