Tóquio

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Província de Tóquio
(
Governo Metropolitano de Tóquio (東京都))
Mapa
Mapa do Japão com Tóquio destacado
Informação
Capital Shinjuku (bairro)
Região Kanto
Ilha Honshu
Área 2 187,08 km² (45.º)
 - % água 1,0%
População (1 de outubro de 2003)
 - Total 12 790 000[1] (8 653 000 nos 23 distritos) (1.º)
 - Densidade populacional 5 520 hab/km²
Distritos 1
Municípios 62
ISO 3166-2 JP-13
Website Governo Metropolitano de Tóquio
Símbolos
Flor Flor de cerejeira Yoshino
Árvore Ginkgo (Ginkgo biloba)
Ave Guincho
(Larus ridibundus)

Tóquio (em japonês 東京, transl. Tōkyō, literalmente "capital do leste") é a capital e uma das 47 províncias do Japão[2]. Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Tóquio possui 12 064 101 habitantes, cerca de 10% da população do país, e a sua área metropolitana possui mais de 31,2 milhões de habitantes, o que torna Tóquio a maior área urbana do mundo. Tóquio é famosa pela Torre de Tóquio. Foi fundada em 1457, com o nome de Edo ou Yedo. Tornou-se a capital do império em 1868 com a actual designação. Sofreu grande destruição duas vezes; uma em 1923, quando foi atingida por um terremoto; e outra em 1944 e 1945, quando bombardeios americanos destruíram grande parte da cidade e mataram mais de 150 mil pessoas.

Embora Tóquio seja considerada uma das cidades mais importantes, movimentadas e densamente habitadas do mundo, ela não é, tecnicamente, uma cidade. Não há no Japão uma cidade chamada "Tóquio". Na verdade, Tóquio é designada como uma metrópole (都 - to), similar a uma prefeitura do Japão (県 - ken), e é constituída de 23 bairros (区 - ku), 26 cidades primárias (市 - shi), cinco cidades secundárias (町 - cho ou machi) e oito vilas diferentes (村 - son ou mura). Cada uma delas possui um governo que opera no nível regional. Também fazem parte de Tóquio pequenas ilhas no Oceano Pacífico, localizadas a mais de mil quilômetros sul, nos subtrópicos. Tóquio é uma das 47 províncias do Japão.

Mais de oito milhões de pessoas vivem dentro dos 23 distritos autônomos que constituem a parte central de Tóquio. Estes 23 distritos definem a "Cidade de Tóquio", na opinião da maioria dos especialistas e outras pessoas, possuindo 8 340 000 habitantes. A população de Tóquio aumenta em 2,5 milhões ao longo do dia, devido aos estudantes e trabalhadores de prefeituras vizinhas, que vão à Tóquio para estudar e trabalhar. A população total dos bairros de Chiyoda, Chuo e Minato, que compõem a região central de Tóquio, e onde está localizado o principal centro financeiro do país, é de menos de 300 mil habitantes; porém, mais de dois milhões de pessoas trabalham na região.

Tóquio é o principal centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão. Assim sendo, Tóquio possui a maior concentração de sedes de empresas comerciais, instituições de ensino superior, teatros e outros estabelecimentos comerciais e culturais do país. Tóquio também possui um sistema de transporte público altamente desenvolvido, com numerosas linhas de trens, metrô e de ônibus, bem como o Aeroporto Internacional de Tóquio.

Índice

[editar] História

Este artigo contém texto em japonês.
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Pintura do século XVII, ilustrando o Castelo de Edo (atual Palácio Imperial do Japão) e seus arredores.

Apesar que desde tempos antigos existiam pequenas populações e templos nas colinas cercando a Baía de Tóquio, se considera que a fundação formal de Tóquio foi em 1457, quando um membro do clã Uesugi, Ōta Dōkan construiu o Castelo Edo (江戸城 Edo-jō); assim a área que rodeava o castelo começou a se chamar Edo (江戸, literalmente "estuário"). Shogunato Tokugawa, que havia tomado o castelo em 1590 e que tenha o controle quase absoluto do Japão, estabeleceu seu governo em Edo, em 1603, isso que deu inicio ao Período Edo na história japonesa. A nobreza, junto com o Imperador do Japão, permaneceram em Kioto, que seguiu sendo a capital oficial, porém apenas de maneira protocolar.

Edo sofreu inumeráveis desastres, entre os que se encontram centenas de incêndios, destacando-se o Grande Incêndio de Edo (Edo Taika) de 1657, onde morreram aproximadamente cem mil pessoas. A razão dos constantes incêndios era que todas as casas de Edo eram machiya ou casas urbanas de madeira. Outros desastres que sofreu Edo foram à erupção do Monte Fuji em 1707, o Terremoto do Grande Edo em 1855 e outros terremotos menores em 1703, 1782 e 1812.

Em 1853, o comandante americano Matthew Perry desembarcou na Baía de Tóquio, à frente de uma frota de quatro navios de guerra, como um enviado do governo americano, com a missão de instituir relações diplomáticas e comerciais entre o Japão e os Estados Unidos. Perry voltou a Tóquio no ano seguinte, em 1854, à frente de uma frota maior do que a anterior, e assinou um tratado diplomático entre os líderes de governo do Japão. No ano seguinte, o Japão assinaria tratados de cunho diplomático com outros países da Europa, marcando o início da influência da cultura ocidental em todo o país.

