Imigração no Brasil

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Monumento Nacional ao Imigrante, em Caxias do Sul.
Um navio abarrotado de imigrantes italianos partindo para o Brasil.

A imigração no Brasil deixou fortes marcas na demografia, cultura e economia do país.

Em linhas gerais, considera-se que as pessoas que entraram no Brasil até 1822, ano da independência, foram colonizadores. A partir de então, as que entraram na nação independente foram imigrantes.

Antes de 1870, dificilmente o número de imigrantes excedia a duas ou três mil pessoas por ano. A imigração cresceu primeiro pressionada pelo fim do tráfico internacional de escravos para o Brasil, depois pela expansão da economia, principalmente no período das grandes plantações de café no estado de São Paulo.

Contando de 1872 (ano do primeiro censo) até o ano 2000, chegaram cerca de 6 milhões de imigrantes ao Brasil.

Desse modo, os movimentos imigratórios no Brasil podem ser divididos em seis etapas:

Índice

Ocupação pré-cabralina[editar | editar código-fonte]

Índia Guajajara e seu filho.

A tese mais aceita é que os povos indígenas das Américas são descendentes de caçadores asiáticos que cruzaram o Estreito de Bering passando da Sibéria para a América do Norte. Os mais antigos povoadores do atual território brasileiro chegaram há aproximadamente 12 mil anos. Contudo, foi encontrado em Lagoa Santa (Minas Gerais) o crânio de uma mulher de traços negroides, batizada de Luzia, que viveu há 11.500 anos. Deste modo, alguns pesquisadores consideram provável que populações negroides também tenham vivido nas Américas, e que estas foram exterminadas ou assimiladas pelos povos mongoloides muitos séculos antes da chegada dos europeus.[2]

Estima-se que, no início da colonização portuguesa, cerca de quatro milhões de ameríndios viviam no atual território brasileiro.[3] Encontravam-se divididos em diversos grupos étnico-linguísticos: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).[4]

Colonização[editar | editar código-fonte]

Etapas da colonização[editar | editar código-fonte]

Século XVI[editar | editar código-fonte]

O território nacional não foi imediatamente ocupado pelos europeus a partir do Descobrimento do Brasil em 1500. A colonização começou somente a partir de 1532. Antes disso, havia apenas feitorias nas quais o pau-brasil era armazenado esperando os navios que vinham da Metrópole. Apenas alguns degredados, desertores e náufragos haviam se estabelecido em definitivo no Brasil, vivendo e se miscigenando com as tribos indígenas.

Ao contrário do que muitos pensam, os primeiros colonos não foram só ladrões, assassinos ou prostitutas mandados para o Brasil. A maioria era composta por camponeses pobres, agregados de um pequeno nobre que vinha estabelecer engenhos e plantações de cana-de-açúcar no Brasil. Apenas alguns poucos eram "criminosos", em geral pessoas perseguidas pela Igreja por sua "falta de moral" ou por cometerem pequenos delitos: judeus, cristãos-novos, bígamos, sodomitas, padres sedutores, feiticeiras, visionárias, blasfemadores, impostores de todas as espécies.[5] [6]

Estimativa da imigração portuguesa para o Brasil-Colônia[7]
Período 1500-1700 1701-1760 1808-1817
Quantidade 100.000 600.000 24.000

A maior parte dos colonos que vieram para o Brasil não foram os degredados. Quem de fato promoveu a colonização inicial foram as famílias ricas de Portugal, todavia não havia uma hegemonia socio-econômica entre os colonos. Ao mesmo tempo que houve um predomínio de 90% de famílias de classe alta nas zonas mais ricas, como Pernambuco e Bahia, nas regiões periféricas, como o Maranhão, a esmagadora maioria dos portugueses eram pobres.[8]

Para efetuar a colonização, o rei de Portugal dividiu a colônia em Capitanias Hereditárias que foram entregues a nobres portugueses, denominados donatários. As tentativas de exploração dos ameríndios como escravos nas plantações e engenhos de cana-de-açúcar levaram a vários conflitos[9] de modo que apenas duas Capitanias Hereditárias prosperaram: Pernambuco e São Vicente. Apesar disto, a presença portuguesa se consolidou no século XVI com a criação do Governo Geral do Brasil. Embora em número bastante reduzido, os colonos portugueses conseguiram ocupar o litoral e os ameríndios, perseguidos ou assolados por epidemias, foram migrando para o Sertão e à Amazônia. Aqueles que restaram foram escravizados, aculturados e se misturaram aos portugueses, formando uma população híbrida, mestiça, de mamelucos.[10]

O índio brasileiro não suportava a escravidão. Acostumado a viver durante milênios a um meio de vida livre, nômade, a mortalidade indígena no meio escravocrata era muito alta. O índio brasileiro se negava a trabalhar para o colonizador: muitos fugiam ou se suicidavam. A situação caótica obrigou os colonos a importar mão-de-obra do continente africano. É a partir da década de 1550 que começou a aportar na colônia os primeiros navios com escravos da África. Além de resolver o problema da mão-de-obra (faltavam índios e portugueses), o tráfico negreiro era muito rentável.[11]

No século XVI desembarcaram no Brasil em torno de 50 mil portugueses e 50 mil africanos.[12]

Século XVII[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da cultura de cana-de-açúcar faz crescer o número de escravos africanos desembarcados na colônia, vindos sobretudo de Angola e da Costa da Mina para o litoral do Nordeste. A imigração portuguesa continuou reduzida. Portugal não tinha população suficiente para mandar grandes números de colonos para o Brasil. A população se concentra nos litorais nordestino e sudestino. O resto do País segue ocupado apenas pelos índios.

No século XVII desembarcaram 550 mil africanos e 50 mil portugueses.

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da mineração trouxe para o Brasil centenas de milhares de africanos, que foram escravizados na extração de ouro. Um fato novo foi, pela primeira vez na História da colônia, a vinda de um enorme contingente de colonos portugueses. Tal surto migratório deve-se a alguns fatores: Portugal e, em particular, a região do Minho, teve uma alta taxa de crescimento populacional e, em consequência, superpopulação. As notícias de que na colônia sul-americana estava ocorrendo a exploração da mineração serviu como esperança para milhares de portugueses que resolveram cruzar o Oceano Atlântico e se aventurar nas Minas Gerais.[13] A imigração de casais açorianos para o litoral do Sul do Brasil foi de fundamental importância para a demografia da região.[14]

No século XVIII desembarcaram um milhão e 600 mil africanos e 600 mil portugueses no Brasil. O Brasil passou a possuir a maior população africana fora da África e a maior população lusitana fora de Portugal.

Colonização e imigração portuguesa[editar | editar código-fonte]

Imigrantes portugueses à espera do navio para o Brasil, século XX.

Entre 1500 e 1700, 100 mil portugueses se deslocaram para o Brasil, a maioria dos quais fazia parte da iniciativa privada que colonizou o País: grandes fazendeiros ou empresários falidos em Portugal que, através da distribuição de sesmarias, tentavam se enriquecer facilmente e retornar para Portugal. Dedicaram-se principalmente à agricultura, baseada no trabalho escravo, inicialmente efetuado por indígenas, mas sobretudo por escravos africanos.

No século XVIII aportaram no Brasil 600 mil portugueses, atraídos pela exploração de ouro que estava ocorrendo em Minas Gerais. Já não eram exclusivamente fazendeiros e agricultores, ganharam caráter urbano e se dedicaram principalmente à exploração do ouro e ao comércio.

No século XIX o Brasil tornou-se independente, dando fim a colonização portuguesa no País, embora a imigração de portugueses continuasse a crescer gradativamente. No final desse século, o fluxo de imigrantes portugueses cresceu rapidamente, sendo superado apenas pelos italianos. Entre 1870 e 1950, cerca de 1,4 milhão de portugueses desembarcaram no Brasil, em sua maioria camponeses que passaram a se dedicar ao comércio.

Colonização e imigração africana[editar | editar código-fonte]

Entrada de escravos africanos no Brasil[15]
Período 1500-1700 1701-1760 1761-1829 1830-1855
Quantidade 510.000 958.000 1.720.000 618.000

O tráfico internacional de escravos da África subsaariana para o Brasil foi um movimento migratório, embora forçado. Seu início ocorreu na segunda metade do século XVI, e desenvolveu-se no século XVIII, atingiu seu ápice por volta de 1845 até ser bruscamente extinto em 1850.

Escravos em um porão de embarcação. Johann Moritz Rugendas, ca. 1810.

O tráfico negreiro foi uma atividade altamente lucrativa e legal. Iniciou oficialmente em 1559, quando a metrópole portuguesa decidiu permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil, sendo a escassez de mão-de-obra um dos principais argumentos dos colonos.

A escravidão era utilizada nas mais desenvolvidas sociedades da África Subsaariana antes mesmo do início do tráfico negreiro para as Américas e do envolvimento com as potências europeias. Escravos negros eram comumente transportados através do Saara e vendidos no norte da África por mercadores muçulmanos. Estes escravos podiam ser pessoas capturados nas guerras tribais, escravizadas por dívidas não pagas ou mesmo filhos de outros escravos por várias gerações. A necessidade de trabalhadores escravos na América aumentou a procura de escravos de modo que passaram a ser organizados grupos que entravam pelo interior da África Subsaariana com o único propósito de capturar pessoas de outras nações para serem vendidas como escravos nos portos do litoral.

A maior parte dos escravos africanos provinham de lugares como Angola, Guiné, Benin, Nigéria e Moçambique. Eram mais valorizados, para os trabalhos na agricultura, os negros Bantos ou Benguela ou Bangela ou do Congo, provenientes do sul da África, especialmente de Angola e Moçambique, e tinham menos valor os vindo do centro oeste da África, os negros Mina ou da Guiné, que receberam este nome por serem embarcados no porto de São Jorge de Mina, na atual cidade de Elmina, e eram, por outro lado, mais aptos para a mineração, trabalho o qual já se dedicavam na África Ocidental. Por ser a Bahia mais próxima da Costa da Guiné (África Ocidental) do que de Angola, a maioria dos negros baianos são Minas.

Os traficantes trocavam os escravos por produtos como fumo, armas e aguardentes. Os escravos comprados eram transportados nos chamados navios negreiros principalmente para as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Luís. As péssimas condições sanitárias existentes nas embarcações, que vinham superlotadas, faziam com que muitos escravos morressem, entretanto, a maior parte das mortes ocorria no transporte desde o local de captura até o porto africano de embarque. Quando desembarcavam em solo brasileiro, os escravos africanos ficavam de quarentena enquanto recuperavam a saúde e engordavam para serem vendidos em praça pública. A maior parte ainda viajava a pé para as regiões mais distantes do interior onde havia minas ou plantações.

