Via algaliada

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Exemplo de bitola mista com quatro carris/trilhos, onde os carris/trilhos interiores possuem bitola métrica e estão entre os da bitola padrão.

Via algaliada é uma via-férrea de bitola mista com a capacidade de operar simultaneamente comboios (português europeu) ou trens (português brasileiro) com diferentes bitolas. A denominação via algaliada é mais utilizada em Portugal.

Normalmente uma via férrea de bitola mista possui três, quatro carris (português europeu) ou trilhos (português brasileiro) paralelos: dois carris/trilhos são os utilizados pelas carruagens/vagões. Os carris/trilhos paralelos adicionais estão presentes na linha para permitir a compatibilidade de comboios/trens com bitola maior ou menor que a bitola utilizada como oficial na região.

Configurações de bitola mista[editar | editar código-fonte]

A especificação mais importante numa via férrea é a manutenção de uma mesma distância entre trilhos, denominada bitola. Tanto a linha quanto o truque devem ser construídos com o objetivo de encaixarem numa mesma bitola: por exemplo, caso o truque seja 1 cm menor que a bitola dos trilhos, já haveria grande risco de o comboio/trem descarrilar nas curvas. Ao permitir que comboios/trens com diferentes bitolas possam compartilhar uma mesma linha férrea, os custos a longo prazo na manutenção de pontes e túneis podem ser reduzidos.

Uma linha férrea de bitola mista pode ter quatro carris/trilhos paralelos no caso extremo onde as bitolas são muito próximas (como uma bitola mista com um dos carris/trilhos da bitola internacional entre a bitola russa), mas uma configuração onde a linha mista possua três carris/trilhos paralelos é mais desejada pelo menor custo de implantação. Para uma bitola mista ser viável por meio de três carris/trilhos, a diferença entre as bitolas precisa ser pelo menos tão grande quanto o pé do carril/trilho, caso contrário, não há espaço para os equipamentos de fixação do trilho (pregos, grampos, etc) no dormente/travessa.

A colocação de carris/trilhos extras pode ser considerado um tipo de adaptação para um futuro processo de conversão de bitola.

Linhas com bitola mista a destacar[editar | editar código-fonte]

Na Espanha[editar | editar código-fonte]

Linha com bitola mista entre Tardienta e Huesca, Espanha
  • Troço/trecho Tardienta / Huesca, com três carris/trilhos: bitolas de 1.668 mm e 1.435 mm.
  • Troço/trecho de ensaio Olmedo e Medina del Campo com 14,4 km; constituído por três carris/trilhos: bitolas de 1.668 mm e 1.435 mm.
  • Porto de Barcelona, entre Castellbisbal e terminal de carga de Can Tunis, com três carris/trilhos: bitolas de 1.668 mm e 1.435 mm.

No Japão[editar | editar código-fonte]

Linha com bitola mista em Odawara, Japão.
  • Em Odawara há uma linha (desativada em 2006) constituída por três carris/trilhos: bitolas de 1.435 mm e 1.067 mm.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Na Rússia[editar | editar código-fonte]

Na Suécia / Finlândia[editar | editar código-fonte]

  • Linha com bitola mista na fronteira Suécia-Finlândia.
    Na Suécia e na Finlândia existem 2 km de linha férrea com bitola mista composta por quatro carris/trilhos paralelos, com bitola internacional e bitola finlandesa, entre Haparanda na Suécia e Tornio na Finlândia, unindo as estações das duas cidades através da ponte internacional sobre o rio Torne.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Bitola mista na Linha 9 da CPTM, em São Paulo.
    No Brasil, a Linha 8 Diamante e a Linha 9 Esmeralda (ambas da CPTM, em São Paulo) tem a bitola mista com três carris/trilhos: bitolas de 1.000 mm e 1.600 mm

Ver também[editar | editar código-fonte]