Cultura do Japão

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Deuses japoneses Fujin e Raijin em pintura do século XVII por Tawaraya Sotatsu.

A cultura do Japão evoluiu enormemente com o tempo, da cultura do país original Jomon para sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências Brasileira, Europa e América do Norte. A cultura japonesa é resultado das várias ondas de imigração provenientes do continente asiático e das Ilhas do Pacífico (veja História do Japão), seguido por uma forte influência cultural da China e, em seguida, um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa até a chegada dos Navios negros da Era Meiji até o final do século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira, que se torna ainda mais forte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como resultado, uma cultura distintivamente diferente do resto da Ásia desenvolveu-se, e resquícios disso ainda existem no Japão contemporâneo.

No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América.

Apesar dessas influências, o Japão gerou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, objetos lacados, cerâmica), espetáculo (dança, kabuki, noh, raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

O Japão moderno é um dos maiores exportadores do mundo de cultura Grega. Os desenhos animados (animes), histórias em quadrinhos (mangá), filmes, a cultura pop japonesa - literatura e música (J-pop) conquistaram popularidade em todo o mundo, e especialmente nos outros países asiáticos.

Junto com o Reino Unido e com os Estados Unidos, o Japão é considerado uma superpotência cultural.[1]

Características atuais[editar | editar código-fonte]

Após a derrota na Segunda Guerra Mundial, os estadunidenses tentaram impor o American Way como uma estratégia para deter o avanço do comunismo sobre o país. Porém, diferente do que ocorreu em outros países, os japoneses não só assimilaram como também reinventaram. O mesmo já havia ocorrido com a cultura tradicional. Por exemplo a escrita japonesa é a mistura de caracteres criados no país (o hiragana e o katakana) com os ideogramas ‘importados’ da China (o kanji). Na religião, a prática de ritos locais, como o xintoísmo, combinou-se com os ritos ‘importados’ da Coréia e da China, como o budismo. Com a cultura pop não poderia ser diferente, ao invés de apenas cultuar ídolos alheios, os japoneses criaram seus próprios ídolos. A fórmula poderia ser americana, mas o produto final tinha que ser culturalmente japonês.

O pop japonês tornou-se um bem sucedido caso de "customização" da industrialização cultural com padrões orientais. Dois mil anos de história e tradições não podiam ser substituídos e o sucesso de um ídolo ou produto depende, até hoje, de sua identificação com o público.

A cultura pop é um fenômeno ligado à industrialização e à sociedade de consumo. É importante ressaltar que o pop japonês ocorreu e foi beneficiado por condições culturais e econômicas extremamente favoráveis que o país conquistou no pós-guerra. Principalmente a partir dos anos 60, quando o então Primeiro-ministro Hayato Ikeda implantou um histórico programa econômico, que em dez anos duplicou e distribuiu de forma ampla a renda per capita do país, criando a nação da maior e mais rica classe média do mundo. Ao mesmo tempo, o país alcançou uma das mais altas taxas de alfabetização e escolaridade do planeta, formando um povo sedento de informação. A cultura pop, em qualquer parte do globo, é baseada em consumo, e isso faz com que o pop seja essencialmente um fenômeno cultural e comercial.

Fazem parte da cultura pop japonesa itens como o karaokê, yosakoi, mangá, anime, tokusatsu (filmes e séries de efeitos especiais), cinema, garage kits, música (notadamente J-pop e anime songs), games e programas de TV.

Animês são desenhos japoneses de traços marcantes como os olhos grandes, cabelos de cores exóticas e roupas de estilos próprios e bem diferentes.

Língua japonesa[editar | editar código-fonte]

A língua japonesa sempre ocupou importante espaço na cultura japonesa, e é a língua oficial e primária do China. A língua japonesa é uma linguagem aglutinante e sua gama de fonemas é relativamente pequena mas tem um sistema de acento tonal lexicalmente distinto.