Os escravos homens, jovens, mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados. Havia um grande desequilíbrio demográfico entre homens e mulheres na população de escravos. No período 1837-1840, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças.[16]

Ao todo, entraram no Brasil aproximadamente quatro milhões de africanos na forma de escravos.[17]

Espanhóis, holandeses e franceses[editar | editar código-fonte]

Durante a colonização, um número impreciso de pessoas com origens em outras partes do mundo, além de Portugal e do Continente Africano, se fixaram no território que hoje corresponde ao Brasil. Embora a presença espanhola no Brasil durante o período colonial tenha sido importante em algumas regiões específicas, ela foi frequentemente ignorada ou mesmo negada. O historiador Capistrano de Abreu, em seu clássico A História do Brasil, de 1883, chegou mesmo a afirmar que os espanhóis não tiveram nenhuma importância na formação histórica brasileira ou, se a tiveram, ela foi menor do que a dos franceses. O próprio IBGE afirma que houve um "exagero" da parte do autor. A presença de colonos espanhóis no Sul do Brasil foi "histórica e demograficamente densa", como salienta o IBGE.[18] Isto porque grande parte da região Sul do atual Brasil foi uma zona de disputa entre Portugal e a Espanha e, como não havia barreiras naturais impedindo a movimentação de pessoas (exceto o Rio Uruguai a oeste), por séculos houve ali uma convivência (frequentemente conflituosa) entre lusos e hispânicos.[19] O antropólogo Darcy Ribeiro escreveu que os gaúchos dos pampas "Surgem da transfiguração étnica das populações mestiças de varões espanhóis e lusitanos com mulheres guarani", demonstrando a importância do elemento espanhol na formação da população na zona fronteiriça entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Um estudo genético realizado pela FAPESP chegou mesmo a concluir que os espanhóis tiveram uma maior importância na formação étnica dos gaúchos do Sul do Brasil do que os próprios portugueses.[20]

Outro povo que se estabeleceu no Brasil colonial foi oriundo dos Países Baixos. Os neerlandeses invadiram diferentes partes do Brasil, a mais duradoura invasão ocorreu em Pernambuco, onde permaneceram por 24 anos (de 1630 a 1654). Existem mitos, especulações e até um certo "romantismo" em relação à presença holandesa no Brasil. Até hoje esse tema levanta discussões, quase sempre suscitando o imaginário de como seria o Brasil atualmente se tivesse sido colonizado pelos holandeses.[21] Em relação à uma possível contribuição holandesa para a formação da população brasileira, não existem dados sobre quantos holandeses permaneceram no Nordeste após a retomada do domínio português na região, tampouco se eram em número suficiente para ter deixado algum legado minimamente importante após apenas 24 anos de presença. Um estudo genético, porém, abre a possibilidade de ter havido alguma contribuição holandesa para a formação da população do Nordeste, com base numa análise do cromossomo Y.[22]

Durante o período de dominação holandesa, não foram poucos os casamentos entre holandeses oficiais da WIC e brasileiras pertencentes a aristocracia açucareira da época, [23] e ainda muito mais numerosas as uniões informais entre os praças da WIC com negras, índias, mestiças e brancas pobres.

Autores do período afirmam não terem sido poucos os colonos holandeses livres que se dedicavam à agricultura[24] [25]

Os franceses também invadiram as regiões onde atualmente ficam parte do Maranhão e do Rio de Janeiro. Ficaram muito pouco tempo no Brasil, foram rapidamente expulsos, mas alguns deles deixaram filhos tidos com mulheres indígenas. Porém, assim como no caso dos holandeses, não existe nenhuma comprovação factível que os franceses tenham tido qualquer influência considerável na formação do povo brasileiro.[carece de fontes?]

Portugal sempre foi muito preocupado em impedir a entrada de europeus de outras nacionalidades no Brasil. Foi só em 1808, com a abertura dos portos, que foi permitida a entrada de cidadãos de outras nacionalidades no país. Até então, somente portugueses e escravos africanos podiam entrar de forma livre na colônia. Com a exceção da região de disputa de fronteira do Sul, onde a presença espanhola foi marcante,[18] no resto do Brasil a presença de outros povos, além de portugueses e de africanos, foi bastante exígua. Tal fato só se alterou no século XIX, quando permitiu-se a migração de outros grupos para o país. O Brasil se mostrava muito diferente dos Estados Unidos. A Inglaterra não se preocupava em limitar a entrada de não ingleses nas suas colônias da América do Norte. Desde os primórdios da colonização do atual Estados Unidos, além dos ingleses, diferentes nacionalidades europeias para lá se deslocaram, como suecos, espanhóis, alemães, irlandeses, escoceses, holandeses, franceses, além de diversas etnias de escravos africanos.[26]

No Brasil, as origens da população colonial eram bem menos diversificadas, compostas basicamente de portugueses e de diferentes etnias africanas, além de índios. Todavia, os diferentes "cruzamentos" entre esses povos davam ao Brasil, desde o período colonial, um caráter de sociedade multi-étnica.[27] A partir do século XIX, a população do Brasil se diversificou mais, quando para o país passou a se dirigir correntes migratórias de origens relativamente diversificadas. Todavia, mais de 80% do fluxo migratório para o Brasil veio de apenas três países: Portugal, Itália e Espanha.[28] Nos Estados Unidos, por outro lado, os imigrantes vinham de quase todos os cantos da Europa.[29]

Colonização e imigração de não lusos e não africanos[editar | editar código-fonte]

Os primeiros grupos de imigrantes não lusos e não africanos chegaram ao Brasil, de forma organizada, somente depois da abertura dos portos de 1808.

Excetuando os portugueses e alguns poucos estrangeiros que se tornaram súditos de Portugal, os primeiros imigrantes voluntários a vir para o Brasil após a abertura dos portos foram os chineses de Macau que chegaram ao Rio de Janeiro em 1808.[30] [31] Cerca de 300 chineses de Macau foram trazidos pelo governo do príncipe regente (futuro rei D. João VI) com o objetivo de introduzir o cultivo de chá no Brasil. Eles tiveram importante participação na aclimatação de plantas feitas pelo recém-criado Jardim Botânico do Rio de Janeiro[30] [31]

Entretanto, a mão-de-obra livre de imigrantes estrangeiros ainda era considerada dispensável pelos grandes fazendeiros. Na primeira metade do século XIX ainda desembarcaram no Brasil cerca de um milhão e 300 mil africanos subsaarianos, certamente o maior grupo de imigrantes recebido neste período.

Nova Friburgo durante sua colonização 1820-1830.

O primeiro movimento organizado, contratado pelo governo brasileiro, de imigrantes europeus foi a imigração suíça para a região serrana do Rio de Janeiro.[32]

Em 16 de maio de 1818, o príncipe regente baixou um decreto autorizando o agente do Cantão de Friburgo, Sebastião Nicolau Gachet, a estabelecer uma colônia de cem famílias de imigrantes suíços. Entre 1819 e 1820, chegaram ao Brasil 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, totalizando 1.686 imigrantes. A sua maioria era composta de suíços de cultura e língua francesa. Os imigrantes estabeleceram-se na fazenda do Morro Queimado, situada na então vila de Cantagalo. A região era conhecida pelo seu clima ameno e relevo acidentado, o mais semelhante que poderia haver no Rio de Janeiro com a Suíça. Muitos dos imigrantes suíços logo abandonaram seus lotes e se dispersaram por toda a região serrana e centro-norte do estado do Rio de Janeiro, em busca de terras férteis e mais acessíveis.

O segundo movimento organizado foi de imigrantes alemães que também se estabeleceram na mesma região em 3 maio de 1824. A colônia de suíços e alemães originou a atual cidade de Nova Friburgo no Rio de Janeiro.

Desde a Independência do Brasil, diversas leis proibiram o tráfico internacional de escravos para o Brasil, mas foi somente com pressão militar e política da Grã-Bretanha e a atuação do ministro Eusébio de Queiroz a partir de 1850 que terminou o tráfico negreiro. O Brasil começou então a pensar em atrair imigrantes não-portugueses. Nas fazendas, começou a se utilizar o colonato, uma forma de trabalho semi-assalariado. O imigrante e sua família recebiam o salário misto, entre dinheiro e um pedaço de terra para plantar seu próprio sustento. As jornadas de trabalho exaustivas e a exploração por parte dos fazendeiros faziam os primeiros imigrantes deixarem as plantações de café e partirem para os centros urbanos, onde se dedicaram ao comércio e à indústria.

A dificuldade destes imigrantes europeus se adaptarem ao sertão do Oeste do Estado de São Paulo foi assim explicado pelo governador de São Paulo, Washington Luís, em sua mensagem ao Congresso do Estado de São Paulo (atual Assembleia Legislativa), em 1922:

Cquote1.svg Pretender, nas extremas terras cobertas ainda de mata-virgem, que só o machado do nosso caboclo sabe desbastar, com homens de outros climas e afeiçoadas a outros hábitos, rompendo com tudo que o senso prático tem fundado, no decurso de anos, estabelecer uma nova organização agrícola não é descortino de estadista, senão sonho de visionário. O fracasso de tal inovação será fatal. Cquote2.svg
Washington Luís

Povoamento imigrante no sul[editar | editar código-fonte]

Após a independência, a imigração passou a fazer parte da política Imperial, pois o Sul do Brasil continuava despovoado e alvo da cobiça dos países vizinhos. O governo passou a incentivar a implantação de núcleo de colonos imigrantes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Imigração alemã no sul[editar | editar código-fonte]

Chegada dos primeiros imigrantes alemães ao Rio Grande do Sul, 1824.
Oratório do Bosque Alemão em Curitiba.

O Imperador do Brasil passou a se dedicar a ocupação das terras vazias do Sul do Brasil. Para cumprir essa tarefa, o governo brasileiro optou pela vinda de imigrantes. O Brasil acabara de se tornar independente de Portugal, portanto, os portugueses não podiam ser. A imperatriz do Brasil, Dona Leopoldina, era austríaca e, por essa razão, o Brasil optou por trazer imigrantes germânicos para o país. Os alemães tornaram-se os terceiros imigrantes europeus a se estabelecerem no Brasil, após os portugueses e os suíços que fundaram Nova Friburgo. Cidade esta, que também recebeu a primeira leva de imigrantes alemães em 3 de maio de 1824.

