Monocarril

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O Wuppertal Schwebebahn, monorail em Wuppertal na Alemanha, um dos mais antigos e ainda em funcionamento.

Um monocarril (português europeu) ou monotrilho (português brasileiro) é uma ferrovia constituída por um único carril/trilho, em oposição às ferrovias tradicionais que possuem dois trilhos paralelos. Um dos mais antigos monotrilhos do mundo, o de Wuppertal na Alemanha, foi construído em 1901 e ainda se encontra em funcionamento.

Tipos de monotrilho e aspectos técnicos[editar | editar código-fonte]

O monocarril do parque Disney World

Existem dois tipos principais de monocarril: nos monocarris suspensos o veículo está localizado debaixo do carril e suspenso por cima. No modelo mais popular, o veículo encaixa-se no carril. Existe ainda um outro modelo no qual as rodas são colocadas dentro do carril.

Oeiras foi a primeira cidade portuguesa a ter um sistema monotrilho. O SATU (Sistema de Transportes Automático de Oeiras) foi inaugurado a 7 de junho de 2004. Trata-se de um sistema automático, sem condutor, elétrico e não poluente. Numa primeira fase, este monotrilho faz a ligação entre a estação dos Navegantes, em Paço de Arcos e o Oeiras Parque, junto ao Parque dos Poetas. Os vagões têm capacidade para transportar 79 passageiros, podendo percorrer as três estações desta primeira fase em três minutos. Deve-se observar, contudo, que o SATU não é um verdadeiro monotrilho, já que, na verdade circula em dois trilhos, propulsionado por um cabo, à semelhança do que acontece no elevador de Santa Luzia (Viana do Castelo), por exemplo. No entanto, é popularmente considerado como tal, devido ao seu aspecto e funcionamento.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o primeiro sistema de monotrilho a operar foi o da cidade de Poços de Caldas. De propriedade particular, a linha elevada interligava o terminal rodoviário da cidade até a área central, totalizando 6 Km de extensão e 11 estações. Atualmente, esse monotrilho está desativado tendo sido uma parte de sua via destruída no ano de 2003, dificultando assim o reinício imediato das operações. Há planos para a sua revitalização.

Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Na Cidade do Rio de Janeiro, o centro de compras Barra Shopping em 1996 com o objetivo de facilitar a circulação dos clientes e de substituir o sistema de microônibus que circulava gratuitamente no estacionamento ligando todas as entradas, foi inaugurado um sistema de monotrilho com 3 estações com o custo de R$ 1,50 por pessoa, mas apos o Período de novidade, foi demonstrado sua Ineficiência devido ao custo para os clientes, levando seu fechamento no ano de 2000, onde com o tempo, todos os trilhos e seus suportes foram removidos dando lugar a poucas vagas e uma de suas estações foi remodela como passarela de pedestres para o Fórum Regional da Barra da Tijuca.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Monotrilho de alta capacidade em Tóquio

O Governo do Estado de São Paulo, através da Companhia do Metropolitano de São Paulo-(Metrô) constrói atualmente duas linhas de monotrilho de alta capacidade de forma simultânea na capital do estado (linha-15 prata, indo do Ipiranga até Cidade Tiradentes e linha 17-ouro, indo do Jabaquara até Morumbi, passando ainda pelo Aeroporto de Congonhas[1] ) e já tem projeto divulgado para uma terceira linha (linha 18) ligando o ABC paulista ao sistema de metro da cidade de São Paulo [2] [3] , usando assim essa modalidade de transporte como alternativa de menor custo e impacto urbano e paisagístico para a expansão da rede metroviária da região metropolitana de São Paulo.

O sistema de monotrilho em implantação na linha 15 – Prata do metrô de São Paulo será o primeiro a ser utilizado como meio de transporte público urbano de alta capacidade no mundo’’[4] .

. Assim como já ocorre na Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo o monotrilho da linha 15-Prata terá a tecnologia "driverless" que dispensa a necessidade de condutor além de ser o de maior capacidade de transporte de passageiros no mundo com 40 mil passageiros por hora, por sentido, totalizando 500 mil usuários por dia[5] , superando inclusive o sistema existente na cidade de Tókio que detêm esse título atualmente e que serviu de inspiração para o sistema paulista [6] . Outra característica do sistema em implantação na cidade de São Paulo é uma adaptação no sistema que fará com que haja passarelas metálicas centrais ao longo da linha, permitindo assim a evacuação das composições sem grandes transtornos em caso de necessidade, já que a dificuldade desse tipo de procedimento em sistemas de monotrilho ao redor do mundo sempre foi apontada como uma das maiores fragilidades desse tipo de meio de transporte.

