Diamantina

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Município de Diamantina
Vista panorâmica de Diamantina

Vista panorâmica de Diamantina
Bandeira de Diamantina
Brasão de Diamantina
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de março de 1831 (183 anos)
Gentílico diamantinense [1]
Prefeito(a) Paulo Célio de Almeida Hugo (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Diamantina
Localização de Diamantina em Minas Gerais
Diamantina está localizado em: Brasil
Diamantina
Localização de Diamantina no Brasil
18° 14' 56" S 43° 36' 00" O18° 14' 56" S 43° 36' 00" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Jequitinhonha IBGE/2008 [2]
Microrregião Diamantina IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Bocaiúva, Carbonita, Senador Modestino Gonçalves, Couto de Magalhães de Minas, Serro, Datas, Gouveia, Monjolos, Augusto de Lima, Buenópolis, e Olhos d'Água [1]
Distância até a capital 292 [3] km
Características geográficas
Área 3 869,830 km² [4]
População 47 647 hab. estimativa IBGE/2013[5]
Densidade 12,31 hab./km²
Altitude 1280 m
Clima Tropical de Altitude Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,748 alto PNUD/2000 [6]
PIB R$ 276 234,844 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 5,977 56 Reais IBGE/2010[7]
Página oficial

Diamantina é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47 647 habitantes.[5]

É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Francisca da Silva de Oliveira, a famosa Chica da Silva, e de Domingos José de Almeida.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI (os primeiros relatos dão conta de expedições que subiram o Rio Jequitinhonha e São Francisco) , Diamantina, como toda a região do atual estado de Minas Gerais, era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê[8] .

Diamantina foi fundada como Arraial do Tejuco em 1713, com a construção de uma capela que homenageava o padroeiro Santo Antônio. A localidade teve forte crescimento quando da descoberta dos Diamantes em 1729. Em fins do século XVIII era a terceira maior povoação da Capitania Geral da Minas, atrás da capital Vila Rica (Ouro Preto) e com população semelhante a da próspera São João Del Rey. No século XVIII cresceu devido à grande produção local de diamantes, que eram explorados pela coroa portuguesa. Foi conhecida inicialmente como Arraial do Tejuco (ou Tijuco) (do tupi tyîuka, "água podre"[9] ), Tejuco e Ybyty'ro'y (palavra tupi que significa "montanha fria", pela junção de ybytyra ("montanha") e ro'y ("frio")[10] . Durante o século XVIII, a cidade ficou famosa por ter abrigado Chica da Silva, escrava alforriada que era esposa do homem mais rico do Brasil Colonial, João Fernandes de Oliveira[11] .

A cidade emancipou-se do município do Serro somente em 1831,[12] passando a se chamar Diamantina por causa do grande volume de diamantes encontrados na região. A demora se devia à necessidade de maior controle local pelas autoridades coloniais visto que já em meados do século XVIII a população era maior que a da Vila do Príncipe do Serro Frio, cabeça da comarca. A vida em Diamantina no final do século XIX foi retratada por Alice Brant no seu livro Minha Vida de Menina, que se tornou um marco da literatura brasileira após ter sido redescoberto por Elizabeth Bishop.

Em 1938, Diamantina comemorou seus cem anos de elevação à categoria de cidade, recebendo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o título de "patrimônio histórico nacional". E, no ano de 1999, foi elevada à categoria de "patrimônio da humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Caminho dos Escravos

A cidade é um dos destinos da Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos mais ricos do Brasil, e faz parte do circuito turístico dos Diamantes.[13]

A cidade é conhecida por suas serestas e vesperata, que é um evento em que os músicos se apresentam à noite, ao ar livre, das janelas e sacadas de velhos casarões, enquanto o público assiste das ruas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na Mesorregião do Jequitinhonha, estando a sede a 285 km de distância por rodovia da capital Belo Horizonte. A cidade está situada a uma altitude média de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais, na região do Alto Jequitinhonha. O município é banhado pelo rio Jequitinhonha e vários de seus afluentes, como o Ribeirão das Pedras e o Ribeirão do Inferno. A porção sudoeste do município é banhada por subafluentes do rio São Francisco, como o Rio Pardo Pequeno.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo dados da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Diamantina foi de 2,8 ºC, ocorrida no dia 31 de julho de 1972. Já a máxima foi de 35,8ºC, observada dia 8 de outubro de 1987. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 202,5 mm, em 20 de novembro de 1953.[15]

Distritos e Povoados[editar | editar código-fonte]

  • Conselheiro Mata
  • Desembargador Otoni
  • Extração (Curralinho)
  • Inhaí
  • Guinda
  • Mendanha
  • Planalto de Minas
  • Pinheiro
  • São João da Chapada
  • Senador Mourão
  • Sopa
  • Boa Vista
  • Bom Sucesso
  • Braúna
  • Covão (Bicas d'Água)
  • Morrinhos
  • Macacos
  • Quartéis
  • Quartéis do Indaiá
  • Vau
  • Baixadão
  • Bandeirinha

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010[16]

População Total: 45.884

  • Urbana: 40.062 (87,31% do total)
  • Rural: 5.822
  • Homens: 22.251 (48,49% do total)
  • Mulheres:23.633 (51,51%)

Densidade demográfica (hab./km²): 10,8

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 32,8

Expectativa de vida (anos): 68,7

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,6

Taxa de Alfabetização: 83,4%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,748

  • IDH-M Renda: 0,752
  • IDH-M Longevidade: 0,765
  • IDH-M Educação: 0,812

(Fonte: PNUD/2000)

Cidade-irmã[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b IBGE Cidades@ O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. distancias-bhmunicipios Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. a b Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2013 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (4 de outubro de 2013). Página visitada em 23 de janeiro de 2014.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 13 abr. 2011.
  8. http://www.cedefes.org.br/index.php?p=colunistas_detalhe&id_pro=7
  9. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  10. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.145
  11. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.145
  12. Diamantina Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 25 de junho de 2013.
  13. Listagem dos Circuitos Turísticos (PDF) p. 10. Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Página visitada em 24 de fevereiro de 2013.
  14. Carta do Brasil SE-23-Z-A-III Diamantina (JPG) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 2 de outubro de 2012.
  15. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). Dados Meteorológicos - Minas Gerais. Página visitada em 12 de novembro de 2011.
  16. http://www.ibge.gov.br/censo2010/primeiros_dados_divulgados/index.php?uf=31
  17. Cidades irmãs, Třeboň e Diamantina Embaixada da República Tcheca em Brasília (9 de setembro de 2013). Página visitada em 28 de dezembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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