Outro grupo de colonos alemães aportou no Brasil em 1824. Foram recrutados pelo major Jorge Antônio Schäffer e encaminhados para o atual município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Os colonos tiveram que construir suas próprias casas, receberam sementes para a plantação e gado para o sustento. De início, São Leopoldo não se desenvolveu. Porém, com a chegada de novos imigrantes, a colônia cresceu. A partir de São Leopoldo, os alemães desbravaram a região, seguindo o caminho dos rios. Em alguns anos, toda a região do Vale do Rio dos Sinos estava sendo ocupada pelos colonos germânicos. Em 1826, surgiu o primeiro curtume na região do vale. A seguir, foram construídos moinhos de trigo, uma fábrica de sabão, ferrarias, oficinas de lapidação de pedras, além de um número enorme de sapatarias (ainda hoje um dos maiores pólos da indústria calçadista do Brasil).

A colonização continuou a medida que os alemães, em sua maioria partindo de São Leopoldo, buscavam novas terras em lugares mais distantes. Essas colônias já não eram patrocinadas pelo governo, mas colônias privadas. Colônias antigas, como Novo Hamburgo, estabelecida pouco tempo depois de São Leopoldo, serviu de apoio para a criação de colônias mais novas, como São José do Hortêncio (1826),Estrela (1853), Lajeado (1853) e Teutônia (1868). Outras colônias, só foram criadas tempos depois, como Ijuí (1890), Sobradinho (1901) e Erechim(1908). Essas últimas colônias já não eram exclusivamente alemãs, pois agregavam imigrantes de outras nacionalidades. A imigração alemã no Rio Grande do Sul foi contínua. Entre 1824 e 1830 entraram no Rio Grande 5.350 alemães. Depois de 1830 até 1844 a imigração foi interrompida. Entre 1844 e 50 foram introduzidos mais dez mil, e entre 1860 e 1889 outros dez mil. Entre 1890 e 1914 chegaram mais 17 mil. Os protestantes formaram a maioria dessa corrente imigratória e igrejas luteranas foram estabelecidas nas colônias para atender aos fiéis. Porém, o número de católicos também era grande. Com o passar do tempo, a maior parte dos alemães e descendentes passaram a ser católicos.

Em Santa Catarina os primeiros colonos alemães aportaram em 1829, na atual cidade de São Pedro de Alcântara. Essa colônia fracassou. A grande colonização germânica no estado só ocorreu um pouco mais tarde, a partir de 1850. A colônia de Blumenau, no vale do Rio Itajaí-Açu, foi criada por Hermann Blumenau em 1850. Acompanhado por outros 17 alemães, Hermann achou um clima da região agradável, cortada pelo rio, propícia para a fundação de uma colônia. Em 1860, ele vende a colônia para o governo imperial e em 1880, Blumenau torna-se município, contando com 15.000 habitantes, em sua maioria alemães. Em 1851, inicia-se a colonização de outra região de Santa Catarina, a partir da fundação da Colônia Dona Francisca, atualmente Joinville. Entre 1850 e 1888, chegaram à região 17.000 colonos alemães, em sua maioria protestantes, agricultores sem recursos, comerciantes e artesãos. A partir dessa colônia, os alemães se expandiram e colonizaram todo o norte de Santa Catarina.

No Paraná os alemães também marcaram forte presença em todas as regiões do estado. A primeira colônia foi fundada em 1829 em Rio Negro. Em 1855 alemães originários da Prússia fundam as Colônias de Terra Nova e Santa Leopoldina em Castro. Entre 1877 e 1879, chegou número apreciável de alemães vindos da Rússia (os alemães do rio Volga, ver artigo: Alemães-Bessarábios).

A maior parte dos imigrantes chegou no início do século XX, vindos diretamente da Alemanha, e se estabeleceram sobretudo nas regiões leste e sul (em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Palmeira, Rio Negro, Ivaí, Irati, Cruz Machado, entre outras). Em meados dos anos 1950, pessoas oriundas de colônias alemãs em Santa Catarina e Rio Grande do Sul também migraram para a Região Oeste e Sudoeste do estado. Nesta mesma época Suábios da região do Rio Danúbio criaram Entre Rios, em Guarapuava, e imigrantes oriundos de Danzig ocuparam a região de Cambé e Rolândia, no Norte do estado.

Em Curitiba, os imigrantes alemães começaram a chegar, em maior número, a partir de 1833, e influenciaram fortemente a cultura e a economia local. Muitos casarões, alguns ainda existentes nos bairros São Francisco, Hauer, Pilarzinho, Lamenha Pequena e Vista Alegre, foram construídos por alemães. Para preservar a cultura germânica, os imigrantes organizaram-se em sociedades teuto-brasileiras, como o Clube Concórdia, Clube Rio Branco, Duque de Caxias, Clube Thalia, Graciosa Country Club e o Coritiba FC.

Hoje, a maior colônia de alemães Paranaenses está no município de Marechal Cândido Rondon, que guarda na fachada das casas, na culinária e no rosto de seus habitantes a marca da colonização.

Imigração alemã para o Brasil (1824-1969)[7]
Período 1824-47 1848-72 1872-79 1880-89 1890-99 1900-09 1910-19 1920-29 1930-39 1940-49 1950-59 1960-69
Quantidade 8.176 19.553 14.325 18.901 17.084 13.848 25.902 75.801 27.497 6.807 16.643 5.659

Imigração italiana para o sul[editar | editar código-fonte]

Casa de pedra em Nova Veneza: marco da colonização italiana.

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

As primeiras colônias italianas do Sul do Brasil nasceram na Serra Gaúcha, entre os vales dos rios Caí e das Antas, limitando-se ao norte com os campos de Cima da Serra, e ao sul com as colônias alemãs do vale dos rios das Antas e Caí.

Os italianos foram atraídos para o Sul do Brasil com o intuito de substituir a colonização alemã, pois, na Alemanha, criara-se mecanismos para impedir a imigração para o Brasil, pois muitas denúncias contra essa imigração eram feitas, tendo em vista que muitos passavam privações no país. Os colonos alemães, assim que chegavam ao Rio Grande do Sul, rumavam para as colônias já estabelecidas, apartando-se de se aventurar nas matas fechadas das serras. Para ocupar as matas fechadas, optou-se pela vinda de imigrantes italianos.

No ano de 1875, foram criadas as colônias Conde D'Eu e Dona Isabel, atuais Bento Gonçalves e Garibaldi. No mesmo ano, criou-se a colônia Caxias (atualmente Caxias do Sul) e em 1877 Silveira Martins. A partir dessas quatro colônias, os italianos passaram a se expandir pelas região serrana.

Caxias do Sul tornou-se a colônia mais próspera da região, servindo de base para o surgimentos de diversas outras, como Mariana Pimentel (1888), Barão do Triunfo (1888), Vila Nova de Santo Antonio (1888), Jaguari (1889), Ernesto Alves (1890) e Marquês do Erval (1891). Ali plantavam produtos de subsistência, como o milho e o trigo. Mas o cultivo que marcou sua presença no Rio Grande do Sul foi a videira.

A maior parte desses imigrantes eram camponeses vindos do Norte da Itália, e se tornavam pequenos cultivadores no Brasil. Estima-se que do total de imigrantes que veio para o estado, 54% era de vênetos, 33% de lombardos, 7% de trentinos, 4,5% de friulanos e as outras regiões forneceram os restantes 1,5%. Calcula-se que, entre 1875 e 1914, entraram no estado entre 80 e 100 mil italianos.

Santa Catarina[editar | editar código-fonte]

Em Santa Catarina, imigrantes italianos vindos da Sardenha já habitavam a região de Nova Itália (hoje, São João Batista) desde 1836. Porém, a imigração só começaria de fato em 1875. Foram criadas as colônias de Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apiúna, em torno da colônia alemã de Blumenau; Porto Franco (atual Botuverá) e Nova Trento, em torno da colônia Brusque. A colonização italiana se deu em maior expressividade no sul do estado, no vale do rio Tubarão, as colônias de Azambuja, Pedras Grandes e Treze de Maio: no vale do Urussanga, os núcleos de Urussanga, Acioli de Vasconcelos (atual Cocal) e Criciúma. Outras colônias foram criadas e ocupadas por italianos vindos do Rio Grande do Urussanga, Sul.

Paraná[editar | editar código-fonte]

No Paraná, os primeiros colonos italianos chegaram em 1878 e se fixaram no litoral, porém pouco tempo depois partiram para a região de Curitiba, fixando-se em diversas cidades. Neste estado, os italianos vieram principalmente trabalhar na produção do café.

Imigração eslava no sul[editar | editar código-fonte]

Arquitetura ucraniana no Parque Tingüi, em Curitiba.

Os povos eslavos, em sua maioria poloneses, formaram a maior corrente imigratória no estado do Paraná.

Entre 1869 e 1920, estima-se que 60.000 poloneses entraram no Brasil, dos quais 95% estabeleceram-se no Paraná, nas colônias de Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati e União da Vitória e na região de Curitiba. Em menor quantidade, rumaram para o interior dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os ucranianos também rumaram em sua maioria para o Paraná e colonizaram a região de Prudentópolis.

Imigrantes russos também vieram, mas em pouca quantidade.[33] [34]

Os imigrantes eslavos se dedicaram principalmente à agricultura com plantações de milho, feijão, repolho, batata, etc. Difundiram o uso do arado e de outras técnicas agrícolas no Paraná. Trouxeram consigo um modelo de carroça tipicamente eslava, utilizada até hoje no Paraná para o transporte de materiais e de produção agrícola.

Grupos étnicos imigrantes[editar | editar código-fonte]

Imigrantes portugueses[editar | editar código-fonte]

Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, fundado por um grupo de imigrantes portugueses. É a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal.[35]

Os portugueses representam o maior contingente de imigrantes entrados no Brasil. Calcula-se que devam viver atualmente, no país, 213.203 portugueses,[36] concentrados nos grandes centros urbanos, com destaque especial para o Rio de Janeiro e São Paulo.