Aos fins de 1868, como o caso do shogunato em todo m Japão e o inicio da Restauração Meiji, o Imperador se mudou ao Castelo Edo, convertendo no Palácio Imperial do Japão e estabeleceu a mesma alteração de nome de Edo para Tóquio, "a capital do leste". No entanto, o Imperador não deixou estabelecido de maneira legal que Tóquio era a nova capital do Japão, pelo que se crê popularmente que Kioto seria a capital oficial ou co-capital do país. Em 1871 aboliram-se os han ou feudos, e formalmente criaram-se as prefeituras, entre elas a Prefeitura de Tóquio; e ao ano seguinte a prefeitura expandiu-se ha área ocupada pelos 23 Barrios Especiais que atualmente possui.

Templos religiosos típicos fazem parte da cidade desde seus primórdios.

Apartir de 1872, começou a construir-se a primeira linha de metropolitano e entre 1885 e 1925 construiu-se a Linha Yamanote, linha de metropolitano urbano que é a mais importante de Tóquio na atualidade. Em 1889 estabeleceu-se a Cidade de Tóquio (東京市 Tōkyō-shi) com 15 bairros, logo em 1893 os distritos de Tama que uniram-se a prefeitura. Em 1914 inaugurou-se a Estação de Tóquio e em 1927 inaugurou o primeiro metrô subterrâneo na Linha Cinza.

O Grande terremoto de Kanto golpeou Tóquio em 1923, com um saldo de aproximadamente 143.000 pessoas mortas. Depois da tragedia iniciou-se um plano de reconstrução que não pode ser completado devido a seu alto custo. Tóquio foi lentamente reconstruída ao longo dos próximos 15 anos. Neste período, bairros vizinhos a Tóquio começaram a desenvolver-se. Em 1932, outros distritos, cidades e vilas vizinhas foram anexadas a Tóquio, formando o seu atual limite municipal. Já durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, o governo japonês decidiu instituir a Província Metropolitana de Tóquio. Apesar disto, a cidade continuou seu desenvolvimento até o começo da Segunda Guerra Mundial. Em 1936 inaugurou-se o edifício da Kokkai (Dieta do Japão); também nesse mesmo ano ocorreu o Incidente de 26 de fevereiro, no que 1.500 oficiais do exército japonês ocuparam o edifício da Kokkai, o Kantei (Residência do Primeiro Ministro) e outros lugares de Tóquio numa intenção de golpe de Estado, que foi sufocado três dias depois.

Em 1943 a prefeitura e a cidade de Tóquio uniram para formar a Metrópole de Tóquio (Tōkyō-to), também conhecida simplesmente como Tóquio, que nesse momento consistia em 35 Bairros. A partir desta iniciativa não existe uma cidade no Japão que se chame Tóquio.

Tóquio depois de intenso bombardeio realizado pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Tóquio foi intensamente bombardeada a partir de 1942 até 1945. A causa disto, em 1945 a população de Tóquio era a metade que em 1940. Os bombardeios mais pesados atingiram Tóquio em 1944 e 1945, destruindo aproximadamente um terço da cidade, e matando aproximadamente 150 mil pessoas. Milhões de pessoas decidiram abandonar Tóquio. Esta tinha cerca de 7,3 milhões de habitantes em 1940; no final da guerra, a população havia caído pela metade, para cerca de 3,5 milhões. Ao terminar a guerra, em setembro de 1945, Tóquio foi ocupada militarmente e passou a ser governada pelas Forças Aliadas. O general Douglas MacArthur estabeleceu os quartéis da ocupação no que atualmente é o edifício DN Tower 21 (anteriormente conhecido como Dai-Ichi Seimei), em frente ao Palácio Imperial. Na segunda metade do século XX, Estados Unidos aproveitou Tóquio como um centro importante de logística durante as guerras da Coréia e Vietnam. Na atualidade, onde permanecem sobe controle estadunidense a Base Aérea de Yokota e algumas poucas instalações militares menores.

Bandeira de Tóquio
O símbolo metropolitano, um dos dois emblemas oficias de Tóquio.

Tóquio foi novamente reconstruída após o fim da guerra. Porém, esta reconstrução foi desorganizada. Prédios e vias públicas foram simplesmente construídas onde havia espaço. Poucos anos após o fim da guerra, Tóquio novamente vibrava como um centro comercial, e sua população começou a crescer novamente. Em 1947 Tóquio foi reestruturada com a redução de 35 para 23 bairros. Tóquio experimentou o chamado "milagre econômico" durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1954 criou-se a segunda linha de metrô com a Linha Marunouchi e em 1961 com a Linha Hibiya.

Em um espaço de 15 anos, a população de Tóquio triplicara, chegando a nove milhões em 1960. Este rápido crescimento eventualmente tornou a Região Metropolitana de Tóquio a área urbana mais habitada do mundo. Em 1958 construiu-se a Torre de Tóquio e em 1964 inaugurou-se a primeira linha de Shinkansen (Tokaido Shinkansen), coincidindo com a celebração dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Esta prosperidade transformou um país devastado pela guerra na segunda economia do mundo em menos de 20 anos. Durante este período, o governo japonês deu prioridade para a Infra-estrutura e indústrias de manufatura. Como resultado, Japão dominou um amplo ranking de indústrias como a do aço, a automobilística, de semicondutores e eletrodomésticos.

