Embu-Guaçu

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Município de Embu-Guaçu
Bandeira de Embu-Guaçu
Brasão de Embu-Guaçu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de março
Fundação 1965
Gentílico embu-guaçuense
Lema PER ASPERA AD ASTRA ("Através das Asperezas, até os Astros")
CEP 06900-000
Prefeito(a) Clodoaldo Leite da Silva (PMDB)[1]
(2009–2012)
Localização
Localização de Embu-Guaçu
Localização de Embu-Guaçu em São Paulo
Embu-Guaçu está localizado em: Brasil
Embu-Guaçu
Localização de Embu-Guaçu no Brasil
23° 49' 55" S 46° 48' 39" O23° 49' 55" S 46° 48' 39" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[2]
Microrregião Itapecerica da Serra IBGE/2008[2]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, São Paulo e Juquitiba[3]
Distância até a capital 48 km[4]
Características geográficas
Área 155,036 km² [5]
População 66,273 hab. (SP: 108º) –  censo IBGE/2013[6]
Densidade 0,43 hab./km²
Altitude 820 m
Clima Subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,749 alto PNUD/2010[7]
PIB R$ 441 660,396 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 7 158,08 IBGE/2008[8]
Página oficial
Prefeitura www.embuguacu.sp.gov.br
Igreja Matriz de Embu-Guaçu
Centro Cultural 28 de Março

Embu-Guaçu[9] é um município da Microrregião de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. A sua população estimada em 2009 era de 62 137 habitantes. A sua área é de 155,04 km², o que resulta numa densidade demográfica de 465,5 habitantes por quilômetro quadrado.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Embu-guaçu" é um termo oriundo da língua tupi e significa "grande rio das cobras", através da junção dos termos mboîa (cobra), 'y (rio) e gûasu (grande)[10] [11] .

Seu primeiro nome foi Ilha de Itararé, pois se julgou que esta era uma grande ilha fluvial, tal a quantidade de rios, depois a denominação M'Boy-Guaçu, de origem tupi e que significa "água de cobra"[12] e, finalmente, Embu Guaçu. Todos esses nomes, inspirados no Rio Santa Rita, extenso e cheio de curvas sinuosas.

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, em uma de suas andanças pelos sertões paulistas em busca de riquezas como ouro e outros metais preciosos, o casal de sertanistas José Pires de Albuquerque e Emília Pires de Moraes Pedroso, chegaram a região entre os rios das Lavras, Embu-Guaçu e o córrego do Borges, onde atualmente está localizado o município de Embu-Guaçu. Impressionados com a beleza natural da região, decidiram fixar residência e erguer a primeira casa, feita de taipas e mão-de-obra escrava, próximo ao Rio Santa Rita (hoje patrimônio da família Svartman, fundadora da primeira indústria do município a “Indústria Química Paulista S/A”).

O povoado cresceu no início de 1900, com a chegada de imigrantes e novas famílias como os Roschel, os Creim, os Schunck, os Domingues, entre outros que constituíram as famílias pioneiras do local.

Em 1906 foi iniciada na região a construção da represa Guarapiranga, construção esta, de responsabilidade da São Paulo Tramway, Light and Power Company, com o intuito de geração de energia elétrica. Porém, em 1928, com o crescimento da cidade de São Paulo, passou a fazer o abastecimento de água potável da região.

Em 1920, José Pires de Albuquerque constrói a primeira indústria, sendo uma fábrica de farinha de mandioca.

Na época as principais ligações eram os rios. Canoas serviam para os moradores transportarem alimentos pelos rios, principalmente pelo Rio Embu-Guaçu, servindo de ligação entre o povoado de Cipó-Guaçu e a vila de Embu-Guaçu.

Por mais de meio século a região apresentou um crescimento populacional, econômico e social bastante moroso, porém com a chegada dos trilhos a região passou a ter um crescimento bastante rápido.

A Inglaterra investia nas ferrovias, principalmente nos países subdesenvolvidos como o Brasil, procurando produtos primários que não haviam no seu pais e por toda a Europa. Em 1927 começaram as difíceis e demoradas obras de construção da ferrovia da Estrada de Ferro Sorocabana, com o ramal Mairinque/Santos, que desceria a Serra do Mar cruzando Embu-Guaçu, onde a obra chegou por volta de 1929.

Em 1932, Embu-Guaçu é elevado à condição de Vila, onde Benedito Roschel de Moraes inaugura a primeira casa comercial.

Em 1937, o novo ramal da ferrovia foi inaugurado. A antiga Estrada de Ferro Sorocabana (1934-1971) transportava o café produzido no interior paulista para o porto santista.

Em Embu Guaçu havia uma estação inaugurada em 5 de abril de 1934, onde houve tráfego de passageiros entre Embu-Guaçu e Santos até novembro de 1997.O nome da ferrovia foi posteriormente alterado para Ferrovia Paulista Sociedade Anônima (FEPASA 1971-1998). Hoje é administrada pela América Latina Logística, que opera o alto tráfego de trens de carga que cruzam o município.

Em 1944, Embu-Guaçu é elevado à categoria de Distrito pelo Decreto Lei nº 14.334/44, mas ainda fazendo parte do município de Itapecerica da Serra, ficando com uma área de 171 km².

