Ônibus
Um ônibus (português brasileiro) ou autocarro (português europeu), machimbombo (português angolano e moçambicano), toca-toca e otocarro (português da Guiné-Bissau) é um veículo de grandes dimensões que tem como principal função o transporte de passageiros.
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Designações e etimologia [editar]
A designação dos veículos automóveis de transporte de passageiros varia de país para país e mesmo de região para região. Várias das designações têm origem em omnibus (significando "para todos" em latim). Este termo foi usado, desde o século XIX, para designar um tipo de transporte coletivo de passageiros puxado a cavalo, usado nas grandes cidades do mundo, com caraterísticas e funções muito semelhantes aos transportes coletivos atuais.
No Brasil, os transportes coletivos de passageiros são designados "ônibus", termo originado diretamente em "omnibus".
Em Portugal, até à década de 1940, foi usado o termo "auto-ónibus" (auto-omnibus segundo a grafia da época), referindo-se a um omnibus automóvel. A partir de então, foi introduzido o termo "autocarro", também se utilizando popularmente o termo "camioneta" para designar os autocarros interurbanos.
Em Angola e Moçambique, usa-se o termo "machimbombo", com origem no nome popular que se dava aos ascensores mecânicos de Lisboa e que se se supôe ser uma adaptação do inglês "machine pump".
Na Guiné-Bissau , Cabo Verde e São Tomé e Príncipe usam-se os termos "toca-toca" e "otocarro", derivados de "autocarro".
Em Timor-Leste aos pequenos autocarros dá-se a designação de "microlete".
Internacionalmente, também é utilizado o termo "bus" (redução de "omnibus") ou o termo "autobus".1 2
História [editar]
O conceito de ônibus como modalidade de transporte público tem sua origem na cidade de Nantes, França onde, em 1826, Stanislav Baudry3 decidiu estabelecer um transporte entre o centro da cidade e as instalações de banhos públicos de sua propriedade em Richebourg, nos arredores da cidade. O serviço combinava as funções das carroças hackney com as das diligências que percorriam uma rota pré-determinada, transportando passageiros e correio. O veículo era dotado de bancos de madeira ao longo do mesmo e a entrada era efetuada por trás.
O termo ônibus parece vir do local onde os carros faziam o ponto final, diante de uma chapelaria, cujo dono, Omnes, em um jogo de palavras com seu próprio nome, denominou Omnes Omnibus, "tudo para todos". O nome pareceu bastante apropriado para o novo transporte coletivo e por associação foi adotado por este4 . Em outras versões da história, porém, ônibus simplesmente decorre de voiture omnibus ("carro para todos")5 .
O aparecimento do ônibus foi fator fundamental para o surgimento dos serviços de transporte público. Transportar passageiros demonstrou ser tão economicamente interessante que Baudry abandonou o negócio dos banhos e passou a dedicar-se exclusivamente a isso. Foi em Paris, no entanto, que ele resolveu em 1828 fundar, com outros sócios, a Entreprise Générale des Omnibus.
Seja por emulação direta ou porque a ideia já pairava no ar, em 1832 já teriam sido implementados serviços semelhantes em Bordéus e Lyon. Um jornal de Londres registrou, no dia 4 de Julho de 1829, que "o novo veículo, chamado de omnibus, começou a fazer a ligação de Paddington à cidade". Esse serviço era operado por George Shilibeer.
Em Nova Iorque, foram lançados serviços de omnibus no mesmo ano, quando Abraham Brower, um empreendedor que organizou companhias voluntárias de bombeiros, estabeleceu a ligação ao longo da Broadway começando em Bowling Green; outras cidades americanas seguiram-se: Filadélfia em 1831, Boston em 1835 e Baltimore em 1844.
Em 1830, o britânico Sir Goldworthy Gurney desenvolveu uma longa carruagem movida a vapor6 , provavelmente o primeiro ônibus motorizado. Mas, nas grandes cidades onde o transporte coletivo se desenvolvia, a tração animal evoluía para o transporte sobre trilhos.
Em 1895, Karl Benz criou o primeiro ônibus movido por um motor a explosão. Dotado de um motor a gasolina de 5cv, o ônibus de Benz alcançava 15Km/h e transportava até oito passageiros entre as localidades de Netphen e Deutz7 .