Em 1966, um plano diretor foi instituído em Tóquio, com o objetivo de minimizar vários de seus problemas. Sistemas de metrô e de trens foram expandidos, leis contra indústrias poluidoras foram instituídas e melhorou-se o sistema de saneamento básico. Muitos arranha-céus foram construídos neste período. Para tentar reduzir a superpopulação da região, o governo japonês incentivou a construção de novas cidades suburbanas, em torno de Tóquio.

Nos anos seguintes Tóquio cresceu em extensão; foram devolvidas ao Japão as ilhas Ogasawara em 1968 e a Base Aérea de Tachikawa em 1977. Durante a década de 1970 houve uma migração masiça que fazia as cidades, e seguiam a Tokio em especial. Em 1978 inaugurou-se o Aeroporto Internacional de Narita, que prestou apoio para o Aeroporto Internacional de Tóquio, o qual serviria principalmente a voos nacionais. A grande população em Toquio (que se convirteu na cidade mais povoada do mundo em 1965) derivou em um burbuja económica que se iniciou en 1986 e explodiu em 1990, causando uma recessão durante toda essa década, chamada também a A década perdida (失われた10年 Ushinawareta Jūnen?).

Tóquio atualmente.

Na década de 1990, o problema da poluição atmosférica havia sido minimizado, e os principais objetivos do plano diretor haviam sido alcançados. Porém, continuam a ser grandes problemas em Tóquio a altíssima densidade populacional e o alto valor do terreno, na região.

Em 20 de março de 1995 a cidade concentrou a atenção dos meios internacionais sobre o atentado terrorista do culto Aum Shinrikyo no sistema de trens subterrâneos de Tóquio. Nele morreram doze pessoas e milhares foram afetadas pelo gás nervoso Sarín.

Apesar disso, Tóquio continuou crescendo; em 1991 construiu-se o Tōchō ou Tóquio City Hall e em 1993 inaugurou-se a Rainbow Bridge sobre a Baía de Tóquio. Isto, contudo fez que Tóquio fosse uma das cidades mais dinâmicas do planeta com um amplo ganho de atividades sociais e econômicas, em conjunto com o boom de inversões a finais do século XX, provavelmente a maior que se tem conhecido na história. Como resultado, a cidade conta com maior quantidade de edifícios modernos que Londres ou Nova Iorque. Também em Tóquio se têm executado projetos para ganhar terras ao mar. Aonde esta prática realiza-se desde vários séculos, na atualidade executa-se em grande escala; entre estas áreas sobressai Odaiba. Outros projetos urbanos recentes incluem o Jardim de Ebisu, a ilha Tennozu, o Shiodome, Roppongi Hills e Shinagawa.

[editar] Geografia

[editar] Localização geográfica

Imagem de satélite de Tóquio.

Tóquio está localizada na margem noroeste da Baía de Tóquio. Limita-se com a província de Chiba a leste, Yamanashi a oeste, Kanagawa ao sul e Saitama ao norte. Fazem também parte de Tóquio ilhas que estão espalhadas no Oceano Pacífico. A mais distante delas estão a mil quilômetros de Tóquio.

[editar] Região metropolitana

Tóquio é o centro da maior região metropolitana do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta é de 33 418 366 habitantes (dado de 2000), e sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².

Na atualidade, Tóquio é um dos mais importantes centros urbanos do planeta. É um dos principais centros financeiros e a capital política do Japão. A cidade tem menos arranha-céus em comparação com outras cidades da sua magnitude, principalmente devido ao risco de terremotos. É por isso que a maior parte dos seus edifícios não tem mais de 10 andares. Tóquio é também tem o segundo sistema metropolitano mais complexo do mundo depois Paris.

Norte: Saitama
Oeste: Kofu Tóquio Leste: Chiba, Narita
Sul: Yokohama, Kawasaki

[editar] Clima

Tóquio possui um clima temperado [3], com uma umidade relativa do ar de 63%. Aproximadamente 45% do anos são de dias chuvosos, e 40% de dias nublados, 10% de bom tempo, e no resto dos dias com neve. A temperatura média no inverno é de 4 °C, com ocasional queda de neve, e no verão é de 24 °C. A temperatura média anual é 14,7 °C. A precipitação anual é geralmente sob a forma de chuva e chega a 152 centímetros anuais. As maiores chuvas registradas em um dia foi, em 2003, com 171 mm. A média 1.894 horas de sol por ano.

[editar] O aquecimento global

Tóquio tem adotado uma medida de redução de gases estufa. O governador Shintaro Ishihara pôs em prática um sistema com o objetivo de reduzir em 25 por cento o nível de emissões de gases em 2020 a partir de 2000[4].

[editar] Administração

Tóquio atualmente. Áreas pintadas em amarelo sinalizam os 23 bairros de Tóquio, e áreas pintadas em verde sinalizam cidades e vilas que também fazem parte de Tóquio.

