Biritiba Mirim

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Município de Biritiba Mirim
Praça Municipal de Biritiba Mirim

Praça Municipal de Biritiba Mirim
Bandeira de Biritiba Mirim
Brasão de Biritiba Mirim
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 5 de maio de 1873
Gentílico biritibano
Prefeito(a) Carlos Alberto Taino Júnior (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Biritiba Mirim
Localização de Biritiba Mirim em São Paulo
Biritiba Mirim está localizado em: Brasil
Biritiba Mirim
Localização de Biritiba Mirim no Brasil
23° 34' 22" S 46° 02' 20" O23° 34' 22" S 46° 02' 20" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Mogi das Cruzes IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Norte: Guararema;
Leste: Salesópolis;
Sul: Bertioga e
Oeste: Mogi das Cruzes
Distância até a capital 84 km[2]
Características geográficas
Área 316,717 km² [3]
População 28 573 hab. (SP: 196º) –  Censo IBGE/2010[4]
Densidade 90,22 hab./km²
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,712 alto PNUD/2010 [5]
PIB R$ 223 760,776 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 7 660,94 IBGE/2008[6]
Página oficial

Biritiba Mirim[nota 1] é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Mesorregião Metropolitana de São Paulo e na Microrregião de Mogi das Cruzes. Pertence à Região Metropolitana de São Paulo.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco),[7] tyba (ajuntamento).[8] e mirim (pequeno)[8]

História[editar | editar código-fonte]

O território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A população estimada em 2010 era de 28573 habitantes e a área é de 316,8 km², o que resulta numa densidade demográfica de 90,22 hab./km².[4]

Altitude: 780 m

Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste.

Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura).

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (média de 14°C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.

Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo.

Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 24 653

  • Urbana: 20 778
  • Rural: 3 875
  • Homens: 12 501
  • Mulheres: 12 152

Densidade demográfica (hab./km²): 77,82

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 19,62

Expectativa de vida (anos): 69,33

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,41

Taxa de alfabetização: 86,71%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,750

  • IDH-M Renda: 0,688
  • IDH-M Longevidade: 0,739
  • IDH-M Educação: 0,824

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 26 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. a b Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 31 de julho de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 338
  8. a b NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Notas

  1. Pelas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1945 (e referendadas pelo Acordo Ortográfico de 1990), o pospositivo mirim, do tupi mi'ri 'pequeno', não é ligado por hífen quando o primeiro elemento acaba em vogal átona, portanto o nome correto deveria ser Biritibamirim.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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