Monocarril

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O Wuppertal Schwebebahn, monorail em Wuppertal na Alemanha, um dos mais antigos e ainda em funcionamento.

Um monocarril (português europeu) ou monotrilho (português brasileiro) ou monorail é uma ferrovia consituída por um único carril/trilho, em oposição às ferrovias tradicionais que possuem dois trilhos paralelos. Um dos mais antigos monotrilhos do mundo, o de Wuppertal na Alemanha, foi construído em 1901 e ainda se encontra em funcionamento.

Índice

[editar] Tipos de monotrilho e aspectos técnicos

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Monorail sobre uma rua de Sydney na Austrália.
Monotrilho (1907) por Brennan e Scherl
O monocarril do parque Disney World
O monotrilho da cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais.

Existem dois tipos principais de monocarril: nos monocarris suspensos o veículo está localizado debaixo do carril e suspenso por cima. No modelo mais popular, o veículo encaixa-se no carril. Existe ainda um outro modelo no qual as rodas são colocadas dentro do carril.

Os monotrilhos modernos são propulsionados por energia eléctrica e têm normalmente pneus em vez das usuais rodas de ferro. Estes pneus rolam por cima e pelos lados do trilho, de forma a fazer movimentar e estabilizar o trem.

Oeiras foi a primeira cidade portuguesa a ter um sistema monotrilho. O SATU (Sistema de Transportes Automático de Oeiras) foi inaugurado a 7 de junho de 2004. Trata-se de um sistema automático, sem condutor, elétrico e não poluente. Numa primeira fase, este monotrilho faz a ligação entre a estação dos Navegantes, em Paço de Arcos e o Oeiras Parque, junto ao Parque dos Poetas. Os vagões têm capacidade para transportar 79 passageiros, podendo percorrer as três estações desta primeira fase em três minutos. Deve-se observar, contudo, que o SATU não é um verdadeiro monotrilho, já que, na verdade circula em dois trilhos, propulsionado por um cabo, à semelhança do que acontece no elevador de Santa Luzia (Viana do Castelo), por exemplo. No entanto, é popularmente considerado como tal, devido ao seu aspecto e funcionamento.

No Brasil, o único sistema de monotrilho existente é o de Poços de Caldas. De propriedade particular, a linha elevada interliga o terminal rodoviário da cidade até a área central, totalizando 6 Km de extensão e 11 estações. Atualmente, o monotrilho está desativado e uma parte da via foi destruída em 2003, impossibilitando o reinício imediato das operações. Há planos para a sua revitalização e reativação.

Ainda no Brasil, o Governo do Estado de São Paulo, anunciou em 2009 a intenção de construir linhas de monotrilhos na Capital do estado como alternativa de menor custo para a expansão da rede metroviária

[editar] Vantagens e desvantagens

[editar] Vantagens

  • A principal vantagem dos monocarris em relação aos sistemas de carris convencionais é que necessitam de muito menos espaço, tanto na horizontal como na vertical. A largura necessária é determinada pelo tamanho do veículo e não pelo tamanho da linha; sendo normalmente, elevados, ocupam muito menos espaço no chão, sendo este limitado praticamente ao pilares de sustentação.
  • Devido ao pouco espaço que ocupam no chão, são mais atractivos que os sistemas elevados convencionais e visualmente apenas impedem a visão de uma pequena parte do céu.
  • São menos ruidosos, já que usam rodas de borracha quando em contacto com o solo.
  • Os monocarris são capazes de subir, descer e virar, mais rapidamente que os comboios convencionais
  • São mais seguros, já que não descarrilam e como são elevados, dificilmente entrarão em choque com pessoas e trânsito.
  • São mais baratos e mais fáceis de construir, especialmente quando comparados com os sistemas de metro.

[editar] Desvantagens

  • Os monocarris necessitam da sua própria “estrada”
  • Ocupando menos espaço no chão do que os sistemas elevados convencionais, ocupam mais do que os sistemas subterrâneos.
  • Os desvios implicam que uma parte da linha fique suspensa no ar, num determinado espaço de tempo. Ao contrário dos desvios convencionais, um comboio que circule nessa linha suspensa, pode descarrilar, com o risco adicional de cair de uma altura de vários metros do chão.
  • Numa emergência, os passageiros não podem sair imediatamente visto não existirem plataformas para o poderem fazer; é necessário esperar que os bombeiros apaguem o fogo ou que sejam recolhidos por um veículo de emergência. Se o comboio estiver a arder, os passageiros poderão ter que tomar a desagradável decisão de se lançarem para o chão, de uma altura de vários metros correndo o risco de partir alguns ossos, ou ficarem no comboio, podendo assim sufocarem; os novos sistemas de monocarril, resolvem esta situação, criando plataformas a longo da linha.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Monocarris em geral:

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