Tóquio não é tecnicamente uma cidade, mas sim, uma das 47 províncias do Japão. Ela está dividida em 23 bairros e 39 cidades e vilas diferentes. Cada uma delas possuem poderes municipais, cada uma delas com seus próprios prefeitos e assembléias municipais. Porém, deve-se notar que o governo provincial de Tóquio limita os poderes destes governos locais. Este governo cria leis que valem para todas os distritos e cidades de Tóquio e têm o poder de anular quaisquer leis aprovadas por um dessas subdivisões regionais.

O governo provincial também é responsável pelo fornecimento de cobertura policial na cidade, embora outros serviços públicos sejam de responsabilidade regional, tal como os sistemas de saneamento básico, por exemplo. Cada uma dessas subdivisões regionais também é obrigada a fornecer estes serviços públicos.

Os habitantes de Tóquio elegem um governador para mandatos de quatro anos de duração. Leis provinciais são discutidas e aprovadas por uma Assembléia Metropolitana. Seus 127 membros são eleitos pela população da província para mandatos de quatro anos de duração. Cada distrito, cidade ou vila que faz parte da província de Tóquio possui ao menos um representante na assembléia.

Um dos métodos arrecadação de fundos dá-se através de impostos de propriedade. Cada distrito, cidade ou vila pode criar impostos locais para a manuntenção dos serviços realizados por tais subdivisões provinciais. Elas também recebem verbas da província de Tóquio, que, por sua vez, recebe verbas diretamente do governo de Tóquio.

[editar] Símbolos provinciais

O Governo Metropolitano de Tóquio usa um desenho de uma folha de gingko em muros, ônibus do sistema público de transporte e em outras facilidades que são de propriedade (ou operadas pelo) do Governo Metropolitano de Tóquio.

[editar] Cidades-irmãs

Tóquio tem também 11 cidades irmãs que são:[5]

[editar] Demografia

Crescimento Populacional de Tóquio (23 distritos)
Ano Habitantes
1872 595 900
1877 796 800
1881 823 600
1884 914 300
1887 1 121 900
1891 1 268 900
1898 1 440 100
1904 1 818 700
1908 2 186 100
1914 2 050 100
1920 2 173 201
1925 1 995 567
1930 2 070 913
1935 5 875 667
Ano Habitantes
1940 7 322 688
1947 4 177 548
1950 5 385 071
1955 6 969 104
1960 8 310 027
1965 8 893 094
1970 8 840 942
1975 8 646 520
1980 8 351 893
1985 8 354 615
1990 8 163 573
1995 7 967 614
2000 8 134 688
2005 8 336 611

Tóquio possui mais postos de trabalho e locais de recreação cultural do que qualquer outra cidade do Japão, atraindo muitas pessoas do resto do país (especialmente jovens). Sua densidade populacional é extremamente alta, de 14 mil pessoas por quilômetro quadrado, quase duas vezes mais que Nova Iorque.

97% da imensa população da província são descendentes de japoneses. Os dois maiores grupos étnicos minoritários de Tóquio são chineses e coreanos, cada uma responsável por menos de 1% da população da província.


A religião em Tóquio mostra padrões semelhantes ao do resto do país, onde convivem o Budismo, o Xintoísmo e religiões. Existe um sincretismo constante, onde é comum que as pessoas integrar duas ou mais religiões na sua prática diária. Dos mais de nove mil organizações religiosas na prefeitura, é de 38% Budistas, 21% é Xintoísmo, e cristianismo detém 13%.[6]

[editar] Residenciamento

Vista panorâmica de Shinjuku. Ao fundo, pode ser visto o Monte Fuji.

A imensa população de Tóquio cria uma altíssima demanda por residências. No passado, a maioria dos habitantes da província vivia em casas de um ou dois andares, feitas de madeira, cada uma com seu próprio jardim, quintal e capela religiosa. À medida que a população de Tóquio foi crescendo, tais casas foram demolidas, e no seu lugar, edifícios de apartamentos foram construídos.

Mesmo assim, a procura por residências continuou a ser mais alta do que a oferta, aumentando preços do terreno e do aluguel - especialmente dentro dos 23 distritos da província. Como resultado, a partir da década de 1970, mais pessoas abandonaram a região dos 23 distritos, mudando-se para Tama (parte da província de Tóquio), ou mesmo para outras cidades vizinhas mais distantes. Em Tama, o governo provincial de Tóquio criou um projeto de residenciamento barato, para famílias de baixa renda. Porém, estas residências estão localizadas muito longe dos principais centros comerciais e industriais, e muitos destes trabalhadores de baixa renda são obrigados a usar o transporte público, e passam por vezes mais de quatro horas somente dentro de algum meio de transporte público.

Shinjuku à noite.