O fluxo imigratório português se acelerou a partir do ciclo do ouro, em Minas Gerais (século XVIII), e manteve-se relativamente elevado até a década de 1950; a partir daí, os portugueses passaram a emigrar para a França, Alemanha e outros países europeus, graças à recuperação econômica do continente. Na década de 1970, devido ao processo de descolonização, o Brasil recebeu uma onda de imigrantes portugueses provenientes, principalmente, das ex-colônias portuguesas na África (Angola e Moçambique).

Imigrantes italianos[editar | editar código-fonte]

A imigração italiana no Brasil foi intensa, tendo como ápice a faixa de tempo entre os anos de 1880 e 1930. A maior parte do Imigrantes Italianos foram para São Paulo e para estados da região sul do Brasil: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

São Paulo tornou-se o maior pólo receptor de italianos, que inicialmente se encaminharam para as zonas cafeicultoras do interior. Em pouco tempo, entretanto, acabaram por migrar para a capital, vindo a se constituir uma importante mão-de-obra para a indústria que então se iniciava na cidade.

Os italianos influenciaram muito na cultura, arquitetura, música e até na forma do paulistano falar. Durante muito tempo, na maioria dos bairros da cidade de São Paulo, se falava mais italiano e dialetos mediterrâneos (Língua vêneta, Língua napolitana etc) do que o próprio português. Com o tempo e com o nascimento dos filhos oriundis, isso acabou influenciando a criarem uma espécie de dialeto que usa expressões e palavras em italiano e dialetos, misturado a palavras em português, criando um "Paulistanês" ainda hoje muito falado em bairros tradicionais de imigrantes italianos principalmente pelos Mooquenses (Moradores do bairro da Mooca).

Nos bairros de maior concentração de imigrantes e descendentes, como Brás Bixiga e Mooca foram fortemente mantidas as tradições culturais e principalmente religiosas dos colonos, que mantinha sua fé e cultura através de reuniões nos clubes e festas de rua com muita comida bebida e música típica italiana.

No Brás é feita uma das mais tradicionais festas de imigrantes italianos de São Paulo, A Festa de Nossa Senhora de Casaluce, organizada desde de 1900 pelos italianos e descendentes da região de Napoli. Também no bairro do Brás é feita a festa de San Vito Mártir, o padroeiro da cidade de Polignano a Mare, da região da Puglia, que foi trazida para cidade de São Paulo por imigrantes vindos do sul da Italia.

Na Mooca a festa tradicional, e de extrema devoção católica, é para "San Gennaro", Santo padroeiro de Napoli e de boa parte da Campania que é a terra de muitos dos imigrantes que se instalaram na Mooca. Além de ser o santo padroeiro do bairro, San Gennaro é padroeiro de Little Italy (Manhattan) bairro dos imigrantes italianos de Nova York, Da Società Sportiva Calcio Napoli e do Clube Atlético Juventus da Mooca.

No Bixiga a festa dos italianos e a festa de Nossa Senhora Achiropita, realizada todos os anos durante os fins de semana de agosto é comemorada desde 1926, por imigrantes e descendentes de italianos da região da Calábria, sul da Italia.

Os italianos deixaram suas marcas em todos os lugares que passaram, e influenciando hábitos alimentares e linguísticos em todas as regiões onde se estabeleceram.

Imigrantes espanhóis[editar | editar código-fonte]

Depois dos portugueses e italianos, é o terceiro maior contingente imigratório do Brasil. Fixando-se principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, iniciaram suas atividades em fazendas, mas acabaram por migrar para as cidades. Atualmente, tal como os portugueses, os espanhóis têm migrado para países europeus, sendo restrita sua participação entre os imigrantes que chegaram após 1970.[37]

Imigrantes alemães[editar | editar código-fonte]

Gramado, uma cidade marcada pelos traços alemães.

As primeiras levas de imigrantes alemães chegaram em 1824 e, desde então, deram preferência à região Sul do Brasil, onde fundaram a colônia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A partir de 1850, foram se instalando em Santa Catarina, sobretudo no vale do Itajaí, onde surgiram Brusque, Joinville e Blumenau, cidades de marcantes características alemãs. Atualmente, a cidade de São Paulo, sobretudo no bairro de Santo Amaro,[38] e os três estados sulinos abrigam quase a totalidade dos imigrantes alemães e seus descendentes brasileiros.[38]

Imigrantes japoneses[editar | editar código-fonte]

A imigração japonesa teve início em 1908, quando aportou no Brasil o navio Kasato Maru, com 165 famílias a bordo. Estabeleceram-se inicialmente no estado de São Paulo e depois no Pará, onde se desenvolve importante núcleo produtor de pimenta-do-reino (Tomé-Açu). Fixaram-se principalmente em colônias rurais, onde introduziram importantes inovações na indústria de hortifrutigranjeiros. Na cidade de São Paulo, foram se concentrando num bairro — a Liberdade —, que adquirindo características de sua cultura, perceptíveis principalmente nas ruas e cartazes. Além disso, instalados no cinturão verde em torno da cidade, são responsáveis pela maior parte do estabelecimento de frutas, legumes, verduras, aves e ovos para a população da metrópole paulista.

Atualmente, estima-se em mais de 1 milhão e 200 mil os japoneses e seus descendentes até a quarta geração vivendo no Brasil.[39]

Outros grupos imigrantes[editar | editar código-fonte]

Entre os do leste europeu, o maior destaque numérico cabe aos poloneses e ucranianos, que se fixaram, em sua maioria, no Paraná, dedicando-se à agricultura e pecuária.

Os sírio-libaneses (árabes) distribuem-se por todo o território nacional, dedicando-se a atividades predominantemente urbanas, como o comércio e a indústria. Vieram principalmente na segunda metade do século XIX e na primeira década do século XXI, mais precisamente em 2006, devido à segunda guerra do Líbano.

Os judeus, sobretudo de origem alemã e eslava, vieram para o Brasil principalmente às vésperas e durante a Segunda Guerra Mundial dirigindo-se para o Sul e o Sudeste. Passaram a dedicar-se, como os árabes, a atividades urbanas (especialmente comércio e indústria).

Os Brasil passou a receber, durante os anos 1970, um expressivo número de sul-americanos, principalmente paraguaios, bolivianos, uruguaios, argentinos e chilenos. Nos anos 1980, o fluxo maior passou a ser de coreanos e chineses, sobretudo de Formosa, mas estes, como os latino-americanos, vivem em boa parte clandestinamente, uma vez que sua presença é impossibilitada por leis que estabelecem cotas máximas de imigrantes por nacionalidade[carece de fontes?].[40] Dados da prefeitura de São Paulo indicam que há cerca de 100 mil coreanos e descendentes vivendo no Brasil, grande parte deles na cidade de São Paulo.[41]

Já os russos se estabeleceram em Ponta Grossa, Paraná,[42] [43] e os austríacos, em Treze Tílias, Santa Catarina.[44] [45]

Dentre as regiões brasileiras, as que mais receberam imigrantes foram a Sul e a Sudeste, e principalmente o estado de São Paulo, que recebeu quase a metade dos imigrantes entrados no Brasil. Apenas na capital paulista, há imigrantes de mais de cem nacionalidades diferentes.

Atualmente, o ciclo migratório têm-se invertido, e o Brasil, que sempre recebeu imigrantes, passou a partir da década de 1980 do século XX por uma fase de surto emigratório. As diversas crises sócio-econômicas do país têm levado parcelas da população a procurarem saídas no exterior, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. A melhoria econômica recente no Brasil com a moeda forte, aliada a outros fatores como a xenofobia crescente em diversos países, contribuem para um processo de retorno de levas de emigrados brasileiros (especialmente dos Estados Unidos, que passam por uma crise econômica) e a redução do fluxo emigratório observado até 2003.

Mão-de-obra imigrante no café em São Paulo[editar | editar código-fonte]

Capa da revista "O Imigrante", 1908.
Porto de Santos, porta de entrada de milhões de imigrantes que foram para as plantações de café.

O momento mais importante da história da imigração no Brasil iniciou-se no fim do século XIX. Este processo imigratório, incentivado pelo governo e pelos senhores do café, objetivava utilizar trabalhadores europeus nas plantações de café.

A '(des)necessidade' da imigração[editar | editar código-fonte]

A entrada de escravos africanos no Brasil terminou bruscamente em 1850. A alta mortalidade infantil e a grande desproporção de homens em relação a mulheres[16] fazia com que a população escrava se reproduzisse muito lentamente. Por volta de 1880, a mão-de-obra escrava estava notoriamente envelhecida.[46] Em 1878, dez anos antes da Abolição da Escravatura, o Congresso Agrícola realizado no Rio de Janeiro reuniu cafeicultores para discutir a questão da mão-de-obra. Optou-se por pressionar o governo a fim de facilitar a vinda de imigrantes europeus.[47]

A classe dominante paulista passou a incentivar a entrada maciça de imigrantes europeus sob o argumento de que havia escassez de mão de obra com o fim da escravidão. Por muito tempo, a historiografia brasileira, de um modo geral, aceitou esse argumento sem fazer maiores questionamentos.[48] Contudo, segundo o historiador Petrônio Domingues, não havia escassez de mão de obra na São Paulo de finais do século XIX. Domingues calculou que havia no Brasil, naquela época, cerca de 4 milhões de brasileiros ociosos, entre negros e não negros. Entre 1851 e 1900, entraram no Brasil 2 milhões de imigrantes, ou seja, metade do total de nacionais fora do mercado de trabalho. Não existia, portanto, uma real necessidade de atrair esse contingente de imigrantes para o país, pois os próprios brasileiros poderiam ter suprido a demanda.[48]

Para Lúcio Kowarick, o incentivo à imigração europeia se deu por razões estritamente econômicas. O excesso na oferta de trabalhadores permitiu aos empregadores manter os salários em níveis baixos, favorecendo a dominação da classe subalterna pela elite e ainda minando a organização política dos trabalhadores.[49] Domingues discorda pois, pautado somente no critério custo/benefício, teria sido mais vantajoso aos fazendeiros paulistas ter contratado trabalhadores vindos do Nordeste do Brasil que, quando requisitados, migraram em massa para trabalhar nos seringais da Amazônia entre 1876 e 1914. Neste caso, não haveria necessidade de uma imigração em massa de europeus para São Paulo e sim de um deslocamento de migrantes brasileiros vindos de regiões de economia estagnada. Outra questão levantada por Domingues é o fato de que a classe dominante paulista, uma vez optando pela imigração estrangeira, incentivou a vinda de europeus e rechaçou a de africanos.[48]