As composições que prestarão serviço na linha 15-Prata já se encontram em produção pela linha de montagem da empresa canadense Bombardier em sua unidade de produção na cidade de Hortolândia, interior do estado de São Paulo, já que a construção desta linha é fruto de um consórcio desta empresa junto ao Grupo Queiroz Galvão.

Nas composições da linha 17-Ouro, a empresa malaia Scomi, que construiu monotrilhos em Kuala Lumpur será responsável pela tecnologia empregada em uma linha de montagem no Rio de Janeiro em parceria com o Grupo MPE. Além do fornecimento do primeiro carro, importado da Malásia, como modelo para a produção dos demais (de um total de 72 que serão produzidos para a Linha 17-Ouro) a Scomi trará ainda ao país os sistemas eletrônicos e de rodas dos veículos já prontos.[7]

O Projeto do monotrilho paulista da linha 15-prata foi premiado no ano de 2013, em Genebra na Suíça, pela União Internacional dos Transportes Públicos, durante a 60º edição do Congresso Mundial de Mobilidade e Transporte Público (UITP), na categoria ‘’Inovação em Intermodalidade’’[8] .Nessa mesma ocasião o sistema de Metrô da cidade de São Paulo foi o vencedor do ‘’Prêmio Crescendo com o Transporte Público’’ na categoria ‘’Inovação em Serviços ao Cliente’’[9]

Amazonas[editar | editar código-fonte]

Atualmente encontra-se em curso projeto que prevê a instalação de um monotrilho na cidade de Manaus porém ainda sem data certa para a sua implementação.

Vantagens e desvantagens[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

  • A principal vantagem dos monocarris em relação aos sistemas de carris convencionais é que necessitam de muito menos espaço, tanto na horizontal como na vertical. A largura necessária é determinada pelo tamanho do veículo e não pelo tamanho da linha; sendo normalmente, elevados, ocupam muito menos espaço no chão, sendo este limitado praticamente ao pilares de sustentação.
  • Devido ao pouco espaço que ocupam no chão, são mais atrativos que os sistemas elevados convencionais e visualmente apenas impedem a visão de uma pequena parte do céu.
  • São menos ruidosos, já que usam rodas de borracha quando em contacto com o solo.
  • Os monocarris são capazes de subir, descer e virar, mais rapidamente que os comboios convencionais
  • São mais seguros, já que não descarrilam e como são elevados, dificilmente entrarão em choque com pessoas e trânsito.
  • São mais baratos e mais fáceis de construir, especialmente quando comparados com os sistemas de metro.

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

  • Os monocarris necessitam da sua própria “estrada”
  • Ocupando menos espaço no chão do que os sistemas elevados convencionais, ocupam mais do que os sistemas subterrâneos.
  • Os desvios implicam que uma parte da linha fique suspensa no ar, num determinado espaço de tempo. Ao contrário dos desvios convencionais, um comboio que circule nessa linha suspensa, pode descarrilar, com o risco adicional de cair de uma altura de vários metros do chão.
  • Numa emergência, os passageiros não podem sair imediatamente visto não existirem plataformas para o poderem fazer; é necessário esperar que os bombeiros apaguem o fogo ou que sejam recolhidos por um veículo de emergência. Se o comboio estiver a arder, os passageiros poderão ter que tomar a desagradável decisão de se lançarem para o chão, de uma altura de vários metros correndo o risco de partir alguns ossos, ou ficarem no comboio, podendo assim sufocarem; os novos sistemas de monocarril, resolvem esta situação, criando plataformas a longo da linha.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Monocarris em geral:

Commons
O Commons possui multimídias sobre Monocarril


Referências

  1. G1 "[1]" Estação do monotrilho ficará em rua próxima ao aeroporto de Congonhas
  2. G1 "[2]" Governo abre consulta e promete monotrilho entre SP e ABC em 2016
  3. G1 "[3]" SP abre consulta pública para Linha 18 do monotrilho
  4. Portal do Governo do Estado de São Paulo "[4] Projeto do Monotrilho é premiado internacionalmente "
  5. R7 "[5]" Monotrilho de SP será o de maior capacidade do mundo, com 40 mil passageiros por hora"
  6. Jus bBrasil "[6]"Expresso Tiradentes terá sistema de monotrilho como o de Tóquio"
  7. Revista Ferroviária"[7]" MPE investe na construção de monotrilhos"
  8. Portal do Governo do Estado de São Paulo "[8] Projeto do Monotrilho é premiado internacionalmente "
  9. Portal do Governo do Estado de São Paulo" http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=229257&c=561&q=projeto-do-monotrilho-u-premiado-internacionalmente] Projeto do Monotrilho é premiado internacionalmente."