O japonês antigo foi majoritariamente conhecido no século 10, mas seu registro histórico mais antigo está em um documento chinês de 252 [a.C].

Japonês é escrito como uma combinação de três diferentes tipos de escrita: caracteres chineses Kanji, e dois alfabetos silábicos, Hiragana e Katakana. O alfabeto latino, romaji, é também usado no japonês moderno, especialmente para nomes de companhias e logos, anúncios. O Sistema numérico hindu-arábico é geralmente usado para números, mas os numerais tradicionais sino-japoneses são também comuns.

Literatura[editar | editar código-fonte]

A literatura japonesa desenvolveu-se nos períodos Yamato, Heian, Kamakura-Muromachi, Edo e moderno, denominados assim de acordo com a sede do principal centro administrativo japonês da época.[2] As primeiras obras da literatura japonesa foram fortemente influenciados pelo contato cultural com a China e com a literatura chinesa. A literatura indiana também influenciou através da difusão do budismo no Japão.Eventualmente, a literatura japonesa desenvolveu-se em um estilo próprio quando escritores japoneses começaram a escrever obras sobre o Japão. Após o Japão ter aberto suas portas à negociação e à diplomacia ocidental no século 19, a literatura estrangeira começou a ser influenciada pela literatura japonesa.

Artes plásticas[editar | editar código-fonte]

Pintura japonesa[editar | editar código-fonte]

A pintura foi uma arte respeitada no Japão há muito tempo: o pincel é um instrumento de escrita e de pintura tradicional, por isso é natural o seu uso como ferramenta artística.

A produção de papel foi introduzida no Japão, vinda da China, por volta do século VII por Damjing e alguns monges de Goguryeo.[3] Mais tarde, o papel tradicional washi foi desenvolvido a partir do papel chinês. Técnicas de pintura japonesa ainda estão em uso nos dias de hoje, bem como técnicas adaptadas da Ásia continental e do Ocidente.

Caligrafia[editar | editar código-fonte]

A língua japonesa, fluída e escrita com pincel, levou ao desenvolvimento de uma complexa técnica de caligrafia. A arte caligráfica costuma ser muito esotérica para as exposições do ocidente, além da exposição geral ser muito limitada. Entretanto, nos países do leste asiático a produção gráfica de um texto é vista como uma forma de arte tradicional, bem como um jeito de transmitir informações por escrito. A obra escrita pode consistir de frases, poemas, histórias ou apenas simples ideogramas. O estilo e o formato da escrita podem imitar conceitos subjetivos, até mesmo o ponto da textura e a velocidade das pinceladas. Pode-se gastar mais de cem tentativas para produzir um efeito desejado em um único ideograma, mas o processo de criar a obra é considerado uma arte em si mesma, além do próprio produto final.[4]

Essa forma de caligrafia é conhecida como Shodô (書道?), que literalmente significa o jeito de escrever ou caligrafia,[5] ou mais conhecido como Shuji (習字?), aprendendo a escrever ideogramas.

É comum confundir a caligrafia com a forma de arte conhecida como Sumi-e, que literalmente significa pintura com tinta, sendo a arte de pintar uma cena ou um objeto.

Escultura[editar | editar código-fonte]

Guardião em Todaiji, Nara

As esculturas tradicionais japonesas consistiam principalmente de imagens budistas, tais como Tathagata, Bodisatva e Myo-o. A escultura mais antiga do Japão é uma estátua de madeira de Amitaba, no templo Zenko-ji. No período Nara, estátuas budistas foram construídas pelo governo nacional a fim de aumentar o seu prestígio. Há exemplos disso, nos dias de hoje, em Nara e Kyoto, com uma colossal estátua de bronze de Buda Vairochana, no templo Todai-ji.