[editar] População

Por área (dados de 1 de outubro de 2003)

  • Tóquio: 12,36 milhões (população fixa)
  • Tóquio: 14,667 milhões (de dia, quando pessoas de outras cidades vizinhas vêm à Toquio a trabalho ou a estudo)
  • 23 distritos: 8,34 milhões
  • Região urbana de Tama: 4 milhões
  • Ilhas do Pacífico: 27 mil

Por idade (dados de 1 de janeiro de 2003):

  • Pré-adolescentes: (0 - 14 anos de idade) 1,433 milhão (12%)
  • Pessoas em idade de trabalho (15-64): 8,507 milhões (71,4%)
  • Idosos (65+): 2,057 milhões (16,6%)
Composição por idades[7]

População estimada em 1 de outubro de 2003
Total [em milhares de pessoas]

Categoria População
0 - 4 anos Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.png 490
5 - 9 Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 473
10 - 14 Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g03.png 513
15 - 19 Imagem:g50.pngImagem:g10.pngImagem:g01.png 651
20 - 24 Imagem:g50.pngImagem:g30.pngImagem:g01.png 860
25 - 29 Imagem:g50.pngImagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 1.045
30 - 34 Imagem:g100.pngImagem:g05.pngImagem:g01.png 1.116
35 - 39 Imagem:g50.pngImagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g01.png 968
40 - 44 Imagem:g50.pngImagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.png 800
45 - 49 Imagem:g50.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 710
50 - 54 Imagem:g50.pngImagem:g30.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 871
55 - 59 Imagem:g50.pngImagem:g30.pngImagem:g01.png 858
60 - 64 Imagem:g50.pngImagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g05.png 794
65 - 69 Imagem:g50.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.png 699
70 - 74 Imagem:g50.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 569
75 - 79 Imagem:g30.pngImagem:g05.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 417
Acima de 80 anos Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g05.png 476

Quantidade da população na categoria de idade de 5 anos
População estimada em 1 de outubro de 2003
Comparação entre homens e mulheres [em milhares de pessoas]

Homens Categoria Mulheres
251 Imagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g03.png 0 - 4 anos Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r01.pngImagem:r01.png 239
242 Imagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 5 - 9 Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r01.png 231
260 Imagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 10 - 14 Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 253
334 Imagem:g30.pngImagem:g01.png 15 - 19 Imagem:r30.png 317
446 Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 20 - 24 Imagem:r30.pngImagem:r05.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 414
545 Imagem:g50.pngImagem:g01.png 25 - 29 Imagem:r30.pngImagem:r10.pngImagem:r05.pngImagem:r01.pngImagem:r01.png 500
573 Imagem:g50.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 30 - 34 Imagem:r50.pngImagem:r01.png 543
504 Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 35 - 39 Imagem:r30.pngImagem:r10.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 464
415 Imagem:g30.pngImagem:g05.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 40 - 44 Imagem:r30.pngImagem:r05.pngImagem:r01.png 385
364 Imagem:g30.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 45 - 49 Imagem:r30.pngImagem:r01.pngImagem:r01.png 346
442 Imagem:g30.pngImagem:g10.pngImagem:g01.png 50 - 54 Imagem:r30.pngImagem:r10.png 429
426 Imagem:g30.pngImagem:g10.png 55 - 59 Imagem:r30.pngImagem:r10.pngImagem:r01.png 432
383 Imagem:g30.pngImagem:g05.pngImagem:g01.png 60 - 64 Imagem:r30.pngImagem:r05.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 411
330 Imagem:g30.pngImagem:g01.png 65 - 69 Imagem:r30.pngImagem:r05.png 369
261 Imagem:g10.pngImagem:g10.pngImagem:g03.pngImagem:g01.png 70 - 74 Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r05.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 308
180 Imagem:g10.pngImagem:g05.pngImagem:g01.pngImagem:g01.png 75 - 79 Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r01.pngImagem:r01.png 237
163 Imagem:g10.pngImagem:g05.png Acima de 80 anos Imagem:r10.pngImagem:r10.pngImagem:r05.pngImagem:r03.pngImagem:r01.png 313


Por nacionalidade

[editar] Justiça

[editar] Polícia

Posto policial em Kanda.

A polícia em Tóquio é administrada pelo Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio, o qual se encarrega de manter a ordem cidadã dentro de toda a metrópole, resguardando a segurança de 12 milhões de pessoas por dia. Cabe à instituição a tarefa de zelar pela paz e manter a ordem dentro da cidade, além de atuar preventivamente em caso de desastres naturais, como tufões e terremotos, os quais são muito freqüentes no Japão.

Em toda a área comercial e residencial de Tóquio, as forças policiais possuem 101 estações de polícia repartidas pelos 23 bairros de Tóquio, contando com uma força uniformizada de 42.101 pessoas.

O Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio dispõe dos seguintes recursos:[8]

  • 42.101 oficiais uniformizados
  • 2.861 civis, que trabalham em escritórios e dependências
  • 943 postos (koban)
  • 251 postos residenciais
  • 1.103 carros de patrulhas de polícia
  • 951 motocicletas
  • 26 botes e lanchas de polícia
  • 14 helicópteros patrulheiros
  • 33 cachorros policiais adestrados
  • 16 cavalos

[editar] Acidentes de trânsito

No ano de 2004, a frota de veículos estimada pelo Departamento Metropolitano de Polícia na cidade foi de 4.656.111 automóveis. Devido a este grade número, foram registrados 91.380 acidentes, com 105.073 vítimas com lesões de diversas considerações e apenas 413 mortes[9].

Os acidentes registrados foram provocados com uma maior freqüência entre as 8h e as 10h da manhã e das 14h às 18h, independentemente do dia da semana.[10]

[editar] Economia

Tóquio tem a maior economia em uma cidade no mundo, com um produto interno bruto de 1.315 bilhões de dólares, que a transformam na oitava potencia econômica do mundo. Possui um grande centro internacional de finanças, escritórios centrais de diversas companhias, bancos e seguradoras, e vários pontos de conexão de companhias de transporte, publicações e difusão do Japão.

