Geografia do Japão

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Geografia física do Japão

Mapa do Japão

Continente Ásia
Região Ásia Oriental
Coordenadas geográficas 36° 00′ N 138° 00′ E
Área  
 - Ranking 62º maior
 - Total 377 873 km²
 - Terra 374 744 km²
 - Água 3 091 km²
Fronteiras  
 - Total 0 km
 - Países vizinhos Nenhum
Linha costeira 2 9751 km
Reivindicações marítimas  
 - Mar territorial nm
 - Zona contígua nm
 - Zona econômica exclusiva nm
 - Plataforma continental nm
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Monte Fuji 3 776 m (12,388 pés)
 - Ponto mais baixo Lago Hachirōgata −4 m (−13 pés)
Relevo
Clima adriano
Recursos naturais
Uso da terra  
 - Terra arável
 - Cultivos permanentes
 - Outros
Terra irrigada
Perigos naturais
Problemas ecológicos

O Japão é um país insular da Ásia Oriental, localizado no Oceano Pacífico.[1] É composto por 6 852 ilhas,[2] cujas quatro maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre nacional.

Clima[editar | editar código-fonte]

O Japão se encontra na zona temperada e no extremo nordeste da região atingida pelo clima de monções. Sofre grande maritimidade, devido a sua posição geográfica, com grandes massas de ar carregadas de umidade, explicando a elevada pluviosidade (1.000 mm anuais). As chuvas abundantes e o clima temperado produzem vegetação rica que favorece a agricultura. Suas quatro estações são bem definidas, com dois períodos chuvosos antes e depois do verão. No inverno, o Japão sofre influência das mais frias massas de ar do mundo: a massa de ar da Sibéria. Em Asahikawa e Hokkaido, por exemplo, a temperatura já atingiu até 41 graus abaixo de zero e a média de temperatura no mês de janeiro é de 8,5 graus negativos. Já no verão é regido pela massa de ar mais quente do mundo: a massa de ar do Pacífico norte – a temperatura mais alta já registrada no Japão foi de 40,8 graus na cidade de Yamagata. O clima do Japão, no verão, ao mesmo tempo em que é muito úmido, sofre períodos contínuos de sol relativamente sem chuva. No verão de 2007, a temperatura máxima foi de 41,5 graus na cidade de Nagano, província de Nagano.

  • Norte (Hokkaido) - clima temperado frio, com longos meses de Inverno, influenciado pela corrente fria Oya Shivo;
  • Centro (Honshu) - clima temperado oceânico, alta pluviosidade;
  • Sul (Shikoku e Kyushu) - clima subtropical, amenizado pela corrente Kuro Shivo, também chamada de corrente do Japão.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Árvores Sakura (Cerejeira) no rio Asuwa, em Fukui.

A vegetação caracteriza-se pelo predomínio de florestas, que cobrem a maior parte dos conjuntos montanhosos do país,tornando-o uma das nações mais arborizadas do mundo.

Diversos tipos de vegetação crescem quase espontaneamente nas várias regiões do país, devido ao fato de seu território incluir regiões pertencentes às zonas subtropicais, temperada e fria, e possuir água em abundância.

Cerca de 57% do seu território é coberto por florestas: em Kyushu, Shikoku e no sul de Honshu as florestas possuem árvores semelhantes às coníferas de folhas largas e chincapins; no norte de Honshu, as florestas são ricas em árvores raras como a faia e o bordo; as florestas da zona fria de Hokkaido possuem árvores com folhas em forma de agulhas, como os pinheiros.

Apesar de sua extensão territorial, o país ainda precisa importar madeira devido à grande demanda para a construção civil e a fabricação de papel.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Mapa topográfico do Japão.

O relevo japonês caracteriza-se pelo domínio de dobramentos modernos,que ocupam a maior parte do país e são marcados por uma intensa atividade vulcânica. É na Ilha de Honshu que se encontra as maiores elevações como o Monte Fuji de 3.776 metros de altura.

Os vulcões são formações do relevo que permitem que o magma existente nas camadas mais profundas da terra aflore á superfície.A maioria dos vulcões aparece no limite entre as placas tectônicas que se movem dando espaço para a saída da lava ou causando tremores. É justamente o que ocorre na região do Circulo do Fogo,onde se concentram as maiores manifestações vulcânicas do mundo.

O Japão tem 67 vulcões entre ativos e latentes. Asama, Hihara, Aso e o Sakurajima ainda estão ativos. O vulcão Monte Sakurajima tem entrado em erupção continuamente. Em 1914 - quando entrou em erupção, sua lava cobriu uma pequena vila que estava situada em suas encostas, causando 62 mortes e mais 80 feridos.

A maior plantação no Japão é de arroz,cultivado em planaltos e encostas de montanhas do japão e o relevo e inportante para o japão por que todo mès o japão tem um relevo http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Geografia_do_Jap%C3%A3o&action=edit&section=3

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os cursos fluviais são de pequeno porte, devido à pequena extensão das ilhas. No entanto, são intensamente aproveitados, destacando-se a irrigação e a produção de energia elétrica, favorecida pelo encachoeiramento de seus rios.

A estrutura do terreno faz com que o Japão tenha rios de pequena extensão, quase sempre torrenciais e de reduzida bacia hidrográfica. Somente oito rios ultrapassam 200km de extensão. O Shinano, em Honshu, é o maior, com 367km. Outros cursos importantes são: Teshio e Ishikari, em Hokkaido; Kitakami, Tone, Kiso e Tenryu, em Honshu; e Chikugo, em Kiushu. Alguns dos rios procedentes das zonas vulcânicas do nordeste de Honshu têm águas ácidas e inúteis para a agricultura. Os rios carregam, geralmente, grandes quantidades de aluviões e formam deltas em suas embocaduras. O maior lago, de origem tectônica (causado por fraturas da crosta terrestre), é o Biwa, com 672km². Mais numerosos são os de origem vulcânica, como o lago Kutcharo, de Hokkaido, o Towada e o Ashi, de Honshu. O principal rio do Japão é o Shinano-gawa.

Sismologia[editar | editar código-fonte]

O Japão encontra-se localizado geograficamente numa zona de subducção, sendo por isso atingido por cerca de 1 500 sismos por ano.[1]

Sismo de Tohoku de 2011[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de março de 2011 ocorreu um sismo de magnitude 9.0 na escala de Richter[3] . O epicentro foi a 130km a leste da península de Oshika e o hipocentro localizado a uma profundidade de 24,4 km, tendo provocado um tsunami. A onda gigante acabou por chegar a algumas centrais nucleares em Fukushima, causando uma fuga radioativa. O sismo, pela sua intensidade, afetou o eixo de rotação da Terra em 0,25º.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

Bandeira do Japão Japão
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