São Lourenço da Serra

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Município de São Lourenço da Serra
"Cidade Natureza"
Vista de São Lourenço da Serra

Vista de São Lourenço da Serra
Bandeira de São Lourenço da Serra
Brasão de São Lourenço da Serra
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de março
Fundação 1991 (22–23 anos)
Gentílico sãolourençano
Prefeito(a) Fernando Antonio Seme Amed (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Lourenço da Serra
Localização de São Lourenço da Serra em São Paulo
São Lourenço da Serra está localizado em: Brasil
São Lourenço da Serra
Localização de São Lourenço da Serra no Brasil
23° 51' 10" S 46° 56' 34" O23° 51' 10" S 46° 56' 34" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Itapecerica da Serra IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Ibiúna, Cotia, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Juquitiba
Distância até a capital 52 km
Características geográficas
Área 186,709 km² [2]
População 13 985 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 74,9 hab./km²
Altitude 720 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,728 alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 127 283,209 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 165,64 IBGE/2008[5]
Página oficial

São Lourenço da Serra é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital, Microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada em 2009 era de 18.319 habitantes e a área é de 187 km², o que resulta numa densidade demográfica de 72,97 hab/km².

História[editar | editar código-fonte]

A partir de 1991 com a sua emancipação de Itapecerica da Serra, foram realizadas eleições para prefeito, já tendo sido cumpridos 4 mandatos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (Média de 14 °C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm. As temperaturas podem atingir mínimas próximas a zero grau nos meses de junho/julho, com formação de geada.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A flora nativa, riquíssima e sob enorme ameaça, é composta pela chamada Mata Atlântica, com ipês, bambus, cedros, imbuias e, principalmente, os manacás-da-serra (Tibuchina mutabilis; Família Melastomataceae) com flores de início alvas que chegam ao lilás em três dias, sem perfume. Nas áreas mais degradadas resistem as palmeiras Syagrus romanzoffiana que produzem coquinhos comidos por pássaros e mamíferos. Essas espécies são ocupadas por um sem número de orquídeas, sendo provavelmente a mais comum e conhecida a Chuva de Ouro, Oncidium, largamente extraída pelos antigos caboclos, para venda nas estradas e nas feiras de Santo Amaro, SP. Espécies exóticas, como eucaliptos e pinus de muitas variedades ocupam as partes mais próximas às rodovias. O bambu Dendrocalamus giganteus, de origem asiática e introduzido pelos portugueses aparece em muitas das propriedades do município.

Limites[editar | editar código-fonte]

Seus limites são Cotia a noroeste e norte, Itapecerica da Serra a norte, Embu-Guaçu a leste, Juquitiba a sudoeste e Ibiúna a oeste.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Na fauna, aparecem animais pequenos e furtivos como o rato-da-taquara Kannabateomys amblyonyx, um mamífero da ordem dos roedores e da família Echimyidae. Apesar do nome popular, ele não é exatamente um rato, como o rato comum, encontrado nas casas, e outros roedores da família Muridae. Tanto que, em inglês, os equimiídeos são chamados de rat-like rodents (roedores semelhantes a ratos), já que pertencem a outro grupo taxonômico: ao contrário dos ratos de casas, pertencentes à subordem dos Myomorpha, o rato-da-taquara figura na subordem Caviomorpha, a mesma de capivaras, pacas e preás. Tal animal foi anotado pela primeira vez em 1997, pelo biólogo Bruno Luiz Bonfá, morador do município. Se faz presente também o esquilo Caxinguelê ou Serelepe, chamado pelos índios de Acutipuru que significa Cutia Enfeitada. Os escravos vindos da África deram a ele o nome de Caxinguelê, que significa Bicho Pequeno, e este tornou-se seu nome mais comum, além de outro, que é Serelepe. Embora seja um ilustre desconhecido da maioria das pessoas, é muito comum em todo litoral em áreas de Mata Atlântica. Sendo muito discreto, passa despercebido na maioria das vezes. O ninho do Serelepe é um buraco no tronco da árvore. Ao contrário do esquilo Norte-Americano, o brasileiro nunca hiberna. A fêmea quando muda de casa, muitas vezes carrega os filhotes cuidadosamente pela pele do pescoço. Na sua dieta estão os duros coquinhos da palmeira Syagrus romanzoffiana, muito comum na região, cujo nome popular é jerivá. É animal protegido por Lei, qualquer tentativa de captura é considerada crime ambiental apenado com severidade.Poderia ser o animal-símbolo do município de São Lourenço da Serra.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 31 de julho de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]