O serviço de ônibus produziu repercussões na sociedade e na urbanização. Socialmente, o serviço colocava pessoas, em intimidade física sem antecedentes, espremidos uns contra os outros numa pressão democrática que mesmo a pessoa de classe média com a mentalidade mais liberal tinha experimentado antes. Só os mais pobres permaneciam excluídos. Assim surgiu uma nova divisão na sociedade urbana, dividindo aqueles que possuíam carruagens e os que não possuíam.
O serviço de ônibus estendeu o alcance da cidade norte-atlântica, pós-georgiana e pós-federal. A caminhada da antiga vila de Paddington à baixa de Londres era dura até para um jovem em boa condição física. O serviço de ônibus ofereceu uma nova disponibilidade ao interior da cidade dos seus subúrbios mais próximos.
Uma urbanização mais intensa seguiu-se. Dentro de poucos anos, o serviço de ônibus de Nova Iorque tinha como rival o eléctrico (bonde): o seu primeiro serviço percorria a rua Bowery, que oferecia uma grande melhoria nas condições por percorrer sobre carris de ferro em vez de andar sobre estradas de blocos de granito, o que traduzia-se numa viagem mais suave. Os novos eléctricos foram financiados por John Mason, um banqueiro rico, e construídos por John Stephenson, um empreiteiro Irlandês.
Quando os transportes motorizados comprovaram o seu valor após 1905, um omnibus motorizado era, por vezes, intitulado autobus.
Fabricantes [editar]
- Chassis
- Ford (EUA/Brasil)
- Agrale (Brasil)
- Daimler-Chrysler/Mercedes-Benz (Alemanha)
- Dennis (Inglaterra)
- Iveco (Itália/Brasil)
- MAN (Alemanha)
- Scania (Suécia/Brasil)
- Volkswagen (Alemanha/Brasil)
- Volvo (Suécia/Brasil)
- Mercedes Benz (Alemanha/Brasil)
- Carroçarias
- Mascarello (Brasil)
- Alexander Dennis (Inglaterra)
- Alfredo Caetano (Portugal)
- Ayats (Espanha)
- Beulas (Espanha)
- Burillo (Espanha)
- Caio Induscar (Brasil)
- Camo (Portugal)
- CaetanoBus (Portugal)
- Castrosua (Espanha)
- Ciferal (Brasil)
- Comil (Brasil)
- Engerauto (Brasil)
- Fabusforma (Brasil)
- FANABUS (Venezuela)
- Farebus (Espanha)
- Ferqui (Espanha)
- Hispano Carrocera (Espanha)
- Indcar (Espanha)
- Ikarus (República Tcheca)
- Irizar (Espanha)
- Irmãos Mota & Cª (Portugal)
- José Troyano (Argentina)
- Karosa (República Tcheca)
- Marcopolo (Brasil)
- Metalsur (Argentina)
- Metalpar (Chile y Argentina)
- Neobus (Brasil)
- Noge (Espanha)
- Obradors (Espanha)
- Sudamericanas (Argentina)
- Saldivia (Argentina)
- Sunsundegui (Espanha)
- UNVI (Espanha)
- Van Hool (Holanda)
- Carroçarias extintas
- Aratu (Brasil)
- Bons Amigos (Brasil)
- CAIO Norte (Brasil)
- Cermava (Brasil)
- CMA
- Camelsa (Espanha)
- Carbrasa (Brasil)
- Ciferal Paulista/Condor/Thamco (comprada pela San Marino é hoje Neobus)(Brasil)
- CMA (Brasil)
- Cobrasma (Brasil)
- Cirb (Brasil)
- Cribia (Brasil)
- Diegoli (Brasil)
- Eliziário (Brasil)
- Engerauto (Brasil)
- Facansa - Fabrica de Carrocerías Andres Nemer S.A (Uruguay)
- Grassi (Brasil)
- Hennemman & Catheli (Brasil)
- Incasel (hoje Comil)(Brasil)
- Increal (Brasil)
- Jotave (Brasil)
- Mafersa (Brasil)
- Maiso (Espanha)
- Maxibus (Brasil)
- Metropolitana (Brasil)
- Nicola (hoje Marcopolo)(Brasil)
- Busscar)(Brasil)
- Nielson (Brasil)
- Nilo (Brasil)
- Nimbus (Brasil)
- Santa Matilde (Brasil)
- Saes (Brasil)
- Striuli (Brasil)
- Ugarte (Espanha)
- Unicar (hoje UNVI)(Espanha)
- UTIC (Portugal)
- Vieira (Brasil)