Religião no Japão

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A religião no Japão é: 84% Xintoísta, 71% Budista, 2% Cristã, 8% Outros. A porcentagem ultrapassa a marca de 100% pois a maioria das pessoas acredita e interliga o Xintoísmo com o Budismo.[1]

Muitos japoneses consideram-se tanto xintoístas quanto budistas, o que explica o fato de as duas religiões terem, somadas, aproximadamente 194 milhões de membros (dados de 1996), ou seja, mais do que a população total do Japão, de cerca de 127 milhões de pessoas.[1] Nos sentimentos religiosos da maioria dos japoneses, o Xintoísmo e o Budismo coexistem pacificamente. Para a maioria da população, filiação religiosa não significa freqüência e adoração regulares. A maioria das pessoas visitam os santuários xintoístas (jinja) e templos budistas (oterá) como parte dos eventos anuais e rituais de passagem dos indivíduos.

Entre os eventos anuais incluem-se os festivais dos santuários xintoístas e dos templos budistas, a primeira visita anual ao santuário ou templo - o hatsumodê. e a visita ao túmulo da família durante o Festival dos Mortos - Obon. Entre os rituais de passagens da vida de uma pessoa, incluem-se a primeira visita ao santuário pelo recém-nascido, o miyamairi, o Festival Shichi-go-san (7-5-3) - que consiste na visita ao santuário de meninos de 3 e 5 anos e de meninas de 3 e 7 anos de idade, a cerimônia xintoísta de casamento e, por fim, o funeral budista.

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

O processo de cristianização no Japão teve início em 1549 quando o missionário jesuíta, Francisco Xavier chegou a Kagoshima acompanhado de um jovem samurai, Ansei Yajiro, que se converteu ao catolicismo e recebeu o nome cristão Paulo de Santa Fé, e de dois outros padres: o espanhol Cosme de Torres e o português João Fernandes. Acolhido pela família de Yajiro, o grupo deu início às primeiras conversões (primeira missão cristã no Japão), desagradando os monges budistas que expulsaram os missionários de Kagoshima.[2]

A missão cristã no Japão, empreendida pelos jesuítas portugueses, foi breve e instável. Expulsos de Kagoshima, os padres seguiram para o sul do Japão, onde formaram vários núcleos de convertidos. Em Kyoto não conseguiram permissão para falar com o imperador. Em março de 1551, instalados em Yamaguchi, obtiveram autorização do principal Daimiô para o trabalho de catequese. Em 1552, quando Francisco Xavier deixa o Japão para pregar o Evangelho na China, havia no país aproximadamente dois mil cristãos.[2]

Xintoísmo[editar | editar código-fonte]

Xintoísmo (em japonês: 神道, transl. Shintō) é o nome dado à espiritualidade tradicional do Japão e dos japoneses, considerado também uma religião pelos estudiosos ocidentais. A palavra Shinto ("Caminho dos Deuses") foi adotada do chinês escrito (神道),[3] através da combinação de dois kanjis: "shin" (?), que significa "deuses" ou "espíritos" (originalmente da palavra chinesa shen); e "" (?), ou "do", que significa "estudo" ou "caminho filosófico" (originalmente da palavra chinesa tao). Os termos yamato-kotoba (大和言葉) e Kami no michi costumam ser usados de maneira semelhante, e apresentam significados similares.[3] [4]

Budismo[editar | editar código-fonte]

A história do budismo no Japão pode ser dívidida em três períodos, que são o período Nara (até o ano de 784 d.C.), o período Heian (794–1185) e o período pós-Heian (de 1185 em diante). Cada período foi palco para a introdução de novas doutrinas e revoltas nas escolas existentes. Ver Sōhei (monges guerreiros).

Nos tempos modernos, as principais manifestações do budismo são: as escolas da Terra Pura, Nichiren, Shingon e Zen.

As novas religiões[editar | editar código-fonte]

Novas religiões como shinshukyô e shinkô-shukyô, surgiram e têm se expandido rapidamente no Japão, usando com habilidade os meios de comunicação de massa, técnicas de marketing e propaganda, estabelecendo suas próprias instituições educacionais, prometendo milagres e benefícios materiais e espirituais ainda nesta vida, e apresentando um proselitismo mais ativo. Os ensinamentos dessas novas religiões remetem a uma ampla gama de tradições antigas, incluindo aspectos do Xintoísmo, do Budismo, do Confucionismo(Jukyô), do Taoísmo(Dôkyô), superstições populares e do Xamanismo, algumas incorporam elementos religiosos e até mesmo científicos de diversas origens que não a japonesa (Budismo Tibetano, Christian Science, medicina psicossomática, psicanálise etc.). Os fundadores das novas religiões são às vezes venerados como deuses vivos (ikigami).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b 平成19年度 全国社寺教会等宗教団体・教師・信者数 (平成18年12月31日現在). Visitado em 1 de setembro de 2009.
  2. a b LACOUTURE, Jean. Jesuítas I - Los conquistadores. Editora Paidos, pp. 206-221. Barcelona. Ano 1991.
  3. a b Sokyo, Ono. Shinto: The Kami Way. 1st. ed. Rutland, VT: Charles E Tuttle Co, 1962. 2 pp. OCLC 40672426. ISBN 0-8048-1960-2.
  4. Richard Pilgrim, Robert Ellwood. Japanese Religion. 1st. ed. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall Inc, 1985 pages. ISBN 0-13-5092282-5.

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

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