Antonina

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Município de Antonina
Bandeira de Antonina
Brasão de Antonina
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 6 de novembro
Fundação 12 de setembro de 1714 (300 anos)
Gentílico antoninense ou capelista
Prefeito(a) João Domero (PSC)
(2013–2016)
Localização
Localização de Antonina
Localização de Antonina no Paraná
Antonina está localizado em: Brasil
Antonina
Localização de Antonina no Brasil
25° 25' 44" S 48° 42' 43" O25° 25' 44" S 48° 42' 43" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008[1]
Microrregião Paranaguá IBGE/2008[1]
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Paranaguá, Morretes, Campina Grande do Sul, Guaraqueçaba
Distância até a capital via BR-277 84 km - via PR-410 79 km
Características geográficas
Área 882,316 km² [2]
População 18 891 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 21,41 hab./km²
Altitude 5 m
Clima Subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,77 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 202 699,438 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 329,69 IBGE/2008[5]
Página oficial

Antonina é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população contada em 2010 é de 18.891 habitantes com uma área de 876,551 km². Está situada a 90 km de Curitiba, e a 50 km de Paranaguá.

Cidade histórica cujos primeiros vestígios da ocupação foram encontrados nos sambaquis. Posteriormente índios carijós habitaram o local sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654. Além da extraordinária beleza natural paisagística, Antonina possui no seu calçamento de pedras e nas suas ruínas, histórias, as quais enriquecem o seu patrimônio. O município oferece ainda, diversos atrativos turísticos. É acessado pela BR-277, pela antiga Estrada da Graciosa, por ferrovia e através do porto, que foi recentemente reativado, onde também se localiza a sede do município. Criado através da Lei Estadual nº14 de 21 de janeiro de 1857, e instalado na mesma data foi desmembrado de Paranaguá.

Os habitantes naturais do município de Antonina são denominados antoninenses ou capelistas. Está localizada na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, mais precisamente na Microrregião de Paranaguá, estando a uma distância de 84 km via BR-277 e 79 km via Estrada da Graciosa, da capital do estado, Curitiba.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797. Etimologicamente existem duas fontes: primeiro, do latim "antonius" que significa inestimável, segundo, do grego "antheos", traduzido como flor.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

O município surgiu devido à devoção a Nossa Senhora do Pilar. Eram duas irmãs que rezavam a Virgem do Pilar, o que fez com que o pequeno vilarejo se movimentasse e no dia 15 de agosto (como é até hoje), a cidade recebesse inúmeros fiéis que lotam a imponente Igreja Matriz construída em 1715.

O porto Barão de Tefé, um dos mais importantes portos do início do século passado, está situado na cidade, junto com o terminal da Ponta do Félix.

É uma cidade festiva, realizando o carnaval de rua mais animado do Paraná e o Festival de inverno da Universidade Federal do Paraná. Cidade histórica e turística que preserva um ambiente de manguezais da mata atlântica.

Foi fundada em 1714 e obteve autonomia municipal em 1797.

O município conta com um porto importante, o Porto de Antonina.

Detalhes oficiais do governo podem encontrados em:

História[editar | editar código-fonte]

1918 Mercado Municipal de Antonina PR
1920 Vista aérea de Antonina PR
Igreja Matriz de Antonina

Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná, tendo aua região sido perlustrada a partir do século XVII. A efetiva ocupação deu-se em 1648 quando o parnaibano Gabriel de Lara, o Capitão Povoador, sesmeiro da Nova Vila (Paranaguá), cedeu a Antonio de Leão, Pedro Uzeda e Manoel Duarte três sesmarias no litoral Guarapirocaba, as primeiras daquela porção litoranea. Foram pois, estes os primeiros povoadores de Antonina.[6]

Eram tempos de caça ao ouro,[6] e este ciclo intensificou-se com a chegada de homens sequiosos pelo vil metal. Com o passar dos anos, o povoamento do lugar foi se firmando, datando de 12 de setembro de 1714 a oficial povoação de Antonina.[6]

Em 1712, Manoel do Valle Porto, depois sargento-mor, estabeleceu-se no Morro da Graciosa, pois havia recebido uma sesmaria localizada nesta região, e a frente de grande número de escravos iniciou o trabalho de mineração e agricultura na região.[6]

As primeiras roçadas devastaram a selva em frente a ilha da Graciosa (atualmente Corisco), que comprovaram a uberdade da terra, de grande valia para o povo do lugar.[6]

Valle Porto conseguiu provisão de licença para a construção da Capela de Nossa Senhora do Pilar no povoado, que abrigava cerca de cinquenta famílias de fiéis, em tributo a Virgem Maria. Desde esta época os moradores da cidade ficaram conhecidos como "capelistas".[6]

Em 1797 o povoado tinha 2.300 habitantes, que viviam de mineração, pesca e agricultura de subsistência.[6]

Neste mesmo ano, a 6 de novembro, a freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa foi elevada a categoria de vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antônio. Este ato solene foi realizado na presença da nobreza e do povo em geral, que assistiu ao levantamento do pelourinho e da lavratura do ato.[6]

