Linha 1 do Metrô de São Paulo

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Linha 1 - Azul
Linha1 metro sp.svg
Inauguração 14 de setembro de 1974 (40 anos)
Estações 23
Comprimento 20,2 km
Estado Em serviço
Urban head station in tunnel
Tucuruvi
Exit urban tunnel
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Km 20
Urban station on track
Parada Inglesa
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Enter urban tunnel
Urban tunnel station on track
Jardim São Paulo
Exit urban tunnel
Unknown route-map component "uBRÜCKEa   "
Unknown route-map component "uhBHF      "
Santana
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Carandiru
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Portuguesa-Tietê
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Ponte sobre a Marginal Tietê
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Km 15
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Ponte sobre o Rio Tietê
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Ponte sobre a Marginal Tietê
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Armênia
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Ponte sobre o Rio Tamanduateí
Enter urban tunnel
Urban tunnel station on track
Tiradentes
Left side of urban tunnel cross-platform interchange
Luz (Acesso às Linhas 4-Amarela, 7-Rubi, 10-Turquesa[nota 1] e 11-Coral)
Urban tunnel station on track
São Bento
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(Acesso à Linha 3-Vermelha)
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Enlace para a Linha 3-Vermelha
Urban tunnel station on track
Liberdade
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Km 10
Urban tunnel station on track
São Joaquim
Urban tunnel station on track
Vergueiro
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Paraíso (Acesso à Linha 2-Verde)
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Ana Rosa (Acesso à Linha 2-Verde)
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Enlace para a Linha 2 - Verde
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Túneis sobre a Linha 2 - Verde
Urban tunnel station on track
Vila Mariana
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Santa Cruz (futuro acesso à Linha 5-Lilás)
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Km 5
Urban tunnel station on track
Praça da Árvore
Urban tunnel station on track
Saúde
Urban tunnel station on track
São Judas
Exit urban tunnel
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Viaduto coberto sobre a Av Dr. Affonso Taunay
Enter urban tunnel
Urban tunnel station on track
Conceição
Urban tunnel station on track
Jabaquara (futuro acesso à Linha 17-Ouro)
Exit urban tunnel
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Ligação com o Pátio Jabaquara

  1. O trecho da Linha 10-Turquesa que a conecta com a Estação da Luz encontra-se desativado ao público.

A Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, denominada originalmente Linha Norte-Sul, compreende o trecho definido pelas estações Tucuruvi e Jabaquara, em São Paulo, no Brasil. Esta foi a primeira linha construída pelo Metrô, iniciada no final da década de 1960 e inaugurada do começo dos anos 1970. Foi também a primeira linha de metropolitano a ser construída no Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Primeiro trecho[editar | editar código-fonte]

Denominada originalmente Linha Norte-Sul, a Linha 1 do Metrô de São Paulo começou a ser construída em 14 de dezembro de 1968. Sua operação comercial começou no dia 14 de setembro de 1974, com os trens circulando nos seus primeiros sete quilômetros, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana. Nesse primeiro trecho, o atendimento ao público era das 10 às 15 horas.

A escolha desse traçado foi motivada pela inexistência de alternativas de transporte coletivo ferroviário para os moradores de Santana e Jabaquara, e também para desafogar o já complicado trânsito no Centro da Capital. O Consórcio que venceu a licitação para construção da linha foi o HMD, uma associação de duas empresas alemãs, Hochtief e Deconsult, e a brasileira Montreal. Este consórcio aplicou as mais novas tecnologias disponíveis na época, como carros em aço inoxidável, sistema automático de controle e sinalização dos trens, terceiro trilho biometálico, tração elétrica dos carros e eletrônica de potência, tornando o Metrô de São Paulo em um dos mais velozes e modernos do mundo.

No dia 17 de fevereiro de 1975, a Linha 1-Azul do Metrô chegou ao centro da cidade, com a inauguração do seu segundo trecho: Vila Mariana–Liberdade.[1] No segundo semestre do mesmo ano (26 de setembro), foi inaugurado o terceiro trecho: Liberdade—Santana (ainda sem a Estação Sé). Assim, a linha passou a operar seu trajeto completo, do Jabaquara a Santana, operando comercialmente das 6h00 às 20h30. Estava pronta a primeira linha de metrô paulistana, com 16,7 km de extensão e 20 estações.

Em 17 de fevereiro de 1978, foi inaugurada a estação Estação Sé, a maior do sistema metroviário de São Paulo.

Tunel de manobras em Santana[editar | editar código-fonte]

Até meados da década de 1980, a linha operava com intervalos de 125 segundos entre os trens; a construção de um túnel de extensão para manobras depois da Estação Santana permitiu que se baixasse esse intervalo para 90 segundos em 1985, o que colocou o metrô paulistano entre os mais eficientes do mundo à época.[2] O túnel, já planejado desde 1980, causou apreensão na vizinhança, incomodada antes pelas obras da Estação Santana; mas essa preocupação acabou se esvaindo pois, sem obras a céu aberto, a construção do túnel praticamente não era notada pelos moradores.[2] Uma cena curiosa, nesse contexto, envolveu os funcionários da obra comemorando a presença de baratas ao abrir tampas de bueiros — sinal de que havia oxigênio nas galerias, algo que facilitaria bastante o trabalho.[2]

Integração com outras linhas[editar | editar código-fonte]

Expansão de 1998, entre Santana e Tucuruvi.

No dia 10 de março de 1979, foi inaugurado o primeiro trecho da Linha 3-Vermelha, entre as estações Brás e , integrando-se na última à Linha 1.

No dia 25 de janeiro de 1991, aniversário da cidade, foi inaugurada a integração com a Linha 2-Verde, na estação Paraíso. Nesta fase, a linha funcionava entre as estações Paraíso e Consolação.

