Marisma

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Merge-arrows 2.svg
Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com Sapal. Pode-se discutir o procedimento aqui. (desde março de 2010)
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto (desde novembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes, inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, nos locais indicados.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Marisma de água doce na Flórida (EUA)

Em Geografia, uma marisma é um ecossistema úmido com plantas herbáceas que crescem na água.1 Uma marisma é diferente de um pântano, o qual está dominado por árvores em vez de herbáceas. A água de uma marisma pode ser doce ou do mar, ainda que normalmente seja uma mistura de ambas, denominada salobra. As marismas costeiras podem estar associadas a estuários, geralmente situadas em solos com fundos arenosos.

As marismas são muito importantes para a vida selvagem, sendo um dos habitats preferidos para a criação de uma grande variedade de vida animal e vegetal, desde diminutas algas planctônicas até variadas plantas e animais, especialmente aves.

Índice

Generalidades [editar]

Uma marisma é um ecossistema que tem por padrão do relevo principal uma depressão (normalmente causada por um rio) que está anexa ao mar, o que produz um terreno baixo e pantanoso que se inunda por efeito das marés e da chegada das águas dos rios que desembocam em suas proximidades. Ainda que nos finais dos rios exista esta paisagem climática azonal, também podem coexistir no mesmo lugar deltas, ou estuários.

As marismas são zonas úmidas que são considerados autênticos ecossistema, devido à diversidade de organismos que habitam nelas, desde diminutas algas planctônicas, até uma abundante quantidade de flora e fauna, fundamentalmente aves. As zonas de marismas são as mais ricas e férteis do mundo no que se refere a cultivo, pois, quando a maré sobe, deposita sedimentos. Isto devido a que são zonas intermareais, ou seja, aquelas onde as correntes das marés provocam a deposição de lodos próximos à costa. Esses são, fundamentalmente: silte, argila e areia. Juntos, além de outros componentes, formam a turfa, um material orgânico compacto, de cor pardo escuro e rico em carbono, utilizado como combustível de biomassa e como adubo. No ecossistema de marisma cumprem-se diversas funções, entre elas amortizar e minimizar as correntes marinhas em momentos em que exista muito vento (como em uma tormenta). Geralmente ocorrem em regioes temperadas.

Características [editar]

As marismas se caracterizam pela falta de relevo e por sua estacionalidade, ou seja, pelas alterações profundas que se produzem nas estações do ano.

A uniformidade das marismas só se rompe por uns pequenos acidentes conhecidos pelo nome de vetas, que são elevações que se originam durante a estação chuvosa; sem elas poderiam perecer afogados muitos animais terrestres, como os coelhos e as lebres.

Exemplo [editar]

Um exemplo deste tipo de ecossistema são as Marismas de Guadalquivir, situadas em Sanlúcar de Barrameda, Cádiz. Suas águas vem a desembocar no Oceano Atlântico. Têm uma extensão aproximada de 2000 km², o seu equivalente, 200 mil hectares, e se situa a aproximadamente 37° 2′ 0″ N, 6° 24′ 28″ O. Se considera Parque Natural desde 1989 com 53.709 ha; e Parque Nacional desde 1994, com 50.720 ha.

Relevo [editar]

Em um ecossistema de marismas, as altitudes situam-se em valores de 0 a 10 metros. As formas dominantes do relevo continental deste ecossistema são as planícies e as depressões fundamentalmente, ainda que possam existir montanhas e planaltos como limites geográficos na zona periférica a este ecossistema. As marismas apresentam diversos níveis de estancamento, que se correspondem com diferentes níveis de terraços. Um terraço é a preenchimento de uma depressão produzida por um rio que é inundado devido às marés. As formas dominantes do relevo costeiro se assemelham a uma ria, onde o mar vai ganhando espaço até o interior do continente.

Águas [editar]

Marismas de Santoña e Noja. Panorâmica do estuário na desembocadura do Rio Asón.

As marismas são meios naturais muito complexos mas podemos estabelecer, como característica definidora destes ecossistemas, a confluência de águas doces e salgada em áreas pouco profundas afetadas pelas marés. A água existente nas marismas, devido à presença de dois tipos diferentes de água, é salobra, como consequência de sua salinidade intermediária entre a do mar e a das águas continentais procedentes dos rios. As marés podem ser altas, pois frequentemente inundam as planícies provocadas pelo preenchimento das depressões litorâneas fechadas, que criam terraços cada vez mais altos, favorecendo assim a sedimentação de limos. Os mares e oceanos pelos quais são banhadas dependem da região. Normalmente, as marismas são de água salgada, mas há vezes onde estas águas são doces, por efeito do rio que as contém.

Por exemplo: no Parque Natural e Nacional de Doñana, se encontram as Marismas de Guadalquivir, que são banhadas pelo Oceano Atlântico. O principal rio que banha este ecossistema, como seu nome indica, é o rio Guadalquivir. Nasce em Pozo Alcón, Serra de Cazorla (Jaén), possui um comprimento de 657 quilômetros, um caudal moderado e só é navegável desde o mar até Sevilha.

Referências [editar]

  1. U.S. Environmental Protection Agency: Characterization of marshes (em inglês)

Ver também [editar]

Ícone de esboço Este artigo sobre geografia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.