Em 14 de janeiro de 1798 foi empossada a primeira câmara de vereadores de Antonina, e a primeira providência foi a reabertura da Estrada da Graciosa, no que foram ajudados por autoridades curitibanas. Em 1835 a vila tinha 3.300 habitantes.[6]

No dia 21 de janeiro de 1857, através de Lei Provincial nº 14, torna-se município da nascente Província do Paraná.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situado na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, o município limita-se ao norte e a oeste com Campina Grande do Sul, ao sul e a oeste com Morretes; e a leste com Paranaguá e Guaraqueçaba. A sede do município está localizada na posição geográfica de 25°25'44" S de latitude sul e 48°42'43" W de longitude oeste, estando a uma altitude de 5 metros. Possui uma área de 882 km² representando 0.4427 % do estado, 0.1566 % da região e 0.0104 % de todo o território brasileiro..

Geologicamente, os terrenos do município são de origem proterozóico-cambriana, arqueano-proterozóica, quaternária, holocênica, mesozóico-jurássico-cretácea e terciário-miocênica. Os tipos de solo existentes no município são gleissolo sálico, cambissolo háplico, argissolo vermelho-amarelo, latossolos vermelho-amareloe afloramentos de rocha. O relevo do município é montanhoso a oeste, forte e levemente ondulado ao norte e a leste e de planícies ao centro e ao sul com alguns morros espalhados pelo município. Na sede municipal registra-se a altitude de 5 metros. As altitudes médias do município oscilam entre 0 e 1.800 metros. Antonina está localizada entre a Baixada Paranaense e a Serra do Mar.

A localização da cidade de Antonina na orla atlântica apresenta um clima quente e úmido. Frio no período do inverno e agradável no verão. As temperaturas médias, observadas no ano de 1956, foram de 28ºC das máximas, 12°C das mínimas e 20°C a compensada. Os principais acidentes geográficos do município são: na parte orográficaserras do Cabrestante, dos Órgãos, da Virgem Maria, da Graciosa e da Serrinha; potamográficoRio Cachoeira, banhando as localidades de Catumbi, Limoeiro, Lagoinha, Cupiúva, Cupiuvinha, Turvo, Rio Pequeno, Cachoeira de Baixo e Cachoeira de Cima; rio do Cedro, banhando a localidade do Cedro; rio Cacatu, Lagoinha, Morro Grande Sambaqui, Rio do Meio Cacatu e Mergulhão; rio Curitibaíba, banhando as locdalidades de Curitibaíba, Faisqueira e Sambaqui; rio Faisqueira, banhando as localidades de Faisqueiras de Cima e de Baixo, Cedro e Camarão. Todos esses rios são navegáveis em pequenas extensões por lanchas movidas a gasolina. Existem no município as seguintes quedas d'água:

Denominação Localização Potencial (H.P.)
Corredeira da Cachoeira Rio Cachoeira 16.480
Salto do Cedro Rio do Cedro 300
Salto do Mergulhão Rio Mergulhão 107
Salto da Venda Rio da Venda, tributário do Cacatu I 50
Salto da Venda Rio da Venda, tributário do Cacatu II 100

Na baía de Antonina destacam-se as ilhas das Rosas, do Lessa, do Quamiranga, do Goulart e do Corisco. Na localidade de Cedro, há dois morros que se destacam: O do Pico Torto e da Divisa, com as altitudes de 847 e 817 metros, respectivamente.

Na época do Descobrimento do Brasil, em 1500, o município era coberto por diversas formações vegetais pertencentes ao domínio da Floresta Ombrófila Densa tais como manguezais e terras baixas na orla da baía de Antonina e formações montanhosas ao norte e a oeste.

Como riquezas minerais se sobressaem, reflexo de grande valor econômico, malgrado ainda serem pouco desenvolvidas, as extrações de pedra, ferro, magnetita e talco. No campo vegetalmadeiras de lei. E no reino animal, lontra, porco-do-mato, jaguatirica, onça-pintada, capivara, tateco, cutia, etc. A pesca no município é praticada pelos pescadores das colônias ali existentes, porém não é muito desenvolvida.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade de Antonina, nos anos 1930 e 1940, participava ativamente do Campeonato Paranaense de Futebol, visto que na época o regulamento dava uma vaga para o campeão da Liga de Futebol de Antonina. Os clubes que participaram nesta época foram o Mattarazzo Football Club, o Clube Atlético Antoninense, a Associação Atlética 29 de Maio e o Ypiranga. Hoje estes clubes jogam no futebol amador da cidade, representado por esta mesma liga.[7] [8]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. a b c d e f g h i j História de Antonina Prefeitura Municipal de Antonina. Visitado em 5 de abril de 2010.
  7. http://www.rsssfbrasil.com/tablesfq/pr1938.htm
  8. http://aa29demaio.wordpress.com/2009/05/07/bau-do-futebol-antoninense-4/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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