Companhia Neerlandesa das Índias Orientais

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Bandeira da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais
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A Companhia Neerlandesa das Índias Orientais foi uma companhia majestática formada por neerlandeses, em 1602, com o nome formal de Companhia Unida das Índias Orientais, ou "Vereenigde Oost-Indische Compagnie", em neerlandês, com a sigla VOC - dois anos depois da formação da Companhia Inglesa das Índias Orientais – com o objectivo de tentar excluir os competidores europeus daquela importante rota comercial.

Império colonial Holandês com as possessões da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais a verde claro.
Império colonial Holandês com as possessões da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais a verde claro.

A sede era em Amesterdã, onde se cria em 1609 o Banco de Amesterdã para apoiar o comércio colonial, fonte de metais preciosos. É na dinâmica financeira desta companhia neerlandesa que surgirá o conceito actual de acções (aktien) por via da divisão, em 1610, do seu capital em quotas iguais e transferíveis. Tornar-se-á, contudo, devido aos bons resultados, cada vez mais um organismo estatizado, com autoridade militar e poder bélico para administrar ou impor os seus direitos e pretensões nos mares. Os impostos sobre as mercadorias e as rendas encherão os cofres do Estado neerlandês.

Edifício principal de VOC em Amsterdão
Edifício principal de VOC em Amsterdão

Em 1605 mercadores neerlandeses armados da VOC capturaram o forte português de Amboyna (ou Ambon), nas ilhas Molucas, em 1619, invadiram Jayakarta, que renomearam Batavia (o nome latino dos Países Baixos) e transformaram em sua capital e, em 1682, tomaram Bantam, que era o último porto importante ainda em mãos dos nativos. A partir dessa altura, a colónia das "Índias Orientais Neerlandesas”, actual Indonésia, passou a ser administrada pela VOC, até à sua liquidação em 1799. Concentrando o seu monopólio nas especiarias, os neerlandeses encorajaram a monocultura: Amboyna para o cravinho, Timor para o sândalo e as Bandas para a noz moscada.

Em 1609, o explorador inglês Henry Hudson, ao serviço da VOC, tentou uma passagem para as “Índias” pelo noroeste e acabou descobrindo regiões da América do Norte, dando o seu nome ao Rio Hudson e Baía de Hudson e proclamando as terras circundantes propriedade da VOC. Depois de algumas expedições, a primeira colónia foi fundada em 1615: Fort Nassau, em Castle Island, perto da actual cidade de Albany, capital do estado de Nova Iorque.

Em 1652, Jan van Riebeeck, também da VOC, fundou a Cidade do Cabo; mais tarde, toda a região tornou-se uma colónia neerlandesa.

Em 1669, a VOC era a mais rica companhia privada do mundo, com mais de 150 navios mercantes, 40 vasos de guerra, 50 000 funcionários, um exército privado de 10 000 soldados e uma distribuição de dividendos de 40%. Depois da Quarta Guerra Anglo-neerlandesa (1780-1784), a VOC começou a ter problemas financeiros e foi liquidada em 1799. No Congresso de Viena, em 1815, as Índias Orientais Neerlandesas foram oficialmente transferidas para a coroa neerlandesa.

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