Em 28 de março de 1965, Embu-Guaçu foi elevado à categoria de município, onde ocorreu a primeira legislatura com posse do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, conquistando assim sua emancipação político-administrativa. As eleições para tal feito ocorreram em 07/03/1965.

A comissão do movimento Pró-Emancipação, que trabalhou no sentido de que toda documentação e exigências da Lei Orgânica do Município fossem apresentadas à Assembléia Legislativa do Estado, era composta por: presidente, Sr. Fioravante Francisco; quatro vices-presidentes, Alexandre Rodrigues Nogueira, Antônio Albuquerque Filho, Valdomiro Pereira Rodrigues, Walter dos Reis; Secretário Geral, Benedicto Roschel de Moraes; e quatro secretários, Nilton Higino Martins, Francisco O. Martins, Luiz G. Ávila de Macedo, Rafael Cau; Tesoureiro Geral, Antônio Roschel de Moraes; e quatro tesoureiros, Angelo Flose, Kyiotoschi Morita, Antenor Hervelha e Pedro Júlio da Rocha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Uma análise da divisão territorial feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 1 de junho de 1995 e confirmada em 15 de julho de 1999 indicou que município é constituído de dois distritos: Embu-Guaçu e Cipó-Guaçu.[13]

Seus limites são Itapecerica da Serra a norte, a capital a leste, Juquitiba a sul, Itanhaém a sudeste e São Lourenço da Serra a oeste.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Embu-Guaçu é baseada em indústrias, principalmente de transformação e minerais não metálicos, como caulim, mica e feldspato, e metalúrgicas. Sua economia também é calçada na atividade rural, integrando o Cinturão Verde na Grande São Paulo.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e sub-seco.

A média de temperatura anual gira em torno dos dezoito graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de catorze graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 graus centígrados). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Embu Guaçu apresenta 100% de seu território inserido em Área de Proteção de Mananciais (Leis Estaduais 898/75, 1172/76 e 9866/97), integrando também a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Programa Man and Biosphere da UNESCO), estando ainda submetida ao Decreto Federal 750/93, bem como a outros instrumentos da legislação ambiental brasileira.

No município há o Parque Ecológico Várzea do Embu-Guaçu, que abrange 129 ha e é constituída em sua maior parte pelas várzeas do rio Embu-Guaçu e Santa Rita, sendo que 80 ha são ocupados por vegetação nativa. Esta área conserva vegetação natural, como manacás, angicos, jacaré-pau, bromélias, táfias, pau-incenso, araucárias, cedros, ipês e outras. Possui remanescentes da Mata Atlântica, paisagens belíssimas e diversidade tanto na fauna quanto na flora.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Rio Embu-Guaçu, abastecido por um de seus afluentes o Rio Santa Rita, serve a Represa de Guarapiranga, com volume aproximado de 30% da sua capacidade.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Esporte e Cultura[editar | editar código-fonte]

Embu Guaçu é uma das cidades com quantidades mais expressivas de medalhas estaduais de judô. Modalidade que é massivamente ensinada gratuitamente na cidade.

Outra modalidade que vem crescendo muito na cidade é o Kung Fu. Embu-Guaçu é referência nacional na modalidade Shuai Jiao de kung fu sendo sede do Centro de Treinamento Nacional de Shuai Jiao pela Confederação Brasileira de Wushu Kuoshu Chinês - CBWKC[14] . No ano de 2013 a cidade de Embu-Guaçu teve cinco atletas convocados para compor a Seleção Brasileira de Shuai Jiao, para representar o país no Torneio Internacional de Shuai Jiao em Yixing - , China.

Outra contribuição, é a criação de uma variável do basquetebol que é o basquete de grama, ou Grass basketball, que é jogado na grama, e sem as delimitações tradicionais,porem,este esporte ainda não foi homologado pela CBB para que se torne uma modalidade oficial.

Cultura: Cia Mascárate de Tetro, fundada em 2006 pelo Ator e diretor teatral Vaggner Jorge, já montou diversos espetáculos teatrais do Clássico de William Shakespeare ao popular de Ariano Suassuna. Participando de diversos festivais nacionais de teatro (Salvador, Alagoas, Curitiba e Rio de Janeiro) e internacionais (Portugal, Republica Dominicana e Argentina) levando a cultura e o nome do município. Cia Mascárate oferece aulas gratuitas de teatro e Ballet Clássico para as crianças e jovens do município e região. http://ciamascaratedeteatro.wix.com/ciamascaratedeteatro

Movimento A Verdadeira Cultura - em junho de 2014 foi fundado o Movimento A verdadeira Cultura, que é a união dos artistas por meio da arte e pela arte, fazendo com que o município cria uma identidade cultural.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeito Prefeitura Municipal de Embu-Guaçu. Visitado em 05/06/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE. Mapa de Divisões Territoriais (em português). Visitado em 29 de dezembro de 2010.
  4. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 29 de junho de 2011.
  5. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  6. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  7. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de agosto de 2013.
  8. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  9. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Embuguaçu.
  10. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  11. Citybrazil. Disponível em http://www.citybrazil.com.br/sp/embuguacu/historia-da-cidade. Acesso em 9 de fevereiro de 2013.
  12. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  13. IBGE Cidade@. Dados Históricos da Formação Administrativa do município de Embú-Guaçu. Visitado em 22 de maio de 2011.
  14. Confederação Brasileira de Wushu Kuoshu Chinês.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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