Parque Ueno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Visitantes durante a florada das cerejeiras no Parque Ueno.

O Parque Ueno (上野公園, Ueno Kōen?) é um espaçoso parque público no distrito de Ueno do bairro de Taito, Tóquio, Japão. O parque foi fundado em 1873 em terras antigamente pertencentes ao templo de Kan’ei-ji. Entre os primeiros parques públicos do país, ele foi fundado seguindo o exemplo ocidental como parte da inspiração e assimilação de práticas internacionais que caracterizaram o começo do período Meiji. O lar de um grande número de grandes museus, o Parque Ueno é também celebrado na primavera pela florada da cerejeira e o hanami . Em tempos mais recentes, o parque e suas atrações atraíram mais de dez milhões de visitantes por ano, fazendo-a o parque urbano mais popular do Japão.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Parque Ueno ocupa terras antigamente pertencentes ao templo Kan’ei-ji, fundado em 1625 no " portão do demônio " a direção azarada para o nordeste do Castelo Edo.[2] A maior parte dos edifícios dos templos foram destruídos na Batalha de Ueno em 1868, durante a Guerra Boshin, quando as forças do Xogunato Tokugawa foram derrotadas por aquelas que almejavam a restauração do domínio imperial. Em dezembro do mesmo ano, o Monte Ueno tornou-se propriedade da cidade de Tóquio, além dos templos sobreviventes que incluíam o pagode de cinco andares de 1639, o de Kannon de 1631, e o portão principal (todos ICPs).[1] [3] [4] [5]

Várias propostas foram oferecidas para o uso do lugar como escola médica ou hospital, mas o médico holandês Bauduin se colocou a favor da transformação da área em parque.[6] Em janeiro de 1873, o Dajō-kan emitiu uma nota que previa a criação de parques públicos, observando que "em províncias incluindo Tóquio, Osaka e Kyoto, há lugares de interesse histórico, beleza cênica e recreação e relaxamento onde pessoas podem visitar e se divertir, por exemplo o Sensō-ji e o Kan'ei-ji..."[7] [8] Isto foi um ano após a fundação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do mundo]].[9]

Mais tarde naquele ano, o Parque Ueno foi criado, juntamente com o Parque Shiba, Asakusa, o Parque Asukayama e Fukugawa.[6] [10] Ele foi primeiramente administrado pelo Escritório do Museu do Ministério Interno, depois pelo Ministério de Agricultura e Comércio, antes de passar para o Ministério da Casa Imperial. Em 1924, em homenagem ao casamento de Hirohito, o Parque Ueno foi apresentado para a cidade pelo Imperador Taishō, recebendo o nome oficial que dura até os dias de hoje, Ueno Onshi Kōen (上野恩賜公園?)[7]

Características naturais[editar | editar código-fonte]

O parque tem cerca de 8.800 árvores, incluindo Ginkgo biloba, cânfora, Zelkova serrata, Prunus campanulata, Prunus × yedoensis, e Prunus serrulata. Há mais de 24.800 m2 de arbustos.[11] A Lagoa Shinobazu é um pequeno lago com uma área de 16 ha, com extensivas camadas de lótus e marisma. Ele fornece uma importante invernada para aves. Espécies normalmente encontradas incluem: zarro-negrinha, piadeira, marreca-arrebio, zarro-comum, Tachybaptus ruficollis, garça-branca-grande, corvo-marinho-de-faces-brancas. Espécimes de Aythya baeri, zarro-de-colar e piadeira-americana também foram registrados.[12]

A ilha central abriga um santuário para Benzaiten, deusa da fortuna, inspirado na Ilha Chikubu, no Lago Biwa.[13] A área antigamente era cheia de hotéis do amor.[13] Após a Guerra do Pacífico, o lago foi drenado e usado para o cultivo de cereais e posteriormente houve planos para transformar o local em um estádio de beisebol ou estacionamento[14] O lago de lótus foi restaurado em 1949, embora grande parte dele foi drenado acidentalmente outra vez em 1968 durante as obras para uma nova linha do metrô.[14]

No total, há por volta de 800 árvores de cerejeira no parque, embora com a inclusão daquelas pertencentes ao santuário de Tōshō-gū, edifícios dos templos e outros pontos ao redor, o total alcança por volta de 1.200.[10] Inspirado, Matsuo Bashō escreveu "nuvem de cerejeiras – é o sino do templo de Ueno ou Asakusa"[15]

Referências

  1. a b Havens, Thomas R. H. Parkscapes: Green Spaces in Modern Japan. [S.l.]: University of Hawaii Press, 2011. 28ff pp. ISBN 978-0-8248-3477-7
  2. Jinnai Hidenobu. Tokyo: A Spatial Anthropology. [S.l.]: University of California Press, 1995. p. 15. ISBN 0-520-07135-2
  3. 旧寛永寺五重塔 Agency for Cultural Affairs. Página visitada em 8 de março de 2012.
  4. 寛永寺清水堂 Agency for Cultural Affairs. Página visitada em 8 de março de 2012.
  5. 寛永寺旧本坊表門 (黒門) Agency for Cultural Affairs. Página visitada em 8 de março de 2012.
  6. a b Seidensticker, Edward. Tokyo from Edo to Showa 1867-1989: The Emergence of the World's Greatest City. [S.l.]: Tuttle Publishing, 2010. 125ff pp. ISBN 978-4-8053-1024-3
  7. a b Ueno Park National Diet Library. Página visitada em 3 de março de 2012.
  8. 公園緑地年表 (em japanese) Ministry of Land, Infrastructure, Transport and Tourism. Página visitada em 8 de março de 2012.
  9. National Parks of Japan. [S.l.]: Kodansha, 1995. p. 6. ISBN 4-7700-1971-8
  10. a b Ueno Park Tokyo Metropolis. Página visitada em 8 de março de 2012.
  11. 上野恩賜公園 (em Japanese) Tokyo Metropolis. Página visitada em 4 March 2012.
  12. Japan - Introduction Ramsar. Página visitada em 4 de março de 2012.
  13. a b Jinnai Hidenobu. Tokyo: A Spatial Anthropology. [S.l.]: University of California Press, 1995. p. 110. ISBN 0-520-07135-2
  14. a b Seidensticker, Edward. Tokyo from Edo to Showa 1867-1989: The Emergence of the World's Greatest City. [S.l.]: Tuttle Publishing, 2010. 466f pp. ISBN 978-4-8053-1024-3
  15. Reichhold, Jane. Basho: The Complete Haiku. [S.l.]: Kodansha, 2008. p. 94. ISBN 978-4-7700-3063-4