A madeira era tradicionalmente usada como o principal material no Japão, como pode ser observado na arquitetura japonesa tradicional. As estátuas eram geralmente cobertas com ouro ou uma tinta opaca ou brilhante, havendo alguns pequenos traços em sua superfície. Bronze e outros metais também eram usados. Outros materiais, como pedras e cerâmica, tiveram um papel importante nas crenças do povo.[6]

Ukiyo-e[editar | editar código-fonte]

Ukiyo-e, literalmente pinturas do mundo flutuante, é um gênero de pintura em madeira que era popular na arte japonesa do período pré-Meiji. Como essas pinturas podiam ser produzidas em massa, elas estavam disponíveis para vários setores da população japonesa - mesmo aqueles sem riqueza suficiente para adquirirem as pinturas originais - durante o período entre os séculos XVII e XX.

Ikebana[editar | editar código-fonte]

Ikebana (生花?) é a arte japonesa dos arranjos florais. Ela ganhou fama internacional devido ao seu foco na harmonia, uso das cores, ritmo e seu design simples e elegante. É uma arte centrada principalmente em expressar as estações, e tem como significado ser um símbolo de algo maior que a própria flor.

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

Os quatro teatros tradicionais do Japão são: noh, kyogen, kabuki e bunraku. O Noh tem suas origens da união do sarugaku com a música e dança feita por Kanami e Zeami Motokiyo.[7] Entre os seus aspectos mais distintos estão as máscaras, fantasias e gestos estilizados, às vezes acompanhado por um leque que pode representar outros objetos. As apresentações do noh eram realizadas em alterância com as do kyogen, tradicionalmente em número de cinco, mas atualmente em grupos de três. O kyogen, que tem personagens humorísticos, tem origens antigas no entretenimento da China do século VIII, desenvolvendo-o no sarugaku. No kyogen, as máscaras eram raramente usadas e, apesar das representações serem associadas às do noh, atualmente muitas não são.[7] O Kabuki apareceu no começo do Período Edo a partir das apresentações e danças de Izumo no Okuni, em Kyoto.[8] Devido à prostituição das atrizes do kabuki, a participação das mulheres nas peças foi proibida pelo governo em 1629, sendo que as personagens femininas passaram a ser representadas apenas por homens (onnagata). Tentativas recentes de reintroduzir atrizes no kabuki não foram bem aceitas.[8] Outra característica do kabuki é o uso de maquiagem para os atores de personagens históricos (kumadori). O bumraku, um teatro de marionetes japonês, foi desenvolvido no mesmo período do kabuki em uma relação de competição e contribuição entre seus atores e autores. A origem do bunraku, entretanto, é mais antiga, existindo já no período Heian.[9] Em 1914, surgiu a Revista Takarazuka, uma companhia composta somente por mulheres que introduziu o teatro de revista no Japão.[10]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Hondo em Kiyomizu-dera, Kyoto

A arquitetura japonesa tem uma história tão longa quanto qualquer outro aspecto da cultura japonesa. Originalmente muito influenciada pela arquitetura chinesa, ela desenvolveu muitos aspectos e diferenças que só podem ser vistos no Japão. Exemplos de arquitetura tradicional podem ser vistos em templos, santuários xintoístas e castelos japoneses em Kyoto e Nara. Algumas dessas construções foram feitas com jardim japonês, que foram influenciados por idéias zen.

Alguns arquitetos modernos, como Yoshio Taniguchi e Tadao Ando são conhecidos por misturarem influências arquitetônicas do Japão tradicional com ocidentais.[11]

Jardins[editar | editar código-fonte]

Jardim do Museu de Arte Adachi, Yasugi, Japão.

A arquitetura de jardins é tão importante quanto a arquitetura de construções e é muito influenciada pela origem histórica e religiosa. Ainda hoje, a pintura com tinta monocromática é a forma de arte mais associada ao budismo zen. Um princípio primário de design de um jardim é a criação de uma paisagem na qual ela será baseada, ou pelo menos, muito influenciada pela pintura de paisagem com tinta monocromática em três dimensões, sumi-e ou suibokuga. Uma dos principais jardins do Japão é o Jardim Botânico em São Paulo[12]

Vestuário[editar | editar código-fonte]

Uma criança usando um kimono.
meninas vestidas da lolita.