Tóquio é o principal centro financeiro da Ásia. A Bolsa de Valores de Tóquio é uma das mais dinâmicas do mundo. A maioria das instituições financeiras do país, e também multinacionais, tem sua sede em Tóquio, tanto é, que em 2008 verificou-se que das empresas cotadas na Global 500 47 são baseados em Tóquio, quase duas vezes maior do que o terceiro colocado cidade (Paris)[11].

Muitas das maiores companhias de eletrônica do Japão fabricam seus produtos em Tóquio, que em sua maioria exportam-se para outros países. Entre elas, destacam a Sony, Toshiba e Hitachi. A imprensa também é uma das principais indústrias da cidade. A maioria das empresas de imprensa e publicação do Japão estam radicadas em Tóquio, assim como a maior parte das revistas e periódicos publicados na prefeitura. Outras indústrias importantes são a petroquímica, fabricação de automóveis, madeireira e telefones movéis. Outros grandes centros industriais localizados na região metropolitana de Tóquio são Yokohama e Kawasaki, ambas grandes produtoras de navios, produtos petroquímicos, automóveis e produtos do ferro e do aço.

Durante o crescimento centralizado da economia japonesa depois da Segunda Guerra Mundial, muitas companhias moveram seus escritórios centrais de cidades como Osaka, que é a capital histórica do comércio, para Tóquio, numa intenção de obter um melhor acesso ao governo. Esta tendência começou lentamente a fazer crescer a população em Tóquio, junto com o custo de vida para se viver na capital.

Durante catorze anos seguidos, Tóquio foi eleita pela "Economist Intelligence Unit" como a cidade mais cara (ou de custo de vida mais alto) no mundo, tudo isso num período que terminava em 2006[12].

[editar] Turismo

Torre de Tóquio à noite, uma das principais atrações da capital japonesa.

O turismo é uma das principais fontes de renda de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como a parada dos bombeiros de Tóquio[13], em 6 de janeiro, ou o Festival de Sanja, na terceira semana de maio[14].

Por ser um dos principais pontos históricos e culturais do Japão, a prefeitura de Tóquio recebe mais da metade dos turistas internacionais que chegam ao país, (cerca de 58,3 %). Anualmente, 2,6 milhões de pessoas que visitam Tóquio[15], , representando um ingresso anual de dois bilhões de dólares. Este intenso fluxo de turistas torna-a a sexta cidade mais visitada do mundo, atrás de Londres, Paris, Nova Iorque, Hong Kong e Singapura. Por ser a principal porta de entrada do país, Tóquio é uma região de desenvolvimento crítico para o turismo internacional. Entre os visitantes que chegam à cidade, 63,8% são provenientes de países asiáticos, 18,5% da América do Norte, 12,7% da Europa e 5,0 % de outros países.

Rainbown Bridge, situada no norte da Baía de Tóquio.

As atrações turísticas na prefeitura são numerosas, e são administradas ou supervisadas pelo Governo Metropolitano de Tóquio.

Os turistas que visitam a cidade dispõem de muitos hotéis e restaurantes de qualidade. Dos hotéis, os turistas podem optar por ficar em hotéis construídos e mobiliados em estilo ocidental, ou em Ryokans, hotéis construídos e mobiliados ao estilo japonês. Estes hotéis possuem, por exemplo, portas que se deslocam em um sentido lateral, chamadas de shoji, e de um tapete, chamado de tatame. Quanto aos restaurantes, alguns especializam-se em culinária japonesa, de outras culturas asiáticas, ou pela culinária ocidental.

Tóquio possui muitos pontos de interesse. As mais conhecidas são:

  • O Palácio Imperial do Japão: a residência oficial do imperador do Japão. Porém, está aberta ao público apenas duas vezes ao ano, todo 2 de janeiro e no dia do aniversário do imperador. Nesses dias, atrai milhares de japoneses.


Vista panorâmica do Palácio Imperial Japonês, também conhecido como Palácio Imperial de Tóquio.
Vista panorâmica do Palácio Imperial Japonês, também conhecido como Palácio Imperial de Tóquio.

[editar] Cultura

A maior parte da população de Tóquio é budista, e, assim sendo, centenas de templos budistas estão localizados na província, embora muitos dos habitantes de Tóquio vão à estes templos apenas em cerimônias especiais como casamentos e funerais, por exemplo, preferindo praticar seus atos religiosos em casa.

Dado à imensa densidade populacional da região, a maior parte dos apartamentos e casas da cidade são pequenas, desenhados para abrigar uma família de dois adultos e dois ou três crianças. Muitas delas são mobiliadas segundo estilo japonês, embora outros sigam um padrão mais ocidental.

A maioria das pessoas usam vestimentas ocidentais, no dia a dia. Algumas pessoas mais velhas - especialmente mulheres - porém, ainda usam o quimono, uma roupa típica japonesa. Roupas tradicionais japonesas são usados, geralmente, apenas em dias ou eventos especiais.

