Franco-brasileiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde maio de 2011). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
França Franco-brasileiros Brasil
Alfredo Taunay.JPG
Alberto Santos-Dumont portrait.jpg
Marc Ferrez (c. 1876).png
Portrait d'Elizabeth de Portzamparc.png
Michael Löwy.jpg
Nelson Piquet Souto Maior.jpg
Gil de Ferran.jpg
Vitor belfort cropped.jpg
Gadu03.jpg
Pedro Luis.JPG
Roberto Burle Marx 1981.jpg
Carlos Burle.jpg
População total

~1 milhão

Regiões com população significativa
São Paulo
Rio de Janeiro
Pernambuco
Minas Gerais
Amazonas
Pará
Línguas
português, francês.
Religiões
Cristianismo, a maioria sendo fiel da Igreja Católica Apostólica Romana
Grupos étnicos relacionados
Outros franceses, franco-americano, franco-canadense

Um franco-brasileiro é o brasileiro que tenha ascendentes franceses ou pessoas nascidas na França radicadas no Brasil.

A comunidade francesa no Brasil é a segunda maior comunidade francesa da América Latina (depois da Argentina com 6,8 milhões de descendentes). Atualmente, a população de franco-brasileiros está estimada em 1.5 milhão de pessoas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Afora a invasão francesas ao Rio de Janeiro e ao Maranhão ainda durante o século XVI, a primeira grande leva de franceses ao país aconteceu com a transferência da família real e da corte portuguesa para o Brasil, em 1808.

D. João VI patrocinou a vinda da Missão Artística que trouxe ao Brasil, em 1816, franceses como o pintor Joachim Lebreton com o seu secretário Pierre Dillon, o pintor histórico Jean Baptiste Debret, o pintor de paisagens e cenas históricas Nicolas-Antoine Taunay com o seu filho Félix Émile Taunay – ainda apenas um jovem aprendiz, o arquiteto Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny junto com seus discípulos Charles de Lavasseur e Louis Ueier, o escultor Auguste Marie Taunay, o gravador Charles-Simon Pradier, o mecânico François Ovide, o ferreiro Jean Baptiste Leve, o serralheiro Nicolas Magliori Enout, os peleteiros Pelite e Fabre, os carpinteiros Louis Jean Roy com o seu filho Hypolite e o auxiliar de escultor François Bonrepos. Muitos deles trouxeram suas famílias, criados e outros auxiliares. Pinassi acrescenta ainda o músico Sigismund Neukomm. 6 meses mais tarde, uniram-se ao grupo o escultor Marc Ferrez (tio do fotógrafo Marc Ferrez) e o gravador de medalhas Zéphyrin Ferrez.

Entre 1819 a 1940, franceses imigraram para o Brasil. Muitos destes chegaram por volta de 1884 a 1925, mais de 25.000 imigrantes franceses neste período. Fontes apontam que imigraram para o Brasil por volta de 100.000 franceses entre 1850 e 1965. A comunidade francesa no Brasil alega que 592 imigrantes chegaram em 1888, e 5.000 imigrantes em 1915. Foi estimado que 14.000 franceses viviam no Brasil em 1912, o que resulta em 9% do total de franceses que vivia na América Latina.

No Paraná, as colônias no Vale do Assungui receberam imigrantes franceses durante o Império. Porém, com o tempo boa parte dessa população migraria para outras áreas.

Segundo o Censo Republicano de 1920, 31.984 franceses moravam no Brasil.[2] São Paulo contava com a maior parte desses imigrantes, contabilizando 13.576 estrangeiros de tal nacionalidade.[3] Em seguida, vinham o Distrito Federal (que na época era a cidade do Rio de Janeiro) com 10.538 franceses e o Rio Grande do Sul com 4.216.[4] No estado de São Paulo, as cidades com os maiores números eram a capital (3.859), Santos (581), Campinas (389), Taubaté (371) e Ribeirão Preto (361).[5] No Rio Grande do Sul, Porto Alegre tinha 2356 franceses, seguido de Pelotas (775) e Rio Grande (730).[6]

Franco-brasileiros notáveis[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.ambafrance-br.org/IMG/pdf/27-06-13-La_France_et_le_Bresil_en_chiffre_2013.pdf [ligação inativa]
  2. Recenseamento Geral do Brasil em 1920. Volume 4, Parte 1. "População por sexo, estado civil e nacionalidade". p. 317
  3. Ibidem.
  4. Idem, pp. 313 a 316
  5. Idem. pp. 827 a 866
  6. Idem. pp. 800 e 801