O fomento imigracionista surgia não apenas como solução para resolver a suposta escassez de mão de obra na agricultura, mas também para proporcionar o branqueamento da população brasileira com a entrada maciça de brancos europeus no país. Para justificar a importação em massa da força de trabalho europeia, a classe dominante difundia a ideia de que os europeus eram culturalmente superiores aos brasileiros.[48] A imagem fabricada de um imigrante europeu culto, exímio profissional, qualificado para exercer qualquer serviço na agricultura ou na indústria, ao lado da imagem do brasileiro e, sobretudo, do negro, como um imprestável responsável pelo atraso do país, servia para legitimar a atração do branco europeu.[48] A realidade, contudo, se mostrava diversa da imagem vendida: a maior parte desses imigrantes não possuía qualificações ou habilidades especiais, tampouco traziam recursos econômicos ou educacionais particulares.[50] Os imigrantes italianos que foram para São Paulo eram oriundos de regiões agrárias e normalmente suas condições social e cultural eram deploráveis. O censo de 1920 mostrou que, na cidade de São Paulo, a taxa de alfabetização dos brasileiros maiores de 14 anos (80,3%) era maior que a dos imigrantes residentes na cidade (62,3%) da mesma faixa etária.[48]

Nenhum estado colocou em prática o projeto de branqueamento com tanta veemência como São Paulo. No ano de 1900, 44,5% dos 1.074.511 imigrantes que viviam no Brasil moravam nesse estado.[50] A chegada de tantos imigrantes empurrou sobretudo negros e mulatos para os empregos subalternos em São Paulo,[51] fato que também ocorreu, em menor escala, no Rio de Janeiro. A mão de obra predominantemente estrangeira se concentrou sobretudo no Oeste Paulista. Nas regiões cafeeiras de Minas Gerais e do Rio de Janeiro a maioria dos trabalhadores eram brasileiros. É comum afirmar-se erroneamente que a abolição da escravidão em 1888 desencadeou a falta de mão de obra nas lavouras pois os escravos libertos saíram das fazendas para procurar trabalho nas cidades. Isto aconteceu em pequena escala e somente no vale do Paraíba do Sul onde a lavoura cafeeira estava em rápida decadência de produção. Vários fazendeiros perceberam que o fim da escravidão era inevitável e fizeram acordos com os escravos nos quais estes eram alforriados mas se comprometiam a ficar trabalhando na mesma fazenda com direito a pequenos salários ou em regime de colonato.[52]

A expansão das colheitas de café atraíram 70% dos mais de seis milhões de imigrantes desembarcados no Brasil. Entre 1820 e 1903, desembarcaram no Brasil cerca de um milhão e 140 mil italianos, 549 mil portugueses, 212 mil espanhóis e 89 mil alemães.[53] Em números menores, pessoas de todos os cantos da Europa.

É preciso registrar que não eram somente considerações de caráter étnico que estiveram por trás do estímulo à imigração europeia: a população brasileira era no geral muito pequena, para um território muito grande [54] . Ademais, a vinda de mão-de-obra assalariada, assim se esperava, proporcionaria desenvolvimento às cidades e ao comércio, a geração de serviços de infra-estrutura, com desenvolvimento para o país. [55]

A imigração continuou alta durante o início do século XX diminuindo após a década de 1930.

Entraram nesse período diversos grupos de imigrantes no Brasil, dos mais numerosos, entre 1904 e 1972, desembarcaram um milhão e 240 mil portugueses, 505 mil espanhóis, 484 mil italianos, 248 mil japoneses e 171 mil alemães.[53] Em números menores, pessoas de todos os cantos da Europa. Os imigrantes passam a compor a maior parte dos operários nas fábricas e primeiras indústrias brasileiras..[56]

Mão-de-obra italiana[editar | editar código-fonte]

Italianos no porto a espera da chance de entrar no navio.

A mão-de-obra italiana foi a mais usada durante o ciclo do café no Brasil. Os italianos passaram a imigrar em larga escala pois, a maioria sendo camponesa, não tinham acesso às terras na Itália. Com a esperança de se tornarem proprietários de terras, imigravam para o Brasil. Mas chegando aqui, apenas aqueles que eram encaminhados para o Sul do país tornaram-se proprietários, enquanto a massa que foi mandada para as fazendas de café iam trabalhar nas plantações de terceiros.

Com o fim da escravidão, iniciou-se a entrada de centenas de milhares de italianos no Brasil. Entre 1870 e 1920, momento áureo do largo período denominado como da "grande imigração", os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes entrados no Brasil, ou seja, em 3,3 milhões de pessoas, os italianos eram cerca de 1,4 milhão.

Mão-de-obra espanhola[editar | editar código-fonte]

Embora a colheita do café tenha sido marcada pelo largo uso da mão-de-obra de imigrantes italianos, os espanhóis tornaram-se o segundo maior grupo a trabalhar nos cafezais. A imigração espanhola no Brasil iniciou-se na década de 1880. No início do século XX, a imigração de italianos para o Brasil passou a arrefecer, então o governo brasileiro passou a atrair maior contingente de espanhóis, mandando-os para trabalhar nas colheitas de café. Mais de 750 mil espanhóis desembarcaram no Brasil entre 1880 e 1950, a maior parte rumou para os cafezais paulistas.

Mão-de-obra japonesa[editar | editar código-fonte]

Cartaz japonês promovendo a imigração ao Brasil.

Em 1902, o governo da Itália proibiu a imigração subsidiada de italianos para São Paulo. As fazendas de café passaram a sentir a falta de trabalhadores com a diminuição drástica da chegada de imigrantes italianos. Apesar do nítido preconceito contra imigrantes asiáticos, a partir de 1908, o governo brasileiro passou a aceitar a entrada de imigrantes japoneses.

Nos primeiros sete anos, vieram mais 3.434 famílias (14.983 pessoas). Com o começo da I Guerra Mundial (1914), explodiu a imigração: entre 1917 e 1940, vieram 164 mil japoneses para o Brasil. 75% foram para São Paulo, visto que o estado concentrava a maior parte dos cafezais.

Imigração urbana[editar | editar código-fonte]

Grande parte dos imigrantes que chegaram ao Brasil na virada do século XX rumaram para as cidades. Alguns grupos de imigrantes tinham predileção pelos centros urbanos, em particular os portugueses. Essa leva de imigração trouxe para o Brasil gente pobre proveniente das regiões do norte e nordeste de Portugal, em particular do Minho, do Douro e de Trás-os-Montes. Enquanto os italianos concentraram-se sobretudo na lavoura cafeeira, os portugueses concentravam-se nas atividades do pequeno comércio ou ingressavam nas fileiras de operários que se formavam no Rio de Janeiro e em São Paulo.[57]

Imigrantes italianos numa fábrica de São Paulo.

Na mesma altura em que chegavam ao Rio de Janeiro as massas de portugueses, a cidade também recebia grande número de ex-escravos recém-saídos do cativeiro, bem como de migrantes nordestinos fugindo dos flagelos da seca. Assim, coexistiam no tecido urbano do Rio de Janeiro esses três grupos (libertos, nordestinos e estrangeiros), ajudando a criar os conflitos urbanos que marcaram a cidade no início do século XX. Longe de corresponder ao imaginário de "branco superior" idealizado pela elite brasileira, os imigrantes europeus tinham precária qualificação profissional, laços familiares enfraquecidos e desconheciam os códigos urbanos. Assim, eles vieram engrossar a população pobre que se concentrava no Rio de Janeiro ou em São Paulo.[57]

Os estrangeiros que se fixaram nos centros urbanos encontraram um ambiente bem mais hostil do que aqueles que rumaram para as zonas rurais. Enquanto as regiões agrícolas eram enormes e era fácil encontrar emprego, nos centros urbanos a competição no mercado de trabalho se mostrava mais acirrada. Em consequência, os imigrantes eram vistos pelos brasileiros como competidores no mercado de trabalho e eram frequentemente vítimas de agressividade e xenofobia por parte dos brasileiros, como foi o caso dos portugueses no Rio de Janeiro e dos italianos em São Paulo.[58] Contudo, a medida que os imigrantes percebiam que nas fazendas a exploração do trabalho e os pequenos salários não eram interessantes, cada vez mais pessoas rumavam para os centros urbanos.[59]

Chegando em um momento em que havia a transição do trabalho escravo para o assalariado, os imigrantes conseguiram monopolizar amplos setores produtivos no tecido urbano de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras capitais menores. Muitos começavam como mascates e, reunindo algum pecúlio, abriam sua própria loja. A presença de imigrantes entre o proletariado era maciça nos dois principais centros urbanos brasileiros. O Brasil começou um processo de industrialização na década de 1890 e muitos imigrantes, em grande parte mulheres e crianças, foram empregados nas fábricas nascentes.[60]

Em 1901, 90% dos operários em São Paulo eram estrangeiros e, em 1906, eles eram 44% no Rio de Janeiro. A situação de miséria vivida por esses estrangeiros era evidente nos bairros populares do Brás, Barra Funda e Bela Vista, na capital paulista, onde se concentravam os italianos. Em 1904, cerca de 30% da população de São Paulo morava em cortiços, onde viviam amontoadas uma média de seis a dez pessoas, uma vez que os operários não tinham condições de arcar com os custos de outras moradias melhores. Nos bairros habitados por europeus em São Paulo, as ruas estavam sempre cobertas de lama, o esgoto corria à céu aberto, a água consumida era frequentemente contaminada, a higiene não existia e o mau cheiro tornava o ar irrespirável.[59]

A competição pelo lucro nas fábricas era feita por meio da redução dos custos de produção, com grande exploração da força de trabalho, o que fomentou a união e a luta dos trabalhadores em busca dos seus direitos trabalhistas. O Brasil, outrora uma sociedade escravagista de difícil mobilidade social, transformava-se numa sociedade de classe moderna, baseada no trabalho assalariado. Os principais grupos de imigrantes (italianos, portugueses e espanhóis) já tinham na Europa um contato muito próximo com os movimentos socialistas, anarquistas e sindicalistas. Muitos dos imigrantes eram ligados a círculos anarquistas em suas cidades natais e trouxeram para o Brasil suas ideias. Com o passar do tempo, essa mentalidade foi se espalhando pelas fábricas e contando com o apoio dos demais operários estrangeiros e brasileiros, que promoviam greves em busca de melhores condições de trabalho. Não por acaso, a maioria dos grandes líderes sindicais do Brasil do começo do século XX eram de nacionalidade italiana.[61]

A miséria inicial dos imigrantes no Brasil também refletia-se no envolvimento regular de europeus no mundo do crime no tecido urbano brasileiro. Esses homens e mulheres, emigrando em situação de pobreza, em muitos casos permaneceram pobres, quando não miseráveis. A passagem de um ambiente rural para o urbano, conduzindo à quebra dos vínculos familiares e à precariedade do trabalho, levavam muitos estrangeiros a terminarem seus dias na mendicância e vadiagem ou a abraçarem a criminalidade como forma de vida. Com o decreto nº 1641 de 7 de janeiro de 1907, que regulamentava a entrada e expulsão de estrangeiros, observou-se o crescente número de expulsões de estrangeiros do país em decorrência de práticas criminosas.[62]

Se é bem verdade que a maioria dos imigrantes, especialmente os recém-chegados, eram absorvidos nos níveis mais baixos da estrutura ocupacional urbana brasileira, por meio de sucessivas mudanças ocupacionais e em decorrência da preferência dos empregadores, eles experimentaram uma rápida e ascendente mudança social.[63] Essa ascensão social não foi acompanhada pelo resto da população brasileira, em particular os negros e mulatos que, embora inicialmente no mesmo nível social dos imigrantes, tenderem a continuar pobres.[51]

Sírio-libaneses e armênios[editar | editar código-fonte]

Armarinho sírio em São Paulo, 1950.