Muitos dos mais prestigiados artistas japoneses trabalham em Tóquio. Alguns ainda usam métodos e técnicas japoneses, que foram usadas pelos seus ascendentes e passam de geração a geração, e outros artistas preferem usar métodos e técninas ocidentais. Tóquio é o centro nacional da música, drama e do teatro japonês. Duas formas de drama japoneses, no e kabuki, são as formas favoritas de entretenimento da população da província.

[editar] Museus

Tóquio tem dezenas de museus da arte, história, ciência e tecnologia. O museu mais importante do Japão é o Museu Nacional de Tóquio, na parte noroeste do Parque Ueno. É administrado pelo governo do país, através da Agência de Assuntos Culturais. O conjunto de edifícios que formam o museu contém a maior coleção de arte japonesa no mundo (90 mil peças). O alcance museográfico abriga a história do Japão, desde tempos pré-históricos até a era moderna.

O Museu Metropolitano de Arte, fundado em 1926, está dividido em uma galeria que expõe os trabalhos de artistas nacionais contemporâneos; e uma destinada a trabalhos de artistas estrangeiros. O museu Shitamachi, localizado na esquina sudeste do parque Ueno, está dedicado a preservar a cultura tokiota da era Edo. O Mingeikan é um museu fundado por Yanagi Muneyoshi em 1931, consagrado para o artesanato popular de todo o país. O museu Goto mostra a coleção privada de arte budista, propriedade de Goto Keita, presidente da Tokyu Corporation. Neste museu se encontram rollos pertencentes ao século XII, que contam a legenda de Genji em pinturas de Fujiwara Takayoshi. No Museu da Espada Japonesa, ou Token Hakubutsunkan, regido pela Associação para a Conservação de Arte da Espada Japonesa, encontram-se mais de seis mil peças, trinta das quais catalogadas como tesouro nacional. O Museu Metropolitano de Fotografia de Tóquio, localizado em Ebisu, tem exposições permanentes de fotógrafos nacionais e estrangeiros.

Entre os museus de ciência e tecnologia mais destacados há dois na ilha artificial de Odaiba: o Museu de Ciências Marítimas, e o Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação.

[editar] Educação

Auditório Yasuda da Universidade de Tóquio.
  • Escolas: O Governo Metropolitano de Tóquio é responsável pela administração e pelo fornecimento de verbas de mais de 2,9 mil escolas. Enquanto alguns distritos e cidades de Tóquio não possuem escolas suficientes para atender à população em crescimento, outros distritos, onde grandes centros comerciais foram construídos, possuem escolas quase vazias.
  • Bibliotecas: O sistema de biblioteca pública de Tóquio inclui uma biblioteca central e dois órgãos públicos, encarregados de administrar outras bibliotecas menores espalhadas ao longo da província. A Biblioteca central, ou Biblioteca do Parlamento, está aberta ao público em geral, mas sua função principal é ajudar os membros do parlamento japonês em pesquisas.

Sendo que localizado em Tóquio as Universidade de Keio e Universidade de Waseda são as principais universidades privadas no Japão[19].

[editar] Transportes

Tóquio, como o centro da Região Metropolitana de Tóquio, é o maior eixo nacional e internacional de transportes ferroviário, terrestre, aéreo do Japão[20]. Os transportes públicos dentro de Tóquio é dominado por uma extensa rede de limpa e eficiente.

O sistema de transporte público de Tóquio é administrado por várias empresas diferentes. O sistema metropolitano desta cidade, o mais extenso do mundo, é administrado por 11 empresas diferentes. Uma delas é controlada pela província, outra pelo governo nacional e as outras 9 são empresas privadas. Rotas de ônibus e bondes dentro dos 23 bairros são administradas pela província, e rotas de autocarros no resto da província são administradas por empresas privadas.

O sistema de metrô de Tóquio é o segundo mais movimentado do mundo (atrás apenas o de Moscou, Rússia). De fato, este sistema fica tão lotado nas horas de pico que várias estações empregam funcionários, especialmente designados para empurrar e compactar pessoas dentro dos trens, no momento em que as portas dos trens estão fechando.

[editar] Aeroportos

Tóquio é servida pelo Tokyo International Airport (東京国際空港 Tōkyō Kokusai Kūkō?) (ou Aeroporto de Haneda (羽田空港 Haneda Kūkō?)), o quarto aeroporto mais movimentado do mundo, e que atende principalmente a vôos domésticos. Passaram pelo aeroporto 66.735.587 passageiros em 2008.[21]

Tóquio possui ainda outros cinco aeroportos menores. Três deles estão localizados nas ilhas do Pacífico.

Um sétimo aeroporto, o Aeroporto Internacional de Narita, está localizado na cidade de Narita, província de Chiba, e movimenta principalmente os voos internacionais que servem Tóquio. Movimenta cerca de 45 milhões de passageiros por ano.

[editar] Esportes

Os esportes favoritos da população de Tóquio ainda são do judô e o sumô, esportes que fizeram parte da cidade por séculos. Porém, esportes ocidentais, como futebol, boliche, golfe, badminton, tênis e especialmente o basebol estão ficando cada vez mais populares entre a população da cidade, especialmente entre os jovens.

Atualmente, o esporte mais popular em Tóquio é o esporte ocidental mais popular da província. Os jogos da liga profissional de basebol do Japão são realizados no Estádio de Tóquio, que possui capacidade para mais de 50 mil pessoas.