No dia 15 de setembro de 2011, foi inaugurada a integração com a Linha 4-Amarela, na estação Luz.

Extensões[editar | editar código-fonte]

Desde meados dos anos 1980, já era prevista a extensão da linha até o Tucuruvi e depois ao Jaçanã, de onde partiria um trólebus para fazer a ligação com o Aeroporto de Cumbica. O projeto completo nunca foi concluído; entretanto, em 1998, foi entregue à população a extensão até Tucuruvi, que adicionou à Linha 1-Azul mais 3,5 quilômetros de vias e 3 novas estações: Jardim São Paulo, Parada Inglesa e Tucuruvi.

Atualmente, a Linha 1 do Metrô conta com 20,2 quilômetros de linhas e 23 estações transportando diariamente mais de 1,1 milhão de passageiros, sendo a segunda linha que transporta mais passageiros, perdendo somente para a Linha 3-Vermelha. O atual recorde do número de passageiros transportados pela linha 1 foi obtido em 7 de novembro de 2008, com a marca de 1 469 191 pessoas transportadas.

Ramal Moema[editar | editar código-fonte]

Ramal Moema e veículos em 2011

Quando o metrô foi projetado, em 1968, ele previa a inclusão, além da linha Norte-Sul (Atual linha 1-Azul), de dois ramais: o Paulista (Atual linha 2-Verde) e o Moema.

O ramal Moema partiria da estação Paraíso e iria em paralelo à avenida 23 de Maio, até Moema. O projeto foi cancelado; contudo, cerca de 200 metros do ramal foram construídos e seu trecho inicial ainda pode ser observado, na estação Paraíso.

Na plataforma sentido Tucuruvi (linha 1), indo até o começo da plataforma, pode-se observar, à esquerda, duas faixas de granito e duas linhas amarelas no meio do chão, semelhantes às que ficam antes das vias dos trens. Entre essas faixas, existe o piso de borracha padrão do Metrô. Esse piso é na verdade um tapume que fica por cima dos trilhos do ramalo. Porém, a via não possui o 3º trilho, não permitindo o estacionamento de trens. No começo da plataforma, uma parede separa o resto do ramal. Dentro dessa parede existe as duas vias do ramal, que se encontra com a linha 1 logo após a estação Paraíso, sentido Tucuruvi. Ele é usado atualmente para o estacionamento de máquinas de manutenção do metrô.

Visão do Ramal Moema na Estação Paraíso.

Datas importantes[editar | editar código-fonte]

Características das estações[editar | editar código-fonte]

Linha elevada entre Parada Inglesa e Armênia (exceto Jardim São Paulo) e subterrânea entre Tiradentes e Jabaquara. A estação Tucuruvi é semienterrada com a entrada da estação em superfície.

As estações Jardim São Paulo, Tiradentes e Ana Rosa possuem plataforma central, as estações Luz e Sé possuem plataformas laterais e central e as estações São Bento e Paraíso possuem plataformas laterais sobrepostas. As demais estações possuem plataformas laterais.

Estações[editar | editar código-fonte]

Frota[editar | editar código-fonte]

A Linha 1-Azul possui 24 trens fabricados entre 1972 e 1974 pela Mafersa (de A01 à A47), que estão sendo modernizados (futuras frotas I e J). Alguns modernizados já estão em operação como o I06 (I061 - I066), I11 (I111-I116), I12 (I121 - I126), I13 (I131-I136), I15 (I151-I156), I16 (I161 - I166), I19 (I191-I196), I22 (I221-I226), I24 (I241-I246) (este era o antigo A33 [A331-A336]), I25 (I251 - I256), J31 (J311-J316), J33 (J331-J336), J45 (J451-J456) e J46 (J461-J466). Rodam também sete trens da empresa espanhola CAF que vão de H52 à H58. Recentemente, dois trens Mafersa que vieram da linha 3 (vermelha) estão rodando na linha 1 (azul) que são o D40 (D401-D406), D41 (D411-D416), D42 (D421-D426), D45 (D451-D456), D46 (D461-D466) e o D47 (D471-D476).

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Na Linha 1-Azul, ocorreu o primeiro descarrilamento de um trem do metrô transportando passageiros. Em 1999, um trem que estava saindo da estação Santana no sentido Tucuruvi teve seu disco de freio solto de uma das rodas próximo à entrada do túnel. O disco agiu como cunha, tirando o carro 1025 do trilho, jogando-o contra a plataforma de emergência na lateral. Como estava em baixa velocidade, o trem parou imediatamente, e ninguém se feriu. Os danos na composição 02 (atual composição A02 - carros de A021 à A026) foram pequenos, mas, devido a problemas com a reposição de peças, o trem só voltou a operar dois anos depois.

Alteração de nomes[editar | editar código-fonte]

A Estação Armênia chamava-se Ponte Pequena até 1987. Em 2006 a Estação Tietê teve seu nome alterado para Portuguesa-Tietê, devido ao fato de estádio da Portuguesa de Desportos estar próximo da estação, assim como já havia ocorrido com homenagens a outros clubes na Linha 3. Em 2011 a Estação Jardim São Paulo passou a chamar-se Jardim São Paulo-Ayrton Senna.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Trem Budd-Mafersa parando na Estação Santa Cruz.
Linha elevada vista no distrito de Santana.
Trem da linha passando pelo centro de Santana.

Referências

  1. (26 de setembro de 1975) "Acompanhe, nestas fotos, a história da nossa primeira linha de metrô". Jornal da Tarde (2 994): 32. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
  2. a b c (16 a 22 de setembro de 1985) "O túnel da rapidez". Veja em São Paulo: pág. 22. Editora Abril.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]