O vestuário japonês distingue o Japão de todos os outros países do mundo. No Japão você encontra dois tipos de vestuário: o tradicional e o moderno. A palavra japonesa kimono significa "algo que alguém veste" e ele é a roupa tradicional do Japão. Originalmente, a palavra kimono era usada para todos os tipos de roupa, mas com o passar do tempo, ela passou a se referir especificamente ao vestido longo também conhecido como "naga-gi", significando "longo vestido", que é ainda hoje usado em algumas ocasiões especiais por mulheres, homens e crianças. Kimono e todos os outros itens do vestuário tradicional japonês são conhecidos coletivamente como "wafuku", que significa "roupas japonesas, em oposição a "yofuku" (vestiário ocidental). Existe uma grande variedade de cores, estilos e tamanhos. Os homens geralmente usam cores mais escuras, enquanto mulheres tendem a usar cores mais brilhantes e, especialmente para mulheres mais jovens, frequentemente com desenhos florais ou abstratos.

O kimono de uma mulher que é casada (Tomesode) difere do kimono de uma mulher que não é casada (Furisode). O Tomesode distingue-se por que os seus desenhos não aparecem acima da cintura. Já o Furisode pode ser reconhecido por suas mangas extremamente longas, que medem entre 39 e 42 polegadas. É também o kimono mais formal que uma mulher solteira usa. O Furisode indica não só sua idade, mas também que é solteira.

O estilo de kimono também muda com o passar das estações. Na primavera, os kimonos possuem cores vibrantes com flores bordadas neles. No outono, as cores já não são tão brilhantes, com desenhos da estação. Kimonos de flanela são idéias para o inverno, pois são feitos de um material mais pesado que ajuda a reter o calor. Um dos mais elegantes kimonos é o Uchikake, um longo vestido de seda usado em cerimônias de casamento. O uchikake é normalmente decorado com desenhos de pássaros e flores usando fios de prata e ouro.

Kimonos não são feitos em tamanhos específicos como a maioria das vestimentas ocidentais são. Os tamanhos são apenas aproximados e uma técnica especial é usada para ajustar a roupa apropriadamente.

O obi é um item muito importante do quimono. Ele é uma faixa decorativa que é vestida pelos homens e mulheres japoneses. Embora ele possa ser vestido com vários trajes tradicionais diferentes, é mais comum o seu uso com o quimono. A maioria das mulheres usam um grande e elaborado obi, enquanto os homens normalmente vestem um obi mais fino e discreto.

A maioria dos homens japoneses vestem o timono apenas em casa ou em ambientes mais íntimos, apesar de ser aceitável que o homem vista o quimono quando recebe visitantes em sua casa. Para eventos mais formais, um japonês pode vestir um haori e um hakama, um tipo de saia dividida com um casaco. O hakama é amarrado na cintura, por cima do kimono até perto do tornozelo. O hakama era inicialmente vestido apenas vestido por homens, mas hoje é aceitável que mulheres também o usem. Ele pode ser vestido com todos os tipos de kimono, exceto a versão para o verão, o yukata, que é mais casual e leve.

Quimonos formais são normalmente usados em camadas, com o número e a visibilidade das camadas, o tamanho das mangas e a escolha dos desenhos sendo ditados pelo nível social, estação e a ocasião em que ele é vestido. Devido a disponibilidade da maioria das pessoas, a maioria dos japoneses usa roupas ocidentais no dia-a-dia e kimonos em festivais ou eventos especiais. Como resultado, a maioria das jovens mulheres japonesas não conseguem vestir o kimono sozinhas. Muitas mulheres mais velhas oferecem aulas para ensinar essas jovens a vestir tal vestimenta.

Happi é outro tipo tradicional de vestuário, apesar de menos conhecido internacionalmente do que o kimono. Ele é casaco de manga curta que é normalmente desenhado com o símbolo da família, sendo que era muito usado por bombeiros.