Os Jogos Olímpicos de Verão de 1964 tiveram lugar em Tóquio, e ocasionaram um grande impacto no aspecto urbano da cidade, pois foram construídas grandes obras de infra-estrutura desportiva, turística, de comunicações e de serviços. A infra-estrutura desportiva ainda é utilizada. Entre outras instalações, encontram-se o Estádio Olímpico de Tóquio, o Nippon Budokan (arena de artes marciais), e o Ginásio Nacional Yoyogi. Atualmente é cidade candidata para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016.

[editar] Sumo

Igual ao resto do país, o sumô (相撲, sumō, às vezes 大相撲 Ōzumō) tem um lugar destacado entre os esportes em Tóquio. No Estádio Nacional de Sumo, localizado em Ryogoku, ocorrem os torneios de janeiro, maio e setembro, que atraem milhares de espectadores. O imperador do Japão assiste pessoalmente ao torneio de maio. Os treinamentos de sumô são sempre em estábulos, ou baias, e muitos permitem a entrada de espectadores.

[editar] Outras artes marciais

Na cidade se praticam de maneira amadora e profissional outras artes marciais, especialmente o judô, incluído em 1964 como esporte olímpico, além do kendo, do caratê, do kyudo e do aikido.

[editar] Beisebol

Tóquio é sede de uma das equipes mais populares de beisebol do país, os Yomiuri Giants (読売ジャイアンツ Yomiuri Jaiantsu?), que jogam com locais os Tokyo Dome (東京ドーム Tōkyō Dōmu?) desde 1988. Também sedia a equipe Tokyo Yakult Swallows (東京ヤクルトスワローズ Tōkyō Yakuruto Suwarōzu?), que joga no estádio Meiji-Jingu, em Shinjuku.

[editar] Futebol

A Liga profissional japonesa de futebol, conhecida como J. League (Jリーグ J Rīgu?), fundada em 1993, tem em Tóquio duas equipes: o F.C. Tokyo (FC東京 Efushī Tōkyō?) e o Tokyo Verdy 1969 (東京ヴェルデ1969?). Ambas jogam no Estádio de Tóquio.

Entre os anos 1980 e 2004 a cidade foi sede da Copa Intercontinental de Clubes, que enfrentava os ganhadores da Copa da Europa (atual Liga dos Campeões) e a Copa Libertadores de América. A partir de 2005 o campeonato internacional passou ao formato de Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, cujos clubes de todas as confederações do mundo se enfrentam em Tóquio e Yokohama no mês de dezembro, de 2005 a 2012, exceto em 2009 e 2010, anos em que o mundial se realizará em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Referências

  1. «Population of Tokyo». Tokyo Metropolitan Government. Consultado el 2009-1-1.
  2. Existe uma disputa acerca de qual é a capital do Japão. Durante a Restauração Meiji, a mudança da capital de Kioto a Toquio no estudo muito claro desde o ponto de vista legal, por alguns crêem que Kioto é a capital, outros que Toquio é, e outros que ambas as cidades são.
  3. Datos obtidos do Japan Statistical Yearbook 2006, entre 1990 a 2003.
  4. World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Wbcsd.org. Página visitada em 2008-10-18.
  5. Datos obtidos em 01/05/2008 da web do Governo Metropolitano de Tóquio.
  6. Japão Anuário Estatístico 2006, com dados atualizados em 2004 Stat.go.jp(em inglês)
  7. Tabela #10/Divisões administrativas do Japão, comparação de homens e mulheres sobre a população total (Departamento de Estatística do Ministério de Assuntos Internos e Comunicação do Japão) [1]
  8. Jornal website do Departamento Tokyo Metropolitan Police[2]
  9. Livro de Estatísticas de Tóquio, 2004,Total de Acidentes [3]
  10. Livro de Estatísticas de Tóquio, 2004, Acidentes e horas por diametro.tokyo.jp
  11. Global 500 Our annual ranking of the world's largest corporationns. CNNMoney.com. Página visitada em 2008-12-04.
  12. "Oslo is world's most expensive city: survey", Reuters, January 31, 2006. Página visitada em February 1. (inactive).
  13. G1 Mundo - NOTÍCIAS - Bombeiros mostram habilidade como equilibristas no Japão Obtido em 7 de Julho, 2009 (em português)
  14. Japan Atlas Sanja Festival Obtido em 7 de Julho, 2009 (em inglês)
  15. Em 1999-2000. Tomadas a partir da publicação doJapan Turismo (JNTO ), Levantamento dos visitantes estrangeiros para o Japão, p. 13 [4]
  16. UOL Mais › Torre de Tóquio, a mais alta do mundo, comemora 50 anos Obtido em 7 de Julho, 2009(em português)
  17. Tóquio | Portal Onne Obtido em 11 de Julho, 2009 (em português)
  18. The Times Higher Education Supplement 2005/
  19. The Causal Effect of Graduating from a Top University on Promotion: Evidence from the University of Tokyo’s Admission Freeze in 1969 (PDF). Página visitada em 2007-10-27.
  20. A Country Study: Japan Chapter 2, Neighborhoods. The Library of Congress. Página visitada em 2007-10-24.
  21. ACI passenger statistics for 2008

[editar] Ligações externas

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