Catenária (caminho de ferro)

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Via electrificada por catenária

Na ferrovia, a catenária é um sistema de distribuição e alimentação eléctrica aérea. Difere das distribuições de Alta/Média/Baixa tensão para permitir uma captação direta de energia do cabo por meio de um pantógrafo. Os cabos são trocados a cada número determinado de postes e são fixos por tensão, existindo um peso superior ao de 1/2 do cabo em cada extremidade que o estica até assentar por baixo dos fixadores. Este meio de fixação permite que haja uma superfície lisa de contato em todo o cabo. Este sistema é utilizado por Trólebus (Trolleys), Bondes (Eléctricos), Metrôs (Metropolitanos) de Superfície, locomotivas e automotoras ferroviárias.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

O primeiro troço a ser electrificado foi a Linha de Cascais, a 15 de agosto de 1926, com uma tensão de 1,5 kV em corrente contínua. A eletrificação do restante rede só teria início nos anos 1950, com uma tensão 25kV 50Hz corrente alternada, principalmente devido a problemas de fornecimento da tensão necessária pela rede pública.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A eletrificação ferroviária no Brasil teve início em 1908, quando a Estrada de Ferro Corcovado adotou a eletrificação em sua única linha, que atende ao Corcovado, no Rio de Janeiro; neste caso, foi adotado o sistema trifásico em corrente contínua e a eletrificação atende até hoje aos trens turísticos que se dirigem a um dos mais conhecidos pontos cariocas. Em 1922, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro inaugurou o trecho eletrificado entre as cidades de Campinas e Jundiaí; assim, todos os trens naquele trecho passaram a ser tracionados por locomotivas elétricas, fabricadas pela General Electric nos EUA. O sistema escolhido foi o de 3 kV em corrente contínua, o que acabou sendo adotado como padrão brasileiro.

Ao longo das décadas de 1930 a 1960, várias ferrovias adotaram a eletrificação visando diminuir gastos com combustíveis e melhorar o rendimento dos trens, cujas locomotivas a vapor já não davam mais conta da demanda. Assim, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Bahia tiveram ferrovias eletrificadas, em trechos de serra ou em áreas metropolitanas. Porém, o sucateamento dos sistemas elétricos, a falta de interesse de algumas companhias ferroviárias, a queda de demanda pelo transporte ferroviário e as vantagens incomparáveis das locomotivas diesel-elétricas fizeram com que a eletrificação fosse quase que totalmente desmantelada nas ferrovias do Brasil.

Hoje, existem sistemas de tração elétrica somente nas ferrovias que atendem à Grande São Paulo, Baixada Fluminense e nos sistemas metroviários do Brasil. Todos eles (com exceção do Metrô de São Paulo e do Metrô do Rio de Janeiro) adotam o sistema de catenária com tensão de 3Kv CC (Linhas 4 e 5 do Metrô de São Paulo utilizam tensão 1.500 Vcc).