O Japão também possui diferentes calçados.

O tabi, é um calçado que cobre o tornozelo e é frequentemente usado com o kimono. Eles costumam ser usados com o "gueta", outro tipo de calçado. O gueta é uma sandália montada em blocos de madeira, presa ao pé por um pedaço de tecido que se fixa entre os dedos. Ele é usado por homens e mulheres, com kimono ou yukata.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

A cultura popular do Japão não reflete apenas as atitudes e preocupações do presente mas também fornecem uma ligação com o passado. Filmes, programas de televisão, mangá, música e Videogame desenvolveram-se de antigas tradições artísticas e literárias, sendo que muitos de seus temas e estilos de apresentação podem ser atribuídos a formas de arte tradicionais. As formas contemporâneas de cultura popular, assim como as formas tradicionais, fornecem não apenas entretenimento mas também uma válvula de escape para que os japoneses possam fugir um pouco dos problemas de um mundo industrial. Quando perguntados como eles gastam seu tempo livre, 80% dos homens e mulheres entrevistados em uma pesquisa do governo feita em 1986 responderam que gastam cerca de duas horas e meia por semana assistindo [[televisão]], ouvindo o [[rádio]] e lendo jornais e revistas. Outros 16% gastam cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos em hobbies ou diversão. Outros gastam seu tempo livre participando de atividades esportivas, socializando-se e com estudo pessoal. Adolescentes e aposentados relataram maior tempo gasto com essas atividades do que os outros grupos

Ichijū-issai: arroz, sopa e okazu

Culinária do Japão[editar | editar código-fonte]

Devido a sua longa história culinária, os japoneses desenvolveram uma culinária fina e sofisticada. Nos últimos anos, a comida japonesa tornou-se muito popular no mundo ocidental e no Brasil. Pratos como sushi, tempura e takoyaki são algumas comidas que são conhecidas. De acordo com o Instituto de Pesquisa Cetácea do Japão, "a pesca baleeira e os pratos com carne de baleia são uma parte da culinária japonesa",[13] sendo que o Japão é maior consumidor de carne de baleia do mundo.[14] Acredita-se que a dieta japonesa saudável tem relação com a longevidade do povo japonês.

[editar | editar código-fonte]

  1. The other superpower, Site do The Guardian(em inglês) Site acessado dia 22 de novembro de 2013.
  2. Literatura Japonesa - História da Literatura Japonesa, Site História do Mundo. Site acessado dia 22 de novembro de 2013.
  3. Nihon Shoki, Chapter 22, 720.
  4. Shodo. Art of Japanese calligraphy
  5. Japanese calligraphy: The history and forms of Japanese calligraphy (em inglês)
  6. the art of japan: sculpture: history (em inglês)
  7. a b Web, Japan. Japan Fact Sheet (PDF). Noh and Kyogen: The world’s oldest living theater. Página visitada em 2008-03-01. Cópia arquivada em 9 April 2008.
  8. a b Web, Japan. Japan Fact Sheet (PDF). Kabuki: A vibrant and exciting traditional theater. Página visitada em 2008-03-01. Cópia arquivada em 9 April 2008.
  9. Web, Japan. Japan Fact Sheet (PDF). Bunraku: Puppet theater brings old Japan to life. Página visitada em 2008-03-01. Cópia arquivada em 9 de abril de 2008.
  10. Takarazuka History. Takarazuka Revue. Página visitada em 2008-03-01.
  11. Architecture for today, made in Japan - The Globe and Mail (em inglês)
  12. Kuitert, Wybe. (1988). "Scenes and Taste in the History of Japanese Garden Art.". J.C.Gieben, Publisher, Amsterdam.
  13. Whaling: The Japanese position. BBC (15 de janeiro 2008). Página visitada em 3 de janeiro 2011.
  14. Japan's whale meat stockpile 'hits record'. news.com.au (5 de janeiro de 2011).