Os imigrantes árabes começaram a desembarcar no Brasil em fins do século XIX. No início do século XX, esse fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar importante desembarcando no Brasil cerca de 70 mil árabes. Em sua maioria, eram comerciantes sírios e libaneses que se tornaram mascates no Brasil, percorrendo as grandes cidades e as fazendas do interior para vender seus produtos. Com o passar do tempo, passaram a fundar pequenas lojas de comércio (armarinhos) nos centros urbanos e prosperaram. Ficaram conhecidos como "turcos", pois, no início da imigração, sírio-libaneses eram cidadãos (árabes) do Império Turco-Otomano.

Esse grupo se destacou, uma vez que, dotados de um espírito empresarial, esses imigrantes logo prosperaram, se tornando atacadistas e grandes industriais, especialmente do ramo varejista. É notável a presença de descendentes de libaneses e sírios na medicina e na política.

O fluxo de imigrantes sírio-libaneses também foi acompanhado por armênios que viviam em regiões próximas.

Chineses e coreanos[editar | editar código-fonte]

A medida que cessava do fluxo de imigrantes japoneses, aumentou o fluxo de imigrantes oriundos de territórios que tinham pertencido ao Japão como chineses de Taiwan e coreanos. É interessante notar que estes imigrantes que chegavam no Brasil nas décadas de 1960 e 1970 eram pessoas que tinham aprendido a falar fluentemente japonês nas escolas durante o período de ocupação japonesa.

Chineses e coreanos geralmente dedicaram-se ao pequeno comércio das grandes cidades, especialmente São Paulo.

Imigrações recentes[editar | editar código-fonte]

Pessoas autorizadas a trabalhar no Brasil oriundas de países sul-americanos em 2009.
  555 a 399 pessoas.
  398 a 237 pessoas.
  236 a 102 pessoas.
  101 a 2 pessoas.

Apesar de ter deixado de ser atraente para imigrantes no meio da década de 1970 e de ter se tornado um país de emigração depois da década de 1980, o país ainda recebe alguns imigrantes.

Mais recentemente, a partir da década de 1970, vê-se um razoável crescimento na entrada de imigrantes no Brasil, vindos principalmente da Coreia do Sul, China, Bolívia, Peru, Paraguai e de países africanos. Estes imigrantes, porém, não têm o impacto demográfico que tiveram as outras imigrações mais antigas no Brasil.[64] Estima-se que o país tenha atualmente cerca de 600 mil imigrantes ilegais.[65]

Assim, destacam-se recentemente os imigrantes bolivianos que são empregados nas pequenas indústrias de roupas de São Paulo, em geral propriedade de imigrantes coreanos.[66] Imigrantes colombianos também cruzam a fronteira aos milhares, fugindo do conflito armado na Colômbia.[67]

Com a crise mundial, O Brasil se tornou de um pais de imigrantes de novo. Entre Janeiro e Junho de 2011, 328.826 Portugueses foram registrados para morar e trabalhar no Brasil. [68]

A presença brasileira na Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti a partir de 2004 ampliou as relações entre os dois países e uma das consequências foi o aumento da Imigração haitiana no Brasil. A rota aberta pelos haitianos no Acre é muito usada desde 2008 por imigrantes do Senegal, que se deslocam em especial para o Rio Grande do Sul.[69]

Pessoas autorizadas a trabalhar no Brasil oriundas de países norte-americanos em 2009.    684 pessoas.  368 pessoas.
Pessoas autorizadas a trabalhar no Brasil oriundas de países norte-americanos em 2009.
  
  684 pessoas.
  368 pessoas.
Pessoas autorizadas a trabalhar no Brasil oriundas de países europeus em 2009.  2528 a 648 pessoas.  523 a 184 pessoas.  177 a 50 pessoas.
Pessoas autorizadas a trabalhar no Brasil oriundas de países europeus em 2009.
  2528 a 648 pessoas.
  523 a 184 pessoas.
  177 a 50 pessoas.
Europeans and Arabs in Brazil.jpg
Total Immigrants By Brazilian States.jpg
Origin of the people that work in Brazil.jpg

Impacto da imigração[editar | editar código-fonte]

A população brasileira foi formada pela união de seus habitantes indígenas aos milhões de imigrantes que chegaram ao longo de quinhentos anos. A diversidade étnica e cultural do Brasil deve-se em grande parte às diversas nacionalidades que escolheram ou foram obrigadas (no caso dos africanos subsaarianos) a emigrar. A miscigenação de diferentes raças compõe, assim, o rico mosaico étnico-cultural brasileiro.

Imigração para o Brasil, por nacionalidade e períodos[7]
Nacionalidade Período Total
1884-1893 1894-1903 1904-1913 1914-1923 1924-1933 1934-1944 1945-1949 1950-1954 1955-1959
Alemães 22.778 6.698 33.859 29.339 61.723 N/D 5.188 12.204 4.633 176.422
Espanhóis 113.116 102.142 224.672 94.779 52.405 N/D 4.092 53.357 38.819 683.382
Italianos 510.533 537.784 196.521 86.320 70.177 N/D 15.312 59.785 31.263 1507.695
Japoneses - - 11.868 20.398 110.191 N/D 12 5.447 28.819 188.723
Portugueses 170.621 155.542 384.672 201.252 233.650 N/D 26.268 123.082 96.811 1391.898
Sírios e Libaneses 96 7.124 45.803 20.400 20.400 N/D N/A N/A N/A 189.727
Outros 66.524 42.820 109.222 51.493 164.586 N/D 29.552 84.851 47.599 596.647
Total 979.572 852.11 1.006.617 503.981 713.132 N/D 92.412 338.726 247.944 4.734.494
População estrangeira, não naturalizada, nos censos de 1900 e 1920.[70]
Estado Período
População estrangeira (1900) Porcentagem da população População estrangeira (1920) Porcentagem da população
São Paulo 476.778 20,89% 820.567 17,87%
Distrito Federal (atual município do Rio de Janeiro) 195.894 24,14% 235.300 20,32%
Rio Grande do Sul 129.329 11,26% 136.076 6,23%
Minas Gerais 90.319 2,51% 80.061 1,36%
Rio de Janeiro 49.823 5,38% 48.401 3,10%
Paraná 39.457 12,06% 59.119 8,52%
Santa Catarina 21.179 6,61% 23.274 3,48%
Espírito Santo 20.124 9,59% 16.976 3,71%
Mato Grosso 95 0,08% 25.086 10,17%
Pará 2.201 0,5% 22.089 2,2%
Resto do Brasil 49.312 menos de 1% 46.208 menos de 1%
Total 1.074.511 6,2% 1.513.635 4,94%

No tocante ao período da "grande imigração", ocorrido entre 1880 e 1920, os censos de 1900 e 1920 mostram que cerca de 80% da população estrangeira no Brasil se concentrava nos estados da região Sudeste, zona mais rica do Brasil, onde estavam as melhores ofertas de trabalho. Os estados de São Paulo e a então capital, o Rio de Janeiro, eram os maiores receptores de imigrantes, sendo que os estrangeiros chegaram a compor 24,14% da população do Rio de Janeiro e 20,89% de São Paulo no ano de 1900. Os outros dois estados do Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo, também contavam com significativa presença estrangeira. Os outros 20% dos estrangeiros residentes se concentravam sobretudo nos estados do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. No resto do Brasil, a presença de estrangeiros era bastante reduzida, correspondendo a menos de 1% da população local.[70] A única exceção foi o estado do Pará, no extremo Norte, que recebeu significativo número de comerciantes portugueses nos primeiros anos do século XX.[71]

Em relação à nacionalidade, em praticamente todos os estados a maioria absoluta dos estrangeiros era proveniente da Europa. A única exceção era é o estado do Mato Grosso, no qual a nacionalidade estrangeira mais numerosa em 1920 era a paraguaia. Na maioria dos estados, os italianos eram o grupo estrangeiro mais numeroso, com exceção da cidade do Rio de Janeiro e do estado homônimo, bem como do Pará, nos quais os portugueses eram os mais numerosos. As nacionalidades estrangeiras mais numerosas no Brasil eram a italiana, portuguesa, espanhola e alemã. Além dos europeus, havia uma presença notável de pessoas oriundas do Oriente Médio (da Síria e do Líbano), bem como do Japão. No Rio Grande do Sul, a comunidade uruguaia também era notável.[70]

Demógrafos brasileiros há muito tempo analisam o impacto demográfico que teve a onda de imigração para o Brasil nos séculos XIX e XX. De acordo com Judicael Clevelário,[72] a maioria dos estudos sobre o impacto da imigração têm seguido as conclusões de Giorgio Mortara das décadas de 1940 e 1950. Mortara concluiu que apenas cerca de 15% do crescimento demográfico do Brasil, de 1840 e 1940, deveu-se à imigração, e que a população de origem imigrante (imigrantes e descendentes) era de 16% da população total de Brasil.[73]

No entanto, de acordo com Clevelário, Mortara não levou devidamente em conta o crescimento endógeno total da população de origem imigrante,[74] devido à fixação predominantemente rural dos imigrantes (regiões rurais tendem a ter taxas superiores de natalidade que cidades). Clevelário, pois, além de ampliar os cálculos até 1980, os refez, chegando a conclusões um pouco diferentes.

Um dos problemas no cálculo do impacto da imigração é que as taxas de retorno dos imigrantes são desconhecidas. Clevelário fixou quatro diferentes hipóteses sobre as taxas de retorno. A primeira, que ele considera alta demais, é que 50% dos imigrantes voltou a seus países de origem. A segunda é baseada na obra de Arthur Neiva, que supõe que a taxa de retorno do Brasil foi maior do que a dos Estados Unidos (30%), mas menor do que a da Argentina (47%). A terceira hipótese é de Mortara, que postula uma taxa de 20% para o século XIX, 35% para as duas primeiras décadas do século XX, e 25% para 1920. Embora o próprio Mortara considerava esta hipótese subestimada, Clevelário pensa que é mais próximo da realidade. A última hipótese, também sendo irrealista, coloca uma taxa de retorno de 0%.[75]

As conclusões de Clevelário são as seguintes: considerando a hipótese 1 (irrealisticamente baixa), a população de origem imigrante em 1980 seria de 14.730.710 pessoas, ou 12,38% da população total. Considerando a hipótese 2 (com base em Neiva), seria de 17.609.052 de pessoas, ou 14,60% do total da população. Considerando a hipótese 3 (com base em Mortara e considerada mais realista), seria de 22.088.829 de pessoas, ou 18,56% do total da população. Considerando a hipótese 4 (sem retorno nenhum), a população de origem imigrante seria de 29.348.423 pessoas, ou 24,66% do total.[76] Clevelário acredita que o número mais provável é de cerca de 18%, superior à estimativa anterior de Mortara de 1947.[77]

Políticas de imigração do Brasil[editar | editar código-fonte]

Política de "branqueamento" do país[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, houve a disseminação no Brasil de conceitos de superioridade racial que tinham se desenvolvido e adquirido grande prestígio no exterior. O pensamento científico brasileiro da época, que era fortemente marcado pelo positivismo, adotou "teses científicas" de darwinismo social e eugenia racial para defender o branqueamento da população como fator necessário para o desenvolvimento do Brasil. A elite social e política brasileira, que era majoritariamente branca, passou a considerar como certo que o país não se desenvolvia porque sua população era, em sua grande maioria, composta por negros e mestiços. A imigração não era considerada somente um meio de suprir a mão-de-obra necessária na lavoura, ou de colonizar o território nacional coberto por matas virgens, mas também com meio de "melhorar" a população brasileira pelo aumento da quantidade de europeus.[78]

Refletindo o ideal de "branqueamento", João Batista de Lacerda, diretor do Museu Nacional, e único sul-americano a apresentar um relatório no I Congresso Universal de Raças, em Londres, no ano de 1911, afirmou que: "no Brasil já se viram filhos de métis apresentarem, na terceira geração, todos os caracteres físicos da raça branca[...]. Alguns retêm uns poucos traços da sua ascendência negra por influência dos atavismo(…) mas a influência da seleção sexual (…) tende a neutralizar a do atavismo, e remover dos descendentes dos métis todos os traços da raça negra(…) Em virtude desse processo de redução étnica, é lógico esperar que no curso de mais um século os métis tenham desaparecido do Brasil. Isso coincidirá com a extinção paralela da raça negra em nosso meio".

A proposta de "branqueamento" da população brasileira com imigrantes europeus sempre foi apresentada como se fosse ciência comprovada. Entre seus defensores destacaram-se principalmente os médicos como Sílvio Romero em Pernambuco, Nina Rodrigues na Bahia e João Francisco Lacerda no Rio de Janeiro,[79] além do sociólogo Francisco José de Oliveira Viana, autor do livro clássico "Populações Meridionais do Brasil", publicado em 1918.[80] Nina Rodrigues, considerado o criador da Medicina Legal brasileira, escreveu nesta época: "a civilização ariana está representada no Brasil por uma fraca minoria da raça branca a quem ficou o encargo de defende-la (…) (dos) atos anti-sociais das raças inferiores…".

As políticas de imigração brasileira foram fortemente influenciadas pelas propostas de branqueamento que impregnaram o imaginário social e político brasileiro durante a primeira metade do século XX.[79] Deve-se ressaltar que esta política de imigração não foi típica do Brasil, mas comum em quase todos países das Américas, Oceania e, até, da Africa colonizados com população de origem europeia. Em geral, estes países, como por exemplo os Estados Unidos, restringiram até a entrada de imigrantes do sul da Europa (sul-italianos, espanhóis, portugueses, gregos, etc) enquanto beneficiavam a entrada de imigrantes do norte da Europa (ingleses, escoceses, alemães, suecos, noruegueses, etc).

Apesar disto, houve quem sugerisse a vinda de imigrantes da África ou da China para suprir a falta de mão-de-obra no Brasil. Chegou até a haver uma incipiente imigração de chineses, porém não houve continuidade, pois apenas europeus eram considerados civilizados o suficiente para imigrarem para o Brasil.[81]

Primeiras leis de imigração da República[editar | editar código-fonte]

Em 1890, o presidente Deodoro da Fonseca e o ministro da Agricultura Francisco Glicério assinaram o decreto no 528 que determinava que a entrada de imigrantes da África e da Ásia dependeria da autorização do Congresso Nacional. O mesmo decreto não restringia, até incentivava, a imigração de europeus. O decreto teve que ser revogado em 1907 para permitir a entrada de imigrantes japoneses.[31]

Em 1902, o governo da Itália emitiu o decreto Prinetti que proibiu a imigração subsidiada de italianos para o Brasil. As fazendas de café sentiram a falta de trabalhadores com a diminuição da chegada de imigrantes e, então, o governo brasileiro passou a aceitar o recebimento de imigrantes japoneses, que se iniciou em 1908.

Lei de Cotas[editar | editar código-fonte]

Durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, a ideia de "branqueamento" da população brasileira com imigrantes europeus foi defendida pelos médicos e deputados Miguel Couto (eleito pelo Distrito Federal, hoje Rio de Janeiro), Artur Neiva da Bahia e Antonio Xavier de Oliveira do Ceará. Juntos, eles pediam, principalmente, o fim da imigração dos degenerados "aborígenes nipões" (japoneses).[80]

O resultado foi a aprovação por larga maioria de uma lei que estabelecia cotas de imigração sem fazer menção a raça ou nacionalidade, e proibia a concentração populacional de imigrantes. Segundo o texto constitucional, o Brasil só poderia receber, por ano, no máximo 2% do total de imigrantes da cada nacionalidade que tinha imigrado nos últimos 50 anos. Apenas os portugueses foram excluídos dessa lei. Esta lei pouco afetou a imigração de europeus, como italianos e espanhóis, que já tinham entrado em grande quantidade no Brasil e cujo fluxo migratório era descendente. Entretanto, o regime de cotas, que irá vigorar até a década de 1980, restringiu a imigração de japoneses, assim como, futuramente, a de coreanos e chineses.

Com isso, a imigração foi gradativamente decaindo. Com as crises econômicas, o Brasil deixou de ser um país atrativo para os imigrantes.

Proposta de fim de imigração de japoneses[editar | editar código-fonte]

A Assembleia Nacional Constituinte de 1946 votou uma emenda no 3165 proposta pelo deputado carioca Miguel Couto Filho que dizia apenas: "É proibida a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência". Na votação final, houve um empate com 99 votos contra e 99 a favor. O senador Fernando de Melo Viana, que presidia a sessão constituinte, exerceu então o voto de Minerva recusando a emenda. Por apenas um voto, a imigração de japoneses não foi proibida pela Constituição de 1946.[80]

Brasil: incentivo à imigração de mão de obra qualificada[editar | editar código-fonte]

Em 26 de julho de 2012, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, por meio da portaria Nº 50, de 25 de julho de 2012, publicada no Diário Oficial da União, institui um Grupo de Trabalho para desenvolver estudos sobre a questão da imigração no Brasil. Está sendo feita uma análise do potencial do fluxo migratório, sua importância para o desenvolvimento do País e as formas de estimulá-lo. Com isso, pretende-se reunir subsídios para a formulação de propostas que possam aprimorar a política nacional de imigração existente e os projetos em tramitação sobre o tema.

Em uma breve análise histórica, estudo mostra o país chegou a ter 7,3% de sua população composta por imigrantes. Hoje tem apenas 0,3%. A população brasileira atual é 10 vezes maior que a população do início do século XX, mas o número de imigrantes no Brasil equivale à metade do existente em 1900.

Dentre as razões da ampliação de mão de obra estrangeira, em especial a qualificada, está o de se evitar o aumento dos custos de produção, facilitar a incorporação de novas tecnologias e inovação e favorecer o ambiente plural e meritocrático.

Línguas alóctones no Brasil[editar | editar código-fonte]

Os estados de Santa Catarina[82] [83] [84] e Rio Grande do Sul possuem o Talian como patrimônio linguístico aprovado oficialmente no estado.[85] Além do Talian, o Rio Grande do Sul também possui o Riograndenser Hunsrückisch como patrimônio estadual,[86] [87] enquanto o Espírito Santo possui as línguas pomerana, junto com a língua alemã, como patrimônios culturais estaduais.[88] [89] [90]

Há no Brasil estações de rádio em língua pomerana[91] e talian.[92] Em 2013 foi lançada no Brasil a revista Brasil Talian, que busca divulgar a língua talian.[93] [94]

Também está em fase de produção o vídeo-documentário Brasil Talian,[95] com direção e roteiro de André Costantin e a produção executiva do historiador Fernando Roveda.[96] O pré-lançamento ocorreu em 18 de novembro de 2011, data que marcou o início da produção do documentário.[97] [98]

Em Holambra (São Paulo) o holandês também é ensinado nas escolas, embora não seja co-oficial no município.[99] [100] Há também diversos bairros étnicos no país, especialmente no Sul e no Sudeste: Alguns exemplos são Colônia, bairro alemão que surgiu através da Colônia Paulista, no distrito de Parelheiros;[101] [102] Liberdade, reduto de imigrantes japoneses,[103] [104] e Bixiga, reduto de imigrantes italianos,[105] [106] ambos na cidade de São Paulo, enquanto no município de Piracicaba, os bairros Santa Olímpia e Santana, redutos de tiroleses, formam a Colônia Tirolesa de Piracicaba.[107] [108] Já em Minas Gerais, há uma colônia pomerana no distrito de Vila Neitzel, em Itueta.[109] [110] [111]

Estados brasileiros que possuem patrimônios linguísticos aprovados oficialmente em âmbito estadual[editar | editar código-fonte]

Municípios brasileiros que possuem língua co-oficial talian (ou dialeto vêneto)[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]
Municípios em que a língua pomerana é co-oficial no Espírito Santo.

Municípios brasileiros que possuem língua co-oficial pomerana (ou Pommersch)[editar | editar código-fonte]

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]
Santa Catarina[editar | editar código-fonte]
Rondônia[editar | editar código-fonte]

Municípios que oficializaram o ensino da língua pomerana (ou Pommersch)[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Municípios brasileiros que possuem língua co-oficial hunsriqueana (ou Hunsrückish)[editar | editar código-fonte]

Santa Catarina[editar | editar código-fonte]
Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Municípios brasileiros que oficializaram o ensino da língua alemã[editar | editar código-fonte]

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]
Santa Catarina[editar | editar código-fonte]

Municípios brasileiros que oficializaram o ensino da língua italiana[editar | editar código-fonte]

Municípios em que o ensino da língua italiana é obrigatório[editar | editar código-fonte]
Espírito Santo[editar | editar código-fonte]
Paraná[editar | editar código-fonte]
Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]
Santa Catarina[editar | editar código-fonte]
São Paulo[editar | editar código-fonte]
Municípios em que o ensino da língua italiana é facultativo em todas as escolas públicas[editar | editar código-fonte]
São Paulo[editar | editar código-fonte]

Enclaves étnicos brasileiros sem uma legislação específica para a proteção da língua[editar | editar código-fonte]

Ainda há reconhecidas no Brasil diversas colônias formadas por imigrantes, que vieram a formar município, distritos ou bairros étnicos. Tais enclaves formam regiões, que embora ainda não tenham uma legislação específica para a proteção da língua alóctone, continuam sendo um reduto cultural de diferentes etinias. Algumas regiões são:

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]
Minas Gerais[editar | editar código-fonte]
Itueta[editar | editar código-fonte]
Paraná[editar | editar código-fonte]
Curitiba[editar | editar código-fonte]
Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]
Morro Reuter[editar | editar código-fonte]

Morro Reuter, cidade de colonização alemã, é denominada germanicamente Reutersberg.[139]

Novo Hamburgo[editar | editar código-fonte]
Porto Alegre[editar | editar código-fonte]
Santa Catarina[editar | editar código-fonte]
Blumenau[editar | editar código-fonte]
São Paulo[editar | editar código-fonte]
Piracicaba[editar | editar código-fonte]
São Paulo[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal do Brasil

Referências[editar | editar código-fonte]

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  97. Marisa busca apoio para documentário sobre cultura italiana produzido em Antonio Prado
  98. Brasil Talian é co-produzido em Trento
  99. Imigrantes no Brasil
  100. O panorama lingüístico brasileiro: A coexistência de línguas minoritárias com o português
  101. Colônia, o bairro alemão, tem festa típica
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  103. Portal do Bairro Liberdade
  104. História da Imigração Japonesa
  105. Bairro do Bixiga
  106. Bairro do Bixiga, reduto italiano em São Paulo
  107. Bexiga e Liberdade
  108. Os italianos de Bixiga, São Paulo
  109. Descendentes de etnia germânica vivem isolados em área rural de Minas
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  116. a b A co-oficialização da língua pomerana
  117. No Brasil, pomeranos buscam uma cultura que se perde, acessado em 21 de agosto de 2011
  118. Língua e cultura pomerana alcançam 100% da rede municipal de Santa Maria, acessado em 16 de fevereiro de 2014
  119. Lei dispõe sobre a cooficialização da língua pomerana no município de Santa maria de Jetibá, Estado do Espírito Santo
  120. Vila Pavão, Uma Pomerânia no norte do Espirito Santo, acessado em 21 de agosto de 2011
  121. Pomerode institui língua alemã como co-oficial no Município.
  122. Patrimônio - Língua alemã
  123. Ontem e hoje : percurso linguistico dos pomeranos de Espigão D'Oeste-RO
  124. Sessão Solene em homenagem a Comunidade Pomerana
  125. percurso linguistico dos pomeranos de Espigão D Oeste-RO, acessado em 2 de novembro de 2011
  126. Comunidade Pomerana realiza sua tradicional festa folclórica
  127. Vereadores propõem ensino da língua pomerana nas escolas do município, acessado em 21 de agosto de 2011
  128. Bancada PP comenta co-oficialização pomerana
  129. Projeto Pomerando tem repercussão na região
  130. Primeiros passos no resgate à escrita pomerana em São Lourenço do Sul
  131. Cooficialização da língua alemã em Antônio Carlos
  132. VEREADORES DE TREZE TÍLIAS SE REUNIRAM ONTEM
  133. TREZE TÍLIAS
  134. Um pedaço da Aústria no Brasil, Treze Tílias
  135. A sala de aula de alemão para falantes de dialeto: realidades e mitos
  136. Apresentando... Santa Maria do Herval
  137. Dialetos Hunsrik e Talian na ofensiva no Sul - Em Santa Maria do Herval, regiăo de Novo Hamburgo, RS, surge forte a mobilizaçăo em favor do Hunsrik - a faceta brasileira/latino-americana do Hunsrückisch. Em Serafina Correa, RS, floresce o talian - acessado em 21 de agosto de 2011
  138. História da cidade de Santa Maria do Herval
  139. a b c Você fala hunsrik ou alemão? (Xprëche sii Hunsrik Xprooch oder deutsch?), Jornal Dois Irmãos
  140. Câmara Municipal de Vereadores de Nova Petrópolis
  141. Ata 047/2010
  142. Art. 153 § 3º da Lei Orgânica
  143. Em Nova Petrópolis 100% da população é alfabetizada, quinto parágrafo
  144. Lei Complementar nº 487/2004 de Blumenau
  145. Conselho da Língua Alemã de Blumenau: balanço e perspectivas
  146. Lei Complementar 487/04 | Lei Complementar nº 487 de 25 de novembro de 2004 de Blumenau
  147. Língua italiana na rede municipal de ensino
  148. Aprovado em primeira votação, projeto emendado propõe um ano de caráter experimental em Venda Nova
  149. Convênio para ensino da língua italiana em nível municipal
  150. LEI Nº 3018/2003 - 02.10.03 - Dispõe sobre a oficialização de aulas de língua italiana nas escolas da Rede Municipal de Ensino
  151. Lei Ordinária nº 3018/2003 de Francisco Beltrão, dispõe sobre a oficialização de aulas de língua italiana nas escolas
  152. Elaboração de Projeto de Lei para o ensino obrigatório da língua italiana nas escolas municipais
  153. Língua italiana em Antônio Prado, Italiano integra currículo escolar
  154. Lei 3113/08, Brusque - Institui o ensino da língua italiana no currículo da rede municipal de ensino e dá outras provicências
  155. Lei 3113/08 | Lei nº 3113 de 14 de agosto de 2008 de Brusque
  156. Art. 1 da Lei 3113/08, Brusque
  157. Secretaria de Educação esclarece a situação sobre o Ensino da Língua Italiana
  158. Lei 4159/01 | Lei nº 4159 de 29 de maio de 2001 de Criciuma
  159. Lei nº 4.159 de 29 de Maio de 2001 - Institui a disciplina de língua italiana
  160. Lei 2953/96 | Lei nº 2953 de 30 de setembro de 1996 de Braganca Paulista
  161. Lei municipal Nº 4.947/96
  162. Secretário de educação renova convênio para ensino de italiano nas escolas munipais
  163. A colônia polonesa em Águia Branca atualmente: análise de uma pesquisa
  164. Vem ai a 13ª Festa do Imigrante Polonês de Águia Branca
  165. História do Município
  166. Águia Branca - Espírito Santo
  167. Consulado Geral da República da Polônia em São Paulo
  168. Nossa Cidade, Marechal Cândido Rondon
  169. História de Rolândia
  170. Santa Felicidade
  171. História
  172. Walachai
  173. Walachai entra no mapa
  174. A História de Walachai é lançada na Feira do Livro de Morro Reuter
  175. Estreia: 'Walachai' mostra colônia alemã peculiar do sul do Brasil
  176. Documentário "Walachai" descreve comunidade peculiar do sul do Brasil
  177. Colonização, Hamburger Berg
  178. PORTO, Aurélio. O trabalho alemão no Rio Grande do Sul, Graf, Santa Terezinha, Porto Alegre, 1934, p.168.
  179. MONTALI, Lilia. In: Dissertação de Mestrado em Sociologia – Universidade de São Paulo. Do núcleo colonial ao capitalismo monopolista: produção de fumo em Santa Cruz do Sul. [S.l.: s.n.], 1979.
  180. A Imigração - História
  181. Dia Nacional da Suíça será comemorado em Joinville
  182. Filme mostra realidade de emigrantes suíços
  183. Filme que conta emigração de suíços está pronto
  184. Aos suíços, o lugar na história de Joinville que lhes pertence
  185. Filme "Suíços Brasileiros – Uma História Esquecida" será apresentado nesta sexta (29/6) em Joinville
  186. Sítio oficial do filme
  187. Como tudo começou...
  188. Sul catarinense tem sotaque italiano
  189. Chegam os alemães e os italianos
  190. WITTMANN, Angelina C. R. - A Ferrovia no Vale do Itajaí - Estrada de Ferro Santa Catarina -Blumenau: Edifurb, 2010. - 304 p.:il.
  191. Centro Cultural da Vila Itoupava
  192. Vila Itoupava
  193. Santa Olímpia
  194. Bairro do Bixiga
  195. Bairro do Bixiga, reduto italiano em São Paulo
  196. História dos bairros paulistanos - Bom Retiro, Folha de São Paulo
  197. Mostra resgata história de judeus que ajudaram a construir o Bom Retiro, Folha de São Paulo
  198. Colônia, o bairro alemão, tem festa típica
  199. Colônia Paulista
  200. Maria Margarida Carvalho De Silveira. Desvendando o bairro de Higienópolis Cidade do Conhecimento. Visitado em 14/11/2010.
  201. HISTÓRIA DOS BAIRROS PAULISTANOS.
  202. Portal do Bairro Liberdade
  203. História da Imigração Japonesa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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